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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pipocas diminuem risco de cancro

As pipocas (milho) e outros cereais contém substâncias conhecidas como polifenóis que têm o potencial de diminuir o risco de cancro e doenças cardíacas.

O estudo foi apresentado por cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, durante a 238ª Reunião da American Chemical Society (ACS), em Washington, nos Estados Unidos, segundo a BBC.
Os polifenóis são a principal razão pela qual frutas e legumes - e alimentos como chocolate, vinho, café e chá - são conhecidos pelo seu potencial em diminuir o risco de doenças.

Até agora, acreditava-se que esses cereais eram alimentos saudáveis e ajudavam a combater o cancro e doenças cardíacas por causa do seu alto teor de fibra, mas segundo os autores do estudo, ninguém tinha ainda comprovado a presença, em quantidades elevadas, de polifenóis.
Segundo os cientistas, a quantidade de antioxidantes encontradas em cereais integrais é comparável à encontrada nas frutas e legumes, por grama.

Os polifenóis são substâncias químicas encontradas em muitas frutas, legumes e outras plantas, como frutas vermelhas, nozes, azeitonas, folhas de chá e uvas. Conhecidos como antioxidantes, eles removem os radicais livres do corpo, que são substâncias que têm potencial de deteriorar células e tecidos do corpo. Os cereais integrais com maior quantidade de antioxidantes são feitos com trigo, milho, aveia e arroz.

Era "espetarem" um cartaz gigante com esta informação à porta do Atrium Faro, e era ver aquele espaço a ser totalmente dinamizado, com o fluxo de clientela para o cinema... Acabava-se parte dos problemas da baixa farense...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Estes estudos...

Dizer palavrões diminui a dor

Dizer palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física, segundo um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, em Inglaterra.
No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram as mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto diziam um palavrão escolhido por eles, conta a BBC.Seguidamente, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa.Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média. O seu relato também demonstrou que eles sentiram menos dor enquanto falavam palavrões.

O batimento cardíaco dos voluntários foi, igualmente, medido durante a experiência e mostrou-se mais acelerado quando falavam palavrões.Os cientistas acreditam que o aumento do ritmo de batimentos cardíacos pode indicar um aumento da agressividade, que, por sua vez, diminuiria a sensação de dor.Para os investigadores, no passado esta situação teria sido útil para que os nossos ancestrais, em situação de risco, suportassem mais a dor para fugir ou lutar contra um possível agressor.

O que está claro é que falar palavrões provoca não apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar por que motivo a prática de falar palavrões existe há séculos e persiste até hoje, afirma o estudo."(A prática de) Falar palavrões existe há séculos e é quase um fenómeno linguístico humano universal", diz Stephens."Esta relacionada com o centro emocional do cérebro e parece envolver o lado direito do cérebro, enquanto a maior parte da produção linguística ocorre no lado esquerdo. A nossa pesquisa mostra uma razão potencial para o surgimento dos palavrões e porque eles persistem até hoje.

É por estes estudos que eu percebo que cada vez mais cedo as crianças de tenra idade utilizam palavrões no seu vocabulário... Pudera... Quando se portam mal e a roupa chega ao pêlo, é a melhor forma de se enganar a dor...

terça-feira, 17 de março de 2009

Mentalmente no ponto...

É curioso o estudo publicado na revista "Neurobiology of Aging", citado aqui pelo AlgarvePress, alegando que o ser humano entra em declínio mental marcante a partir dos 27 anos de idade... Eu que já utilizava uma velha máxima para, na brincadeira me desculpar de algum esquecimento, afirmando que "a partir dos vinte é sempre a descer", tenho agora que esperar mais uns tempos para que tal facto seja realmente uma desculpa aceitável... Pelos menos para os que leram o estudo...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Faro: doentes “gelam” na Ortopedia

Num dos dias mais frios do ano, há pacientes que têm de esperar sentados à mercê do clima, por uma consulta de Ortopedia. Aquecedores ficaram sem gás.

Cheguei às 07h45 e só estava um aquecedor a funcionar. Dez minutos depois, o outro também parou”, afirma ao Observatório do Algarve José Marques Júnior, ele que foi com a filha de sete anos esta manhã a uma consulta de Ortopedia.
“Ainda liguei para a minha mulher para lhe pedir umas mantas, porque isto estava um gelo e a miúda estava de facto com muito frio”, acrescenta.
É que, segundo o Instituto de Meteorologia, a temperatura mínima prevista para hoje era de 3 graus, e a máxima de 10. Para amanhã, prevê-se ainda uma ligeira descida da temperatura.
Só no dia de hoje, mais de uma dezena de pessoas encontravam-se no exterior do edifício do Hospital Central de Faro, onde se encontra montada uma enorme tenda amarela, para tentar proteger os utentes da chuva e do vento.
Quanto ao frio, há apenas dois aquecedores a gás, em forma de cogumelo, mas até esses se foram abaixo, no que é até agora o dia mais frio do ano.
Fui chamado às 09h30 e só saí às 11h00, e a essa hora os aquecedores ainda estavam desligados. Queixei-me ao funcionário e ele disse que se eu queria protestar que falasse com a direcção do Hospital”.
Em função disso, José exigiu o livro de reclamações e pelo menos uma outra pessoa acabou por exercer o mesmo direito.
Isto é uma situação que se arrasta para aí há um ano e meio”, garante Eduardo Rocheta, outro dos utentes à espera de consulta. “Só hoje já houve duas pessoas a pedir o livro de reclamações por causa das más condições de espera”.
Caso caricato, é que houve até mesmo um utente que estacionou debaixo da tenda, num lugar de acesso exclusivo às ambulâncias, para que a mulher que tem doenças dos ossos, pudesse ficar à espera sem ser ao relento.
O gás nos aquecedores – que funcionam com botijas pequenas - já foi, entretanto, restabelecido, ainda que os mesmos se encontrem praticamente juntos e não consigam abranger toda a área da espera.
O Observatório do Algarve solicitou esclarecimentos à administração do Hospital, que ainda não respondeu.
Palavras para quê? Onde está o respeito pelos doentes e pela dignidade humana?

domingo, 28 de dezembro de 2008

Faro vai ter uma nova Unidade de Saúde Familiar - Abre dia 30

A fechar o ano de 2008 abre uma nova Unidade de Saúde Familiar (USF) em Faro

A USF Farol reúne uma equipa multidisciplinar composta por sete médicos, sete enfermeiros e seis administrativos.
A equipa pretende “abraçar um novo modelo de prestação de cuidados que favorece a possibilidade de trabalhar em equipa de forma eficaz, organizada prestando assim cuidados de saúde de forma mais personalizada e humanizada”, refere em comunicado a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.
Helena Boavida é a coordenadora da nova USF, que irá procurar obter uma maior capacidade de resposta, garantindo mais acessibilidade, mais proximidade e maior qualidade para os cuidados de saúde.

O plano de acção da USF Farol pretende garantir sempre uma resposta a todos os utentes que necessitem de atendimento não programado, mesmo que o seu médico ou enfermeiro não estejam presentes, havendo uma garantia de acessibilidade através do regime de intersubstituição.
A unidade vai ficar instalada no Centro de Saúde de Faro, disporá de uma aplicação informática para apoiar toda a actividade assistencial e coexistirá com os serviços já existentes no Centro de Saúde.
O horário previsto de actividade será das 08h00 às 20h00 nos dias úteis, aos sábados e domingos o funcionamento será das 08h00 às 14h00.
A abertura oficial da USF Farol é no dia 30 de Dezembro, às 11h30, sendo esta a sexta USF a entrar em funcionamento na região do Algarve. A primeira foi a USF Âncora em Olhão (Outubro de 2006).
Até final do 1º semestre de 2009 estão previstas a abertura de mais duas USF, uma em Faro – USF Ria Formosa e outra em Vila Real de Santo António/Castro Marim – USF Guadiana.

Espero que esta U.S.F. venha amenizar a crise bem patente neste últimos dias no Hospital de Faro... Mas para isso as pessoas também têm que colaborar, não se deslocando ao Hospital em situações de gravidade leve, quando têm a hipótese, neste horários de usufriur deste serviço, libertando o Hospital de Faro para situações mais graves...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Hospital Central de Faro... A crise das Urgências mantém-se!

O Hospital de Faro pretende deixar de ter doentes em macas nos corredores em 2010, mas para já há pacientes nessa situação três e quatro dias seguidos, embora o prazo máximo definido no Serviço de Observação seja de 72 horas.

"Os médicos não dão conta disto, porque é muita gente acumulada nos corredores. São muitas dezenas", desabafou Corália Tadeu, que tem o marido no Serviço de Observação (SO), numa maca no corredor, desde domingo à noite."Está ali [nos corredores do novo espaço das Urgências] perto de uma centena de pessoas em macas. As pessoas são bem atendidas, o problema é estarem acumuladas nos corredores", reforça, por seu turno, Ideme Conceição, que veio visitar o cunhado ao hospital, que espera numa maca por um internamento desde domingo transacto.A directora da Urgência de Faro, Dagoberta Lima, explica que é "normal os doentes estarem em macas três ou quatro dias no Serviço de Observação". Contudo, recorda que é suposto estarem no máximo entre "36 a 72 horas de permanência" no SO.

A directora clínica do Hospital de Faro, Helena Gomes, confirmou, por seu turno, que as urgências vivem momentos de afluência de "muitos idosos" e "muitos doentes que precisam de ficar no hospital". Além disso, "houve dois fins-de-semana prolongados em que a actividade do Serviço ficou condicionada, porque as saídas para o internamento ficaram dificultadas com os atrasos nas altas médicas", explicou.No entanto, a médica e directora clínica frisou que não lhe foi reportado pelas equipas do balcão nenhuma situação de "anormalidade" ou de "stress acrescido" nos dias de 'picos' de afluência de utentes. Helena Gomes recusa a palavra "caos" para definir o Serviço de Observação e Urgências - que abriu este mês - daquela unidade hospitalar e classifica de "normal" o afluxo de doentes nesta altura do ano, com médias de 200 utentes por dia. Na sexta-feira transacta, dia 05, o Hospital de Faro recebeu 254 utentes, um dia antes tinha recebido 248 utentes e no dia 09, terça-feira, registaram-se 246 utentes."Eu não vejo caos sinceramente. Claro que há momentos e há horas do dia em que o afluxo é maior, mas isso não vejo que seja caos", defende Helena Gomes

Em declarações à Lusa, um dos médicos do Hospital de Faro disse, terça-feira, que as urgências estão "em período de ruptura" e que chegam a estar 70 macas nos corredores do novo espaço de Urgências. Helena Gomes, por seu turno, frisa que os serviços de urgências têm de estar preparados para "responder a afluxos maiores", mas também admitiu, que alguns médicos tenham feito 72 horas de banco de urgências em apenas uma semana, quando a lei prevê um máximo de 12 horas."Não queremos que os nossos médicos façam 72 horas de banco. Eu não sei, se pontualmente, alguém fez nalgum momento 72 horas por semana. Admito que sim", disse.

A solução para enfrentar os momentos mais críticos em afluência nas urgências passa agora por recrutar médicos das outras especialidades do próprio Hospital de Faro."Na semana passada já tivemos médicos de outras especialidades que não Medicina Interna", observou Helena Gomes.O plano de requalificação do Hospital Central de Faro vai até 2010, mas até meados de 2009 a direcção do hospital prevê ter resolvido a parte da área dos recursos humanos."Isso é o nosso projecto, espero que o consigamos concretizar", disse a directora clínica, advertindo, no entanto, que não pode garantir para já que em Junho ou Julho de 2010 já tenha as equipas formadas.O novo serviço de urgências do Hospital de Faro começou a funcionar este mês, mas em Novembro abriu para ensaios de novos métodos de trabalho e ajustes das equipas médicas às novas instalações.

A 02 de Novembro de 2007, 19 dos 20 chefes de equipa da área médica do Hospital de Faro apresentaram a demissão em bloco como forma de protesto contra a sobrelotação das urgências e das condições a que estavam sujeitos os doentes. Os médicos continuam demissionários e ainda não houve renomeação da parte da administração do Hospital Central de Faro, mas, segundo Helena Gomes, essa situação vai ser resolvida "em breve".

O texto é bem explicito quanto à situação que se vive no Hospital Central de Faro, e não é a Sr.ª Ministra da Saúde, Dr.ª Ana Jorge que nos vêm desmentir um facto que constactamos a cada dia que visitamos aquele espaço. Eu próprio no último ano me tive que dirigir duas vezes às Urgências do HCF para ser atendido devido a situações de ligeira/média gravidade e da última vez, no passado dia 6 de Novembro, pude comprovar mais uma vez a fragilidade do serviço que nos é prestado. Posso vos dizer que dei entrada no espaço às 18h45, sendo me feita a triagem logo de seguida... Até aí tudo bem.
Ser-me-ia atribuida uma senha verde, dado o entorse que padecia na altura e que na verdade não justificava uma atenção especial face a situações muito mais graves que os clínicos estavam a receber nesse dia. Mas a dita senha verde, correspondia, pelos vários paíneis informativos colocados na sala, a um tempo estimado de espera na ordem dos 120 minutos (2 horas), pelo que apesar de não poder andar e de não saber na altura se tinha alguma fissura no pé, (situação que obrigaria a outro tipo de tratamento), aguardei pacientemente até às 21h30, percebendo que o meu caso não seria urgente mas no mínimo digno de atenção por parte dos clínicos, por forma a despistar qualquer problema com o pé. Constactando que o período estava já ultrapassado largamente e não tendo qualquer sinal do atendimento, pedi para um familiar para perguntar se havia a expectativa de ser atendido brevemente. Pura e simplesmente me foi respondido que o médicos não estavam a atender senhas verdes e que não fariam qualquer previsão de quando o poderiam fazer. Deram me uma hipótese remota de entrar "à sucapa" dentro das urgências e me "assomar" à sala, pedidno para ser atentido a um dos médicos. Com muita dificuldade, fiz o que me foi sugerido mas rapidamente me foi dada resposta negativa. Passado este "filme" todo, eram já 22h15 e desiludido decidi voltar para casa, sobre minha responsabilidade, mas consciente de que se algo não estivesse bem no pé, poderia agravar a situação. Tudo isto porque o nosso Serviço Nacional de Saúde funciona mal e neste caso o Serviço de Urgências não foge à regra. Portanto, quando a Sr.ª Ministra desmente estas notícias, e nós temos a percepção que quase todos os dias as coisas se passam da forma como vos decrevi, pergunto se o funcionamento do HCF não é um caos? Isto para não falar do aspecto tenebroso dos corredores do hospital onde largas dezenas de pessoas são depositadas em macas e gemem continuamente, deixando ainda mais doente, quem se desloca até ao espaço para ser tratado...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Faltam médicos no Algarve

Os recursos humanos do sistema de saúde do Algarve estão a crescer a um ritmo inferior ao aumento da população, o que, em particular no Verão, provoca congestionamentos nas várias unidades.
Ao CM chegaram nas últimas semanas várias queixas de residentes e turistas por demora no atendimento."Em 2005, estavam inscritas 420 mil pessoas nos centros de saúde e agora temos 500 mil. A população cresce a um ritmo muito superior ao do número de médicos e não estamos a incluir os turistas", constata Rui Lourenço, presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve. Ainda assim, aquele responsável faz um balanço "positivo" ao que já vai decorrido do Verão. "Atendendo aos condicionalismos existentes e aos recursos disponíveis, as coisas estão a correr bem."Nos últimos meses, os centros de saúde passaram a adoptar o sistema de triagem de Manchester, deixando de atender por ordem de chegada. "A alteração provocou alguma confusão nos utentes, em particular nos residentes, mas está a traduzir-se em vantagens, mais acentuadas a médio e a longo prazo, com o sistema afinado." A isto, em particular em Albufeira, junta-se a circunstância de 10 mil dos 40 mil residentes não terem médico de família por falta de clínicos. "Acabam por recorrer muitas vezes ao Serviço de Atendimento Permanente por dificuldades na retaguarda", explica Rui Lourenço.
Utentes desagradados
"Sou natural e residente em Albufeira e já estou habituado a longas esperas no centro de saúde...", queixa-se Ricardo Silva, de 35 anos, a quem tinha sido atribuída uma pulseira amarela. "Aguardo há cerca de três horas e não sei quando me atenderão. Estes problemas vivem-se todo o ano e não apenas no Verão, mas nesta época do ano dão uma péssima imagem do concelho, que vive do turismo. Se quiser marcar uma consulta, espera dois ou três meses." Não menos desagradado estava José Reis Martinho, residente em Lisboa. "Já lá vão mais de duas horas e o meu filho ainda não foi chamado." Sílvia Ramalho foi com a mãe ao centro de saúde na sexta-feira para aplicar uma injecção, mas "disseram-me que teria de esperar muito tempo e preferi recorrer a um particular."
Estão em curso obras nas Urgências dos hospitais do Barlavento (Portimão) e de Faro, que devem ficar concluídas até ao final do Verão. Os trabalhos "vão permitir um serviço mais humanizado e de melhor qualidade", diz Pedro Quaresma, director clínico da unidade de Portimão, que promete "acabar com as macas nos corredores", a partir de Outubro.Em Portimão, a resposta no Verão "tem sido boa: há mais dez a vinte doentes por dia, comparativamente a 2007, mas estamos mais bem organizados."
Em Faro, registaram-se mais cem doentes em Julho do que em 2007 e o hospital garante que não há falta de meios humanos. O Hospital Central do Algarve, a construir no parque das cidades vai resolver boa parte dos problemas actuais. O equipamento terá 574 camas de internamento, custará 267 milhões de euros e abre em 2013. Destinada a descongestionar as Urgências, esta consulta foi implementada em 2006 e estende-se este ano a seis centros de saúde, mais um do que no ano passado. O concelho de Albufeira é o mais crítico no período do Verão: a população, devido ao turismo, cresce de 40 mil para 300 mil habitantes.
In AlgarvePress

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O velho problema da saúde no Algarve...

Com algum aproveitamento político (ou talvez não), Pedro Santana Lopes deixa-nos em testemunho próprio uma ocorrência de à poucos dias, no qual põe a nu a debilidade do serviço de urgências na Região nesta altura do Verão... Parece que só quando "um de fora" fala é que as coisas podem efectivamente ser desbloqueadas... Ao menos que seja assim, mas só acredito quando vir a situação solucionada...

sábado, 14 de junho de 2008

Faro: hospital vai contar já este Verão com novo espaço para as urgências

Pré-fabricado deverá estar pronto em Junho (deste ano...)

A primeira fase do projecto de ampliação do serviço de urgências no Hospital de Faro deverá estar concluída no final do mês, com a entrada em funcionamento de um novo espaço pré-fabricado com 800 metros quadrados. A presidente do Conselho de Administração da unidade afirmou que o processo decorre a bom ritmo, estando a estrutura praticamente montada e aguardando-se agora a chegada dos equipamentos. "Os equipamentos estão agora a ser encomendados e pensamos que no final do mês ou início de Julho esteja tudo pronto", observou Ana Paula Gonçalves, dizendo que o processo está a correr de acordo com o calendário estabelecido. A colocação de um pré-fabricado de 800 metros quadrados no perímetro do Hospital de Faro visa combater o problema da sobrelotação de doentes em macas que se acumulam nos corredores daquele serviço nas alturas de maior afluência, em especial durante o Verão.O plano de reestruturação e ampliação da unidade, recentemente convertida em Hospital Central, deverá estar concluído em 2010, prazo previsto no início do ano aquando da apresentação pública do projecto. O custo do "open space" de 800 metros quadrados deverá rondar um milhão de euros, 400 mil dos quais destinados a apetrechamento técnico.

Apesar de se tratar de um "remendo", aplaudo...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Agora já se "mexem"?

Foi preciso mais dois Municipios algarvios se juntarem a Vila Real de Santo António em busca de soluções aos que deseperavam por uma intervenção cirurgica, que o País abrisse finalmente os "olhos" para uma situação insustentável e que afinal até se resolve se houver vontade...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Aljezur começa amanhã a curar cataratas em Cuba

O primeiro grupo de munícipes ruma a Cuba para ser operado às cataratas, onde deverá permanecer quinze dias e receber acompanhamento pós-operatório. Castro Marim também assina protocolo com país de Fidel, mas encara hipótese como «solução de recurso».
O grupo de aljezurenses que receberá tratamento naquela ilha das Caraíbas é composto por quatro pessoas com idades entre os 49 e os 75 anos, algumas ainda em situação profissional activa.
Depois de Vila Real de Santo António ter "solucionado" desta forma o problema dos seus munícipes, já são dois os municipios algarvios que seguiram essas pisadas, (Castro Marim e Aljezur)... Por este "andar" não será melhor Portugal começar a trabalhar directamente com o regime ditatorial de Cuba para resolver os seus problemas do Serviço Nacional Sáude?

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sócrates lança concurso do HCA este sábado

"O primeiro-ministro vai estar este sábado no Parque das Cidades para o lançamento do concurso de construção do Hospital Central do Algarve (HCA). José Sócrates vem acompanhado da ministra da Saúde, Ana Jorge e do ministro da Finanças, Teixeira dos Santos. Trata-se da cerimónia oficial de lançamento do concurso público para uma obra executada em parceria publico-privada, que terá um custo estimado em 200 milhões de euros. Os trabalhos terão início em 2009. O Governo espera inaugurar o HCA em meados de 2012. Entretanto, o lançamento da obra do Centro de Reprodução do Lince Ibérico, em Silves, que estava previsto para sexta-feira, foi adiado para data a anunciar. Mas o ministro do Ambiente, Nunes Correia, estará em Olhão, sexta-feira às 16:00 horas, para assinatura do contrato com autarquias algarvias, para a execução do Programa Polis, iniciativa presidida por José Sócrates. E o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, está em Lagos no domingo para apresentar o dispositivo de combate a incêndios para o Algarve em 2008."
In Região-Sul

Relembrando o post dalgumas semanas atrás, esta apresentação de um novo hospital para a Região, só peca por tardia e será, acredito eu, insuficiente para fazer face às necessidades do Algarve em período de época alta.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Algarve, Região de Turismo de Excelência resume Saúde Pública a dois Hospitais

"Urgência do Hospital do Barlavento continua "entupida" com afluência invulgar de pessoas
- 03.04.08

O presidente do conselho de administração do Hospital do Barlavento, em Portimão, justificou hoje o "entupimento" do Serviço de Urgência (SU) com a invulgar afluência de pessoas que ali se dirigem com pequenas patologias.
Desde segunda-feira que o Serviço de Urgência tem estado "entupido", com doentes a permanecerem nas macas e em cadeiras de rodas, nos corredores, enquanto aguardam vagas para o internamento, não dispondo o serviço de condições físicas para acolher mais pacientes.
Segundo Luís Batalau, a situação "hoje está mais desanuviada", mas o serviço de urgência "continua a atender, em média, cerca de 200 pacientes por dia, pessoas que apresentam pequenas patologias, como simples dores de garganta ou febre"."São situações que não apresentam gravidade e que provocam atrasos no atendimento e o consequente entupimento do serviço", observou o clínico.O presidente do conselho de administração do Hospital do Barlavento Algarvio, referiu ainda que para melhorar o internamento, seria necessário "resolver os vinte casos sociais que estão devidamente sinalizados de pessoas idosas que estão a ocupar camas, após terem recebido alta médica"."São pessoas rejeitadas pelas famílias e cuja situação o hospital não consegue resolver", referiu Luís Batalau.Lusa
Colocado pr: Manuel Luís"
Fonte: Algarve Press

Ao ler este artigo, pergunto a vocês leitores, qual o sentimento que vos invade? Sim o sentimento? De indignação por certo… Por muitas “desculpas” que os administradores da unidades hospitalares nos enumerem, sustentando esta situação à base de decisões irresponsáveis dos utentes, ao ir logo ao hospital perante sintomas de leve/média importância, ou mesmo de idosos rejeitados pelas famílias, é absolutamente insuficiente para a região Algarvia, ter apenas dois hospitais dignos desse nome a funcionar. Para além disso as “desculpas” apresentadas por este administrador, põem a nu, as deficiências do País na Área da Saúde, onde os SAP, durante 12 horas por dia (no caso de Faro), estão encerrados, obrigando os utentes a se deslocarem ao único sítio que as pode socorrer em horas de aflição. Ou seja o Estado, acusa os utentes do entupimento dos Serviços, quando tal situação é criada por Si mesmo ao não ter em funcionamento uma estrutura forte que salvaguarde os hospitais destas situações. Quanto à questão dos idosos, é também inadmissível, que o Estado, na vertente social não tenha camas suficientes para albergar idosos e outros, que por uma razão ou outra, não tem para onde ir após momentos tão delicados da sua vida, deixando dessa forma vagas para novos doentes que necessitam de cuidados urgentes.

Mas voltando à situação actual, e ao que ao Algarve diz respeito, se isto é assim em Abril, perguntamos nós como será em Julho/Agosto? Sim, meus amigos, se em Abril o Hospital de Faro e Portimão estão sobrelotados, como será em Agosto quanto a população do Algarve sobe para mais de um milhão de pessoas? É realmente lastimável a situação e sem exagero, acho que o Algarve não precisa de um Hospital, mas sim de dois Hospitais novos, pois no meu entender a Saúde está acima de tudo, e nenhum de nós quer imaginar a situação que se pode ver jogado num destes dias, perante um serviço tão deficiente, mas sem nunca menosprezar todos os que trabalham lá, mas que não têm as mínimas condições para desenvolver as suas tarefas com o rigor e celeridade desejáveis.