Mostrar mensagens com a etiqueta Turismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Turismo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Hotelaria manteve níveis de emprego no Algarve

As regiões mais afectadas pelo aumento do desemprego, em Julho, foram o Algarve e a Madeira, mas a hotelaria afirma ter mantido os níveis de emprego dos anos anteriores.

Os últimos dados do desemprego revelados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), relativos a Julho, revelam que o número de desempregados cresceu 104,2 por cento no Algarve e 50,3 por cento na Madeira, face a período homólogo.

O Grupo Pestana, que possui 10 hotéis na Madeira e oito no Algarve, afirmou à Lusa que os bons níveis de ocupação registados durante os últimos meses nas duas regiões permitiram manter o número de trabalhadores e ainda contratar temporários.

Não se realizou, por isso, qualquer corte em termos de serviços prestados aos clientes, mantendo a funcionar tudo como no ano passado”, afirmou à Lusa a relações públicas do grupo, Patricia Reimão.

Também o grupo Vila Galé, que possui um hotel na Madeira e nove no Algarve, afirmou não ter diminuído o número de efectivos nos hotéis das duas regiões.

A Vila Galé não registou qualquer redução no seu quadro de colaboradores durante o período de Verão, mantendo uma estrutura semelhante a anos anteriores e sem qualquer redução dos serviços prestados”, afirmou à Lusa o director de marketing e vendas, Gonçalo Rebelo de Almeida.

O número de portugueses inscritos nos centros de emprego subiu 1,4 por cento em Julho, face a Junho, e 30,1 por cento face ao mesmo mês de 2008, atingindo 496.683 pessoas, segundo os dados do IEFP.

Recorde-se, todavia, que segundo a União de Sindicatos do Algarve, a Hotelaria, a par com a Construção Civil, foi o sector onde o desemprego mais cresceu no Algarve (ver notícias aqui e aqui).

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Critério ou falta dele...


Foi noticia e mais notícia será no próximo dia 12, quando o protocolo for formalizado entre a Entidade Regional de Turismo (ex. Região Turismo do Algarve) e o Sporting Clube Olhanense, que contempla o patrocínio oficial a porventura avultado financeiramente, em contrapartida da visibilidade e retorno directo e indirecto nas unidades hoteleiras algarvias e espaços de restauração, devido à presença duma equipa algarvia na Liga Sagres.

Nada tenho contra este apoio ao clube de Olhão, pois não desejo aos outros, o que não quero para mim e para os meus, apenas me espanta o critério que é tido nesta situação, quando se sabe que nem o Farense (pelo menos nos últimos anos de Liga Sagres) teve tal benesse, que por certo o ajudaria a não mergulhar duma forma profunda na crise que se conhece, quando se sabia que as contrapartidas para a região algarvia seriam sempre similares às do presente. Mas mais, com o projecto do Estádio Algarve em marcha, desde meados de 1998, não seria lógico que a partir dessa hora se olhasse para o negócio Turismo vs Futebol de outra perspectiva na região, apoiando fortemente o clube anfitrião do recinto, neste caso o Farense, que militava na 1ª Divisão, por forma que esta infra-extrutura pudesse ser palco de grandes eventos desportivos, reafirmando de vez a dimensão regional do Farense e projectando o nome "Algarve" além fronteiras?

É deste critério que me interrogo, como também me interrogo do porquê do total desprezo desta entidade para com o Centro de Ciclismo de Tavira, clube que conseguiu a maior conquista desportiva da região nos últimos anos, a vitória na Volta a Portugal em Bicicleta, e que por estes dias, têm uma mediatização brutal entre nós. Como se sabe, o "naming" das equipas de ciclismo é um veículo muito forte de marketing, divulgado na estrada, mas essencialmente nos media, situação que por exemplo, no nosso país vizinho é algo absolutamente normal, com o patrocínio forte da região da Andaluzia e da Galiza às suas equipas...

Mas aqui tudo é diferente, resta saber o porquê deste critério... Eu até imagino mas não me atrevo a escrever...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Pousada de Estoi inaugurada oficialmente até ao Verão

A Pousada de Estoi, em Faro, já está aberta ao público, mas a sua inauguração oficial só deverá ter lugar em Maio ou em Junho. Por agora, a mais recente Pousada de Portugal a abrir portas está em regime de «soft opening», mas já aceita clientes, revelou ao «barlavento» o Grupo Pestana, que explora a unidade hoteleira.

Segundo a porta-voz do grupo português, a unidade abriu no fim-de-semana de Páscoa, disponibilizando 45 dos 63 quartos de que dispõe. Mas, em pouco tempo, será alargada a oferta de quartos e a unidade deverá estar a funcionar em pleno, no que à vertente de alojamento diz respeito, bem antes do lançamento oficial. Esta inauguração «ainda não tem data marcada», mas acontecerá, «com certeza, antes do Verão». Nesta altura, quase todas as vertentes estarão já a funcionar. A única que poderá demorar mais algum tempo a abrir ao público é a de SPA e piscina interior, estruturas que ainda não estão concluídas.

A Pousada de Estoi já foi construída «segundo a lógica da nova geração de Pousadas», em que, além da vertente ligada ao património histórico edificado, design e hotelaria de charme, é criado outro tipo de serviços e oferecida maior capacidade de alojamento. Em Estoi, a Enatur, responsável pela construção da unidade hoteleira, recuperou o Palácio do Visconde de Estoi, aproveitou as antigas cavalariças da propriedade e construiu de raiz um novo edifício. Também houve uma aposta na recuperação dos jardins do palácio e da sua estatuária, que já foram famosos pela sua beleza. Assim, no palácio propriamente dito, estão instaladas «todas as partes comuns da Pousada». O restaurante, os bares, as salas de convívio e de pequeno-almoço e a recepção são exemplos. Já os 63 quartos vão estar todos situados no novo edifício, construído de raiz para esse efeito. Destes, três são suites. «Todos os quartos são amplos e modernos», garantiu a porta-voz do Grupo Pestana.

O antigo edifício das cavalariças do Palácio de Estoi foi recuperado para servir de salão multiusos, onde se poderão não só realizar eventos, mas também reuniões e conferências. Ao mesmo tempo, haverá uma zona de lazer exterior, com piscina. As Pousadas de Portugal de construção mais recente têm, tendencialmente, mais quartos do que as mais antigas, de modo a poderem «oferecer outro tipo de serviços, como por exemplo o SPA e a piscina interior». Uma maior capacidade de carga também torna a vertente de conferências e de eventos mais apelativa.

O projecto que permitiu transformar o Palácio de Estoi e a sua envolvente numa Pousada moderna é da responsabilidade do arquitecto Gonçalo Byrne. O investimento feito nesta unidade hoteleira ultrapassou os 13,5 milhões de euros.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Algarve promovido a nível mundial pela Eurosport

Foi com agrado que ontem à noite, quando freneticamente fazia zapping, me intrigou a emissão da Eurosport, e me despertou interesse a cara de Miguel Praia no canal pan-europeu de desporto... Instantaneamente interrompi essa tradicional tarefa que normalmente faço em busca de algo interessante e diferente para melhor do que os nossos 4 canais nos oferecem no dito horário nobre... Pude então constatar que a Europort iria dedicar 20 minutos de emissão ininterrupta à nossa Região, inserido na rubrica Sport Traveller, convidando então três figuras importantes do desporto nacional que escolhem o Algarve como destino para a sua prática desportiva e lazer, binómio a que estava associada a rubrica. Miguel Praia, Gustavo Lima e Carlos Sousa deram então a conhecer ao vasto auditório da Eurosport algumas das infra-extruturas desportivas no Algarve, as paradisíacas paisagens algarvias e algumas das localidades do Algarve que marcam quem os visita, quer pelo ambiente cosmopolita ou pela genuína vivência do Algarve profundo e quiçá algo desconhecido do grande público. Dos locais visitados destaco a Costa Vicentina, Monchique, Paderne, Albufeira, Vilamoura, Sagres mas também a Ria Formosa onde foi destacado o património ambiental da Ilha Deserta e a qualidade do serviço do Restaurante residente nessa ilha, mas também algumas imagens da cidade de Faro vista das dunas da Ria Formosa.

Sei que este programa teve o dedo (e carteira) da Associação de Turismo do Algarve (ATA) englobado numa estratégia de marketing para a Região e creio que o espectador ficou com uma agradável ideia da Região, ainda para mais quando conhecemos nos últimos dias os registos das taxas de ocupação de camas, no qual o mês de Setembro não escapou à tendência de decréscimo ocorrida neste Verão, sendo de especial interesse inverter essa realidade... É que, como disse Mendes Bota há uns tempos atrás, "O Turismo é o Petróleo do Algarve"...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Taxa de ocupação turística desce em Julho

Faro em destaque pela negativa (ou talvez não)...

A taxa de ocupação global média/quarto nas unidades de alojamento no Algarve situou-se nos 84,4 por cento em Julho, o que representa uma quebra de 3,5 pontos percentuais face a 2007.
Os dados da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) indicam que o volume de vendas total registou uma descida de 3,4 por cento relativamente ao período homólogo de 2007.
Por zonas geográficas, as maiores descidas verificaram-se em Faro/Olhão (-13,1 por cento), Lagos/Sagres (-6,9 por cento) e Vilamoura/Quarteira/Quinta do Lago (-5,9 por cento). A única subida a assinalar ocorreu na zona de Carvoeiro/Armação de Pêra (+3,7%).
A zona de Monte Gordo/Castro Marim foi a que apresentou a taxa de ocupação mais elevada, com 91,7 por cento, enquanto Faro/Olhão registou a taxa de ocupação mais baixa, com 55,1 por cento.
Por categorias, as principais descidas registaram-se nos hotéis e aparthotéis de 3 estrelas (-8,5 por cento), nos de 4 estrelas (-3,5 por cento) e nos de 5 estrelas (-3,2 por cento). A única subida a assinalar registou-se nos aldeamentos e apartamentos turísticos de 5 e 4 estrelas (+6,3 por cento).
Por nacionalidades, os britânicos representaram 36 por cento das dormidas totais no Algarve, seguidos dos portugueses com 19,5 por cento e dos holandeses, com 15,8 por cento.

Se a Crise é sentida um pouco em todo o lado, fruto do aumento do custo de vida e da estagnação dos vencimentos em Portugal mas também por esse mundo fora, há sítios onde a dita Crise se sente com mais intensidade. No que ao Algarve diz respeito, concretamente no Turismo, é na região Faro/Olhão que a queda na procura se sente com mais relevância, conforme se leu no texto. Face aos resultados, percebe-se que apesar do pouco dinheiro nas carteiras da classe média, a classe alta continua a visitar o Algarve e prefere cada vez mais os resorts, afastando-se em conseqência disso, dos hóteis. Ora, se na zona de Faro/Olhão, os hotéis de 4/5 estrelas não abundam, muito menos podemos encontrar grandes empreendimentos turísticos de vivendas e apartamemtos turísticos, o que explica esta quebra acentuada na ocupação de camas na zona da capital algarvia. Se por um lado, este números não são animadores, também se explicam pelo facto de na zona Faro/Olhão, o efeito Parque Natural da Ria Formosa "estancar" a construção massiva e nalguns casos pouco harmoniosa, dando se primazia (pelo menos até agora) à preservação do ecossistema. Um dilema que perdurará por alguns anos, até que de uma vez por todas, o betão se apodere dessas zonas protegidas... Aproveitemos então, enquanto é tempo.