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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Estádio São Luís pode ficar intacto

FARENSE NEGOCEIA ACORDO COM INVESTIDORES

A solução para o passivo do Farense, estimado em cerca de 11 milhões de euros, deverá passar por um acordo com um grupo de capitais nacionais e estrangeiros. Nesse negócio deverá haver o aproveitamento imobiliário de um terreno do clube situado à entrada de Faro, e de alguns espaços envolventes ao Estádio São Luís, o qual será mantido.

"Estamos em negociações adiantadas e tudo aponta para acordo, faltando apenas resolver problemas burocráticos com a Câmara", disse o presidente António Barão, que garantiu: "Esta é a solução que melhor defende os interesses do Farense."
O dinheiro obtido servirá para liquidar o passivo e o remanescente será aplicado na equipa de futebol. "Queremos regressar rapidamente aos escalões profissionais", disse.

Não se pode exigir mais a esta Direcção em tão curto espaço de tempo. Mas perdoem-me, só acredito quando ver "preto no branco..."

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Faro: Apolinário define programa funcional para centro comercial em risco de ser penhorado

O presidente da Câmara de Faro reuniu-se esta segunda-feira com agentes culturais algarvios para definir o programa funcional do centro comercial "Atrium Faro", uma superfície comercial que está quase sem lojas abertas e em risco de ser penhorado pela banca. "Hoje definiu-se o programa funcional do centro comercial e agora falta justificar a proposta de compra junto da banca. Estamos a preparar, juridicamente, os cadernos de encargos para alavancar o projecto", explicou, em declarações à Lusa, o autarca José Apolinário.

Situado na principal artéria da baixa de Faro e erguido sobre o antigo Cine-Teatro Santo António, o Atrium Faro, inaugurado há mais de dois anos, tem 30 lojas, mas apenas duas estão ocupadas, tendo as três salas de cinema encerrado há cerca de mês e meio. Com o objectivo de salvar o projecto comercial, a Câmara de Faro anunciou que pretende adquirir o "Atrium Faro" através de uma parceria público-privada e adaptar o espaço com uma área cultural e outra comercial.

A área comercial terá um total de 1.300 metros quadrados (m2) - a maior parte no rés-do-chão e o restante no primeiro piso - e a área cultural será distribuída pelo primeiro e segundo piso, adiantou José Apolinário, que pretende ter até ao final deste mês o caderno de encargos lançado. A Câmara vai ainda convidar a Escola de Ourivesaria "Contacto Directo" de Lisboa a abrir uma delegação no Atrium Faro, assim como pretende trazer para aquele espaço um julgado de paz, um centro de mediação de conflitos. Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Faro acrescentou que a operação envolve verbas na ordem dos sete milhões de euros, que incluem a aquisição do edifício e algumas obras de adaptação "às novas funcionalidades".

O processo apenas será viável com a participação de parceiros privados e a redução de custos de manutenção (que rondam os 17 mil euros mensais), argumenta o autarca, frisando que o objectivo da autarquia não é "salvar um negócio", mas sim utilizar o espaço para fins culturais, com serviços públicos e lojas.
In Região-Sul

Não sei porquê mas isto faz me lembrar a nacionalização do BPN. O investismento de 7 milhões de euros, por uma autarquia falida num projecto privado fracassado é no mínimo discutível, aumentando ainda mais a dependencia da CMF à banca... Será este o caminho?

terça-feira, 21 de julho de 2009

E o Estádio é para vender ou não???

In A Bola, 21/07/2009
Se António Barão, presidente do Farense, prefere ter a certeza dos valores em dívida, e se possivel, a partir daí vender os terrenos junto ao Forum Algarve, bem como parte da zona da Bancada Sul, parece que o presidente da AG do SC Farense têm uma opinião mais radical...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Farense - Cronologia das últimas semanas e caminhos para o futuro

O Sporting Clube Farense vai a votos, depois do processo de venda do Estádio de São Luís se ter revelado um insucesso e o Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC) que o clube ia utilizar para regularizar as dívidas fora do tribunal ter caído por terra.


As eleições são no dia 8 de Julho, podendo as listas ser apresentadas até dia 6 de Julho.

Há duas semanas, a direcção do Farense convocou uma assembleia-geral extraordinária de sócios para explicar o que foi feito para vender o São Luís e debater o futuro da instituição. Foi aqui que Gomes Ferreira pediu formalmente à Mesa da Assembleia que marcasse uma data para eleições para a direcção do clube «o mais rapidamente possível». No caso do estádio, depois de ter apresentado o relatório de como decorreu todo o processo, a comissão encarregue da sua venda, liderada por Aníbal Guerreiro, apresentou a sua demissão.

A crise económica foi a justificação encontrada por Aníbal Guerreiro para o insucesso de um processo que, garantiu, se tivesse sido encetado há mais tempo, não teria tido o mesmo desfecho. «Em 2004, apresentei a proposta [da solução da venda do Estádio para sanear as contas do clube] ao presidente da Câmara, de quem não vou dizer o nome. Não fui ouvido», queixou-se. Foi só depois da entrada de José Apolinário para o cargo de presidente da autarquia farense é que a ideia avançou. Mas, justificou o membro da comissão, «a oportunidade de vender o estádio esfumou-se com a crise económica».

A situação actual, como se esperava, foi mal aceite pelos sócios presentes. As opiniões dividiam-se, mas a indignação foi transversal. Com a queda do PEC e o pouco provável sucesso na venda do São Luís por um preço que permita pagar as elevadas dívidas que o clube tem, pelo menos para já, o futuro do Farense está mais ameaçado que nunca.

A ideia transmitida pelos ainda membros da direcção é que há solução possível e que o estádio é um produto que se pode vender por um preço que compense o clube, a médio/longo prazo. Assim, há que tentar aguentar o barco, até que o clima económico fique mais favorável. Para Gomes Ferreira, «a nova direcção deve, o mais rapidamente possível, pedir um novo PEC ao Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas», para impedir, por um lado, uma eventual acumulação de juros, mas também «para proteger judicialmente todos os dirigentes que passaram pelo clube».

Um dos sócios que tem sido mais crítico da actual direcção, o ex-presidente da associação South Side Rui Roque, pegou nesta deixa de Gomes Ferreira e acusou a actual direcção de se ter preocupado mais em proteger interesses pessoais do que em resolver a situação económica do Farense.

Ao que o «barlavento» apurou, a associação criada pela claque do Farense vai mesmo apresentar uma lista à direcção do clube. Há três anos, os South Side chegaram a apresentar um projecto para o clube, que passava por uma fusão com o clube Algarve United, cuja equipa sénior iria representar as cores do Farense.

Quem não será candidato com toda a certeza é Gomes Ferreira e a sua equipa. O actual presidente afirmou taxativamente que não tem qualquer interesse em voltar a ocupar o cargo, já que só serviu para o fazer «perder prestígio profissional». Os restantes membros da sua equipa seguem o seu exemplo e não participarão em qualquer lista.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Apolinário diz que fez tudo para salvar o Farense

Em declarações ao Observatório do Algarve, o presidente da Câmara de Faro diz ter feito o que podia para salvar o clube.

Presente na Assembleia Geral do Clube, que decidiu pela convocação de eleições gerais para 8 de Julho, na sequência do falhanço da venda do Estádio de São Luís, o presidente da Câmara de Faro não hesita: "A Câmara fez tudo o que estava ao seu alcance e garantiu o património do Farense", adiantou, sem querer especificar de que forma.

José Apolinário enalteceu o papel da Comissão de Venda agora cessante: "A Comissão procurou por sempre em primeiro lugar os interesses do Farense e merecem o nosso elogio por não terem aceitado vender o Estádio a um preço inferior ao valor de mercado", acrescentou.

Alvo de algumas críticas 'surdas' no clube, por alegada falta de empenho na resolução das dificuldades graves que o Farense atravessa. Uma das críticas prende-se com o anúncio recente de um grande empreendimento comercial para o Vale da Amoreira, o que poderá ter inibido o interesse de outros grupos para a compra do São Luís, temendo-se já a eventual sobrecarga de espaços comerciais de grande dimensão na capital algarvia.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Construção no Algarve em crise profunda

O Algarve é a região do país onde se verifica a maior quebra de produção no mercado residencial e o maior aumento da taxa de desemprego no sector, de acordo com a última análise regional de conjuntura da Associação de empresas de construção, obras públicas e serviços (Aecops), divulgada hoje.

Nos primeiros quatro meses deste ano, o número de fogos novos licenciados no Algarve caiu 59,7 por cento face a igual período de 2008, contra os -45,0 por cento da região Centro, os -58,4 por cento da zona de Lisboa e os -48,4 por cento do Alentejo. Como refere a Aecops, na sua análise de conjuntura, "os indicadores que têm vindo a ser disponibilizados e que se referem ao desempenho do sector da Construção no Algarve, confirmam a manutenção de uma situação muito desfavorável, em termos de mercado de construção nesta região", o que compromete a actividade das empresas sedeadas na região. Segundo a Aecops, dada esta evolução, “não é de estranhar o forte crescimento do desemprego no sector no Algarve: 205 por cento até Abril do corrente ano, contra os 74,5 por cento de média no País, os 65,9 por cento do Centro, os 70,1 por cento da região de Lisboa e os 79,9 por cento do Alentejo”.

O aumento do desemprego, "três vezes superior à média nacional, reflecte que a crise nesta região assume proporções preocupantes”. Em termos concretos, esta realidade abrangia, até final de Abril, mais de 3,4 mil trabalhadores", sublinha a Aecops, salientando ainda que, a corroborar esta situação, está a redução da capacidade produtiva utilizada pelas empresas algarvias, que é agora de 61,6 por cento (72,3 por cento em média nacional), da carteira de encomendas (7,3 meses no Algarve e 9,5 meses em termos globais) e das perspectivas futuras de produção (-26,0 e -14,0 por cento, respectivamente no Algarve e em Portugal).

Situação preocupante, e que no meu caso particular explica a quebra de vendas de viaturas novas de alta cilindrada na nossa Região... Noutros anos, a percentagem de negócios efectuados com agentes deste ramo chegava à casa dos 40% a 50%...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Futuro do S. Luís em análise esta quinta-feira

Os sócios do Farense vão decidir esta quinta-feira à noite, em assembleia geral, o próximo passo a dar em relação ao Estádio de São Luís.

"A comissão de venda, mandatada pelos sócios em 2006 para fazer a venda exclusivamente sob concurso, vai fazer um historial do processo e depois a direcção tomará posição", disse à agência Lusa o presidente do clube, Gomes Ferreira.

Questionado sobre se a direcção pedirá aos sócios um mandato para a comissão de venda vender em negociação directa, o dirigente, também membro da comissão de venda, não confirmou esse cenário, acrescentando, contudo, que existe uma empresa "interessada" nos terrenos.
Os dois concursos de venda do recinto revelaram-se infrutíferos apesar de, no segundo, a comissão ter conseguido quadruplicar, para mais de 20 mil metros quadrados, a área destinada a comércio, colocando como base de licitação a verba de 15 milhões de euros.


Nesta segunda fase, a empresa The Edge Group mostrou-se interessada mas apresentou uma proposta de cinco milhões de euros, liminarmente recusada pela comissão de venda.

A referida empresa já se manifestou interessada em seguir para tribunal, por entender que tem base legal para comprar o recinto por aquela verba, mas Gomes Ferreira não se mostra preocupado."A comissão de venda está perfeitamente descansada em relação a esse assunto. Pensamos que não vai levar a qualquer desfecho negativo para o Farense" assegurou.

A venda do Estádio de São Luís é ponto essencial para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC), para que o emblema possa pagar as suas dívidas, estimadas em 11 milhões de euros, de forma faseada.

Também o futuro desportivo do Farense - que assegurou a manutenção na III Divisão Nacional - está dependente das decisões que possam sair da reunião magna de quinta-feira, agendada para as 20h30 horas.

"Neste momento, está tudo em aberto e dependente do que acontecer na assembleia geral", afirmou à agência Lusa o principal mecenas do futebol sénior nos últimos anos, o empresário Aníbal Guerreiro, que também dirige a comissão de venda do Estádio de São Luís.
In Observatório do Algarve com Agência Lusa

terça-feira, 9 de junho de 2009

Paes do Amaral quer obrigar Farense a vender

Empresa que fez a proposta exige que o Clube assine contrato de compra e venda pelos 5,5 milhões de euros, alegando ter cumprido com tudo o que estava no contrato. Clube diz que mais vale ir à falência.

A Ixilu, empresa que se propôs comprar o Estádio de São LuíEsta imagem remete-nos para o último jogo disputado para a primeira liga no velho. S. Luís. Para além de desportivamente o futuro ser muito negro, também o palco citadino aguarda outro destino, que não os jogos de futebol...s, em Faro, por 5, 5 milhões de euros – muito abaixo dos 15 milhões pedidos - diz que o Sporting Clube Farense é obrigado a vender àquele preço e já notificou o clube, instando-o a celebrar o contrato de promessa de compra e venda.

A nossa era a única proposta que cumpria com todas as formalidades e requisitos, nomeadamente a minuta de contrato de promessa, forma de pagamento e a junção do comprovativo de pagamento do caderno de encargos”, afirma ao Observatório do Algarve Nuno Pereira da Cruz, director jurídico da empresa Edge Group, à qual a Ixilu pertence e da qual Miguel Paes do Amaral é sócio a 50 por cento.

Apesar de o clube ter estabelecido de início um valor mínimo de 15 milhões de euros para a venda dos terrenos, Nuno Pereira da Cruz garante tratar-se de um preço-base, apenas indicativo e não de um preço mínimo: “Nós entendemos que o anúncio não estabelecia um preço mínimo, mas sim um preço de referência, um preço-base como resulta do anúncio publicado”, afirma.

Não há nada no caderno de encargos que refira que é um preço mínimo e como tal nós oferecemos os 5,5 milhões que nos pareceram um preço justo, tanto mais que o concurso previa a licitação entre as três melhores propostas e isso dava-nos margem para negociar”, diz.

A posição da empresa, que não exclui recorrer aos tribunais, surgiu na sequência da notícia avançada em primeira mão pelo Observatório do Algarve, de que Paes do Amaral tinha sido o primeiro proponente no segundo concurso lançado pelo clube para a venda do Estádio (ver aqui).

Instado a comentar a intenção de obrigar o clube a aceitar os cinco milhões, Carlos Ataíde Ferreira, da Comissão de Venda do Estádio de São Luís, não poupa críticas à empresa: “O preço base é o preço mínimo, se acham que não é vão para tribunal, até agradeço para podermos pedir uma indemnização”, admite.

Mas admira-nos que o grupo Paes do Amaral, que deve ser sério, aja com esta falta de respeito. Lamentamos tamanha falta de ética do senhor e do grupo que representa”, acrescenta, mostrando-se disponível para um debate na praça pública, sobre o assunto.

“Esta comissão quer salvar o Farense, e esse senhor está-se nas tintas para o Farense, para as pessoas e para Faro. Quer é comprar isto pela tuta mijona e ganhar dinheiro”, diz já exaltado, Carlos Ferreira. “Eu não admito que o preço base de 15 milhões possa ser transformado em 5 milhões. Só na República das Bananas! Mais valia ir à falência do que aceitar isso!”, remata.

Instado a esclarecer a regra em casos semelhantes, o presidente do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados, António Cabrita, refere que há geralmente em vendas por carta fechada, um valor-base ou valor mínimo mas que apenas em casos onde está expressa a adjudicação à melhor proposta, a entidade vendedora fica obrigada à venda, qualquer que seja o valor.

António Cabrita salienta, no entanto, não ter conhecimento do clausulado deste caso em concreto, pelo que reforça o carácter não vinculativo da sua opinião: “Às vezes há cláusulas dentro de um mesmo contrato que vão umas contra as outras, e já se sabe que quem perde tenta sempre pegar por onde pode, mas não sei se será este o caso”, desabafa.

In Observatório do Algarve por Mário Lino


No primeiro concurso, realizado em meados de Setembro, foi afixado no jornal diário Correio da Manhã um anuncio para venda do estádio S. Luís. Sabendo que este anuncio se referia ao primeiro concurso, mas que na génese, este segundo concurso foi feito nos mesmo moldes, ainda que oferecendo mais vantagens ao comprador, deixo à v/ análise a interpretação da parte final do mesmo... Veja aqui

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Farense suspendeu processo de venda do São Luís

O Sporting Clube Farense já suspendeu o processo de venda do Estádio de São Luís, depois de não ter recebido nenhuma proposta que atingisse o valor mínimo pedido no processo de leilão dos terrenos que o estádio ocupa e os direitos de construção a ele associados, disse ao barlavento.online o presidente do clube Gomes Ferreira.

Ainda «este mês», vai decorrer uma Assembleia-geral extraordinária de sócios, onde será «explicado tudo o que foi feito» na tentativa de vender o imóvel, pela comissão encarregue de o fazer, e debatida uma solução alternativa para a difícil situação financeira do Farense. Apesar deste revés, Gomes Ferreira garante que isto não significa que o Farense vai acabar. «Isto não significa o fim do clube. Há é que arranjar outra solução», disse. Ainda assim avisou que o Farense vai precisar de ajuda. «As forças vivas de Faro têm de se envolver na solução», apelou.

O insucesso da tentativa de vender o estádio acaba por deixar o Farense numa situação complicada, já que se esperava que este negócio permitisse um encaixe financeiro que iria viabilizar o pagamento de todas as dívidas do clube, que são superiores a 10 milhões de euros, bem como ficar com algum fundo de maneio para o futuro. «A situação podia ter ficado já resolvida. Desta forma, o clube continua numa situação periclitante», referiu Gomes Ferreira. Sem a venda do São Luís, não será possível ao clube assinar já a acta final do Processo Extra-judicial de Conciliação, que lhe ia permitir pagar as dívidas aos principais credores fora dos tribunais.

Para o fazer, o Farense terá de encontrar uma forma de pagar as dívidas, que são na sua larga maioria ao Fisco e à Segurança Social, para evitar processos judiciais. Esta questão também será debatida na assembleia, cuja data será anunciada esta segunda-feira.

A suspensão do processo acontece menos de um mês depois de a Câmara de Faro ter anunciado o licenciamento de uma nova grande superfície no Vale da Amoreira. Gomes Ferreira não quis comentar o assunto nem relacioná-lo com o insucesso da venda do estádio do Farense. Na primeira vez que tentou vender o Estádio de São Luís, no ano passado, o Farense recebeu apenas uma proposta válida que atingia o valor pretendido pelo clube, que, na altura, era de 14 milhões de euros. Mas o negócio caiu por terra depois da empresa que fez a proposta não ter conseguido apresentar as garantias bancárias exigidas em tempo útil.

Recentemente, a Câmara de Faro decidiu alterar a distribuição dos cerca de 35 mil metros quadrados de área urbanizável no terreno que o São Luís ocupa. A área comercial passou de três para 20 mil metros quadrados, enquanto a componente dedicada a habitação baixou dos 28 para cerca de 24 mil metros quadrados.

No final do período de licitação foram entregues duas propostas, qualquer uma delas «longe do valor pretendido pelo clube». Apesar de terem vindo a públicos valores das ofertas, a rondar os cinco milhões, Gomes Ferreira considerou esse assunto morto, já que o processo foi suspenso e «não vale a pena» falar sobre as propostas inviáveis.
In Barlavento Online por Hugo Rodrigues

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Paes do Amaral dava 5 milhões pelo S. Luís

O antigo dono da TVI, Miguel Paes do Amaral, ofereceu 5,5 milhões de euros pelo Estádio de São Luís. Comissão de Venda disse não.

Poderia parecer uma brincadeira, uma vez que o valor estipulado no segundo concurso para os terrenos onde se encontra o Estádio de São Luís era de 15 milhões de euros, mas Paes do Amaral é conhecido por não brincar em serviço, e daí a oferta de perto de um terço do valor pedido em concurso para a venda do Estádio.

Apesar de oficialmente até aqui se ter mantido o silêncio no Sporting Clube Farense, quer sobre o valor das propostas, quer o nome dos investidores, a primeira pista de que Paes do Amaral estava envolvido surgiu logo a 5 de Maio, no dia da abertura das propostas do segundo concurso.


Quebrando inadvertidamente o bloqueio, um administrativo do clube revelou a vários jornalistas presentes que a empresa que apresentara uma proposta era a The Edge Group. O grupo tem por missão “conceber, promover, gerir e comercializar projectos e activos imobiliários, tendo por objectivo a criação de valor e a satisfação do cliente”, refere a empresa no seu site.

A empresa é liderada por Luís Pinto Basto, mas detida em 50 por cento por Miguel Paes do Amaral, através da sua holding Quifel SGPS.

Fonte ligada às negociações confirmou ao Observatório do Algarve que o valor oferecido pela empresa Edge Group para a aquisição do Estádio era de 5,5 milhões de euros, muito abaixo dos 15 milhões de euros pedidos pela Comissão de Venda.

Confrontado com a situação, Aníbal Guerreiro, presidente da Comissão de Venda, garantiu não ter nenhuma proposta formal em nome do grupo Edge Group, mas sim de uma outra empresa denominada "Ixilu, compra e venda de imóveis, Lda", com sede em Lisboa. “Só que o valor era tão baixo que nem dava como ponto de partida para negociarmos”, refere Aníbal Guerreiro.
O presidente da Comissão de Venda reconheceu aliás ao OdA no final da semana passada que o processo tinha voltado à ‘estaca zero’ após a desistência do segundo potencial negociador, que acabou por recuar (ver aqui).

Por outro lado, o presidente do Clube e membro da Comissão de Venda do Estádio, Gomes Ferreira, afirmou no mesmo dia, também em declarações ao OdA, existir uma terceira empresa interessada, fora do âmbito do concurso.
"Já não há concurso. Esta semana fomos contactados por uma outra empresa e estamos em conversações", sublinhava, adiantando que, como não estão mandatados para negociar sem concurso, "a proposta que for apresentada por esta terceira empresa será discutida em Assembleia Geral".

Contactado posteriomente, Aníbal Guerreiro disse desconhecer a existência de quaisquer outras propostas: “Se o Dr Gomes Ferreira diz que há uma terceira empresa, ele que diga qual é. Por mim está fechado, não há interessados. Não quer dizer que de hoje para amanhã não surjam novas propostas”, diz.

No caso do segundo ‘pseudo-concorrente’ (uma vez que não foi formalizada uma proposta) o problema seria não tanto o dinheiro, mas mais os lotes em causa. É que a empresa queria ficar com a posse dos terrenos junto ao Fórum Algarve, que o Farense já alienou à Galp, para plantar uma bomba de gasolina (processo que aliás corre no Supremo Tribunal de Justiça, dado que o posto é contestado pelos moradores da zona).
De recordar que este foi já o segundo concurso para a venda do Estádio de São Luís a ficar vazio. No primeiro concurso, em Setembro, foram afastadas duas propostas por não cumprirem os requisitos da comissão.
In Observatório do Algarve por Mário Lino

Afinal os boatos eram verdade...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Comissão anula concurso e negocia directamente com interessados

Venda do Estádio de São Luís passou a nova fase

O segundo concurso de venda dos terrenos do Estádio de São Luís foi anulado pela comissão de venda, que está agora a negociar com outra empresa interessada em comprar o recinto. “O concurso foi terminado porque as duas propostas que recebemos estavam muito longe do valor-base, 15 milhões de euros, que tínhamos definido”, disse ao Região Sul o presidente do Farense e membro da comissão, Gomes Ferreira.

Entretanto, uma terceira empresa contactou os responsáveis mandatados pelos sócios para vender o estádio e manifestou-se interessada na compra do São Luís. “Mostrámos receptividade e, neste momento, estamos a negociar directamente com essa empresa”, referiu o dirigente, que não quis especificar em que ponto está a negociação. “Ainda é prematuro antecipar prazos de resolução para que o processo negocial tenha um desenlace que nos agrade”, afirmou Gomes Ferreira. O presidente do Farense garantiu, contudo, que qualquer decisão tomada pela comissão de venda “terá de ser reafirmada, em assembleia geral, pelos sócios”. Depois da primeira tentativa de venda ter sido anulada, em Outubro do ano passado, as condições foram melhoradas no segundo concurso.

O espaço destinado a comércio, serviços, escritórios e lazer subiu de 5 mil para 20.769 metros quadrados, enquanto a zona de habitação diminuiu, sendo permitidos 216 fogos. Mas as alterações não trouxeram resultados práticos. Gomes Ferreira assegura que a comissão de venda não aceita vender “abaixo” dos 15 milhões de euros. O modo de pagamento pode ser a «chave» do negócio. Só com este negócio será possível avançar para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC), que permite ao Farense pagar dívidas de forma faseada.

O passivo do clube, que esta época assegurou a manutenção na III Divisão Nacional, está estimado em cerca de 11 milhões de euros.

Aos que se possam interrogar do porquê desta imagem do Estádio S. Luís a preto e branco, eu respondo duma forma concisa: É desta forma que actualmente vejo a situação do SC Farense...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dolce Vita não é entrave à venda do S. Luís

O anúncio da construção de um Centro Comercial Dolce Vita, em Faro, não é visto pelo presidente do Município como um entrave à venda do Estádio de São Luís, para onde também está prevista uma grande área comercial.

José Apolinário considera que a cidade de Faro tem condições para acolher três grandes superfícies comerciais: o Fórum Algarve, já existente, o Centro Comercial Dolce Vita, anunciado para a zona do Vale da Amoreira, e a zona comercial prevista para o Estádio de São Luís, em processo de venda.
Faro é onde há maior poder de compra per capita. Há 65 mil veículos que entram diariamente na cidade. Calcula-se que 16 mil pessoas que entram diariamente na cidade para trabalhar vivam fora de Faro. Portanto, eu acho que há potencial”, disse aos jornalistas José Apolinário, à margem da apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, na passada quinta-feira.
O autarca acrescentou ainda, que a construção do Dolce Vita “não afasta a responsabilidade da Câmara na dinamização e da integração do centro da cidade e isso vamos, aliás, reforçar a nossa intervenção no centro da cidade”.

Em relação ao Estádio São Luís, que o Sporting Clube Farense pretende vender pelo valor base de 15 milhões de euros, Apolinário considera que “são duas estruturas completamente diferentes. Isto [Dolce Vita] é um projecto global com uma determinada dimensão. O outro [São Luís] será, por razões que têm a ver com a sua inserção na malha urbana, mais de lojas que procuram o centro da cidade e eu acho que há potencial para haver lojas de marca que procurem o centro da cidade”, afirma.
O edil acredita que “a questão mais complexa neste momento em relação ao Estádio São Luís é a recessão do mercado, porque do ponto de vista de potencial é naturalmente um bom negócio”. Um investimento que, defende Apolinário é valorizado pela dinâmica criada com em torno da revitalização do Mercado Municipal, onde funciona uma Loja do Cidadão de segunda geração.

Um Plano com 56 hectares
O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, que engloba uma área de 56 hectares, está a ser desenvolvido pelo Fundo de Investimentos Imogharb, entidade privada que irá promover o empreendimento Porta da Amoreira, onde se inclui o Centro Comercial Dolce Vita, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10 por cento da qual a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e áreas de comércio e serviços.
O acordo firmado com a autarquia farense para a elaboração do Plano de Urbanização pressupõe que a Câmara Municipal é que dá as directrizes e aprova as opções de ordenamento. Inclui ainda a construção, por parte da Imogharb, de um Parque Urbano, assinado pelo arquitecto Sidónio Pardal, que será depois gerido pelo Município, e de alguns acessos àquela zona da cidade, nomeadamente as vias internas, via urbana de acesso entre a Av. 25 de Abril e respectiva rotunda, que irá fazer ligação com a estrada de acesso à EN2, esta última a cargo da Estradas de Portugal, no âmbito do Plano de Requalificação da EN 125.

Autarquia cria gabinete de apoio
A apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira contou com a presença de muitos residentes na zona, cujas propriedades vão se afectadas com as novas directrizes, prevendo-se até a negociação e expropriação de terrenos para a construção de acessibilidades.
Durante a sessão, um dos presentes sugeriu a criação de um gabinete, por parte da autarquia, para receber as dúvidas e as sugestões da população, proposta prontamente aceite pelo edil.
Segundo José Apolinário, este serviço deverá estar a funcionar em “meados de Junho”. O autarca defende que “isto não pode ser um plano para ser feito na secretária. Há questões de limites de propriedades, e outras, que têm de ser acertadas”.
“O Plano está em adiantada fase de elaboração, pensamos que estará em condições de estar na Câmara Municipal em Julho”, acrescenta.
Para Apolinário “esta é uma oportunidade de organizar esta zona toda do território” e conclui que as medidas agora projectadas vão dar a Faro “uma nova centralidade”, em 2013.
No vídeo que se segue o arquitecto Mário Trindade, um dos autores do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, explica o que está previsto para aquela zona.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

“Nova centralidade” nasce em Faro em 2013

Plano de Urbanização do Vale da Amoreira foi apresentado à população

Criar uma “nova centralidade” no Vale da Amoreira, em Faro, é o objectivo do Fundo de Investimento Imobiliário Imogharb, que prevê um investimento de 500 milhões de euros num empreendimento que inclui um centro comercial, um hotel, habitação e uma zona verde de sete hectares, entre outras valências.

O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira (PUVA) foi esta quinta-feira apresentado aos cidadãos, numa sessão que ocorreu na delegação da Penha da Junta de Freguesia da Sé, com um representante do fundo imobiliário, Carlos Marnoto, e um dos arquitectos autores do projecto, Mário Trindade. Trata-se de um documento cuja elaboração foi contratualizada com o fundo, em colaboração com a Câmara Municipal de Faro, o qual permitirá “a criação de uma nova centralidade urbana e a requalificação da entrada norte” da cidade. “O que fazemos aqui é pegar numa iniciativa privada e ordenar um território mais vasto. O nosso objectivo é planear a cidade. Alguém quer investir? Nós dizemos que sim, mas com regras definidas pela câmara”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário.

Através do empreendimento Porta da Amoreira, vão ser realizadas as várias valências previstas, nomeadamente um centro comercial, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10% a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e comércio e serviços. Tudo isto implicará “o crescimento populacional em cerca de 5000 pessoas e a criação de 5500 postos de trabalho directos”, de acordo com o representante do fundo. O interesse do Imogharb na zona explica-se pelas suas “potencialidades”. “Queremos criar um projecto integrado, que requalifique a área e dinamize o concelho”, sustentou Carlos Marnoto. O centro comercial será um dos projectos mais importantes incluído no projecto global, com a gestão entregue à Dolce Vita. Ocupará 70 mil metros quadrados e acolherá 175 lojas, estimando receber 12 milhões de visitantes/ano.

O Continente será uma das lojas-âncora, obrigando ao fecho do Modelo ali situado. “Basicamente, vai operar-se a trasladação de um lado para o outro”, disse Marnoto. A empresa Dolce Vita diz que o seu conceito passa por envolver-se “com a comunidade local”, assumindo o papel de “motor económico e social da área circundante”, nomeadamente com patrocínio a clubes e eventos e apoios a instituições sociais e de caridade. A unidade hoteleira deverá ocupar uma área de 8 mil m2 e poderá ter cerca de 120 quartos, enquanto o equipamento de saúde, com uma superfície de 25 mil m2, ainda continua por definir se será um hospital privado ou uma clínica médica. Em relação a estas duas valências, “há conversações e protocolos já fechados” para a sua comercialização e gestão, adiantou Marnoto. "Medidas compensatórias" para a comunidade O plano obriga a “medidas compensatórias para a comunidade”, frisou José Apolinário.

A cargo do Imogharb ficarão as acessibilidades (vias internas e rotunda da estrada de ligação à variante norte) e a construção de um parque urbano. Este parque será o “maior espaço verde do concelho”, com uma área aproximada de sete hectares, “praticamente três vezes a Alameda”, sublinhou o autarca. O projecto, de Sidónio Pardal (autor do Parque Urbano do Porto), prevê “uma rede de caminhos que asseguram a circulação funcional dos utentes, com uma paisagem harmonizada em múltiplas clareiras, envolvidas e definidas por encostas densamente arborizadas”.

A autarquia tenciona criar um gabinete de informações dirigido aos habitantes e donos de terrenos incluídos neste plano, para responder às dúvidas, algumas delas explicitadas na sessão de apresentação. O PUVA ainda tem de ser aprovado em reunião de câmara e em sede de assembleia municipal. O fundo Imogharb prevê ter concluída a infra-estruturação dos terrenos em meados de 2010, estimando-se o início da construção para final desse ano. A conclusão total do Porta da Amoreira está prevista para 2013.

Com o Programa do Polis Litoral a dar os primeiros passos, e agora com a apresentação deste novo plano para a zona norte da cidade, não seria oportuno, neste momento, discutir-se a futura localização da linha de caminho de ferro, desanuviando assim a cidade deste laço que a têm estrangulado à décadas?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Venda do Estádio de São Luís continua em dúvida

Negociações com dois interessados prosseguem até final da semana

A abertura das propostas de compra do Estádio de São Luís, realizada hoje na sede do Farense, manteve a dúvida. Até final da semana, prosseguem as negociações com os dois interessados, que apresentaram valores longe dos 15 milhões de euros pretendidos. “Ainda não há «luz verde». Recebemos duas propostas, nacionais, mas ambas longe do valor-base de licitação”, explicou o presidente do clube de Faro, Gomes Ferreira, em conferência de imprensa após reunião da comissão de venda do recinto. O responsável adiantou que a comissão reuniu com um dos interessados, cuja proposta “não satisfaz por inteiro”, e tenciona encontrar-se com o outro proponente nas próximas 48 horas. “Vamos aguardar e perceber qual será a proposta mais vantajosa, sabendo que queremos chegar a uma conclusão benéfica para os interesses do Farense”, disse o líder do emblema. Gomes Ferreira não admite que a venda possa fazer-se abaixo do valor de 15 milhões de euros. “O que podemos fazer é permitir maior facilidade no pagamento dessa verba, tendo em conta a crise”, acrescentou.

Caso os dois interessados decidam não cobrir esse valor, a comissão de venda reunir-se-á para decidir se “ouve os sócios ou opta por outra alternativa”, afirmou o presidente do Farense. Esta é a segunda tentativa de venda do Estádio de São Luís, depois de a primeira ter «abortado» em Setembro, por falta de condições dos interessados.

As condições foram melhoradas nesta nova fase: o espaço destinado a comércio, serviços, escritórios e lazer subiu de 5 mil para 20.769 metros quadrados, enquanto a zona de habitação diminuiu, sendo permitidos 216 fogos. Só com o negócio feito será possível avançar para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC), que permite ao Farense pagar dívidas de forma faseada. O passivo está estimado em cerca de 11 milhões de euros.

Farense: e depois da venda do Estádio?

Venda do Estádio de S. Luís é "passo incontornável", mas há quem pense que o futuro tem de ser acautelado.

A abertura de propostas para a compra do estádio está marcada para esta tarde, sendo que o provável destino daqueles terrenos passa pela construção de uma zona habitacional e comercial.
Em Olhão, a construção de um centro comercial - inaugurado no final de Abril -, no recinto do antigo Estádio Padinha, permitirá ao Olhanense obter uma receita fixa mensal de cerca de 40 mil euros.
Com um passivo superior a 10 milhões de euros, o Farense poderá lucrar com a instalação de uma zona comercial e parque de estacionamento na zona do estádio, obtendo parte das receitas geradas.

"Os novos estádios construídos agora são todos aproveitados pelos clubes, que têm receitas todos os meses e aqui no Estádio de S. Luís podia fazer-se o mesmo", disse à Lusa o ex-jogador do clube Hassan Nader. Actualmente com 44 anos, o marroquino, que também passou pelo Benfica, jogou no Farense nos tempos áureos do clube, actualmente na III Divisão, mas que durante quase uma década militou na I Liga.
No espaço de dez anos, o clube viajou da glória - a presença na Taça UEFA (1995/96), onde foi eliminado pelo Lyon (França) - à decadência, com a descida aos distritais (2005/06), por decisão dos responsáveis.
"O mais importante agora é pôr as dívidas a 'zero' e ainda sobrar algum para tentar pôr o Farense na I Liga outra vez", observa Hassan, que apesar de triste com a venda do estádio, encara o negócio como a única solução.

Perspectiva idêntica tem João Galrito, líder dos "South Side Boys", claque do Farense, que comemorou recentemente quinze anos e tem acompanhado o clube mesmo nos momentos mais difíceis.
"É um mal necessário [a venda do estádio] e a única solução possível", diz, acrescentando que apesar do seu desejo ser a manutenção do estádio, o mais provável é que o recinto dê lugar a "mais um pedaço de cimento" na cidade.
Apesar da eventual demolição do estádio, ficarão de pé o pavilhão desportivo do Farense e o edifício sede, o que, de acordo com João Galrito, é importante para ajudar a manter a presença do clube dentro da cidade. Com a passagem dos jogos para o Estádio Algarve, um estádio "sem alma", o líder dos "South Side" acha difícil recriar o "inferno" de São Luís, como era conhecido, contudo, acredita que os adeptos acabarão por se habituar.

A abertura de propostas para a compra do recinto do Estádio de São Luís está marcada para hoje à tarde, depois do primeiro concurso ter falhado e a área comercial prevista inicialmente no projecto ter quadruplicado. In Observatório do Algarve
Tal como o Hassan e o João Galrito, defendo as ideias aqui expostas. Contudo, se aparecer uma proposta com altas contra partidas para o Clube, mas que inclua a demolição do Ginásio-Sede, e sabendo que as condições do concurso a rejeitam logo à partida, será o mais sensato recusá-la liminarmente, sem analisar prós e contras?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

São Luís: Último dia para apresentar propostas


Hoje é o derradeiro dia para os interessados na compra do Estádio de São Luís apresentarem as propostas. Amanhã serão divulgados os resultados.

O segundo concurso da venda do Estádio de São Luís tem hoje, às 17h00, a data limite para a apresentação das propostas dos interessados na compra do recinto.
Segundo apurou o Observatório do Algarve, foram levantadas duas documentações com a informação necessária e a última terá mesmo sido na já tarde de sexta-feira. O OdA sabe ainda que um dos requerentes é uma empresa de construção sedeada no Algarve.

A base mínima de negociação, conforme será de 15 milhões de euros, para uma área comercial total de 20 700 metros quadrados, que inclui 5 mil metros concedidos pela autarquia, no âmbito do Plano de Pormenor da Zona de São Luís.

O novo projecto permitido ao clube prevê agora a construção de 216 fogos – antes eram 264 - numa área residencial total de 23 500 m2 e integra 750 lugares de estacionamento (em 25.400 m2), repartidos por dois pisos subterrâneos (subcaves 1 e 2).


Estão ainda previstos perto de 5 mil metros quadrados de zona classificada como "de lazer, comércio e serviços" e 1300 m2 de praça pedonal.

No dia 5 de Maio serão conhecidas as propostas e haverá um leilão entre as três melhores ofertas.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Tudo na mesma, sabemos nós...

Na conferência de imprensa realizada durante o rally de Portugal, o presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Max Mosley afirmou que a possibilidade de Portugal, e neste caso Portimão receber o grande circo da Formula, não é irreal e que está á distância dum acordo comercial com o detentor dos direitos de exploração da F1, o britânico Bernnie Ecclestone. Acho curioso, como os meios de comunicação portugueses deram ênfase às declarações de Max Mosley...

Ora o que ele disse, foi o que todos já sabemos, ou seja, que o dinheiro e interesses comerciais é que mandam nestas coisas e que se Portugal quer a prova têm que se mexer! Tudo isto já qualquer pessoa atenta sabia, mas mesmo assim houve que fizesse disso uma grande abertura de Mosley para as negociações... Pois se Portugal, e o Algarve em particular querem a prova saberão que terão que desembolsar uma verba estimada em 25 milhões de dólares, cerca de 18/20 milhões de euros, valor considerável dada a conjuntura económica no país e para o qual o Estado sempre torceu a nariz...

Além do mais, perante o cenário de crise mundial, é natural que Mosley queira promover o seu produto, pois quanto mais interessados houver em entrar na organização de provas, mais poderá Bernnie Ecclestone levantar a fasquia com eventuais interessados.

sábado, 4 de abril de 2009

Estádio de São Luís no mercado a partir de segunda-feira

O Estádio de São Luís vai voltar a estar a leilão a partir de segunda-feira. À segunda tentativa, o clube farense, que faz depender da venda do imóvel o seu futuro, oferece uma área comercial bem maior do que da primeira vez em que colocou o estádio no mercado.

Além de ver a área de construção autorizada pela Câmara aumentar - área total de construção passou dos 35 para mais de 44 mil metros quadrados - o clube de Faro também associou novas parcelas ao concurso, uma delas cedida pela autarquia. Assim, além do estádio em si, estão igualmente à venda a parte do ginásio sede que albergava o consultório do médico Veloso Gomes e garagens e o passeio junto à fachada do estádio que dá para a Ermida de São Luís, no largo com o mesmo nome.

Recentemente, a volumetria de construção naquele terreno foi alterada pela autarquia. Agora, em vez dos três mil metros quadrados originalmente destinados a comércio, está prevista uma zona dedicada a «comércio, serviços, escritórios e lazer» de 20.769 metros quadrados, revelou sexta-feira ao final da tarde o presidente do Farense Gomes Ferreira. Em compensação, a área destinada à habitação diminui, bem como o número máximo de fogos permitidos. Quem comprar o terreno do São luís compra igualmente direitos de construção de 23.866 metros quadrados, com um limite máximo de 216 fogos. Ao nível do estacionamento, poderá ser construída uma unidade subterrânea com uma área total de 25.400 metros quadrados.

Os interessados em apresentar uma proposta para a compra do estádio terão de levantar a documentação com todas a s informações necessárias na sede do Sporting Clube Farense, pelo preço de 300 euros. A base de licitação é de 15 milhões de euros. A partir daí, podem licitar, desde que o façam «em carta fechada e lacrada», dirigida ao presidente da comissão encarregue da venda do São Luís Aníbal Guerreiro.

Estas propostas podem ser enviadas até dia 4 de Maio. No dia a seguir, 5 de Maio, às 18 horas, serão abertas todas as propostas, numa sessão que decorrerá na sede do clube e onde todos os licitadores deverão marcar presença. Aqui, «será aberta nova licitação entre os autores das três melhores propostas» e vendido o Estádio a quem der o valor mais elevado neste novo leilão. Caso não seja ultrapassado o valor da melhor licitação selada, será o autor desta última a ficar com o estádio.

Assim que a venda seja adjudicada, o comprador terá de pagar à cabeça 5 por cento do valor total da proposta. Os restantes pagamentos ficarão estipulados num contrato de promessa de compra e venda a ser acordado por ambas as partes.

Caso consiga vender o imóvel, algo que Gomes Ferreira garantiu ter esperança de que venha a acontecer, o Farense vai avançar para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação que encetou para pagar as suas dívidas. O valor destas ainda não foi totalmente apurado, pois «há que ter em conta os juros e eventuais perdões». Ou seja, só mesmo na hora de assinar a acta é que se saberá. «Queremos resolver o nosso passado e projectar o futuro», garantiu o presidente do Farense.
Parece que finalmente o negócio estará bem encaminhado, mas ainda aguardo com expectativa a resolução da situação com o Pingo Doce, para a qual ainda foi adiantada nenhuma informação ofcial. Não há dúvida que as condições de negócio são atractivas para os eventuais interessados, mas no meio disto tudo, a a prudência e capacidade negocial serão essenciais. para mim o negócio só estará "fechado", com a totalidade do dinheiro na conta.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Novo concurso para venda Estádio de São Luís deverá avançar dentro de dias

O novo concurso para a venda do Estádio de São Luís, em Faro, deverá ser lançado dentro de dias, depois de a área inicialmente prevista para a zona comercial ter sido alargada, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Após o falhanço da primeira tentativa de vender o terreno do estádio, pertencente ao Sporting Clube Farense, em Setembro de 2008, a Comissão de Venda deverá avançar para a semana com a publicação de um novo anúncio.

Em causa estão cerca de 35 mil metros quadrados de construção aprovada pela Câmara de Faro numa zona com forte pressão imobiliária: 28 mil para habitação (208 fogos) e cerca de 3 mil inicialmente previstos para comércio.

Contudo, a área prevista para comércio, serviços e lazer, prevista para a cave, foi agora ampliada para 15 mil metros quadrados, o que pode tornar o negócio mais apetecível, diz o presidente da Câmara de Faro.

"Esta possibilidade aumenta o leque de potenciais interessados", disse José Apolinário à agência Lusa, cujo executivo deu, em finais de Fevereiro, luz verde ao pedido de ampliação da área comercial.

Além da área comercial prevista para a cave e dos 208 fogos previstos para habitação, há ainda uma área de 27 mil metros quadrados destinada a estacionamento subterrâneo, com capacidade para 700 viaturas.

Aos eventuais receios dos pequenos comerciantes baseados na possibilidade de Faro poder vir a ter uma nova zona comercial, Apolinário diz que "todos" irão beneficiar da revitalização daquela zona.

Como exemplo, referiu a construção do centro comercial "El Corte Inglés", em Lisboa, que contribuiu para revitalizar toda a zona envolvente e pequenos comerciantes que já lá estavam sedeados.

O valor base inicialmente avançado para a venda dos terrenos era de 14 milhões de euros, definido tendo em conta a área de construção e os preços médios de venda por metro quadrado.

A venda do Estádio de São Luís é tida como a única opção para que o Farense possa apagar o passado, limpar o passivo que ronda os dez milhões de euros e ficar com uma verba que lhe permita começar de novo.

In Barlavento Online

No meu ponto de vista, que é apenas de mero observador, parecem-me reunidas as condições para o Farense realizar um negócio invejável e irrepetível em toda a sua história. Mesmo com crise que estamos a assistir, acredito que esta operação terá o sucesso desejado. Só espero que depois do dinheiro nos bolsos, o saibamos gerir duma forma diferente da que foi feita no passado...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Futebol Português em falência técnica

SAD dos "grandes" em falência técnica
CAPITAIS PRÓPRIOS DAS 3 SOCIEDADES MUITO ABAIXO DO EXIGIDO

Os três grandes clubes portugueses fecharam o 1.º semestre da época 2008/2009 no vermelho, com um total de 13 milhões de euros negativos, num cenário que não surpreende, atendendo à conjuntura de crise generalizada. O mais grave é que qualquer das Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) de Benfica, FC Porto e Sporting estão em situação de falência técnica.
Os capitais próprios das três sociedades estão muito abaixo do que exige o artigo 35 das Sociedades Comerciais. A SAD do FC Porto, ainda assim, é a que apresenta capitais próprios mais elevados, num total de 16,4 milhões, enquanto a Benfica SAD se fica pelos 13,6 milhões e a Sporting SAD pelos 4,9 milhões.

Segundo os relatórios enviados à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), as contas de FC Porto (1,4 milhões de prejuízo), Sporting (2,3 de prejuízo) e Benfica (9,3 de prejuízo) mostram as primeiras consequências da crise económica e financeira no futebol nacional, com nenhuma das três SAD a conseguir gerar receitas que compensem os gastos.
Os portistas foram quem teve mais capacidade para realizar receitas, que atingiram os 31,1 milhões de euros (29,9 milhões no caso do Sporting e 26 milhões no caso do Benfica), mas também foram os mais gastadores, totalizando 35,8 milhões em custos operacionais (23,7 milhões no caso do Sporting e 27,6 milhões no caso do Benfica).
Quanto ao resultado operacional, a SAD do FC Porto foi a única a escapar ao vermelho, tendo concluído o primeiro semestre com 2,8 milhões positivos, enquanto o Sporting fechou com 0,4 milhões negativos e o Benfica com 6,9 milhões negativos.

Por outro lado, a SAD do Benfica tem o plantel mais valorizado, avaliado em 74,3 milhões de euros, enquanto o FC Porto se fica pelos 64,2 milhões e o Sporting pelos 30,8 milhões. No entanto, a CMVM não permite a actualização do valor dos passes dos jogadores, o que torna o valor dos plantéis muito abaixo do valor do mercado. Assim, o Sporting, com vários jogadores da formação, é o mais prejudicado, pois atletas como João Moutinho ou Miguel Veloso praticamente não têm valor na avaliação do plantel para a CMVM.

Face a este cenário, com as principais SAD em falência técnica, mais problemática será a situação das restantes sociedades desportivas do futebol nacional, que, embora não tenham o mesmo nível de despesas, têm naturalmente a vida ainda mais complicada quanto à obtenção de receitas. Os salários em atraso em vários clubes não são mais do que um reflexo disso mesmo.

O artigo recolhido do Record, na sua versão online, que curiosamente nem está assinado, demonstra como o futebol português continua a viver duma forma desregrada, sempre dependente da transacção das suas estrelas para o estrangeiro, por forma a colmatar os prejuízos acumulados de cada época desportiva. Como consequência disso, os mais "pequenos" também são apanhados na enxurrada, não beneficiando de negócios justos com os "grandes", pois estes é que fazem o preço dos jogadores que querem negociar, deixando os clubes mais pequenos com menor margem de manobra, o que acaba por ter consequências na sua sobrevivência, isto para não falar nas diminutas quantias que Olivedesportos paga a cada um pelas transmissões televisivas... Num cenário improvável mas possível, poderia o SC Farense, em fase de suposta convalescença, com a transacção do estádio S. Luís, encontrar na mesma divisão o Boavista, já na próxima época, tendo em conta a trajectória das duas equipas na presente temporada. O futebol dá muitas voltas, e enquanto a derrocada ameaça alguns dos Clubes mais importantes da nossa praça, só espero que seja o Farense a protagonizar o percurso inverso, como que numa lição para alguns, que não tomaram as ilações do que provocou a nossa queda no abismo...