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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A força dos blogues...

Funcionários da Câmara de Faro vão passar a estar na ponte da Ilha de Faro, junto aos semáforos, para controlar as entradas e saídas da Praia de Faro, entre as 11h30 e as 14h00 e as 18h00 e as 20h30.

Esta medida, anunciada pela autarquia, destina-se a regular as filas de trânsito nos períodos de maior fluxo automóvel. A medida visa também «corrigir a presença irregular da GNR, situação que tem provocado a formação de engarrafamentos no acesso e saída da Praia de Faro». Ao fim-de-semana, a Câmara de Faro propôs o pagamento de serviços remunerados para garantir a prestação deste serviço.

A autarquia, em comunicado, afirma lamentar «os transtornos esperando que a disponibilização de funcionários camarários diminua as dificuldades no acesso e saída da Praia de Faro». Para o futuro, a Câmara já assegurou, no âmbito do Programa Polis, o avanço de uma nova ponte, bem como, a construção de um Parque de Estacionamento junto à pista do Aeroporto Internacional de Faro, acrescenta a autarquia.

Foi preciso "A Defesa de Faro" levantar a lebre... Palavras para quê? Se ninguêm reclamasse mais um Verão se passaria neste marasmo! Mas nós também já tinhamos dado o "lamiré" à tempos atrás...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Viva a Burocracia...

Muito "boa bola"!! Se escrevem estas "bacoradas" num ofício, alguma vez poderiam desencalhar os milhares de processos que estão pendurados à anos nas gavetas dos tribunais?? Isto faz lembrar os "outros" que dizem que fazem, que têm um projecto para Faro e tal, mas são incapazes de alterar a temporização dos semáforos à entrada da Ilha, por forma a escoar mais rapidamente o trânsito na Ilha de Faro, amenizando um pouco a sofreguidão dos farenses e dos que nos visitam...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Capital do Algarve do Futuro...

In Jornal O Algarve - 02/07/2009

Olho para as mais recentes notícias sobre o programa Polis, mais concretamente para o estudo apresentado pela Parque Expo, entidade a quem foi solicitado o projecto de requalificação da baixa farense e fico cada vez mais com a sensação de que vou ter que penar muito anos até ver a minha cidade com uma cara lavada, ao nível de outras cidades algarvias que têm revitalizado as suas zonas ribeirinhas sem tantos alaridos e estudos... Já andamos com esta história do POLIS à largos meses e no terreno pouco ou nada se vê feito... Tal como alertámos em tempo útil, mais um Verão se passa e nem um mísero parque de estacionamento se construiu junto ao aeroporto... Se os planos eram para 2012, então, me parece, mais uma vez saem furados...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Programa Polis - Próximos de mais um Verão, os farenses desesperam...

Parece já um dado adquirido que mais uma época balnear se passará e o acesso à Praia de Faro continuará com a mesma oferta de acessos, nas condições em que conhecemos.
Como foi anunciado, é intenção da sociedade gestora do Programa Polis da Ria Formosa a construção num futuro próximTerreno que dará lugar ao parque de estacionamento de acesso à Ilha de Faroo de acessos pedonais desde a zona limítrofe do aeroporto, à entrada do aterro que permite acesso à ponte, proporcionando a circulação de peões, ciclistas e mesmo de automóveis duma forma condicionada à Ilha de Faro, por forma a acautelar os habituais engarrafamentos que prejudicam cada vez mais a afirmação desta zona como destino balnear de eleição pelos visitantes que nos chegam.

Já em Novembro de 2008 este plano estava esboçado, conforme se lê aqui, e havia indicações de que seria das primeiras tarefas a executar. Mas mais, havia intenção de se construir um parque de estacionamento de grandes dimensões por forma a incentivar as pessoas a fazer os 900 metros que separam a entrada do aterro à ilha de Faro a pé, mas chegados a Maio de 2009 tudo permanece na mesma. Curioso é verificar, que nesse local à entrada do aterro de acesso, está colocado um vistoso cartaz, com a indicação "Fazemos", ao lado de uns montes de terras que foram ali colocados, como que indiciando a presença de obCartaz a indicar a execução da obra. Ao lado, algumas movimentações de terras indiciam  a realização da mesma.ras correntes, situação que, após algumas passagens pelo local não se confirma nesse local, apenas vilsumbrando mais um foco de possível intervenção, na zona à entrada da própria ponte. O que parece estar já em execução é um estudo de viabilidade para construção duma nova ponte, mas que não justifica o atraso das outras obras, que parece nem terem passado do papel...

Por isto, será mais um Verão de desespero para os farenses, que assim trocarão o sol e praia do seu concelho por praias de concelhos limítrofes, em claro prejuízo para o comércio local, num quadro de desaproveitamento e desvalorização das potencialidades que a Ilha de Faro congrega, em conjunto com toda área da Ria Formosa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Frente Ribeirinha de Faro...

Gostava muito de estar mais informado sobre o que se passa nos corredores do poder da politica local, não para que me pusesse em bicos de pés para tirar proveitos próprios, mas sim para perceber com maior exactidão e de que forma os nossos políticos procuram defender o melhor possível os interesses da nossa Cidade e Concelho e a partir daí projectar novos horizontes para a cidade de Santa Maria.

Como curioso, e admitindo desde já que não sou um expert na matéria, vou apanhando conversa dum lado e doutro e como não podia deixar de ser, leio alguns dos blogues mais populares da nossa Cidade, que, com posturas diferentes perantes os factos e notícias que vão surgindo, procuram informar o que os outros meios não são capazes transmitir aos leitores, permitindo a partir daí, acesas trocas de ideias entre a vasta comunidade farense(e não farense) participante. Ao ser verdade, o que o Blog Tem Avonde adianta, o que se passou no passado dia 3 de Fevereiro na CMF, foi de facto a prova oral duma lição que não foi bem estudada e por isso muitas das questões que foram colocadas com o desenrolar da apresentação do projecto, não tiveram o esperada explicação. No meio destas declarações de intenções da Parque Expo, e até porque José Apolinário referiu a necessidade da participação da sociedade civil na formalização deste projecto, há um facto que ainda não foi explicado aos farenses com toda a clareza e que me parece ser a "chave" para o sucesso do projecto, quer a nível financeiro, quer no resultado que se pretende para o mesmo. Trata-se do caminho de ferro que delimita a cidade junto à ria, sendo assim o principal entrave à aproximação das pessoas ao mar. Porque, as pessoas, os munícipes e visitantes do Concelho são o alvo desta requalificação (tardia) da baixa da cidade, pergunto como pode ser possível fazer este "facelift", se mantivermos o caminho de ferro. Pelo que se se sabe há a intenção de se fazer três passagens inferiores nos cerca de 5 kilómetros que compõem a faixa citadina que beneficiará das obras. É suficiente? Evidentemente que não... E as passagens pedonais serão feitas de que forma? Não me parece que hajam formas milagrosas para contornar este problema e por tudo isto vou esperar para ver, embora não esteja optimista perante o problema que se apresenta.

Quando muitos dizem que este projecto têm duas décadas de atraso, pergunto se a questão do caminho de ferro, não foi também questionada ao longo deste tempo, quando outros Executivos estudaram a questão do famoso passeio ribeirinho. Por isso se pergunta quanto mais tempo a cidade de Faro vai esperar para se ver livre deste laço que a vai asfixiando e travando a sua evolução, situação que deveria ser já resolvida simultaneamente com a execução deste projecto, reduzindo assim os custos e o impacto negativo duma nova intervenção para a transferir a linha de sítio, pondo também em causa algumas das obras da requalificação agora apresentadas. Creio ser da maior importância reflectir sobre esta questão, aprofundando ainda mais o tema, para que depois não se chore sobre leite derramado.

Quanto ao resto, esperemos para ver, pois admitindo que os projectos apresentados serão traves mestras para o retorno do estatuto da capitalidade perdida nos últimos anos, parece que tudo ainda está muito vago e por isso não me alongarei em apreciações, sem ter um maior conhecimento.

Viva Faro!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Parque Expo quer criar novas centralidades em Faro

Criar novas centralidades em Faro e devolver a Ria à cidade são os pontos-chave da estratégia para a zona ribeirinha da capital algarvia, apresentada esta terça-feira pela empresa Parque Expo, nos Paços do Concelho de Faro. Cais Neves Pires, na zona ribeirinha de Faro


Esta foi a sessão pública que serviu para divulgar o 1º relatório do Estudo Estratégico para a Frente Ribeirinha de Faro, divulgado em primeira-mão pelo semanário «barlavento», há duas semanas. Numa sala repleta de gente, Ana Lopes, técnica da Parque Expo e coordenadora deste estudo, apresentou a primeira versão do plano que esta empresa tem para a zona ribeirinha de Faro, que incide sobre o território que vai desde o Hotel Íbis, a Poente, até ao Bom João, a Nascente.

Ao nível de infra-estruturas, os destaques vão para a Marina a nascer no Bom João, junto ao actual Porto Comercial e em complemento a este, e a requalificação da zona do Cais Neves Pires, com a construção de um Centro Ambiental «ou um museu», com uma área verde associada, como o «barlavento» já havia anunciado.Também outros projectos que já estão a decorrer, noutros âmbitos, fazem parte deste estudo.

O Parque Ribeirinho de Faro, a ser concluído no âmbito do Polis da Ria Formosa, e a construção de uma doca exterior à que já existe junto ao Jardim Manuel Bívar, na Baixa de Faro, resultante de um protocolo entre a Câmara de Faro e o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, são exemplos. Segundo Ana Lopes, a estratégia elaborada pela Parque Expo assenta na criação de dois novos pólos de centralidade, a partir dos quais se desenvolve e interliga uma nova filosofia para a zona ribeirinha de Faro.Um pólo nascerá na zona Poente, junto da actual Estação de Caminho-de-Ferro de Faro, enquanto a segunda surgirá na zona industrial do Bom João, a partir do momento em que aqui for construída a Marina e promovidas acções de urbanização e valorização económica.

Neste segundo caso, a ideia da Câmara é há muito conhecida e passa por criar uma espécie de Parque das Nações, através de uma profunda regeneração urbana. Já junto à estação, a Parque Expo defende a criação «de um interface intermodal», que permita fazer uma articulação entre diversos meios de transporte, nomeadamente «comboios, autocarros e barcos».Ao mesmo tempo, o estudo prevê o aproveitamento «de muitos dos armazéns que ali se encontram devolutos», de modo a que sejam «devolvidos à cidade», através de usos alternativos. Já houve um projecto para trazer para esta zona a noite farense, possibilidade que ainda poderá estar em cima da mesa.

Estes dois pólos juntar-se-ão aos que a empresa identificou junto à doca de Faro, na Cidade Velha e na zona do Teatro Municipal e do Fórum Algarve, fechando a malha de centros de influência junto à Ria Formosa. E como nem só da água e sapais deste sistema lagunar podem os farenses viver, também é idealizada a construção de espaços verdes e a arborização da cidade. Os pontos assinalados no estudo são o Parque Ribeirinho, a zona do Cais Neves Pires e o Parque Urbano a nascer na zona do Vale da Amoreira.

Outro ponto descrito como fulcral pela Parque Expo foi a reestruturação da rede viária e pedonal, de modo a permitir furar a barreira que a linha de caminho-de-ferro actualmente representa entre a cidade e a Ria Formosa. Neste campo, a empresa defende a criação de passagens inferiores «junto ao Teatro das Figuras, na zona do IPJ e junto do apeadeiro do Bom João».Ao mesmo tempo, serão feitas diversas zonas para a travessia de peões, para lhes permitir o acesso ao passeio pedonal que será criado do lado de lá da linha, junto à Ria, em toda a frente ribeirinha da cidade.
Foto e Crónica In Barlavento Online

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Faro (des)espera pelo POLIS...

Cais Comercial de Faro - Faro (31.01.2009)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Demolições nos ilhotes da Ria Formosa vão começar no início de 2009

As demolições nos ilhotes da Ria Formosa iniciam-se nos primeiros meses de 2009, revelou ontem a presidente da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa."Nos ilhotes sabemos, desde já, que são apenas intervenções de renaturalização e estamos em crer que o ano de 2009 permitirá, desde logo, avançar com as demolições nos ilhotes. É essa a solução técnica enquadrável desde já", declarou Valentina Calixto, a presidente do Conselho de administração da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa. Na semana em que o Polis Ria Formosa iniciou o levantamento das construções naquele meio natural protegido, a responsável pelo programa foi categórica, garantindo que "vão haver demolições nas áreas a renaturalizar", prevendo-se igualmente uma "requalificação e reestruturação do existente".

A Sociedade Polis Ria Formosa realça, no entanto, que os habitantes que vivem da pesca na Ria Formosa e que vejam as suas casas demolidas têm "alojamento previsto", mas só se conhecerão os locais para as novas casas depois dos projectos de intervenção e do plano de pormenor estarem terminados. "Nos termos do Plano de Ordenamento da Orla Costeiro (POOC), todos os residentes de primeira habitação que estão ligados à pesca e à mariscagem têm legalmente enquadramento no sentido de se realojarem em sítios que se vão equacionar nos projectos de intervenção ou no plano de pormenor", garantiu Valentina Calixto. Alguns dos habitantes da Ilha de S. Lourenço, Olhão, ainda têm esperança que as suas casas não tenham um dia de vir abaixo mas já decidiram dar os dados das habitações aos técnicos do Polis Ria Formosa. Manuel Paulo, mais conhecido por "Manuel das Conquilhas", tem uma casa da família na ilha S. Lourenço há 25 anos. A sua vida é a apanha de bivalves na Ria Formosa e nem quer ouvir falar de ver a sua casa demolida. Também Manuel Guerreiro, com casa no núcleo do Coco há 36 anos, recusa a hipótese de sair do ilhote e recorda que há muitos anos que ouve falar em demolições, mas que nunca se avançaram com esses trabalhos. "Eu gosto é de viver neste sossego. Eu podia viver na Culatra mas é muita confusão, tem muitos restaurantes" e "aqui é calmo, não há barafundas", observa.

A Sociedade Polis Ria Formosa iniciou esta semana no núcleo das Ratas e Coco (Ilha S. Lourenço) o levantamento das construções na Ria Formosa, um inventário que se prolongará por seis meses e que prevê a intervenção em 48 quilómetros de frente costeira. O inventário das construções está a ser desenvolvido, numa primeira fase, nos ilhotes do Ramalhete, Cobra, Altura, Coco, Ratas e Ilha Deserta. Já as ilhas com mais população serão avaliadas numa fase posterior que deverá arrancar para a semana, nomeadamente na Culatra, e vai-se prolongar pelos Hangares, Farol, Armona, Fuseta, ilha de Tavira e ilha de Faro. O Polis é um plano estratégico de valorização e requalificação da Ria Formosa que envolve investimentos na ordem dos 87,5 milhões de euros, a aplicar entre 2008 e 2012, e prevê a intervenção em cinco concelhos algarvios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Projecto Polis decidiu: Carros proibidos na Praia de Faro

Praia de Faro passa a pedonal

A proibição da circulação automóvel na Praia de Faro é decisão consolidada, isto enquanto o Polis Ria Formosa negoceia terrenos para o estacionamento junto ao Aeroporto. Demolições também estão no caderno de encargos.
Um parque de estacionamento de 5 hectares, com capacidade para 1650 veículos, vai surgir nos terrenos privados junto ao lado sul da pista do Aeroporto de Faro, adiantou ao Observatório do Algarve fonte do Polis.
A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa está neste momento a negociar a aquisição dos terrenos, cujas obras incluem um terminal de transportes públicos que irão garantir as deslocações para a Praia de Faro.
O acesso de veículos à Ilha será proibido, excepto a veículos de residentes, transporte de mercadorias e transportes públicos.
O acesso à Praia de Faro passará a ser feito, pela maioria dos frequentadores, a pé, de barco ou através de transportes públicos.
Segundo fonte do Polis, ainda não foi definido que tipo de transportes vai operar nesta carreira. A única certeza é que serão transportes considerados ligeiros, tal como mini-bus ou comboios turísticos.
Outro dos assuntos em estudo é o facto do novo parque poder, ou não, vir a ser tarifado.
A estrada de acesso à Ilha, entre a rotunda do Aeroporto e a ponte, é também um dos pontos a ser intervencionado. Os trabalhos incluem a criação de zonas para a circulação de peões, velocípedes e automóveis.
Está prevista ainda a intervenção na zona lagunar com a criação de túneis de comunicação de água entre os esteiros.

Zona central pode não estar livre de demolições
Neste momento está em fase de concurso o Plano Pormenor da Praia de Faro, cuja adjudicação está prevista para 16 de Dezembro. O Plano de Pormenor inclui a zona central da Ilha, desafectada do Domínio Público Hídrico e concessionada à autarquia farense desde 1956.
Há a hipótese de existirem demolições naquela área, designdamente das construções em zona de risco.
A decisão depende da análise custo/benefício - em termos ambientais e financeiros - e a avaliação será feita no âmbito do Plano de Pormenor para aquele local.
As restantes zonas intervencionadas pelo Polis serão alvo de acções de renaturalização, reestruturação e requalificação dos espaços edificados.
Quanto aos ilhotes, todas as construções serão demolidas, ou seja, há apenas a renaturalizaçao daqueles locais.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Praia de Faro é a primeira a beneficiar com o Polis da Ria Formosa

Melhorar a acessibilidade à Praia de Faro e conseguir tirar trânsito automóvel de dentro da ilha são as prioridades de Faro, no âmbito do Polis.
A Câmara Municipal identificou como Acções Prioritárias a realizar ao abrigo deste plano de requalificação a criação de um parque de estacionamento junto ao Aeroporto de Faro, um acesso pedonal e ciclável até à praia, através de um passadiço de madeira, e a avaliação do estado de conservação da ponte rodoviária. Segundo o presidente da Câmara de Faro José Apolinário, estas foram as intervenções que a autarquia, enquanto sócia da Sociedade Polis, solicitou que avançassem o mais brevemente possível. Nesta fase, estão já a ser elaboradas propostas de projectos de execução das duas primeiras obras.A avaliação do estado de conservação da ponte rodoviária, único acesso por terra à Praia de Faro, «será feita em conjunto com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil». Ao mesmo tempo, será «encomendado um novo estudo a uma empresa especializada». Apesar de tudo depender desta avaliação, José Apolinário acredita que uma eventual recuperação ou substituição da ponte possa ser feita no âmbito do Polis. Certa é a intervenção no troço de estrada que dá acesso à praia, entre a curva do Aeroporto e a ponte. Nesta estrada vão ser criadas «duas passagens hidráulicas», que permitam a circulação de água, uma vez que o aterro que suporta a estrada «está a sofrer erosão no lado Poente». Ainda na Praia de Faro, vai começar «por estes dias» o Plano de Pormenor desta zona da Península do Ancão. Outro projecto que está já a ser elaborado é o da requalificação de parte da zona ribeirinha de Faro, nomeadamente do Passeio Ribeirinho. A restante frente de Ria será intervencionada ao abrigo de outros dois planos, que serão pagos pela autarquia. Faro também deu prioridade à limpeza da Ria, nas zonas costeiras, algo que irá acontecer em toda a extensão do sistema lagunar, de Cacela Velha à Praia do Ancão.Nas ilhas-barreira, num momento em que ainda não se coloca a questão das demolições, que quase inviabilizou a entrada da capital algarvia para a Sociedade Polis da Ria Formosa, as notícias são boas. Uma das primeiras intervenções do Polis será a reabilitação de ancoradouros. Mas, disse José Apolinário, estas intervenções poderão demorar um pouco. «Há um modelo que tem que ser feito e ainda não nos foi apresentado», revelou.
Mais vale tarde do que nunca... Mas acredito que irá ficar pronto a poucos meses das eleições autárquicas...

sábado, 26 de julho de 2008

Ria Formosa: Autarcas aplaudem levantamento de casas a demolir

A maioria dos autarcas dos municípios da Ria Formosa defende um novo levantamento das habitações ilegais na zona, à excepção do presidente da Câmara de Tavira, para quem a medida avançada pelo Governo revela "falta de coragem".

O secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, anunciou, em entrevista à agência Lusa, a realização de um novo levantamento das habitações a demolir ou a requalificar na Ria Formosa."Neste momento não há um levantamento que garanta com precisão aquilo que vai ser a intervenção final", disse João Ferrão, adiantando que "em pormenor não se sabe ainda o que vai ser demolido".Um dos últimos levantamentos nacionais de casas a demolir, realizado pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), contabilizava mais de três mil construções ilegais em áreas protegidas e colocava o parque da Ria Formosa a liderar a contagem, com mais de 1.800 situações. No entanto, antes e depois do levantamento, o próprio governo, as autarquias e associações de moradores realizaram outras contagens de casas para demolir, todos com critérios e números divergentes.~Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Faro, José Apolinário (PS), explicou que este levantamento está previsto no Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), prevendo-se para Setembro o lançamento do concurso para a realização deste estudo, "núcleo a núcleo", com a colaboração das autarquias envolvidas - Faro, Loulé, Olhão e Tavira - e das associações de moradores.O início do levantamento não tem ainda data prevista, referiu o autarca socialista.Para José Apolinário, "o que é importante é salvaguardar os direitos dos pescadores, viveiristas e as situações de primeira habitação", casos que podem ser mantidos ou deslocados para outros núcleos, segundo o POOC.Na opinião do presidente da Câmara de Faro, os números - "falam em mil" casas clandestinas - "pecam por exagero e por uma desaquação e distanciamento em relação à realidade".Para o autarca, o levantamento vai permitir "uma avaliação mais rigorosa sobre os impactos ambientais" dessas casas, algumas construídas sobre o cordão dunar."Há casas em zonas consideradas ilegais por razões puramente administrativas - por estarem em terrenos tutelados pelos portos - e não ambientais", argumentou José Apolinário, que sublinha que a intervenção na Ria Formosa deve centrar-se "na requalificação e não na demolição"."Não faz sentido apenas e só a demolição", defendeu.Também o presidente da Câmara de Olhão, Francisco Leal (PS), é a favor da elaboração de um "plano actualizado e sério para tomar depois as medidas adequadas".Segundo o autarca, que acredita que a realidade "não está suficientemente analisada, até porque a situação evolui", o levantamento vai permitir avaliar "dentro do que existe, o que é susceptível de ser mantido e o que pode não ter condições para isso".O presidente da autarquia de Olhão sublinha que as casas degradadadas devem ser "imediatamente demolidas", destino semelhante para as habitações alugadas para turismo, uma situação que considera "revoltante".Mas, salientou, "não tem de ir tudo abaixo, mas não significa que tenha de ficar lá tudo"."Esta é uma oportunidade que a Ria Formosa tem de se requalificar e de se olhar para esta zona com uma perspectiva séria", disse Francisco Leal.O presidente da Câmara de Olhão defende que o "grande objectivo" da requalificação deverá ser o reforço do cordão dunar e a abertura das barras e dos canais, de forma a permitir "a manutenção e desenvolvimento das actividades económicas".O reforço das dunas e a conservação das ilhas-barreira são as intervenções essenciais, na opinião do presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio (PSD), dado o avanço do mar que se tem registado nos últimos anos e que obriga a reposições de areia que, contudo, são apenas soluções "temporárias". O autarca de Loulé defende ainda ser necessário "um levantamento e ter em consideração o aspecto humano, nomeadamente se se trata de uma primeira ou segunda habitação"."Uma situação é uma família que vive ali e trabalha em actividades ligadas à Ria, outra é quem usa a casa como segunda habitação", disse à Lusa.O autarca afirmou que as construções existentes na ilha de Faro na zona ainda abrangida pelo concelho de Loulé não foram alvo de qualquer licenciamento municipal.Ao contrário dos seus colegas de Olhão, Loulé e Faro, o presidente da Câmara de Tavira, Macário Correia (PSD), contesta a realização de novos levantamentos."Há 20 anos que os vários governos andam a fazer levantamentos. Há levantamentos mais que suficientes", sustentou, em declarações à agência Lusa.Para Macário Correia, a realização destes estudos é um recurso "para quem não tem coragem"."É uma forma de adiar o problema e a solução", disse, referindo que em Tavira não há qualquer habitação clandestina: "se houvesse, já teria sido demolida".

segunda-feira, 14 de julho de 2008

“Bom Polis” vai ser trunfo eleitoral de José Vitorino

Sem demolições e com uma nova ponte para a ilha
O vereador da câmara de Faro e anunciado candidato à presidência nas próximas autárquicas, José Vitorino, apresentou hoje um plano alternativo ao Polis Ria Formosa, que servirá, dentro de um ano, depois de recolhidos os contributos da população, como trunfo eleitoral. O Polis Litoral Ria Formosa, apresentado em Maio último, é um programa de requalificação e valorização que envolve cinco autarquias algarvias e um investimento superior a 87 milhões de euros. Já o “bom Polis”, como o denomina o líder do grupo “Autarcas com Faro no Coração”, não prevê a demolição de casas nas ilhas-barreira, ao contrário do plano apresentado recentemente, que aponta para a destruição de um milhar de habitações nos vários núcleos. “Não haverá demolições nem a construção de novas habitações, excepto para os descendentes de pescadores. E é preciso regularizar a situação das casas que não estão em áreas desafectadas do domínio hídrico”, afirma José Vitorino, em defesa do seu plano. O vereador assegura que é preciso “acabar de vez com este fado” e lembra que “há casas a crescer todos os dias”. “Estão 20 milhões de euros em cima da mesa para demolições, quando há coisas mais prioritárias. Este é um Polis penalizador para Faro”, critica. A alternativa ao Polis Ria Formosa propõe ainda uma nova ponte para a ilha de Faro, com duas faixas (uma para transportes públicos e outras para particulares), uma vez que a actual “corre o risco de ruir”.
Além da “renovação dos acessos e um novo parque de estacionamento exterior”, outra das medidas avançadas é “o acesso limitado à praia”, quando a capacidade do parqueamento dentro da ilha estiver lotada. “Casar Faro com a Ria Formosa e o mar” é outro dos eixos estratégicos do documento alternativo, designadamente com o fim da linha férrea dentro da cidade. “Tem sido um garrote estrangulador que tem sufocado e matado a vitalidade farense”, diz José Vitorino, que propõe uma estação multimodal fora da cidade. Com essa medida, o espaço actualmente ocupado pela estação da CP seria destinado à criação das “Docas de Faro”, bares, restaurantes e zona de lazer. A promoção da pesca, marisqueio e aquacultura “a actividades estratégicas” – com a construção de portos de abrigo e ancoradouros onde há núcleos piscatórios; um Parque Ambiental do Pontal de “nível internacional”; e um porto de recreio na zona das salinas, são outras ideias incluídas no “bom Polis”.
Sem baixar os braços O Polis Ria Formosa está em pleno andamento mas José Vitorino crê que pode fazer valer a sua força, prometendo apresentar o seu plano alternativo como trunfo nas autárquicas. “Não vamos baixar os braços. As leis mudam-se, todos os dias”, salienta. O documento estará seis meses em “discussão pública” e depois de “fechado”, com os contributos entretanto recebidos, será apresentado como “proposta eleitoral”. “Estamos convencidos de que teremos os farenses connosco. Com a vitória nas autárquicas, isso dará força para negociar o plano e o governo – qualquer que seja – terá de sentar-se à mesa connosco”, afiança, confiante, o vereador independente.

Sem dúvida, boas ideias de José Vitorino, embora não acredite que o Polis vá avante sem a demolição de casa nas ilhas-barreira. Depois há sempre a ter em conta a questão orçamental, pois tenho dúvidas que o programa Polis disponiblize verbas para todos estes projectos, que sendo interessantes para a cidade capital de distrito, não serão executados ao mesmo tempo e se diluirão no tempo... Enfim projectos, nada a que os farenses já não estejam habituados.

quarta-feira, 12 de março de 2008

POLIS praticamente aprovado em Faro

À hora de fecho deste "post", tudo indica que o Programa Polis irá ser aprovado pela maioria dos representantes da Assembleia Municipal de Faro. A bancada do PSD apresentou uma proposta que mereceu a concordância das forças políticas representadas na Reunião Municipal de ontem, apenas com o voto contra do vereador José Vitorino. Apesar da Assembleia Municipal reunir vários representantes políticos do Concelho, as representações partidárias na Câmara deverão ser suficientes para validar o Programa Polis, sendo que, na proposta apresentada pelo PSD estão inclusas algumas cláusulas que salvarguardam os direitos dos moradores das ilhas barreira.

Hoje decide-se Faro...

Muito do futuro da nossa cidade nos próxmos 10 anos decide-se esta noite no Teatro das Fuguras, em Faro, numa Assembleia Municipal que deve ser tão decisiva quanto polémica, depois do que se viu na última quinta feira...