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terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Farense de 1983/1984...


Esta peculiar colecção de cromos foi-nos gentilemente cedida pelo senhor Fernando Soares, o qual desde já agradeço. Muito nostálgico recordar o velho Farense de à 26 anos atrás, já eu era nascido...

Nunca imaginei que Meszaros tivesse jogado nos Leões de Faro, e congratulando-me por confirmar a inclusão de nomes como os de Jorge Jesus, José Luis ou Carlos Alhinho nas nossa fileiras...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Hassan e o seu Farense em discurso directo na RTP

Ontem levantei-me cedinho e fui positivamente surpreendido por uma reportagem sobre o nosso Farense no programa Bom Dia Portugal...

Hassan em discurso directo, no relvado do mítico S. Luís... Ora vejam, a partir do minuto 3.15.

domingo, 26 de julho de 2009

Zé Carlos, antigo guarda-redes do Farense deixou-nos...

O antigo guarda-redes do Farense José Carlos da Costa de 47 anos, faleceu no dia de anteontem vitimado de cancro.

O ex-guarda-redes foi alvo de uma manifestação de solidariedade por parte do Flamengo, que criou um site de recolha de fundos para ajudar às despesas do tratamento médico, a partir do seu internamento, em finais de Maio.

É com nostalgia que recordo os meus primieros jogos a ver o Farense, nos quais o Zé Carlos era o dono das balizas do S. Luís, bridando a massa associativa com vistosas defesas e segurança... Mais um que nos deixa mais pobres, numa altura em que o Farense está prestes a comemorar o centenário e cada vez mais precisa de todos para voltar aos patamares de outrora.

O Blog Algarve Farense apresenta desde já as sinceras condolências aos familiares de Zé Carlos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Patrick, o "azarado"...

In A Bola, 27/02/2009

Tive oportunidade de falar uma ou duas vezes com o Patrick da Silva, por via dum amigo comum. Entrou para o Farense no ano de Manuel Balela na Primeira Liga, mostrando potencial nos jogos que pude assistir... Sem conhecer devidamente as razões que levaram as estas 12 operações, estamos perante um dos jogadores mais azarados que passaram pelo futebol português na última década. Espero que agora estejas recuperado de vez. Força Patrick!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Memórias da telefonia...

Final da Taça

Há coisas que não teem valor...Certo dia chega-me o caro amigo e ultra "F", com uma preciosidade capaz de colocar qualquer Farense digno de seu nome em lágrimas. Carrego no Play, a voz do José Mealha, tão caracteristica dos ouvidos de todos os Farenses, nos relatos das tardes de Domingo sempre que o clube de todos nós jogava fora e oiço nomes que me fazem entrar na nostalgia, Pereirinha, Fernando Cruz...e GOLLOOOO! Exactamente, falo da Taça de Portugal, um dos momentos mais marcantes da História do nosso grande Farense e da vida de qualquer Farense que tenha estado presente. Tinha 12 anos por esta altura, mas as memórias estão bem vivas, como se de hoje se tratasse. Estava eu atrás da baliza no topo Sul, já de saida do estádio frustado de tamanho resultado " nesse ano sentiamo-nos invénciveis",depois de tão emocionante dia, agarrado a mão do meu pai para não ser arrastado pela confusão...quando de repente quando já nada fazia prever...GGOOOOLLLLOOOOOO!!!!! Deixo que as palavras e emoções de José Mealha, transmitam aquilo para o qual não encontro palavras.



Ao contrário de muitos que já comentaram este momento no Blog Leões de Faro, eu não posso testemunhar este acontecimento histórico do nosso Clube... Já tinha alguns "anitos" mas a minha família nunca ligou muito ao futebol em geral, e ao Farense em particular, pelo que não fui um dos vinte mil algarvios, qual memórias vivas desse acontecimento histórico para a Cidade e para a Região... Só mais tarde, por volta de 94 é que comecei a "apaixonar-me" pelo emblema da nossa cidade de Faro, e guardo muitas recordações, umas melhores que outras, mas sempre duma forma nostálgica, que se confundem com os tempos da minha juventude, como que associando datas a alguns acontecimentos do Clube... Há jogos que me marcam e que nunca esquecerei... Infelizmente, e aparte da época da UEFA, acompanhei já a fase descendente do Farense, o que não significa que isso fosse sinónimo duma paixão decadente... Queria convosco, e apenas recorrendo à minha memória (que não é infalível....) recordar um jogo em que infelizmente não estive presente mas que não foi por isso menos vivido por não estar presente no Estádio S. Luís... Jogava-se a permanência na Superliga, onde o Farense era obrigado a ganhar para se manter, isto no época 1999/2000, na altura sob o comando de Ismael Diaz... O adversário era o Belenenses que visitava o Algarve tranquilo na tabela, perante um Leão sedento da vitória... Tratava-se do jogo duma época, onde o futuro do Emblema estaria à prova, situação que se veio a verificar anos mais tarde... Com o S. Luís cheio, seria o Belenenses a iniciar a festa azul com um golo, que naquela altura ditava a descida à Segunda Liga... Acreditem que, em casa, junto ao rádio tive suores frios... Era o Farense que estava em risco... Minutos mais tarde o Farense daria a volta ao marcador para gáudeo e alivio duma multidão sedenta por essa alegria de ter uma equipa algarvia entre as maiores do nosso futebol... Ainda hoje, como recordação guardo uma cassete de áudio que regista excertos desse jogo...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Faleceu Pablo Santiago

No S.Luís, Pablo lutou sempre pela mística do Farense

Pablo Santiago, homem experiente, já com provas dadas no "seu" Salamanca, homem bom, correcto a leal, cedo caiu no "goto" de todos quantos com ele privaram. Enquanto esteve no Farense a sua relação com todos foi sempre a melhor. Esteve em Faro de Agosto de 1999 até fins de 2001, quando Hidalgo e a Halcon venderam as suas acções à Ambifaro, deixando de ser os accionistas maioritários dos "leões" de Faro.
Em 1999, o Farense, ainda militava na I Divisão Nacional, mas já estava em crise financeira. E esteve em vias de não participar no campeonato mais importante do calendário futebolístico nacional, pois a dívida da SAD em termos fiscais e a antigos jogadores já era, na altura, bastante acentuada. Por isso, havia necessidade de injectar dinheiro no clube da capital algarvia. Melhor dizendo, havia necessidade de um novo investidor. E quem o encontrou foi João Alves, na altura treinador do Farense. O "luvas pretas" contactou o seu amigo Hidalgo, empresário espanhol de sucesso, o qual havia sido seu presidente no Salamanca, quer quando da sua passagem pelo clube espanhol como jogador, quer posteriormente como treinador. E "Pepe" Hidalgo aceitou investir no Farense, tornando-se no seu principal accionista, com a autarquia e a empresa municipal de capitais mistos, Ambifaro, como parceiros de referência. Como qualquer empresário sério e que se preze, de imediato tomou medidas para tentar rentabilizar o negócio em que se meteu. Trouxe para Faro gente da sua confiança. Para director – geral da SAD do Farense colocou Pablo Santiago, homem experiente, já com provas dadas no "seu" Salamanca. E o Pablo demandou para Faro. Como homem bom, correcto a leal, cedo caiu no "goto" de todos quantos com ele privaram. Enquanto esteve no Farense, a sua relação com todos foi sempre a melhor. Esteve em Faro de Agosto de 1999 até fins de 2001, quando Hidalgo e a Halcon venderam as suas acções à Ambifaro, deixando de ser os accionistas maioritários. A sua relação com os jornalistas foi excelente. Nem um problema, nem uma quezília houve nesse espaço de tempo com a comunicação social. Pelo contrário, estava sempre disponível dando sempre a cara. Nunca deixou de nos receber. Sempre com um sorriso nos lábios e o seu inevitável "cigarillo" "Ducados". E porque foi sempre de uma lealdade e de uma sinceridade a toda a prova, na despedida foi alvo de um almoço de homenagem oferecido por todos os jornalistas que diariamente trabalhavam no S. Luís, acompanhando o Farense. Pablo Santiago só deixou amigos em Faro. Uma amizade que durou até hoje. Quando, em Janeiro de 2003 estive gravemente doente não faltou com o seu telefonema, preocupado em saber como me encontrava. Na altura do Natal, lá aparecia no meu telemóvel uma mensagem de boas festas oriunda de um número com indicativo de Espanha. Era a do amigo Pablo Santiago.Infelizmente, este ano não vou ter no meu telemóvel nenhuma mensagem do meu amigo Pablo Santiago. Porquê? Porque o meu amigo Pablo faleceu esta terça-feira, 16 de Dezembro, vítima de doença prolongada. Foi o meu colega e amigo Armando Alves quem me deu a triste notícia. Liguei de imediato para o também colega e amigo Manuel Luís. "Já sei, Zé. Morreu o Pablo Santiago". Pois, os bons também se vão. Não fica cá ninguém. Mais tarde ou mais cedo todos têm o seu destino traçado. Mas a verdade é que todos os que privaram com o Pablo ficaram tristes. Porque homens e amigos como o Pablo ficam sempre a fazer falta. Meu querido amigo Pablo. Estiveste preocupado comigo nas piores horas da minha vida. Nunca me faltaste com um telefonema amigo ou com uma mensagem. Neste Natal não vou ter os teus votos de "feliz navidad". Mas ficarás sempre no meu coração. Como um verdadeiro amigo. Um verdadeiro "nuestro Hermano". À família enlutada, em meu nome e também do Algarve Press, apresento as mais sinceras condolências. Adiós Pablo. Descansa em Paz. Hasta siempre "hermano" e amigo.
por José Mealha e Manuel Luís

Na imagem, Marinescu, um dos jogadores colocados por Juan Hidalgo e Pablo Santiago no Farense, jogador de enorme garra e empatia com os adeptos, comemorando um golo no topo sul do S. Luís junto dos South Side Boys.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Super FM... A rádio que marcou uma geração está de volta!

Pois é... As maravilhas da Internet podem proporcionar cada vez mais, a possibilidade de reviver emoções e momentos ou redimensionar formas de comunicação que no passado estavam limitadas às ondas hertzianas... A rádio e TV que na forma convencional chegavam a larguissimos milhões de lares podem agora ser acompanhados através na World Wide Web e permitir noutra plataforma, a sua transmissão duma forma mais barata... Tudo isto para vos dar a boa nova de que a rádio que marcou uma geração na década de noventa, pode agora ser revisitada no seu site... É verdade, a saudosa SuperFM está de volta e com uma playlist muito semelhante à dos seus tempos áureos... Perde-se em grande parte a comunicação, a interacção com os ouvintes, as quais se tornaram em alguns casos, em amizades duradouras... Aqui, em Faro a Super FM foi o viveiro de algumas das vozes da RUAFM, vozes que nesses tempos nos deram a conhecer os Melomenorítmica, NOFX, Punk-Kecas, Censurados ou BloodHoud Gang, ou com programas que poucos esquecerão como a "Hora do Carteiro", "As melhores baladas Rock", ou "Máquina do Tempo"... Por isso, e mesmo que esta seja a rádio da SUPERFM Lisboa, não resistimos em vos dar a conhecer a boa nova.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Adeus, Mané.

A notícia foi-me dada pelo meu amigo José Manuel Reis. Seca e dura! "Morreu o Mané! Foste tu que relataste o golo que ele marcou em Belém e que nos levou à final da Taça de Portugal, não foste?", perguntou-me o José Manuel. "Fui. Foi na baliza do lado do Tejo, quase no bico esquerdo da grande área. Um grande "chapéu" ao Justino", respondi de pronto.
Pois foi. Nessa quarta-feira do mês de Abril de 1990, fiz o relato, com o meu colega e amigo Miguel Santos, numa equipa de reportagem da Rádio ASA (Antena Sul/Algarve, infelizmente também já desaparecida) que ainda era composta pelos meus amigos e colegas Manuel Luís, António Correia e Horácio David. O Farense escreveu uma das mais gloriosas páginas da sua história, com Paco Fortes na liderança técnica, a qual era ainda composta por Fernando Pires "Fana", Elísio Gouveia e Manuel Balela. Fernando Cruz fez o golo do empate e na primeira parte do prolongamento Mané fez o histórico golo que levou o Algarve a outra das mais belas páginas de história, quando os farenses em particular e os algarvios em geral invadiram o Jamor dois domingos seguidos.
O Mané veio para o Farense na época de 88/89, tendo representado o clube da capital algarvia durante 5 épocas. Foi depois para o Gil Vicente, regressando duas épocas mais tarde ao Farense. Depois ainda jogou no Louletano, Padernense e Almancilense.
Era um "brasuca" – Algarvio. Um homem do melhor que conheci até hoje. Um amigo do peito. Incapaz de fazer mal a quem quer que fosse. Sempre humilde, simpático e amigo. É nestas alturas que apetece dizer que a vida não vale nada. Para quê tantas invejas, tantas guerras, maldades e traições se a vida acaba em qualquer curva de uma qualquer Via do Infante, num despiste.
O Mané não merecia morrer assim, aos 44 anos.Adeus amigo.
Até sempre.
José Mealha
O Blog "Algarve Farense", endereça desde já as mais sinceras condolências à familia enlutada.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Farense há 16 anos atrás...

In Correio da Manhã

O artigo que coloco aqui não se refere a algum feito importante do Nosso Clube, mas foi com nostalgia que ontem um colega meu me entregou um velho jornal que estava perdido na sua secretária, datado de 29.11.1992 e achei interessante compartilhar convosco... São, na verdade, memórias dum Farense forte e que como hoje se reafirmava no futebol português, se bem que em patamares diferentes... A entrevista que Paco Fortes dava na altura a um velho decano do jornalismo algarvio, Teixeira Marques, trouxe-me à memória nomes de alguns velhos ídolos das bancadas do S.Luís, hoje despidas e à espera da venda "salvadora" do futuro do Clube... Para ler com atenção e algum revivalismo...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ai Pitico, Pitico, já não tens idade para estas coisas...

Murro atira Pitico para o hospital
O antigo jogador do Farense, Pitico, foi alvo de uma agressão em campo no passado domingo que lhe provocou uma fractura facial. O atleta, de 45 anos, que milita no São Marcos da primeira divisão do distrital de Beja há cinco, foi então conduzido ao hospital e posteriormente transferido para São José, em Lisboa, de onde recebeu alta ontem. O episódio aconteceu em casa do Odemirense, onde o São Marcos sofreu uma pesada derrota por 7-1.
Fonte do São Marcos disse ao CM que a agressão aconteceu quando o jogo estava interrompido e fora do olhar do árbitro. "O atleta do Odemirense deu um soco e só o árbitro auxiliar deu conta e chamou a atenção ao juiz, que expulsou o agressor."
Contactado pelo CM, António Cópio, presidente do Odemirense, disse que o clube "lamenta o sucedido" e que o jogador que agrediu Pitico "terá respondido a provocações", mas "já foi apresentado um pedido de desculpas ao São Marcos", ficando a aguardar a decisão do Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Beja em relação ao caso.

sábado, 4 de outubro de 2008

Lembram-se SS?

Foi um dos jogos que mais prazer me deu presenciar... Mas também foi um dos resultados que mais azia me deu, fruto duma autêntica bomba de Jorge Vidigal na cobrança de um livre directo que se anicharia já nos descontos da partida... Um deslocação massiva das gentes de Faro até à cidade da Restauração... Aos vasculhar por aí, descobri o registo de várias faixas mostradas entre os Mosh Side e os "nossos" South Side, mas destaco esta, talvez a resposta a alguns dos que ainda questionam a grandeza do SC Farense.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Memórias: Benje, o melhor guarda redes do mundo


Quando a bola estava longe, a sua presença lembrava mais a de um velho sábio africano, cansado das duras batalhas. Quando a bola ou os adversários invadiam, por alto ou pela terra, a sua área, ai ele virava pantera ou gato negro, felino, com uns reflexos espantosos, voando para as chamadas defesas impossíveis. Jogou entre os anos 60 e 70 (Farense, Varzim, Leixões...) e era... o melhor guarda redes do mundo!

Na baliza, quando a bola estava longe e dava uns passos no meio da grande área, a sua presença lembrava mais a de um velho sábio africano, cansado das duras batalhas que travara no passado, do que a de um felino voador. Não sei se esta imagem balzaquiana me ocupa a mente devido a só o ter visto, com olhos de ver, já na fase terminal da sua carreira, as ultimas quatro-cinco épocas, mas a verdade é que, logo por cima dessa imagem, se sobrepõe outra, muito mais forte, que emerge quando recordo a sua reacção quando a bola surgia na sua área, por alto ou com avançados isolados ávidos por o fuzilar. Aí, o gigante Benje, virava gato negro, felino, voador, com uns reflexos espantosos, executando, com eficácia e beleza estonteante, as chamadas defesas impossíveis. Por ser negro, algo ainda hoje pouco comum, nos guarda redes que jogam na Europa, todo aquele aparato tinha ainda uma maior dose de magia feiticeira, como se fosse dono de qualquer segredo africano. Mesclava o inestético com o espectacular e criava um estilo único e deslumbrante. Como fez quase todas a sua carreira por clubes ditos pequenos (Varzim, Farense, Leixões...) daqueles que jogam para não descer de divisão, num tempo em que as diferenças entre as equipas em Portugal era gigantesca, as suas sucessivas grandes exibições adquiriam contornos verdadeiramente épicos. (...)

Benje pertence, indubitavelmente, ao universo mágico do futebol português, num tempo em que o império ia do Minho até Timor, ele era, vindo de Angola, como um símbolo desses enorme legado ultramarino que tantas glórias e grandes jogadores, brincas na areia, engraçados e fenómenos, deu ao nosso futebol. A última vez que ouvi falar dele foi, salvo erro, em 2001. Era então funcionário fiscal da Câmara Municipal de Faro, onde se radicara finda a carreira. A beleza do seu estilo pode ser, em parte, apreciada na foto que encabeça este artigo, datada de 1973, num jogo contra o Benfica no velho Estádio da Luz, quando, defendendo as redes do Farense, voou, destemido, para roubar a bola dos pés do ponta de lança do Benfica chamado... Artur Jorge. O homem que melhor definiu a categoria de Benje foi, no entanto, um famoso e precursor treinador que marcou uma época no nosso futebol, pelo sua juventude irreverente, discurso diferente, caustico e que, ainda hoje, estaria muito á frente da maioria dos treinadores que ocupam os bancos da Super Liga. Era Joaquim Meirim e a história sucedeu quando treinava o Varzim, no inicio dos anos 70, e o guarda redes suplente (confesso que não me lembro o nome) andava sempre muito chateado porque nunca jogava. Nem um minuto sequer. Foi então que Meirim, para o moralizar lhe disse para estar tranquilo, que a sua hora iria chegar, pois ele era...o melhor guarda redes da Europa. O “keeper” suplente abriu os olhos de espanto. Se era assim, então porque não estava a jogar? Simples: porque o titular, Benje, era o melhor guarda redes do... mundo! Palavra de mestre Meirim.
Imagens e Textos de Luis Freitas Lobo In Planeta do Futebol

Para muitos dos que porventura lêem este artigo, tais memórias passam-nos um pouco ao lado, mas é com gozo que verificamos o reconhecimento público de Luís Freitas Lobo, a um dos melhores atletas da história do SC Farense. Agora noutras funções, Pedro Benje serve o Clube com toda a dignidade e profissionalismo, quiçá menos falado que outros dada a sua sobriedade... Mas a verdade é que ele é também a mística do nosso Clube, sempre ao dispôr dos novos jogadores que nos vão chegando e que a queiram receber. Força Farense!

sábado, 19 de julho de 2008

O Farense... Memórias que não se apagam!

Chega o Verão e as estradas a caminho da praia enchem, tal como as bancadas do saudoso S. Luís dos tempos de ribalta - vamos ao Algarve. De Faro sempre chegaram lufadas de ar fresco no que concerne à cromologia.
Sobejamente conhecidos os méritos de Paixão, de personalidade escarrapachada no nome; de Hassan, a enorme referência no ataque, com ou sem Ramadão, assim como de Hajry, mais atrás no campo; ou de Pereirinha da escovinha, de Jorge "Judas" Soares, da lenda King; ou ainda de Pitico, espécimen de velocidade felina - iria depois fixar-se no Algarve e consta que ainda faz miséria em peladinhas de praia.Na retaguarda desta linha de generais, um pelotão de bravos cromos ousou a sua própria sorte em determinados momentos da história recente da sempre conturbada colectividade que era o Sporting Clube Farense. Os exemplos seguem-se.Foi quase um par romântico da altura, lembramo-nos bem: a relação Paixão - Miguel Serôdio. Uma marca indelével na defesa algarvia, estes dois rapazes. Falava-se em Paixão e logo se acrescentava: Miguel Serôdio, como se de um par de cerejas se tratasse. A justaposição de dois seres num só. Uma sociedade perfeita. Serôdio, no entanto, sempre foi mais conservador do que Paixão, impetuoso índio algarvio, perfil esquerdista emprestado da América Latina. Isso trouxe problemas a Serôdio, mais preocupado com questões práticas da vida - ele deixava o cabelo crescer desgrenhadamente e a pêra por aparar apenas para colocar a bola fora do S. Luís ou, pelo menos, parar o jogador adversário com uma violenta placagem. Serôdio mandava as bolas para o quintal enquanto Paixão definia como alvo a 6ª cadeira a contar da esquerda da última fila das bancadas; Serôdio batia onde podia, Paixão gritava com o árbitro após cirúrgica entrada ao joelho; Serôdio esgotava-se no campo, Paixão pirateava cassettes e arrotava junto do plantel nos balneários, para risota geral. Por isso, Serôdio acabou por ficar um pouco ofuscado em relação a Paixão, com augúrios por confirmar na plenitude. Ainda assim, esteve numa fase bonita da vida do Farense - tendo mais sorte do que, por exemplo, o espanhol Fernando Porto.
Nas laterais, Eugénio e Raul Barbosa. Era tormentoso para Eugénio encontrar portentos de força pela frente, do género de um Vinha ou Serifo; mesmo o mais desajeitado dos altos avançados, Miguel Barros, autêntica curiosidade futebolística, causava dificuldades a Eugénio. Tudo porque Eugénio estabilizou a sua altura nos iniciados e tudo para ele era gigantesco, hercúleo. Raul Barbosa, cabelo louro à surfista, passeava os caracóis no relvado e deixava a arte futebolística na gaveta, junto ao pente e aos óculos escuros.
Raul Iglésias, na baliza, não sendo como Julio a cantar, até se dava melhor com microfones do que entre os postes, onde a sua longilínea figura não escondia a dificuldade em captar bolas matreiras. Também passaram por lá um rugoso Peter Rufai e um Lemajic no início da sua epopeia frango-lusitana, que dispensam mais comentários.Na zona central do campo, houve o Ademar em final de carreira, como o ex-FCP Quim; Hugo, jovem promessa de singelo nome e pequena estatura, cujo futuro se revelou ainda mais medíocre que um livre directo do alentejano Paulo Banha Torres (de preferência, se este último estivesse ainda com aquele estilo de cabelo a que se convencionou chamar "mullet"), e um gordito Paulo Pilar, estilo baixista de hard-rock anos 80, a ocupar o campo como podia. Só para não falar do Punisic, Besirovic, Helcinho, Carlos Costa (beijou os calcanhares da imortalidade), Tozé, João Oliveira Pinto e Sérgio Duarte, que tantas tardes de prazer proporcionaram às bancadas do S. Luís, com as superiores cheias, os South Side Boys a incentivar e a música do clube a debitar no equipamento de som.
A marcar golos, ou quase isso, foi difícil atingir o nível patenteado por Hassan. Fernando Cruz, nos derradeiros raios de sol da moda do bigode, Moussa N'Daw, nome lindo numa cara não tão bela, e o persistente, alto e terrivelmente desengonçado Djukic bem tentaram. Talvez Curcic tenha chegado a patamares mais próximos de Hassan, com a sua figura de jugoslavo convertido em alemão de leste a infernizar as redes adversárias defendidas por guardiões do calibre de José Nuno Amaro (se este fenómeno tivesse a sorte de jogar). Curcic, porém, cedo preferiu outras areias que combinassem bem com o dourado dos seus caracóis e foi cheio de esperanças para o Estoril, depois de Belém, onde encontrou Mladenov em final de carreira e juntos beberam umas imperiais perto da Marginal.
Uma palavra para o "mijter" Paco Fortes, o mais algarvio dos catalães, que com uma inebriante personalidade briguenta, mola no banco, gritos descontrolados, braços cruzados com vigor inaudito e bigode resistente a quase todas as promessas, escreveu as mais lindas páginas da instituição farense, as suficientes para votar ao esquecimento quem lhe seguiu, um ou outro treinador ou dirigente espanhol - alguém se lembra do nome deles? O Farense morreu; viva o Farense!
Imagens in "A Defesa de Faro"
Imagens in "Farense em Imagens"

É evidente que não posso corroborar de algumas ideias neste texto, como por exemplo, da afirmação de que o Farense morreu, o que me obriga a dar o grito de revolta e dizer: O Farense Renasceu! Contudo, não podia ignorar este texto, que apesar do tom brincalhão, nos faz ficar mais novos uns bons anos e recordar com saudosimo o Clube que trazemos no coração. Farense Sempre

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Memórias dum passado cheio de êxitos....


Apresentamos um recorte da Revista "O Jogo", relativa ao balanço da época 1993/1994, onde podemos observar a equipa do SC Farense, que sob o comando do catalão mais algarvio do planeta obtinha o honroso 8º lugar empatado pontualmente com o sexto classificado. Caras bem conhecidas dos adeptos farenses que nesta imagem mostram uma agradável juventude como é o caso de Jorge Soares, actual adjunto de Jorge Portela.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Saudades do Passado...

É com enorme saudade que coloco esta foto, retirada da edição, Revista Record, de Agosto de 1995. Na imagem temos o plantel do Sporting Clube Farense para a referida época, equipa que disputou nesse ano a Taça UEFA, na sequência do meritório 5.º lugar obtido na época transacta. A equipa Farense defrontou então o Lyon, na altura, ainda longe da hegemonia desportiva que actualmente têm no futebol francês... Contudo a sua maior experiência internacional valeu-lhe para eliminar o Farense, que com duas derrotas por 0-1, saiu de cabeça erguida da competição. Curiosamente na estreia internacional do Farense, derrota 0-1 no S. Luis, num fim de tarde solarengo de Setembro, o marcador do unico golo da partida seria Giuly (sim, esse mesmo que o ano passado estava no Barcelona e este ano na Roma).
Nesse ano o Farense tinha visto sair para o Benfica, Hassan (melhor marcador da época transacta) e King, entre outros, pois já os problemas financeiros e as perspectivas de melhores contratos para os que haviam dado nas vistas, eram uma realidade em Faro.
Enfrentou então esta época com muitas caras novas, casos de Carlos Costa, Cacioli, Punisic, Paiva, Eugénio, Marco Nuno e mesmo Christian...
Christian foi talvez um dos casos mais estranhos do futebol do Farense nos últimos 15 anos. Acabaria por sair do Farense, no final da época, após um mediocre desempenho, e passados poucos anos chegaria à equipa A do Brasil, em consequência de fantásticas prestações ao serviço do Paris Saint Germaint.... Estranho não é??
Os Leões de Faro terminariam nesse ano, o campeonato no 10.º Lugar, não escapando a um jogo de risco na última jornada, pois ainda não haviam garantido a manutenção. Contudo, na última jornada, não deixaram créditos por mãos alheias e venceriam categoricamente o Salgueiros por 4-1 no S.Luis, que completamente esgotado, comemoraria a manutenção do Farense, entre os maiores do futebol nacional.