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quarta-feira, 1 de abril de 2009

99 anos de História: Farense, Emblema duma Cidade e Região

boneco de Francisco Zambujal, numa caricatura a uma das equipas mais fortes da história do SC Farense


O SC Farense completa hoje 99 anos de existência, sinónimo duma longa história desportiva onde a nossa cidade de Faro foi dignificada aquém e além fronteiras por esta emblemática instituição... Como os humanos, também as colectividades têm momentos bons, mas também menos bons ao longo do seu percurso, mas o mais importante nessas fases é saber ultrapassar com segurança as situações. Parece-nos que o SC Farense, apesar de débil, está neste momento em convalescença e poderá num futuro não muito distante desembaraçar muitos dos problemas que o afligem, podendo assim retomar um caminho de glória que percorre muitas das páginas da sua história, como se pode verificar no palmarés abaixo, recolocando-se na linha da frente da instituições desportivas a nível nacional:


Taça de Portugal
45 Presenças - Melhor: Finalista em 1989/90

Campeonato Nacional da 1ª Divisão:
23 Presenças - Melhor: 5º lugar (1994/95)

Campeonato Nacional da 2ª Divisão:
36 Presenças - Títulos: 2 (1939/40, 1982/83)

Campeonato Regional do Algarve:
06 Títulos (1914/15, 1917/18, 1921/22, 1933/34, 1935/36, 1937/38)

Campeonato Distrital da AF Algarve (1ªDivisão):
01 Título (2007/08)

Campeonato Distrital da AF Algarve (2ªDivisão):
01 Título (2006/07)

Taça UEFA:
1 presença (1995/96) - 2 jogos

sábado, 14 de março de 2009

Asneiras barlaventinas...

In A Bola, 14/03/2009


Focando-nos apenas no Algarve, Portimão será a capital do Sul, porque:
  • Historicamente (monumentos e história) supera Faro?
  • Porque Administrativamente supera Faro?
  • Porque têm um Autódromo Internacional?
  • Porque têm um Aeroporto Internacional?
  • Porque têm a zona ribeirinha renovada?
  • Porque têm muitas infra-estruturas turísticas?
  • Porque organiza muitos eventos?
  • Porque está tão endividada como Faro?
  • Porque a Universidade do Algarve, na sua grande maioria têm as faculdades em Faro?
  • Porque o Parque das Cidades (que não será só o Estádio Algarve) foi edificado em Faro?
  • Porque Portimão, embora com maior área têm menos população que Faro?
  • Porque o Portimonense com sorte, para o ano até estará na mesma divisão do Farense?
  • Porque um Teatro de dimensão Internacional está em Faro?
Façam as contas e depois tirem conclusões...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Aliança sob ordem de despejo

O café centenário Aliança, em Faro, pode desaparecer devido a ordem de despejo do Tribunal.

O centenário café Aliança, situado no coração de Faro e um dos mais antigos do país, corre o risco de desaparecer na sequência de uma ordem de despejo que pende sobre o arrendatário do espaço.
Caso o Tribunal de Faro avance com a execução do despejo, o nome “Aliança” pode igualmente desaparecer, já que é propriedade do actual inquilino, bem como todo o recheio, que inclui fotografias antigas da cidade e uma galeria de fotos dos famosos que por lá passaram.
A par d’A Brasileira, em Lisboa, e do Majestic no Porto, o Aliança é dos mais antigos cafés do país, palco noutros tempos de tertúlias de intelectuais e visitado por ilustres como Fernando Pessoa, Marguerite Yourcenar ou Simone de Beauvoir.
Na base da acção de despejo está uma queixa do senhorio devido ao alegado incumprimento no pagamento das rendas, mas o inquilino diz raramente ter-se atrasado e que os atrasos nunca foram além do dia 08 do mês em questão.
“O tribunal deu razão ao proprietário ao considerar que as rendas tinham que ser liquidadas até ao primeiro dia do mês”, desabafa Manuel Lopes, que assegura haver um acordo verbal que previa os pagamentos até ao dia 08.
A gerir o Aliança desde 2002, Manuel Lopes lamenta que a cidade possa vir a perder um local histórico como aquele, mas assegura que tentou negociar com os proprietários a compra do espaço.
“Fiz uma proposta de compra, mas não consegui atingir os valores pretendidos”, diz, acrescentando que mesmo a hipótese de venda do nome e recheio do Aliança foi rejeitada logo à partida pelos proprietários.
“O senhorio apenas me disse que tinha que tirar tudo daqui porque queria o espaço limpo”, observa, antevendo que talvez a intenção dos donos não seja manter o café, cuja designação é propriedade sua.
Perante a situação, o presidente do município de Faro, já notificou o senhorio, o inquilino e o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) para garantir a defesa do património do café.
“Independentemente de quem seja o proprietário, é importante manter a utilização do espaço como café, que está inserido numa área classificada e cujo património é de grande valor”, sublinhou José Apolinário à Agência Lusa.
O antigo e primeiro proprietário do edifício, José Pedro Silva, ordenou que depois da sua morte, fosse doada aos empregados a exploração do café Aliança - que acabariam depois por vender as quotas -, e a familiares o edifício histórico onde se insere.
Com o desaparecimento do Aliança está igualmente em causa o despedimento de quinze trabalhadores, lembra Manuel Lopes, que não coloca de parte fazer uma espécie de “mini-café” Aliança no espaço contíguo, embora as condições sejam limitadas.
O espaço do café Aliança está dividido em duas áreas - uma que corresponde ao espaço original do café e outra que integra um quiosque, cafetaria e Ciber-café -, sendo propriedade de diferentes senhorios.
“Estou à espera que a qualquer momento o tribunal execute a acção de despejo”, lamenta Manuel Lopes, que soube da ordem no final de Julho, o que já ditou o despedimento do chefe de sala que trabalhava com ele.
A agência Lusa tentou localizar o senhorio do café “Aliança” para obter um comentário sobre o caso, mas tal não foi possível até ao momento.
Não posso nem quero acreditar que uma das imagens de marca, parte da história da cidade, possa estar em risco de acabar. O edifício ficará mas as memórias revividas a cada dia que nos sentamos naquela esplanada não passarão disso mesmo... Não sei quem têm razão, só sei que mais uma vez Faro ficará a perder...

domingo, 7 de setembro de 2008

7 de Setembro - Dia de todos os Farenses

Faro: Do passado aos nosso dias

A área lagunar da Ria Formosa atraiu a presença humana desde o Paleolítico até ao final da Pré-História. Nesse espaço, surge uma cidade: Ossonoba, centro urbano importante durante o período de ocupação romana que, de acordo com os estudiosos, foi a origem da actual cidade de Faro.Sede de bispado a partir do séc. III e durante o período visigótico, Ossonoba mantém com o domínio árabe, iniciado no séc. VIII, a sua posição de mais importante localidade do extremo sudoeste da península.Capital de um efémero principado independente no séc. IX, a cidade é fortificada com uma cintura de muralhas e o nome de Ossonoba começa a ser substituído pelo de Santa Maria, a que mais tarde se junta a designação de Hárune, que deu origem a Faro. Depois de um período atribulado provocado pela instabilidade político-militar islâmica, Faro é integrada, em 1249, no território português, completando o ciclo de reconquista cristã do espaço geográfico que é hoje Portugal.Nos séculos seguintes, Faro torna-se uma cidade próspera devido à sua posição geográfica, ao porto seguro e à exploração e comércio de sal e de produtos agrícolas do interior algarvio, incrementados com os Descobrimentos. Tem, nesse período, uma importante e activa colónia judaica que no final do séc. XV imprime localmente o primeiro livro português.Reconhecendo o crescimento da cidade, o rei D. Manuel promove, em 1499, uma profunda alteração urbanística com a criação de novos equipamentos - um hospital, a Igreja do Espírito Santo (mais tarde reconstruída e administrada pela Misericórdia), a alfândega, um açougue, etc. - fora das alcaçarias e junto ao litoral. Em 1540, Faro é elevada a cidade e, em 1577, a sede do bispado do Algarve é transferida de Silves. O saque e o incêndio, em 1596, pelas tropas inglesas do conde de Essex, danificaram muralhas e igrejas, empobreceram a cidade.Os séculos XVII e XVIII são um período de expansão para Faro, cercada por uma nova cintura de muralhas, durante o período da Guerra da Restauração (1640/1668), que abrangia a área edificada e terrenos de cultura, num vasto semicírculo frente à ria. Até finais do séc. XIX, a cidade mantém-se dentro desses limites. O seu crescimento gradual sofre um maior ímpeto nas últimas décadas tendo duplicado a sua população residente nos últimos 70 anos, cifrando-se neste momento nos 58.000 residentes (concelho). Faro assumiu a sua vocação cosmopolita aquando da inauguração do seu aeroporto internacional a 11 de Julho de 1965, ainda durante a ditadura de António de Oliveira Salazar. Hoje em dia e graças ao aumento de procura turística em todo o Algarve, a cidade possui o segundo mais movimentado aeroporto de Portugal atrás do aeroporto da Portela em Lisboa, com um movimento superior a 5 milhões de passageiros por ano. O Aeroporto é ainda utilizado por parte dos turistas que se dirigem para a Andaluzia devido a certos locais desta região espanhola estarem mais próximos de Faro do que de Sevilha. Muitas outra infraestruturas de valia regional foram erguidas em Faro ou no seu perímetro, destacando-se Universidade do Algarve, Estádio Algarve ou Teatro Municipal de Faro reforçando cada vez mais a capitalidade à cidade nos nossos dias.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Faro publicita festas da cidade de Olhão??

No passado domingo, ao passear a pé junto da rotunda do hospital em Faro, deparei-me com um placard, cirurgicamente colocado junto ao quiosque, fazendo menção, às festas da cidade de Olhão, que este ano comemora 200 anos da sua elevação a vila e criação do concelho de Olhão, deixando de fazer parte do concelho farense, na sequencia da revolta contra os invasores franceses, que tomavam a região à sensivelmente 200 anos atrás. Tal facto é assinalável, mas daí a dar-se espaço no nosso concelho farense, a publicitação de festas de outra cidade, é um pouco estranho, infeliz e de mau gosto para com todos os farenses até porque nunca vi tal acontecer nos nossos concelhos vizinhos, aquando da comemoração do 7 de Setembro, dia da cidade de Faro. Estranho portanto tal situação, até porque muitos farenses, tem vindo a mudar de residência para Olhão, devido aos preços mais acessíveis dos apartamentos, pelo que numa situação deste género, esta seria de facto a menos admissível, porque muito poucos olhanenses residem em Faro… Contudo, o nosso presidente de câmara é olhanense… Será por isso, dirão alguns?