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domingo, 26 de julho de 2009

Zé Carlos, antigo guarda-redes do Farense deixou-nos...

O antigo guarda-redes do Farense José Carlos da Costa de 47 anos, faleceu no dia de anteontem vitimado de cancro.

O ex-guarda-redes foi alvo de uma manifestação de solidariedade por parte do Flamengo, que criou um site de recolha de fundos para ajudar às despesas do tratamento médico, a partir do seu internamento, em finais de Maio.

É com nostalgia que recordo os meus primieros jogos a ver o Farense, nos quais o Zé Carlos era o dono das balizas do S. Luís, bridando a massa associativa com vistosas defesas e segurança... Mais um que nos deixa mais pobres, numa altura em que o Farense está prestes a comemorar o centenário e cada vez mais precisa de todos para voltar aos patamares de outrora.

O Blog Algarve Farense apresenta desde já as sinceras condolências aos familiares de Zé Carlos.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson (1958-2009)

Estou chocado com o que ouvi à minutos na Renascença... Faleceu um dos maiores ícones e impulsionadores da música mundial. Quer se goste ou não do estilo, trata-se duma grande perda, ele que despontou na música com Thriller, um dos melhores cd's da história da música mundial, "pedrada no charco" na altura...

A vida é éfemera...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Faleceu Pablo Santiago

No S.Luís, Pablo lutou sempre pela mística do Farense

Pablo Santiago, homem experiente, já com provas dadas no "seu" Salamanca, homem bom, correcto a leal, cedo caiu no "goto" de todos quantos com ele privaram. Enquanto esteve no Farense a sua relação com todos foi sempre a melhor. Esteve em Faro de Agosto de 1999 até fins de 2001, quando Hidalgo e a Halcon venderam as suas acções à Ambifaro, deixando de ser os accionistas maioritários dos "leões" de Faro.
Em 1999, o Farense, ainda militava na I Divisão Nacional, mas já estava em crise financeira. E esteve em vias de não participar no campeonato mais importante do calendário futebolístico nacional, pois a dívida da SAD em termos fiscais e a antigos jogadores já era, na altura, bastante acentuada. Por isso, havia necessidade de injectar dinheiro no clube da capital algarvia. Melhor dizendo, havia necessidade de um novo investidor. E quem o encontrou foi João Alves, na altura treinador do Farense. O "luvas pretas" contactou o seu amigo Hidalgo, empresário espanhol de sucesso, o qual havia sido seu presidente no Salamanca, quer quando da sua passagem pelo clube espanhol como jogador, quer posteriormente como treinador. E "Pepe" Hidalgo aceitou investir no Farense, tornando-se no seu principal accionista, com a autarquia e a empresa municipal de capitais mistos, Ambifaro, como parceiros de referência. Como qualquer empresário sério e que se preze, de imediato tomou medidas para tentar rentabilizar o negócio em que se meteu. Trouxe para Faro gente da sua confiança. Para director – geral da SAD do Farense colocou Pablo Santiago, homem experiente, já com provas dadas no "seu" Salamanca. E o Pablo demandou para Faro. Como homem bom, correcto a leal, cedo caiu no "goto" de todos quantos com ele privaram. Enquanto esteve no Farense, a sua relação com todos foi sempre a melhor. Esteve em Faro de Agosto de 1999 até fins de 2001, quando Hidalgo e a Halcon venderam as suas acções à Ambifaro, deixando de ser os accionistas maioritários. A sua relação com os jornalistas foi excelente. Nem um problema, nem uma quezília houve nesse espaço de tempo com a comunicação social. Pelo contrário, estava sempre disponível dando sempre a cara. Nunca deixou de nos receber. Sempre com um sorriso nos lábios e o seu inevitável "cigarillo" "Ducados". E porque foi sempre de uma lealdade e de uma sinceridade a toda a prova, na despedida foi alvo de um almoço de homenagem oferecido por todos os jornalistas que diariamente trabalhavam no S. Luís, acompanhando o Farense. Pablo Santiago só deixou amigos em Faro. Uma amizade que durou até hoje. Quando, em Janeiro de 2003 estive gravemente doente não faltou com o seu telefonema, preocupado em saber como me encontrava. Na altura do Natal, lá aparecia no meu telemóvel uma mensagem de boas festas oriunda de um número com indicativo de Espanha. Era a do amigo Pablo Santiago.Infelizmente, este ano não vou ter no meu telemóvel nenhuma mensagem do meu amigo Pablo Santiago. Porquê? Porque o meu amigo Pablo faleceu esta terça-feira, 16 de Dezembro, vítima de doença prolongada. Foi o meu colega e amigo Armando Alves quem me deu a triste notícia. Liguei de imediato para o também colega e amigo Manuel Luís. "Já sei, Zé. Morreu o Pablo Santiago". Pois, os bons também se vão. Não fica cá ninguém. Mais tarde ou mais cedo todos têm o seu destino traçado. Mas a verdade é que todos os que privaram com o Pablo ficaram tristes. Porque homens e amigos como o Pablo ficam sempre a fazer falta. Meu querido amigo Pablo. Estiveste preocupado comigo nas piores horas da minha vida. Nunca me faltaste com um telefonema amigo ou com uma mensagem. Neste Natal não vou ter os teus votos de "feliz navidad". Mas ficarás sempre no meu coração. Como um verdadeiro amigo. Um verdadeiro "nuestro Hermano". À família enlutada, em meu nome e também do Algarve Press, apresento as mais sinceras condolências. Adiós Pablo. Descansa em Paz. Hasta siempre "hermano" e amigo.
por José Mealha e Manuel Luís

Na imagem, Marinescu, um dos jogadores colocados por Juan Hidalgo e Pablo Santiago no Farense, jogador de enorme garra e empatia com os adeptos, comemorando um golo no topo sul do S. Luís junto dos South Side Boys.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Adeus, Mané.

A notícia foi-me dada pelo meu amigo José Manuel Reis. Seca e dura! "Morreu o Mané! Foste tu que relataste o golo que ele marcou em Belém e que nos levou à final da Taça de Portugal, não foste?", perguntou-me o José Manuel. "Fui. Foi na baliza do lado do Tejo, quase no bico esquerdo da grande área. Um grande "chapéu" ao Justino", respondi de pronto.
Pois foi. Nessa quarta-feira do mês de Abril de 1990, fiz o relato, com o meu colega e amigo Miguel Santos, numa equipa de reportagem da Rádio ASA (Antena Sul/Algarve, infelizmente também já desaparecida) que ainda era composta pelos meus amigos e colegas Manuel Luís, António Correia e Horácio David. O Farense escreveu uma das mais gloriosas páginas da sua história, com Paco Fortes na liderança técnica, a qual era ainda composta por Fernando Pires "Fana", Elísio Gouveia e Manuel Balela. Fernando Cruz fez o golo do empate e na primeira parte do prolongamento Mané fez o histórico golo que levou o Algarve a outra das mais belas páginas de história, quando os farenses em particular e os algarvios em geral invadiram o Jamor dois domingos seguidos.
O Mané veio para o Farense na época de 88/89, tendo representado o clube da capital algarvia durante 5 épocas. Foi depois para o Gil Vicente, regressando duas épocas mais tarde ao Farense. Depois ainda jogou no Louletano, Padernense e Almancilense.
Era um "brasuca" – Algarvio. Um homem do melhor que conheci até hoje. Um amigo do peito. Incapaz de fazer mal a quem quer que fosse. Sempre humilde, simpático e amigo. É nestas alturas que apetece dizer que a vida não vale nada. Para quê tantas invejas, tantas guerras, maldades e traições se a vida acaba em qualquer curva de uma qualquer Via do Infante, num despiste.
O Mané não merecia morrer assim, aos 44 anos.Adeus amigo.
Até sempre.
José Mealha
O Blog "Algarve Farense", endereça desde já as mais sinceras condolências à familia enlutada.