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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Passeio pedestre pelo Ludo, este sábado 26!


Será no próximo dia 26 de Setembro (sábado) que o NAMB em parceria com a QUERCUS e apoio da Cartridge World vai caminhar pelo Ludo em busca da fauna e flora lá existentes.

A zona húmida a visitar é única no Mundo, tanto pela complexidade do ecossistema, como pela abundância na diversidade de habitats de água doce e salgada que ali existem, possibilitando a ocorrência de um grande número de espécies, com particular relevo para a avifauna, o que está bem patente nas mais de duzentas espécies de aves ali registadas, tornando o Ludo num dos locais de maior importância ornitológica no Algarve e Portugal.

Trata-se de uma das zonas mais cruciais da Ria Formosa e encontra-se entre as mais importantes zonas húmidas de Portugal, estando esta área protegida desde 1978. Razão pela qual uma das preocupações do passeio será a preservação da fauna e flora por que vamos passando, em que no final teremos conhecimentos suficientes que nos permitam mesmo identificar algumas espécies de aves e plantas.

O local de encontro será junto à Rotunda do Aeroporto e a hora de partida marcada para as 15h. Esta incursão na natureza vai ser realizada numa altura em que a maior parte das aves já se encontram de “malas aviadas” para países mais quentes nestas alturas do ano, aconselhamos que tragas máquina fotográfica e água.

Aceitamos inscrições até ao dia 25 de Setembro através do número 965588085 (Eng.ª Nélia Alfarrobinha) ou então pelo e-mail namb.ualg@gmail.com

Mais informações em http://namb-ualg.blogspot.com

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O espelho da nossa Cidade...

Não estava à procura desta situação quando passeava junto ao porto de recreio de Faro, e também sei que não é fácil controlar esta questão por parte das nossas Autoridades em tempo real, mas, para um visitante da nossa cidade de Faro, está é uma das piores imagens que se podem observar...

Para além da cidade estar virada de costas para a Ria, a parte diminuta da baixa em que pudemos conviver directamente apresenta este estado lastimável... Faro precisa de cuidar de si agora, e não de continuar ainda a esperar pelo POLIS. È esta a minha convicção!

sábado, 5 de setembro de 2009

Algarve: Primeiro centro UNESCO com sede em Portugal apresentado sexta-feira

Entidades já assinaram acordo para a criação do Centro UNESCO que irá estudar relações entre o homem, o mar e o ambiente. PALOPS também vão beneficiar.

A candidatura foi apresentada pela Universidade do Algarve e agora está a um passo de entrar em funcionamento. O primeiro Centro UNESCO do país ficará localizado em Faro, no Solar do Capitão-Mor, junto ao Teatro das Figuras e em Olhão, onde estão os laboratórios que pertencem ao IPIMAR.

Luís Chícharo, coordenador do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira (CIEC), explica ao Observatório do Algarve que o objectivo dos cientistas será dividido em duas áreas estratégicas, por um lado o cumprimento de uma 'agenda' internacional, correspondente ao Programa Hidrológico Internacional da UNESCO, que estuda e gere as necessidades e disponibilidades de água, a nível mundial e que estabelece planos de acção.

Por outro lado, o CIEC tenderá a efectuar estudos que tenham interesse para as populações costeiras e dá o exemplo: "Há muitos factores, nomeadamente a nível dos estuários, por causa da redução das cargas de água dos rios devido às barragens. Aquilo que nós fazemos é o desenvolvimento de ferramentas, de modelos, que nos permitem fazer a gestão da quantidade de água necessária para assegurar o funcionamento da pesca costeira", diz.

Outro exemplo é a utilização de plantas ou outros microorganismos para retirar nutrientes da água, evitando o aparecimento de algas que podem levar, até, à interdição de capturas de bivalves.

Na cerimónia oficial de apresentação do projecto internacional, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, disse estar "orgulhoso" dado que o Centro é um "sinal de prestígio": "Representa ciência, conhecimento, melhores políticas públicas e maior capacidade de intervenção, mas também prestígio para o país e para a Universidade do Algarve, a nível internacional. Vem trazer uma centralidade e um pólo de atracção, o Algarve ganha com isso e o país também", afirmou.

Para o governante com a pasta do Ambiente, existe hoje uma "estreita relação" entre o mundo da ciência e o da política: "melhor ciência, melhor conhecimento permitem melhorar as políticas públicas", concluiu.

No evento presidido pelo Reitor da Universidade do Algarve, que contou com representantes internacionais da UNESCO, foi recordado que a nível mundial mais de metade das pessoas vivem no litoral, a menos de 100 quilómetros da costa, esperando-se que em 2025, Portugal tenha 4 em cada 5 habitantes a morar em zonas costeiras.

Por outro lado, para suprir as necessidades de abastecimento público, foram feitas a nível global mais de 800 mil barragens nos últimos 50 anos, reduzindo as descargas dos rios para o mar em cerca de 30 por cento.

Não me esqueço das palavras de Francisco Leal, presidente da CM Olhão à umas semanas sobre este assunto: "Nós queremos é os cientistas" - palavras do edil olhanense acerca da localização dos laboratórios deste Centro Unesco...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Petição Pela Valorização do Pontal

Destinatário: Câmaras e Assembleias Municipais de Faro e Loulé e Parque Natural da Ria Formosa/ICNB

Partilhada pelos concelhos de Faro e Loulé, a Mata do Pontal tem uma área de 627 hectares e constitui um conjunto de ecossistemas de enorme valor natural e paisagístico. Contém uma das maiores manchas florestais de pinhal de uso múltiplo do litoral algarvio e a maior dos concelhos. Constitui igualmente uma das áreas de maior valor natural e paisagístico da orla terrestre do Parque Natural da Ria Formosa (PNRF), compreendendo ecossistemas e uma biodiversidade com valores naturais excepcionais como várias espécies animais e vegetais em grande risco de extinção e algumas únicas a nível mundial, onde se inscreve a Tuberaria Major.

Estando inserida no PNRF, partilha com este uma grande sensibilidade ecológica e o respectivo estatuto de protecção internacional através de várias classificações como a de Parque Natural, Zona de Protecção Especial (directiva Aves), Sítio de Interesse Comunitário (directiva Habitats), Convenção de Ramsar (zonas húmidas) e Convenção de Berna (vida selvagem e ambiente).Não obstante a sua importância, esta zona concentra desde há muito em seu redor uma enorme pressão imobiliária, a qual levou já ao desaparecimento de parte da área florestal original para dar lugar a empreendimentos turísticos e campos de golfe.

De igual forma, devido a negligências e inércias de vária ordem, a Mata do Pontal continua a ser alvo de acções não compatíveis com os valores naturais em presença, as quais têm contribuído para a sua degradação. Apesar disso, o facto desta área florestal se encontrar ainda num razoável estado de preservação e de apresentar uma fraca ocupação humana, faz dela um espaço natural único, e, sem dúvida, uma área de grande potencial para a conservação da Natureza e desenvolvimento sustentável, através de funções culturais, científicas, de manutenção da saúde, de educação e sensibilização ambiental, de lazer e mesmo económicas para as populações locais, desde que compatibilizadas com os valores naturais em presença.

Esta requalificação do espaço natural e a implementação de estruturas com vista à criação de áreas compatíveis com o seu usufruto de forma ambientalmente sustentável pelas populações, vai também constituir uma atracção para as cada vez maiores faixas de turistas que procuram o Turismo de Natureza. A criação e gestão sustentável deste espaço também vai garantir que este recurso ambiental de enorme valor vá permitir o seu usufruto tanto pelas gerações actuais como pelas futuras.

Perante os factos acima referidos, vêm os abaixo assinados apelar às entidades referidas que seja criado o Parque Ambiental do Pontal, assegurando desta forma a defesa do interesse público da Mata do Pontal, salvaguardando a valorização dos seus ecossistemas, biodiversidade e paisagens e levando a que a população possa justa e finalmente usufruir em pleno direito de todo o potencial contido neste seu património.

Os Peticionários


Pode assinar a petição aqui

Admito que sou um apaixonado pela cidade que me viu nascer e neste caso concreto pela Ria Formosa, qual paraíso perdido, muitas vezes desvalorizado pelas nossas gentes... Haverá coisa mais linda do que um passeio pelo Parque Natural da Ria Formosa, quer pelos canais da ria ou mesmo na ilhas-barreira, quer pelos vastos pinhais, lagos e salinas onde milhares de aves nidificam entre outros animais que fazem desta ria o seu habitat... A zona do Ludo é não raras vezes local de encontro para um belo passeio de BTT, mas também dum passeio a pé, situação partilhada por milhares de pessoas durante a semana... É este espaço que está em risco e à "tempos" atrás até correu o rumor de que o Estado Português havia considerado PIN (Projecto de Interesse Nacional) um projecto privado liderado por investidores russos... Felizmente tudo foi por água baixo, mas os farenses, tal como eu, não podem esquecer o que disse José Apolinário acerca deste espaço!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Faro vai ter um «paraíso perdido»


Pegar num «conceito inato» de paraíso perdido e trazê-lo para a cidade de Faro é aquilo a que se propõe Sidónio Pardal, o arquitecto paisagista responsável pelo projecto do futuro Parque Urbano do Vale da Amoreira.

Dois lagos, ligados entre si por uma ribeira, são elementos centrais neste espaço de lazer, que se quer relaxante e acolhedor. Para já, este é um projecto em fase de criação, que está ainda dependente de alguns estudos para tomar forma definitiva.

Terá que saber-se, por exemplo, se é viável criar lagos naturais escavando abaixo da cota do lençol freático ali existente, questão que até foi um ponto de alguma discórdia na sessão de apresentação do projecto, que decorreu na terça-feira, em Faro. O avanço deste parque urbano de 10 hectares depende, igualmente, da aprovação em Assembleia Municipal do Plano de Urbanização (PU) do Vale da Amoreira, no qual está inserido. Algo que deverá acontecer até final do ano, segundo o presidente da Câmara de Faro José Apolinário. O começo da construção deste parque deverá acontecer «a partir do segundo trimestre de 2010».

Na visão de Sidónio Pardal, um parque urbano tem que ter uma base arquitectónica «que dê ideia de espaço livre e paraíso perdido». «Só resulta se transmitir bem-estar a quem usufruir dele», acredita. Foi esta a assinatura que procurou deixar em duas das suas mais emblemáticas obras, o Parque Cidade do Porto e o Parque da Paz, em Almada. O Parque Urbano de Faro assenta num espaço quase sempre verde, com caminhos a circundá-lo, com dois lagos ao centro. Estes estarão inseridos «em taças» escavadas no terreno. «Estes elementos ajudam a criar interioridade. Superfícies côncavas dão sensação de conforto», considerou.

Uma das marcas deste arquitecto paisagista, que estará presente no parque que idealizou para Faro, é o uso de pedra, utilizada em estruturas que designa como «uma espécie de falsas ruínas». Estas marcarão «estadias», ou seja, os pontos indicados para fazer uma pausa. «Estes elementos introduzem a intemporalidade romântica. Queremos transmitir sossego, bem-estar e desprendimento», revelou. Sempre com um discurso convicto, Sidónio Pardal deixou algumas declarações mais polémicas no ar, com uma frontalidade que o caracteriza. Por exemplo, criticou os que acreditam que não se deve construir em altura junto de um parque urbano, defendendo que são estes locais que aguentam «mais pressão urbanística».

Em Faro, revelou José Apolinário, os prédios que rodeiam o espaço de lazer vão ter, no máximo, a altura de seis andares. Mas haverá outros elementos associados a este parque que não terão cotas tão elevadas. São os casos da unidade hospitalar e do centro comercial que ali serão instalados. Este último substituirá o supermercado Modelo existente nas imediações, que se mudará para a superfície comercial, promovida pelo grupo Sonae. Também será construído um hotel junto ao parque urbano.

A construção deste parque, orçada em 1,7 milhões de euros, resulta de uma contrapartida negociada pela Câmara de Faro com o promotor do PU e do processo de construção subsequente, a empresa Imogharb.
A autarquia ficará, depois da conclusão do parque, responsável pela manutenção deste espaço público. In Barlavento

Agrado-me com esta obra a ser projectada com a colaboração do actual executivo, que vêm cobrir uma das grandes pechas de Faro, podendo-se considerar um dos maiores projectos desta índole alguma vez criados de raiz por algum dos municípios algarvios, muitos deles mais interessados em eventos ou retail parks... Apraz-me apenas dizer que esperava mais das contrapartidas negociadas pela CMF com a promotora do Plano Urbanístico do Vale da Amoreira, a empresa Imogharb. A quantia de 1,7 milhões de euros, não chega para os encargos anuais da Associação de Municípios Faro/Loulé com o Parque das Cidades, a título de mera comparação, pelo que me parece, como observador, que Faro podia ter ganho mais neste aspecto, face aos lucros que a promotora angariará com tão vasta obra naquela zona da cidade. Ou não será assim?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Vem conhecer a Mata do Pontal este sábado

Porque também eu, não raras vezes visito este magnífico espaço do nosso Concelho para praticar desporto, junto a minha voz e apoio a este Movimento em Defesa do Pontal, espaço que cada vez é mais cobiçado pelos grandes investidores, para o tornar em mais um resort de luxo da Região. Ao contrário disso, este espaço continua ao abandono pela autarquia farense, ministério do Ambiente e o Parque Nacional da Ria Formosa, que pouco ou nada têm feito para reabilitar a zona e dar mais e melhores condições para os utilizadores. Por entre promessas avulsas da criação dum parque ambiental no local, promessas essas, que se diluem no tempo, como já estamos habituados, juntemo-nos todos no próximo sábado, pelas 9h30 para um passeio pela mata do Pontal, desfrutando assim do ecossistema belo que muitos querem dar outro fim!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Programa Polis - Próximos de mais um Verão, os farenses desesperam...

Parece já um dado adquirido que mais uma época balnear se passará e o acesso à Praia de Faro continuará com a mesma oferta de acessos, nas condições em que conhecemos.
Como foi anunciado, é intenção da sociedade gestora do Programa Polis da Ria Formosa a construção num futuro próximTerreno que dará lugar ao parque de estacionamento de acesso à Ilha de Faroo de acessos pedonais desde a zona limítrofe do aeroporto, à entrada do aterro que permite acesso à ponte, proporcionando a circulação de peões, ciclistas e mesmo de automóveis duma forma condicionada à Ilha de Faro, por forma a acautelar os habituais engarrafamentos que prejudicam cada vez mais a afirmação desta zona como destino balnear de eleição pelos visitantes que nos chegam.

Já em Novembro de 2008 este plano estava esboçado, conforme se lê aqui, e havia indicações de que seria das primeiras tarefas a executar. Mas mais, havia intenção de se construir um parque de estacionamento de grandes dimensões por forma a incentivar as pessoas a fazer os 900 metros que separam a entrada do aterro à ilha de Faro a pé, mas chegados a Maio de 2009 tudo permanece na mesma. Curioso é verificar, que nesse local à entrada do aterro de acesso, está colocado um vistoso cartaz, com a indicação "Fazemos", ao lado de uns montes de terras que foram ali colocados, como que indiciando a presença de obCartaz a indicar a execução da obra. Ao lado, algumas movimentações de terras indiciam  a realização da mesma.ras correntes, situação que, após algumas passagens pelo local não se confirma nesse local, apenas vilsumbrando mais um foco de possível intervenção, na zona à entrada da própria ponte. O que parece estar já em execução é um estudo de viabilidade para construção duma nova ponte, mas que não justifica o atraso das outras obras, que parece nem terem passado do papel...

Por isto, será mais um Verão de desespero para os farenses, que assim trocarão o sol e praia do seu concelho por praias de concelhos limítrofes, em claro prejuízo para o comércio local, num quadro de desaproveitamento e desvalorização das potencialidades que a Ilha de Faro congrega, em conjunto com toda área da Ria Formosa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Uma "EcoFantochada"...

Até o mais distraído peão ou condutor têm verificado nos últimos meses, que foram marcados a traço azul muitos dos troços do litoral algarvio, muitas vezes sobrepondo a marcação anterior a branco ou mesmo paralelo às mesmas nalguns casos, com desenhos de bicicletas em branco nas ruas circundantes... Se muitos repararam nisto, poucos saberão que tudo isto se deve a um projecto liderado pela AMAL (Associação Metropolitana do Algarve), a designada Ecovia do Litoral Algarvio, que se estende num franja 214km entre Sagres e Vila Real de Santo António, a qual está orçada em três milhões de euros, tendo a empreitada sido co-financiada por fundos nacionais e comunitários, através do Programa Operacional para o Algarve, do Programa Transfronteiriço Interreg e do Programa Investimentos Públicos de Interesse Turístico para o Algarve (PIPITAL). Pois bem, visitando a página oficial deste projecto, descobrimos que o objectivo desta iniciativa passa por:
  • Dotar a região de uma infra-estrutura de qualidade;
  • Colocar o Algarve no mapa das Vias Verdes Europeias;
  • Criar uma infra-estrutura com a capacidade de incrementar de forma ambientalmente sustentável a fruição do território;
  • Aumentar a qualidade e a intensidade de circulação não-motorizada entre núcleos urbanos.

A questão é que no Concelho de Faro, no qual temos uma maior percepção do que foi feito, a Ecovia "pura e dura" se resume a uns míseros kilómetros na zona das Gambelas/Pontal, e quiçá entre o Sitio dos Virgílios e Olhão, tendo o resto da dita Ecovia, se resumido aos famosos traços azuis nas vias, mas sem qualquer piso específico ou separador, tanto da nossa cidade como em zonas onde o tráfego automóvel abunda, como no troço de ligação entre o Montenegro e a Universidade do Algarve... Ou seja, a famosa Ecovia, que se quer englobada nas "Vias Verdes Europeias" permitindo ao ciclista melhores condições de tráfego, é uma autêntica ilusão, perguntando-se como se podem lançar notícias light como esta... Os "ditos" três milhões de euros, repartidos por os 16 concelhos do Algarve, em Faro serviram para??? Marcação de estradas e colocação de algumas tabuletas indentificativas, juntando assim tudo no mesmo "bolo" dos tais 214 km's, quando apenas uma pequena percentagem é na verdadeira acepção da palavra "Ecovia"?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Faro pode vir a ter um Projecto de Interesse Nacional (PIN) no Pontal

Um grupo de investidores russos já apresentou junto do Governo o pedido para que o empreendimento que querem promover nesta zona verde do concelho de Faro, pertencente à Mata do Ludo, tenha prioridade na aprovação e facilidades na implantação.

A informação foi avançada em primeira-mão ao «barlavento» pelo presidente da Câmara de Faro José Apolinário, que aguarda agora os desenvolvimentos deste processo. O autarca revelou ainda que os investidores russos eram um dos três grupos que queriam garantir as 1030 camas que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRA) destinou a Faro, na distribuição regional de camas de alojamento turístico fora dos centros urbanos.

A Câmara de Faro já anunciou, entretanto, que irá lançar o concurso para um Núcleo de Desenvolvimento Turístico com as referidas 1030 camas, no primeiro semestre de 2009. Mas o lançamento desta iniciativa ainda depende «do acertar de posições com a CCDRA».Caso o projecto dos investidores russos seja considerado PIN, avançará por uma via alternativa e não entrará na contagem de camas fora da malha urbana. Esta é uma boa notícia para Faro, que tem mais intenções de investimento do que as camas que pode atribuir. Segundo já havia revelado José Apolinário ao nosso jornal, há interessados em investir em empreendimentos turísticos em Santa Bárbara de Nexe e em Estoi, fora do perímetro urbano dessas sedes de freguesia farenses. Na altura, o presidente da Câmara de Faro também anunciou que iria fazer depender a aprovação de qualquer projecto ou projectos a instalar no Núcleo de Desenvolvimento Turístico a criar, da construção de «um campo de golfe de 18 buracos».

A Câmara de Faro foi uma das que se mostrou descontente com a distribuição que foi feita pela CCDRA das 24 mil camas turísticas fora do perímetro urbano previstas no Plano Regional de Desenvolvimento do Território do Algarve (Protal). Mas, poucos dias depois de a tabela de distribuição ter sido anunciada, José Apolinário revelou a sua convicção de que «a questão das camas terá de ser revista em 2010», pois não haverá investidores suficientes para as autorizadas no interior.

Admito que será um impulso no Concelho de Faro em termos económicos mas meus amigos, um investidor que compra os terrenos inseridos no pré Parque Natural da Ria Formosa e mesmo no próprio Parque por 50 milhões de euros, num total de investimento a rondar os 460 milhões, adquiriu por certo uma grande faixa da mata, senão mesmo a totalidade, ou seja o pulmão do concelho farense para construção de moradias de luxo e campos de golfe... Acho curioso, os senhores Políticos estarem tão preocupados com as moradias nas ilhas barreiras, onde moram uns pobres coitados (sem ofensa aos mesmos), querendo tirar-los de lá para fora, e agora como que às escondidas estarem ao lado dum projecto devastador a nível do ecossistema natural, afim de se ganhar umas coroas... Ainda para mais sabe-se lá de onde aparecem estes investidores russos e de que sítios esse dinheiro é proveniente...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Parque Expo quer criar novas centralidades em Faro

Criar novas centralidades em Faro e devolver a Ria à cidade são os pontos-chave da estratégia para a zona ribeirinha da capital algarvia, apresentada esta terça-feira pela empresa Parque Expo, nos Paços do Concelho de Faro. Cais Neves Pires, na zona ribeirinha de Faro


Esta foi a sessão pública que serviu para divulgar o 1º relatório do Estudo Estratégico para a Frente Ribeirinha de Faro, divulgado em primeira-mão pelo semanário «barlavento», há duas semanas. Numa sala repleta de gente, Ana Lopes, técnica da Parque Expo e coordenadora deste estudo, apresentou a primeira versão do plano que esta empresa tem para a zona ribeirinha de Faro, que incide sobre o território que vai desde o Hotel Íbis, a Poente, até ao Bom João, a Nascente.

Ao nível de infra-estruturas, os destaques vão para a Marina a nascer no Bom João, junto ao actual Porto Comercial e em complemento a este, e a requalificação da zona do Cais Neves Pires, com a construção de um Centro Ambiental «ou um museu», com uma área verde associada, como o «barlavento» já havia anunciado.Também outros projectos que já estão a decorrer, noutros âmbitos, fazem parte deste estudo.

O Parque Ribeirinho de Faro, a ser concluído no âmbito do Polis da Ria Formosa, e a construção de uma doca exterior à que já existe junto ao Jardim Manuel Bívar, na Baixa de Faro, resultante de um protocolo entre a Câmara de Faro e o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, são exemplos. Segundo Ana Lopes, a estratégia elaborada pela Parque Expo assenta na criação de dois novos pólos de centralidade, a partir dos quais se desenvolve e interliga uma nova filosofia para a zona ribeirinha de Faro.Um pólo nascerá na zona Poente, junto da actual Estação de Caminho-de-Ferro de Faro, enquanto a segunda surgirá na zona industrial do Bom João, a partir do momento em que aqui for construída a Marina e promovidas acções de urbanização e valorização económica.

Neste segundo caso, a ideia da Câmara é há muito conhecida e passa por criar uma espécie de Parque das Nações, através de uma profunda regeneração urbana. Já junto à estação, a Parque Expo defende a criação «de um interface intermodal», que permita fazer uma articulação entre diversos meios de transporte, nomeadamente «comboios, autocarros e barcos».Ao mesmo tempo, o estudo prevê o aproveitamento «de muitos dos armazéns que ali se encontram devolutos», de modo a que sejam «devolvidos à cidade», através de usos alternativos. Já houve um projecto para trazer para esta zona a noite farense, possibilidade que ainda poderá estar em cima da mesa.

Estes dois pólos juntar-se-ão aos que a empresa identificou junto à doca de Faro, na Cidade Velha e na zona do Teatro Municipal e do Fórum Algarve, fechando a malha de centros de influência junto à Ria Formosa. E como nem só da água e sapais deste sistema lagunar podem os farenses viver, também é idealizada a construção de espaços verdes e a arborização da cidade. Os pontos assinalados no estudo são o Parque Ribeirinho, a zona do Cais Neves Pires e o Parque Urbano a nascer na zona do Vale da Amoreira.

Outro ponto descrito como fulcral pela Parque Expo foi a reestruturação da rede viária e pedonal, de modo a permitir furar a barreira que a linha de caminho-de-ferro actualmente representa entre a cidade e a Ria Formosa. Neste campo, a empresa defende a criação de passagens inferiores «junto ao Teatro das Figuras, na zona do IPJ e junto do apeadeiro do Bom João».Ao mesmo tempo, serão feitas diversas zonas para a travessia de peões, para lhes permitir o acesso ao passeio pedonal que será criado do lado de lá da linha, junto à Ria, em toda a frente ribeirinha da cidade.
Foto e Crónica In Barlavento Online

domingo, 25 de janeiro de 2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sócrates metido em sarilhos...

O tio materno de José Sócrates, Júlio Monteiro, admitiu ter proporcionado o encontro entre o actual primeiro-ministro e Charles Smith, sócio da Smith & Pedro, empresa contratada para conseguir o licenciamento do Freeport. As declarações fazem parte de uma entrevista dada pelo tio do ex-ministro do Ambiente ao semanário “Sol” e que será publicada amanhã. Paralelamente, um primo de Sócrates, Nuno Carvalho Monteiro, confirmou ao "Expresso" a existência de um encontro entre um intermediário do negócio do Freeport e o então ministro do Ambiente.

Foi através de mim que ele conseguiu a reunião”, afirmou Júlio Monteiro, que, contudo, garantiu não saber mais nada sobre o desenrolar dos acontecimentos. O tio de Sócrates sublinhou estar a ser “inconveniente” para o sobrinho mas disse estar-se “nas tintas porque é verdade”. O empresário explicou, ainda, que a situação o magoou: “Eu até fiquei chateado pelo facto de nem me agradecerem [o encontro que marquei]”.

Sobre os assuntos que motivaram a reunião Júlio Monteiro assegurou que apenas sabe que Charles Smith se queixou por alegadamente lhe estarem a pedir quatro milhões de contos para o projecto poder avançar e que se mostrou interessado em falar com o ministro do Ambiente da altura.

Num DVD que está na posse das autoridades inglesas desde 2007, é possível ver-se uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do “outlet” de Alcochete e Charles Smith, onde é denunciado o pagamento de “luvas” ao ministro português envolvido no caso e que encabeça a lista detida pelos ingleses de 15 suspeitos de corrupção no licenciamento da superfície comercial. (...)

Já começam a ser muitas "presumíveis" trapalhadas, onde o nosso PM anda metido. Desde o seu diploma de engenheiro até este caso que parece ter contornos muito graves... Numa coisa estou de acordo com José Sócrates - "que façam rapidamente o seu trabalho". Disse José Socrates acerca das entidades envolvidas na investigação. Primeiro porque é para isso que lhes pagam e depois porque o País precisa de saber a verdade!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Demolições nos ilhotes da Ria Formosa vão começar no início de 2009

As demolições nos ilhotes da Ria Formosa iniciam-se nos primeiros meses de 2009, revelou ontem a presidente da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa."Nos ilhotes sabemos, desde já, que são apenas intervenções de renaturalização e estamos em crer que o ano de 2009 permitirá, desde logo, avançar com as demolições nos ilhotes. É essa a solução técnica enquadrável desde já", declarou Valentina Calixto, a presidente do Conselho de administração da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa. Na semana em que o Polis Ria Formosa iniciou o levantamento das construções naquele meio natural protegido, a responsável pelo programa foi categórica, garantindo que "vão haver demolições nas áreas a renaturalizar", prevendo-se igualmente uma "requalificação e reestruturação do existente".

A Sociedade Polis Ria Formosa realça, no entanto, que os habitantes que vivem da pesca na Ria Formosa e que vejam as suas casas demolidas têm "alojamento previsto", mas só se conhecerão os locais para as novas casas depois dos projectos de intervenção e do plano de pormenor estarem terminados. "Nos termos do Plano de Ordenamento da Orla Costeiro (POOC), todos os residentes de primeira habitação que estão ligados à pesca e à mariscagem têm legalmente enquadramento no sentido de se realojarem em sítios que se vão equacionar nos projectos de intervenção ou no plano de pormenor", garantiu Valentina Calixto. Alguns dos habitantes da Ilha de S. Lourenço, Olhão, ainda têm esperança que as suas casas não tenham um dia de vir abaixo mas já decidiram dar os dados das habitações aos técnicos do Polis Ria Formosa. Manuel Paulo, mais conhecido por "Manuel das Conquilhas", tem uma casa da família na ilha S. Lourenço há 25 anos. A sua vida é a apanha de bivalves na Ria Formosa e nem quer ouvir falar de ver a sua casa demolida. Também Manuel Guerreiro, com casa no núcleo do Coco há 36 anos, recusa a hipótese de sair do ilhote e recorda que há muitos anos que ouve falar em demolições, mas que nunca se avançaram com esses trabalhos. "Eu gosto é de viver neste sossego. Eu podia viver na Culatra mas é muita confusão, tem muitos restaurantes" e "aqui é calmo, não há barafundas", observa.

A Sociedade Polis Ria Formosa iniciou esta semana no núcleo das Ratas e Coco (Ilha S. Lourenço) o levantamento das construções na Ria Formosa, um inventário que se prolongará por seis meses e que prevê a intervenção em 48 quilómetros de frente costeira. O inventário das construções está a ser desenvolvido, numa primeira fase, nos ilhotes do Ramalhete, Cobra, Altura, Coco, Ratas e Ilha Deserta. Já as ilhas com mais população serão avaliadas numa fase posterior que deverá arrancar para a semana, nomeadamente na Culatra, e vai-se prolongar pelos Hangares, Farol, Armona, Fuseta, ilha de Tavira e ilha de Faro. O Polis é um plano estratégico de valorização e requalificação da Ria Formosa que envolve investimentos na ordem dos 87,5 milhões de euros, a aplicar entre 2008 e 2012, e prevê a intervenção em cinco concelhos algarvios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Água perdida

Com este post, levo-vos a um sítio da serra algarvia, situado no interior do concelho de S. Brás de Alportel, de nome Cova da Muda. Esta localidade pitoresca, composta por umas 20/30 carras térreas ao redor da estrada, que liga o Alportel ao Cabeço do Velho, foi alvo da minha visita durante alguns tempos para trazer do fontanário situado naquela zona, uma água pura e de qualidade invejável... Com os tempo, as Autoridades foram restringindo os litros de água para cada utente, devido à crescente procura da água mineral, que era compreensivel por forma a preservar esse bem... Contudo, os incêndios florestais ocorridos naquela zona e consequente infiltração das terras onde está a nascente estiveram na origem do fecho desse fontanário, devido à má qualidade da água, não visível a olho nu, mas justificada pelas análises que foram feitas pelas entidades competentes para matéria. Muitos dos utentes do espaço foram se afastando, desgostos de toda a situação, não estando em causa o valor monetário que se poupava mas sim a qualidade da água e a mais-valia que isso constítuia para o próprio local. Esta semana, numa passagem pela Cova da Muda pude verificar então o abandono a que está votado esse fontanário... Admitia que o seu fecho fosse algo irreversível, não contava é que agora o fontanário estivesse aberto, sem qualquer tampa ou mesmo torneira, estando continuamente a derramar para a estrada um fio de água considerável, que supostamente, não estando boa para o consumo alimentar, têm, sem qualquer dúvida, utilidade na rega ou mesmo para lavagem... Quando muitos nos vêm falar na poupança dos bens energéticos e água, pergunto eu, se não haverá um digno fiscal da Câmara que se desloque àquele sítio, tome previdências e ponha termo naquela situação, que desta forma parece ser a pior das três possiveis?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Câmara de Faro embarga corte de pinheiros em terreno da Diocese no Vale das Almas

O presidente da Câmara Municipal de Faro determinou hoje o embargo da operação de corte de pinheiros que está a ter lugar num terreno no Vale das Almas, que é propriedade da Diocese do Algarve, apurou o barlavento.online.
Segundo um comunicado da Câmara de Faro, «o Município, ao ter conhecimento de que estaria em curso o corte de um número não determinado de pinheiros na zona de Gambelas, Freguesia de Montenegro, enviou ontem para o local uma equipa do Serviço de Fiscalização Municipal».A fiscalização confirmou o abate das árvores, informando que este «estaria a ter lugar mediante prévia comunicação dos proprietários do terreno à Direcção-Geral dos Recursos Florestais».Mesmo assim, e apesar da documentação apresentada à fiscalização, o presidente José Apolinário determinou à Fiscalização Municipal «que proceda ao embargo da operação de corte das árvores, visando impedir, desta forma, a sua continuação».Ao que o barlavento.online apurou, para o terreno em causa, que pertence à Diocese do Algarve, já deu entrada nos serviços da Câmara de Faro um pedido de licenciamento de um loteamento para a construção de vivendas.
O terreno, aliás, segundo o PDM de Faro, está incluído numa zona urbanizável. Este é o espaço onde tem tido lugar, nos últimos anos, uma pequena parte da Concentração Motard de Faro. No entanto, mesmo que venha a ser aprovado o loteamento, isso não deverá afectar a realização da concentração, já que grande parte das estruturas de apoio à iniciativa do Motoclube de Faro são instaladas num outro terreno já integrado em zona onde não se pode construir, do outro lado da estrada.Fonte do gabinete de José Apolinário disse ao barlavento.online que a proprietária do terreno vai agora ser notificada do embargo decretado pelo presidente da Câmara, e poderá depois contestar. «O que o presidente não quis é que o corte das árvores avançasse sem que a autarquia tivesse conhecimento», para depois ser confrontada com um facto consumado.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Praia de Faro é a primeira a beneficiar com o Polis da Ria Formosa

Melhorar a acessibilidade à Praia de Faro e conseguir tirar trânsito automóvel de dentro da ilha são as prioridades de Faro, no âmbito do Polis.
A Câmara Municipal identificou como Acções Prioritárias a realizar ao abrigo deste plano de requalificação a criação de um parque de estacionamento junto ao Aeroporto de Faro, um acesso pedonal e ciclável até à praia, através de um passadiço de madeira, e a avaliação do estado de conservação da ponte rodoviária. Segundo o presidente da Câmara de Faro José Apolinário, estas foram as intervenções que a autarquia, enquanto sócia da Sociedade Polis, solicitou que avançassem o mais brevemente possível. Nesta fase, estão já a ser elaboradas propostas de projectos de execução das duas primeiras obras.A avaliação do estado de conservação da ponte rodoviária, único acesso por terra à Praia de Faro, «será feita em conjunto com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil». Ao mesmo tempo, será «encomendado um novo estudo a uma empresa especializada». Apesar de tudo depender desta avaliação, José Apolinário acredita que uma eventual recuperação ou substituição da ponte possa ser feita no âmbito do Polis. Certa é a intervenção no troço de estrada que dá acesso à praia, entre a curva do Aeroporto e a ponte. Nesta estrada vão ser criadas «duas passagens hidráulicas», que permitam a circulação de água, uma vez que o aterro que suporta a estrada «está a sofrer erosão no lado Poente». Ainda na Praia de Faro, vai começar «por estes dias» o Plano de Pormenor desta zona da Península do Ancão. Outro projecto que está já a ser elaborado é o da requalificação de parte da zona ribeirinha de Faro, nomeadamente do Passeio Ribeirinho. A restante frente de Ria será intervencionada ao abrigo de outros dois planos, que serão pagos pela autarquia. Faro também deu prioridade à limpeza da Ria, nas zonas costeiras, algo que irá acontecer em toda a extensão do sistema lagunar, de Cacela Velha à Praia do Ancão.Nas ilhas-barreira, num momento em que ainda não se coloca a questão das demolições, que quase inviabilizou a entrada da capital algarvia para a Sociedade Polis da Ria Formosa, as notícias são boas. Uma das primeiras intervenções do Polis será a reabilitação de ancoradouros. Mas, disse José Apolinário, estas intervenções poderão demorar um pouco. «Há um modelo que tem que ser feito e ainda não nos foi apresentado», revelou.
Mais vale tarde do que nunca... Mas acredito que irá ficar pronto a poucos meses das eleições autárquicas...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Taxa de ocupação turística desce em Julho

Faro em destaque pela negativa (ou talvez não)...

A taxa de ocupação global média/quarto nas unidades de alojamento no Algarve situou-se nos 84,4 por cento em Julho, o que representa uma quebra de 3,5 pontos percentuais face a 2007.
Os dados da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) indicam que o volume de vendas total registou uma descida de 3,4 por cento relativamente ao período homólogo de 2007.
Por zonas geográficas, as maiores descidas verificaram-se em Faro/Olhão (-13,1 por cento), Lagos/Sagres (-6,9 por cento) e Vilamoura/Quarteira/Quinta do Lago (-5,9 por cento). A única subida a assinalar ocorreu na zona de Carvoeiro/Armação de Pêra (+3,7%).
A zona de Monte Gordo/Castro Marim foi a que apresentou a taxa de ocupação mais elevada, com 91,7 por cento, enquanto Faro/Olhão registou a taxa de ocupação mais baixa, com 55,1 por cento.
Por categorias, as principais descidas registaram-se nos hotéis e aparthotéis de 3 estrelas (-8,5 por cento), nos de 4 estrelas (-3,5 por cento) e nos de 5 estrelas (-3,2 por cento). A única subida a assinalar registou-se nos aldeamentos e apartamentos turísticos de 5 e 4 estrelas (+6,3 por cento).
Por nacionalidades, os britânicos representaram 36 por cento das dormidas totais no Algarve, seguidos dos portugueses com 19,5 por cento e dos holandeses, com 15,8 por cento.

Se a Crise é sentida um pouco em todo o lado, fruto do aumento do custo de vida e da estagnação dos vencimentos em Portugal mas também por esse mundo fora, há sítios onde a dita Crise se sente com mais intensidade. No que ao Algarve diz respeito, concretamente no Turismo, é na região Faro/Olhão que a queda na procura se sente com mais relevância, conforme se leu no texto. Face aos resultados, percebe-se que apesar do pouco dinheiro nas carteiras da classe média, a classe alta continua a visitar o Algarve e prefere cada vez mais os resorts, afastando-se em conseqência disso, dos hóteis. Ora, se na zona de Faro/Olhão, os hotéis de 4/5 estrelas não abundam, muito menos podemos encontrar grandes empreendimentos turísticos de vivendas e apartamemtos turísticos, o que explica esta quebra acentuada na ocupação de camas na zona da capital algarvia. Se por um lado, este números não são animadores, também se explicam pelo facto de na zona Faro/Olhão, o efeito Parque Natural da Ria Formosa "estancar" a construção massiva e nalguns casos pouco harmoniosa, dando se primazia (pelo menos até agora) à preservação do ecossistema. Um dilema que perdurará por alguns anos, até que de uma vez por todas, o betão se apodere dessas zonas protegidas... Aproveitemos então, enquanto é tempo.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Tree Parade em Faro

“Tree Parade” espalha criatividade de jovens estudantes por Faro
Iniciativa pretende sensibilizar jovens para a floresta

Até ao final do mês de Agosto, 158 árvores em fibra de vidro pintadas por jovens alunos portugueses, vão estar espalhadas pela cidade de Faro, numa exposição inaugurada segunda-feira pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Ascenso Simões. Nas zonas do centro histórico (em frente ao museu e à câmara), Jardim Manuel Bivar, alameda, biblioteca, mercado e teatro, vão poder ser contemplados os trabalhos de alunos das escolas de todos os níveis de ensino, desde o jardim infantil ao secundário, sob o lema “Tree Parade”. “É uma iniciativa relevante, que contribui para a sustentabilidade do parque florestal português, através da sensibilização dos jovens estudantes”, referiu o secretário de Estado, durante a abertura da mostra.
O autarca anfitrião, José Apolinário, destacou que a iniciativa “valoriza quem se desloca à baixa” de Faro. “É arte vanguardista, feita por crianças – que contribuíram para a defesa do meio ambiente – e a pensar no futuro”, salientou. A exposição itinerante “Tree Parade” já passou por Lisboa, Porto, Coimbra e Évora. A “viagem” das árvores decoradas prolonga-se até início do próximo ano. Recorde-se, está também em acção um leilão, para adquirir uma das dez melhores criações artísticas dos pequenos artistas. Os fundos revertem para a limpeza e manutenção das matas e para projectos de âmbito ambiental desenvolvidos pelas escolas premiadas. Para mais informações, pode aceder a http://www.treeparade08.sapo.pt/.
O projecto, inserido no Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, é promovido pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), em parceria com a Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC).
Sem dúvida um iniciativa que saúdo, pois a simplicidade das obras, não ofusca a sua originalidade e autenticidade trazendo algo de novo aos locais da nossa Cidade que tão bem conhecemos, mas que agora têm uma nova nuance neste solarengo mês de Agosto, que é marcado em Faro pela Festa da Ria Formosa, Feira do Livro, FolkFaro e a Exposição de Arte Comtemporânea na Antiga Fábrica da Cerveja.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Principal aquífero do Algarve em risco

O aquífero Querença – Silves, um dos mais importantes do Algarve, pode estar ameaçado pela construção do empreendimento turístico da Quinta da Ombria, alertam os ambientalistas.

O alerta é da Associação Almargem que ontem, numa visita para assinalar o dia Nacional da Conservação da Natureza, anunciou ainda que irá enviar à Comissão Europeia esclarecimentos sobre os riscos inerentes ao avanço de construções naquele local do município de Loulé.
Recorde-se que em 2004 a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) apresentou uma queixa junto da Comissão Europeia, questão que a Almargem quer retomar por considerar que os factos ainda não estão todos esclarecidos
Luís Brás, da Associação Ambientalista, defende que a nova Declaração de Impacto Ambiental, emitida após a queixa da LPN e já assinada pelo Ministério do Ambiente, “não é mais do que uma espécie de branqueamento do projecto”.
“Por um lado, para nós, não responde às dúvidas da Comissão e, por outro lado, contém uma série de falsos argumentos”, justifica.
Em causa está o impacto que o projecto de 104 hectares pode ter sobre os habitats de espécies protegidas como o Bufo Real e o impacto sobre os recursos hídricos em particular os cursos subterrâneos.
“O projecto incide parcialmente sobre o aquífero Querença – Silves, o mais importante do Algarve, e algumas das componentes do mesmo (a parte urbanística e o campo de golf) vão ser construídos ou sobre o aquífero directamente ou então na sua orla”, critica Luís Brás.
“Tendo em conta que existe um processo em aberto vamos prestar esclarecimentos à Comissão, retirando as dúvidas que a Comissão já tinha e reforçando uma série de aspectos que nós continuamos a achar que não foram acautelados”, conclui o dirigente da Almargem.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

A lei do mais forte...

"Lagoa dos Salgados foi esvaziada e pode criar um desastre ambiental
CCDR autorizou obra

A notícia foi avançada esta quarta-feira pelo Publico. A lagoa dos Salgados, importante zona húmida situada nos concelhos de Silves e Albufeira, foi totalmente esvaziada na semana passada. A situação está a provocar a indignação de ambientalistas e estudiosos das aves aquáticas. A lagoa está seca desde há dois ou três dias.
O local constitui um santuário para a reprodução de numerosas espécies protegidas, que se encontravam em nidificação e desapareceram por completo. Junto à lagoa está um campo de golfe do empreendimento turístico Herdade dos Salgados, parcialmente implantado sobre zonas inundáveis anexas à lagoa, o que levou a CCDR a autorizar a abertura de um canal para a saída da água. A operação é feita todos anos, mas normalmente no Inverno, e não nesta altura do ano. No entanto, devido às fortes chuvadas que se fizeram sentir na última semana a CCDR autorizou a abertura do canal. E a Herdade dos Salgados realizou a tarefa. Fonte da CCDR diz que o canal tinha de ser aberto agora, e que seria pior se fosse daqui a duas ou três semanas, que colidiria aí sim com época de nidificação.
Quem não concorda são os ambientalistas. E entretanto o grupo parlamentar do CDS também já enviou ao ministro do Ambiente um requerimento a questionar sobre o assunto, uma vez que pode estar em risco a fauna no local. A notícia do Público sugere que a abertura do canal poderá ter sido efectuada para evitar danos no campo de golfe. A CCDR diz que o nível da lagoa “subiu bruscamente” este ano devido às condições climatéricas e por isso: “optou-se por autorizar a abertura da barra nesta altura”. A CCDR defende que “se temeu que, com novos episódios de precipitação, se tornasse forçoso abrir a barra com a época de nidificação mais avançada (ou que ocorresse uma abertura natural da barra), com prejuízos porventura mais graves e com menor possibilidade de reposição do nível de água na lagoa durante a época de estio”. A mesma fonte salienta ainda que a “reposição da barreira arenosa será efectuada ainda amanhã, em função das condições de trabalho e às condicionantes associadas às marés”.
A SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves não tem dúvidas. A acção “causou um desastre ambiental com sérias consequências a nível da biodiversidade e da imagem do país”. O esvaziamento “deitou a perder dezenas de ninhos de espécies protegidas e raras que nidificavam nos sapais”, assegura a SPEA em comunicado. Entre muitas outras espécies estavam 40 casais de Perna-longa; 45 casais de Alfaiate; três casais de Caimão; dois casais de Zarro-comum; três casais de Pato-colhereiro; quatro casais de Andorinha-do-mar-anã. A SPEA também mostra ter poucas dúvidas quanto à razão do esvaziamento da lagoa: “(...) terá sido para impedir um alegado alagamento dos «greens» do golfe dos Salgados”. "
In http://www.regiao-sul.pt/

Se o ministro já veio a terreiro admitir o erro, como pode a CCDR vir "jogar areia" para os olhos dos cidadãos, perante uma situação tão clara de desrespeito pelo ecossistema?