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sábado, 2 de maio de 2009

Faro e Benfica em perigo...

Mesmo que este espaço tenha como objectivo divulgar o Farense (entre outros temas), hoje abrimos uma excepção para abordar o segundo clube mais representativo a nível de futebol sénior da nossa querida cidade de Faro, o Sport Faro e Benfica. Isto porque há um sério risco deste popular clube da capital algarvia descer à Segunda Divisão Distrital, na sequência do empate caseiro obtido hoje frente ao Alvorense por 2-2, onde por duas vezes esteve em desvantagem.

Sabendo que descerão à Segunda Distrital, sempre duas equipas mais as que eventualmente sejam despromovidas dos Campeonatos Nacionais, a verdade é que a péssima campanha de Campinense, Messinense e Silves, e mesmo do Quarteirense, que ainda não garantiu a provável manutenção, conjugarão a descida de 5 equipas para o último escalão sénior regional.

É neste contexto que o empate do Faro e Benfica agrava a situação, pois agora ocupa o 13º lugar, deslocando-se na última jornada à casa do Estombarense, rival directo na luta pela manutenção. Mas, mesmo que vencendo esse difícil jogo, terá que esperar que pelo menos uma das equipas imediatamente acima na tabela, escorreguem nos seus jogos caseiros, o que parece à partida pouco esperado. Contudo há que acreditar, e torcer para que esta equipa, onde jogam ex-farenses como Galinha, Zé Clemente ou Maia possa superar este mau momento e assim represente mais uma vez a nossa cidade no Distritalão.

sábado, 24 de maio de 2008

Despedida em beleza... Farense 5-0 Alvorense

O Farense despediu-se na tarde deste sábado do Distritalão, culminando a sua boa temporada com uma boa exibição, muitos golos e uma merecida festa de consagração junto dos seus associados e adeptos que a vitoriaram efusivamente desde a entrega das medalhas e faixas aos atletas e corpo técnico, até à taça de Campeão Algarvio. Digamos que foi com chave de ouro que temporada teve o seu fim, num ambiente muito agradável, com participações ao longo da tarde, tanto dos interpretes do hino do Farense, que foi cantado pelos mesmos no local, bem como na passagem de imagens do trajecto da época nos ecrãs gigantes do Estádio Algarve, trazendo alguma nostalgia aos seguidores da equipa de Faro, que decerto recordarão estas massivas deslocações pelo Algarve, semana após semana, até ao fim das suas vidas.

Quanto à partida, o resultado acaba por falar por si e embora com algumas nuances, traduz a superioridade demonstrada pela equipa de Faro na partida, tirando todas e quaisquer dúvidas aos que duvidavam que o Farense era a melhor equipa deste campeonato.

Na primeira parte os Leões de Faro entrariam a todo o gás, e nos primeiros 20 minutos dominariam territorialmente a partida, com boa mobilidade dos seus jogadores, o que dificultava as tarefas defensivas do Alvorense, que muito encolhido e com os jogadores inadaptados a tal realidade, viam o Farense desperdiçar alguns lances claros de golo, que acabaria por acontecer aos 17 minutos pelo capitão Edinho, após uma bela jogada de ataque. Após o golo farense, notou-se que o Alvorense esboçou uma reacção, procurando jogar mais próximo da baliza de Costa, trocando mais e melhor a bola, mas não conseguindo criar reais situação de golo, sendo a única defesa de dificuldade maior, através dum remate de longe, a uns bons 30/35 metros da baliza que Costa, bastante atento bloqueou. Ainda na primeira parte registámos outro lance potencialmente perigoso pelos forasteiros após jogada de Américo pela esquerda, cruzando atrasado para o n.º 11 do Alvorense, que dentro da área remataria contra Né, gorando-se aí essa hipótese de golo. Estávamos perante o melhor período da equipa do Alvorense, ao qual o Farense soube da melhor forma gerir, dando um domínio algo consentido aos homens do Barlavento, mas nunca descorando as acções atacantes, onde o Farense explorava bem as alas, essencialmente por Brasa, que esteve muitas vezes em “jogo”.
Ao que nos foi dado perceber ao longo da época, e em particular neste jogo, o sistema de jogo que mais se adaptava aos jogadores que Jorge Portela tinha à sua disposição, era o 4x3x3 ou 4x1x4x1, consoante a incidências de jogo, pois os jogadores conseguiam jogar mais juntos e trocar melhor a bola, criando também a possibilidade de jogar sem bola frequentemente, pois não corriam o risco de desequilibrar muito a equipa tacticamente.

Na segunda parte, o Farense acabaria por entrar outra vez “mandão” na partida, e Hernâni na sequencia dum canto avisaria mais uma vez o guardião contrário da força do Farense neste tipo de lances, situação que antecederia o golo de Paulinho também de canto, resultado da pressão ofensiva dos homens de Faro neste período de jogo. O Alvorense, já a perder por duas bolas, acabaria por se desorganizar cada vez mais, ficando com uma equipa claramente “partida” a meio campo, onde alguns jogadores já não recuperavam convenientemente, deixando espaços para o Farense explorar as transições rápidas, nos quais obteve mais dois golos, um deles por Edinho, numa jogada magnifica de futebol. Sem dúvida que o Farense, perante a postura do adversário, poderia optar por uma toada de menor risco e poderia pausar mais o jogo, mas os jogadores, mostraram claramente vontade e ambição por um melhor resultado, que a acontecer, acabou por premiar essa atitude, dando aos seus adeptos mais motivos para sair do Estádio Algarve, mais satisfeitos e confiantes numa nova temporada de sucessos na Terceira Divisão Nacional.
Arbitragem positiva.


Ficha de Jogo:
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
17 horas, 24/05/2008
Assistência: 1100 especadores
FARENSE 5-0 ALVORENSE

(17 mn, por Edinho, na sequência de lance de Brasa na esquerda, este solta para Barão que abre para Edinho na direira, e dentro da área remata rasteiro para o golo inaugural)
(54 mn, por Paulinho, canto cobrado na esquerda por Brasa e Paulinho de cabeça marca o segundo golo)
(56 mn, por Paulinho, que ganha espaço e aparece isolado perante o guardião alvorense, finta-o e encosta para dentro da baliza)
(86 mn, por Edinho, Brasa faz um excelente passe para o outro lado a desmarcar Túlio, e este simples de processos, dá para Edinho que aparece no coração da área a fuzilar o guarda redes contrário)
(88 mn, por Amílcar, na sequência de mais um canto da esquerda marcado por Brasa, Amílcar aparece ao primeiro poste e marca de cabeça o quinto golo do Farense)

Farense: Costa (André Luis 75mn); Amílcar, Né, Hernâni, Wilson; Arlindo (Márcio 86 mn), Barão, Andrezinho; Paulinho (Túlio 73mn), Brasa, Edinho. Treinador: Jorge Portela

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Antevisão Jornada 30 >> Farense - Alvorense

Termina este sábado com chave de ouro, a época desportiva do SC Farense, que se sagrou Campeão Distrital na presente época, somando ainda o brilhante êxito da equipa de Juniores que regressou à Divisão Maior Nacional do seu escalão. O Farense, que já não vence desde 3 de Maio, receberá no Estádio Algarve a equipa do Alvorense que fez um razoável campeonato, mas um pouco aquém do da época passada, mantendo-se neste momento no 6.º lugar da tabela, a 20 pontos do líder Farense. Num jogo de celebração, a única coisa que podemos esperar é mesmo uma exibição agradável por parte da equipa de Faro, que embora em fim de época decerto quererá deixar boa imagem aos muitos adeptos que se deslocarem ao estádio.
As entradas são livres, e haverá animação no recinto, num dia especial para todos os farenses, em especial os que acompanharam a equipa nesta longa caminhada, tendo o seu clímax na cerimónia que decorrerá na Autarquia pelas 20Horas.
FARENSE - ALVORENSE
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
(24.05.2008 17h00)
Arbitro: Bruno Brás

sábado, 17 de maio de 2008

Empate que sabe a pouco... Guia 1-1 Farense

Na ultima deslocação farense do campeonato, os Leões de Faro acabaram por colorir e dar maior brilho a uma simpática festa que o Guia tinha preparado para festejar o fim de época desportiva, num ambiente agradável e onde pela primeira vez este ano os adeptos farenses tiveram em minoria, em relação aos seus opositores. Com o título de campeão no bolso, muitos dos seguidores da equipa de Faro ficaram em “casa” e não puderam ver a razoável exibição do Farense, que fez mais que justificar o empate.

Com um onze inicial que incluía 8 caras novas relativamente ao ultimo jogo, o Farense entrou bem na partida, mandando no jogo e dispondo-se em campo num 4x1x4x1, que se desmultiplicava bem nos lances ofensivos, onde os alas, Rui Loja e Paulinho ganhavam maior destaque, e apoio para jogar. Aos 5 minutos de jogo, já o “gigante” Bruno havia atirado de cabeça uma bola ao ferro, resultado dum maior pendor ofensivo da equipa de Faro, e aos 10 minutos Rui Loja teria nova oportunidade de ouro para inaugurar o marcador, após aparecer isolado pela esquerda e rematar rasteiro para a defesa do guardião contrário. Após um interessante quarto de hora inicial, o jogo entrou num período mais quezilento e com muitas paragens de jogo que pouco contribuíram para espectáculo que estava a assistir até então. A equipa do Guia, surpreendeu-nos pela negativa, pois a excelente campanha que está a rubricar nesta segunda volta fazia supor que estávamos perante uma equipa atrevida e com qualidade, o que na verdade não nos pareceu… Embora forte nas transições rápidas onde os seus extremos eram velozes e criavam dificuldades aos laterais farenses, a equipa defendia mal e não tentava sair a jogar, sendo muitos os lances que perdiam pois a bola era invariavelmente jogada para fora das quatro linhas para evitar males maiores, mas mostrando pouca ambição e qualidade. Mesmo quando tentavam aliviar a bola, muitos ressaltos eram ganhos pelos homens de Faro, que se tivessem tido mais calma e perícia podiam ter transformado este empate numa vitória tranquila. E seria com o jogo a entrar numa fase mais dura, que o Guia chegaria (injustamente) ao golo inaugural da partida, aproveitando uma jogada rápida de ataque pela direita. Caberia então ao Farense, que poucas vezes se apanhou a perder esta época, tentar virar o resultado que lhe era desfavorável e ainda o tentou até ao intervalo, mas sem sucesso.

A segunda parte iniciava-se com o golo da igualdade dos Leões de Faro, que após essa jogada tiveram mais um ou dois lances clamorosos de golo, inclusive um na sequencia de canto, onde a bola esteve praticamente dentro da baliza por duas vezes. Sem conseguir chegar ao tento da vantagem, Jorge Portela optaria então por colocar em campo, o veterano Edinho para jogar ao lado de Bruno, perdendo Rui Loja, que até se estava a exibir a razoável nível. O futebol do Farense tenderia então a ser mais directo, na busca do bom jogo aéreo dos dois atacantes farenses, mas sem grandes resultados. Por seu turno o Guia, optava por jogar na expectativa, mas sem nunca colocar verdadeiramente à prova Virgolino, que nas vezes em que foi chamado a intervir, nos pareceu seguro. A ultima cartada de Jorge Portela estava guardada para os últimos 15 minutos da partida, quando Brasa pisou o bom relvado do “Arsénio Catuna” no intuito de fazer chegar em melhores condições as bolas aos avançados, ou mesmo na esperança que Brasa decidisse a partida num lance individual ao qual já nos habituou. Não obstante, o futebol do Farense foi perdendo qualidade, sendo jogado mais com o coração, e os lances de perigo iminente eram escassos, destacando-se nos descontos um remate rasteiro de Brasa, que rasou o poste da baliza do Guia.
Mas o fim não tardaria e o jogo terminaria empatado, deixando a sensação de que o Farense poderia e quiçá mereceria mais do que empate obtido, saindo do relvado da Guia com alguma frustração mas de cabeça erguida pois os jogadores apesar de pouco inspirados na fase final da partida tudo deram para trazer a vitória para a capital algarvia.
Arbitragem aceitável.


Ficha de Jogo:
Complexo Desportivo Arsénio Catuna (Guia)
16 horas, 17/05/2008

Assistência: 550 espectadores
GUIA 1-1 FARENSE

(35mn, por Cláudio, cruzamento rasteiro da direita para o coração da área e o n.º 7 do Guia aparece livre de marcação a desviar de primeira para junto do poste direito da baliza de Virgolino que nada podia fazer nesse lance)
(47mn, por Paulinho, na marcação dum livre descaído para a esquerda perto da meia lua, Paulinho desfere um excelente remate em folha seca para junto do poste direito da baliza )

Farense: Virgolino; Guiné, Sousa (Né 45mn), Hernâni, Caras; Arlindo, Márcio, Calquinhas (Brasa 78mn), Paulinho, Rui Loja (Edinho 66mn); Bruno. Treinador: Jorge Portela

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Antevisão Jornada 29 >> Guia - Farense

Com o Farense já campeão, a visita à Guia, encerra com pouca pressão para os Leões de Faro, as deslocações nesta efémera passagem pelos Distritais do Algarve. Em fim de época e com os objectivos alcançados, acreditamos que Jorge Portela rodará alguns jogadores e dará a hipótese a um ou outro jogador de mostrar as suas credenciais por forma a dissipar as possíveis duvidas no que concerne à constituição da equipa para a próxima época. Por isso, e apesar da pouca pressão que o jogo terá para o Farense, um ou outro jogador se sentirá espicaçado e fará tudo para entrar no próximo comboio que ruma á Segunda B.
Mas, esta deslocação está longe de ser fácil, e embora o favoritismo penda para os Leões de Faro, a equipa da Guia quererá despedir-se em beleza dos seus adeptos, procurando ainda atacar a 6.º posição, do qual dista um ponto. A equipa do Guia, treinada por Babá, têm feito uma segunda volta espectacular, no qual consegue o segundo lugar a apenas 3 pontos do Farense, o que prova o crescendo de forma da equipa da Capital do Frango, e sofrendo apenas 6 golos nesta fase. Lembramos que na primeira volta, o Farense levou de vencida esta equipa por 2-0, com uma boa exibição, e dois golos de Bruno, numa altura em que o Farense ainda estava em segundo lugar na perseguição ao líder de então, Lusitano de VRSA.

GUIA - FARENSE
Complexo Desportivo Arsénio Catuna (Guia)
(17.05.2008 16h00)
Arbitro: Nuno Alvo

sábado, 10 de maio de 2008

Esta exibição não é de Campeão! >> Farense 1-1 Salir

O Farense confirmou na tarde de hoje a ascensão aos Campeonatos Nacionais após empatar 1-1 com o Salir no Estádio de S. Luís. Perante uma agradável moldura humana, no qual se destacou o “remake” da antiga claque farense, “Demónios Brancos”, que se colocaram na bancada do pavilhão e por algumas vezes agitaram as hostes nesse lado, a equipa do Farense, mesmo em clima de festa, não foi capaz de realizar a exibição desejada, deixando no ar a sensação duma festa de sorrisos amarelos…

A primeira parte iniciou-se sob uma toada lenta de jogo, controlando o Salir as operações a meio campo, perante um Farense que disposto em campo num 4-1-2-1-2, ou seja com o meio campo em losango, não conseguia imprimir velocidade e consistência ao seu jogo e raramente se assomou da baliza contrária nos primeiros 15 minutos de jogo. A partir da metade da primeira parte, Jorge Portela alterou tacticamente a disposição da equipa, e notava-se que quando a equipa tinha a bola nos pés, encostava 4 homens fixos na frente, dois alas e os dois pontas de lança, obrigando a equipa do Salir a jogar mais atrás, mas deixando o meio campo desguarnecido, e optando por um futebol mais directo, que não sendo bonito, foi além do mais jogado sem a mínima competência… Assim, os lances de perigo criados pelo Farense nasciam basicamente de jogadas de bola parada, lançamentos laterais e cantos, dado que a pouca mobilidade dos atacantes e o fraco preenchimento do meio campo não podiam dar outros frutos. Perante um cenário tão negro, as únicas perspectivas de chegar ao golo, para além as anteriormente citadas, só podia vir dum ressalto de bola, ou duma jogada individual, e na verdade seria através duma defesa incompleta do guardião contrário que Edinho, aproveitaria o ressalto e faria oportunamente o golo do líder do campeonato.
A ganhar por 1-0, o Farense terminaria a primeira parte no mesmo nível exibicional, penalizando assim a pouca ambição do Salir, liderado por Miguel Fernandes, em conseguir um resultado mais positivo para as suas cores.

Na segunda parte, o jogo acabaria por melhorar um pouco, e o Farense mesmo sem jogar bem, acabaria por dispor de algumas ocasiões para matar o jogo, através dos remates perigosos de Edinho, Brasa e Bruno na primeira metade da segunda parte. O já citado lance de Bruno proporcionaria mesmo ao guarda-redes do Salir, a defesa da tarde, após uma excelente cabeçada de Bruno, no qual já toda a gente gritava golo, mas que foi defendida espectacularmente pelo “keeper” contrário. Contudo, e como diz o ditado, “quem não marca sofre” e o Farense, quando já havia preenchido o meio campo com mais uma unidade em detrimento do esforçado Edinho, acabaria por sentir uma outra ambição do Salir, que ia colocando muitos homens na frente nos lances de bola parada e em alguns ataques rápidos, na busca do empate. Disporiam mesmo duma boa ocasião, que só foi “defendida” pelo ferro da baliza de Costa, como que anunciando o golo de André, que surgiu soltíssimo de marcação, e beneficiou também dum erro clamoroso dum defesa farense que o colocou “em jogo” junto à linha de fundo…
Apenas com uma unidade atacante no banco, e com poucos minutos para jogar, Jorge Portela pouco podia fazer para inverter a má exibição da equipa do Farense, que até ao fim da partida ainda dispôs de uma ou outra jogada perigosa, mas acabou por não ir além deste justo empate, pois a jogar desta forma, não se pode dizer que pudesse merecer a vitória. Por seu turno, o Salir que esteve muito encolhido durante grande parte da partida, defendeu bem e mostrou-se organizado nesse aspecto, procurando explorar a partir da último quarto da partida a sua fortuna, o que se revelou com sucesso, amealhando assim mais um ponto na luta pela manutenção.


Exibicionalmente no Farense, e apesar da escolha não ser fácil, destacamos Wilson que mostrou tranquilidade e segurança na defesa preta e branca, em contraste com algumas unidades que estão nitidamente em baixo de forma como são os casos de Caras ou Brasa. Arbitragem medíocre e muito constestada.

Ficha de Jogo: Estádio S. Luís (Faro),
16 horas, 10/05/2008

Assistência: 1350 espectadores
FARENSE 1-1 SALIR

(37mn, por Edinho, Brasa remata de fora da área para uma defesa incompleta do guarda redes, situação que é aproveitada por Edinho para inaugurar o marcador e fazer o golo facilmente)
(82mn, por André, cruzamento para a área farense onde estavam muitos jogadores do Salir e onde aparece André ao segundo poste, livre de marcação a rematar com o pé direito para o fundo das redes defendidas por Costa)

Farense: Costa; Amílcar, Né, Wilson, Caras; Arlindo, Barão (Túlio 58 mn), Andrezinho, Brasa (Rui Loja 89mn); Bruno, Edinho (Calquinhas 78mn) Treinador: Jorge Portela

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Antevisão Jornada 28 >> Farense - Salir

Numa altura, em que cada vez se aproxima mais o tempo da sua demolição, o Estádio de S. Luís recebe amanha uma tarde de emoções e festa, pois o Farense decerto garantirá a subida aos Nacionais, bastando um empate frente ao Salir para dissipar as mínimas dúvidas quanto à situação em aberto.
Moralizados pelo vitória nos Machados, os comandados de Jorge Portela farão tudo para não defraudar as expectativas e acredito eu, brindarão os seus sócios e adeptos com mais uma vitória, na sequencia da muito boa segunda volta rubricada, em que conquistaram até agora 28 dos 36 pontos possíveis. Embora nem em todos os jogos se tenham registado boas exibições, a consistência de resultados é assinalável e não deixa margem para a concorrência do clube da capital algarvia.

Da outra banda, o Farense encontrará uma equipa sedenta de pontos para definitivamente assegurar a manutenção, tarefa que não se afigura fácil, mas que os homens da serra algarvia, actualmente na 10.ª posição com 32 pontos tentarão com todas as suas forças. Por fim, lembramos que na primeira volta, o Farense se deslocou a Salir, e cilindrou a equipa local por 0-4, com golos de Edinho, Túlio, Brasa e Arlindo.

FARENSE - SALIR
Estádio de S. Luís (Faro)
(10.05.2008 16h00)
Arbitro: Nuno Brito

domingo, 4 de maio de 2008

Mais Machados-Farense...

Imagens da festa e do desmanchar da "feira" que esteve instalada no pelado dos Machados, coroando uma tarde glória para três equipas do SCF, Iniciados, Juniores e Séniores... (Clique nas fotos para aumentar)




sábado, 3 de maio de 2008

Quase, Quase, Quase Campeões... Machados 0-1 Farense

Tarde de glória para a turma da capital algarvia, na sequência da conjugação de 4 resultados em que o Farense directa ou indirectamente participava ou tinha interesse. A nota de maior surpresa da tarde veio mesmo do mítico S. Luís, onde a equipa Júnior, garantiu a subida à Primeira Divisão Nacional, após 3 anos de ausência nesse escalão, na sequência da vitória 1-0 diante do líder da poule Torrense, e beneficiando da derrota do Pescadores da Costa da Caparica nos Açores diante do Barreiro por 3-1, concluindo esta fase com 7 pontos, fruto de uma vitória, uma derrota e quatro empates, o suficiente para ultrapassar o Pescadores que terminou a poule com 6 pontos. Recorde-se que o Farense havia terminado a fase regular com 5 pontos de atraso para o Pescadores, na 3.ª posição dessa fase, o que torna ainda mais saboroso este apuramento dos jovens farenses.

Mas se no S. Luís foi tarde de glória, no Campo António Coelho, a equipa Sénior garantiu praticamente o título, beneficiando do empate a zero do perseguidor Lusitano VRSA em Faro, diante do Faro e Benfica.
Tal como havíamos previsto, o Farense só se pode orgulhar do resultado obtido, traduzindo as dificuldades colocadas pela equipa adversaria e pelo próprio terreno de jogo, porque este resultado embora escasso, ajustou-se ao que se passou nas quatro linhas, mas mesmo um empate não escandalizaria totalmente os espectadores no recinto, pois o Machados bateu-se muito bem.

Iniciava-se então a partida no bem tratado pelado dos Machados, perante uma boa moldura humana, ansiosa por ver um bom espectáculo e na expectativa de celebrar mais um título para as hostes farenses. O jogo pautou-se por um período de equilíbrio inicial, realçando que nenhuma das equipas se “escondia” do jogo, mas procurava colocar unidades na frente por forma a comandar o marcador e depois controlar a partida à sua maneira. Aos 19 minutos registamos um lance duvidoso junto à área farense após uma falha de Né, que deixava Aurélio (n.º 33) isolado e que à saída de Costa, nos pareceu impedindo de jogar a bola, se bem que o lance ocorreu fora da área. Na jogada imediata o Farense chegaria também com muito perigo à área contrária após um excelente trabalho de Bruno em plena área, que assistia Edinho, desviando este a bola junto ao poste esquerdo da baliza adversária. Esta jogada seria o mote para uns 10 minutos frenéticos dos Leões de Faro, que tiveram nesse período 4 lances de golo iminente, culminados com o golo de Bruno à passagem da meia hora, colocando aí a justiça no marcador. Após sofrer o golo, o Machados reagiu e embora não tivesse colocado Costa à prova, procurou através de alguns cruzamentos e jogadas rápidas incomodar a defesa farense, sem contudo inverter o marcador até ao intervalo. Destaque nesta primeira parte para peças como Andrezinho e Bruno que estiveram em bom nível, ainda que limitados relativamente ao piso, mas sempre presentes no jogo, e com notável capacidade de posicionamento e qualidade de passe no caso de Andrezinho, sem nunca esquecer Edinho, que na verdade, mostra que a idade é um posto e têm alguns pormenores deliciosos nos lances divididos levando a melhor à custa da sua experiência.

Na segunda parte, a partida revelou-se um pouco mais confusa e equilibrada, trazendo um Farense na expectativa e que espreitava sempre o golo através de duas flechas que Portela colocou na frente, Brasa e Edinho, uma vez que Bruno, estava muitas vezes mais recuado, no apoio aos dois homens da frente, e na expectativa de ganhar as segundas bolas ou mesmo de assistir de cabeça os seus companheiros. André teria o primeiro lance de perigo desta segunda parte aos 55 minutos, na sequencia dum pontapé de ressaca que passou um pouco por cima da baliza dos Machados, enquanto que os Machados responderia um pouco mais tarde após uma falha de Sousa que não foi convenientemente aproveitada pelo atacante, atirando por cima. Num jogo algo quezilento e desgastante do ponto de vista físico, foram várias as paragens para prestar assistência a alguns jogadores que após choques e jogadas divididas se viam impossibilitados de continuar em jogo, obrigando a partida a inúmeras quebras de ritmo que prejudicaram o espectáculo. Neste aspecto, realce para uma situação que não é virgem nos jogos que temos acompanhado e que traduz a irresponsabilidade das organizações dos jogos, pois no recinto não havia uma maca, quanto mais uma ambulância para levar um jogador lesionado para um lugar conveniente, situação que ocorreu com o jogador Aurélio, que teve uma lesão traumática na perna, após um lance em que um colega seu trocou a bola pela sua perna, tal era a ansiedade para fazer o golo…
Tal demora na assistência do jogador, bem como de mais uma ou duas situações idênticas mas de menor gravidade, estiveram na origem dos 12 minutos de descontos concedidos pelo árbitro Mário Fernandes, que apesar de algo contestados se justificaram plenamente face a estas incidências. Seria mesmo neste últimos 12 minutos que o jogo entraria novamente num ritmo electrizante, deixando os adeptos farenses de credo na boca, mas também na expectativa do golo do descanso. Luís Pires, mais uma vez, deu tudo por tudo e colocou homens na área farense, na procura do golo do empate. Tal situação esteve iminente aos 92 minutos quando um remate em plena pequena área do Farense foi defendido espectacularmente por Costa que ainda a socou após o ressalto e afastou o perigo. Imediatamente na jogada seguinte, o Machados criaria mais perigo e enviaria uma boa ao ferro, estando Costa completamente batido, deixando no ar a sensação de que o empate estava na forja. Contudo o Farense teve o discernimento necessário e soube segurar melhor o jogo a partir dessa altura e garantiu uma preciosa vitória que o deixa com uma mão e meia na Taça de Campeão Regional. Neste momento a diferença pontual é de 9 pontos, faltando 3 jogos para jogar, sendo que o factor de desempate inicial é o goal-average que só pode ser aquilatado no final da prova, mas que actualmente é amplamente favorável aos Leões de Faro, deixando assim a equipa praticamente promovida aos Nacionais. Arbitragem razoável.

Ficha de Jogo:
Campo António Coelho (Machados)
16 horas, 03/05/2008
Assistência: 700 espectadores
MACHADOS 0-1 FARENSE

(30 mn, por Bruno, após arremesso lateral de Barão, Bruno foge da marcação do centrais dos Machados, eleva-se, e de cabeça envia o esférico para o poste direito da baliza dos Machados, anichando-se depois nas redes)

Farense: Costa; Amilcar, Né, Sousa, Caras; Arlindo (Hernâni 66mn), Barão (Márcio 100 mn), Andrezinho, Brasa; Bruno, Edinho (Wilson 86mn). Treinador: Jorge Portela

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Antevisão Jornada 27 >> Machados - Farense

A 4 jornadas do termo da prova, o Farense pode, numa conjugação de resultados, assegurar desde já a promoção aos Nacionais, tendo para isso que vencer na díficil deslocação aos Machados e esperar que o perseguidor Lusitano seja derrotado em Faro, pelo Faro e Benfica.

A partida não se afigura nada fácil, até porque nas duas últimas deslocações a pelados, Armação de Pêra e Castro Marim, o Farense saiu invariavelmente derrotado por 0-1, traduzindo a dificuldade da equipa da capital algarvia em impor o seu jogo em recintos desta natureza.
Se por um lado o Farense se encontra motivado e quer segurar o título, o mais rapidamente possível, o Machados encontra-se neste momento com 34 pontos na 9.ª posição, mas não está tranquilo, pois a má campanha das equipas algarvias da Terceira Divisão poderá levar a desçam para o 2.ª Distrital cerca de 6 equipas… E nesse caso torna-se imprescindível para a equipa dos Machados amealhar mais 4 ou 5 pontos para se por a salvo de qualquer surpresa.
Os comandados de Luís Pires rubricaram uma primeira volta de bom nível, no seu regresso ao Distritalão, mas têm sentido algumas dificuldades nesta segunda volta, embora tenham averbado três vitórias consecutivas nos últimos jogos caseiros, o que atesta bem da capacidade desta equipa perante o seu público.
Curiosamente este jogo pode ser uma reedição da festa do ano passado, pois o Farense acabaria por se sagrar Campeão da Segunda Divisão Distrital ao vencer o então perseguidor Machados por 1-4 num grande jogo de Galinha e Caras… Por seu turno, na primeira volta o Farense, levou de vencida a equipa dos Machados por 3-1 na estreia de Edinho com a camisola do Farense.
Espera-se por isso uma renhida partida de futebol, estando prevista uma agradável moldura humana, na expectativa da conquista de mais um troféu para as vitrines dos Leões de Faro.

MACHADOS - FARENSE
Campo António Coelho (Machados)
(03.05.2008 16h00)
Arbitro: Mário Fernandes

A Festa em 2007 foi assim >>

terça-feira, 29 de abril de 2008

Farense pode festejar o título de campeão

Terça, 29 de Abril de 2008

O Farense fez as contas e sabe, se ganhar este sábado nos Machados e o Lusitano VRSA não for além de um empate no reduto do Faro e Benfica, festejará o título de Campeão do Algarve. Um factor curioso e que não deixa de ser estimulante, prende-se com a coincidência de, no ano passado, em Machados, também ter havido festa para os de Faro.

Recorde-se, na época transacta, as duas equipas (Machados e Farense) competiram na 2ª Divisão Distrital e ambas ascenderam ao principal campeonato da região. O Farense mais cedo do que a equipa de Machados, precisamente a cinco jornadas do final quando a equipa da capital algarvia foi ao campo António Coelho vencer por concludentes 4-1. Para os que não acreditam que a história se repete, o Farense tem agora a responsabilidade de contrariar essa tese, se vencer e o seu principal perseguidor (Lusitano VRSA) não for além de um empate na deslocação ao reduto do Faro e Benfica.

Luís Pires, treinador do Machados também sabe desta possibilidade e promete contrariar o favoritismo do líder. “Há esta curiosidade a alimentar o entusiasmo à volta deste jogo, a possibilidade do Farense voltar a festejar um título em nossa casa. A nós compete-nos contrariar essa possibilidade e tudo faremos para pontuar. Queremos a manutenção e apesar de reconhecermos o valor do Farense, lutaremos até ao último segundo pelos três pontos”.

No lado do Farense, o técnico Jorge Portela rejeita euforias, todavia, a vantagem de sete pontos sobre o segundo classificado, permite encarar o que resta do campeonato com alguma tranquilidade. “O campeonato é feito de jornadas nas quais estão três pontos em disputa em cada uma delas. A vitória, para nós, é a principal meta, seja onde for e com quem for. Obviamente que respeitamos todos os adversários e o Machados é o próximo. Para além do valor da equipa do Machados, já demonstrado ao longo da competição, há ainda o factor casa num campo com características singulares a acrescentar as dificuldades que nos aguardam. Exige-se muita concentração e esforço da nossa parte para conseguirmos o que mais desejamos, a vitória”.

Olhando ainda para o emblema de Faro, ninguém tem dúvidas em dizer que os comandados de Jorge Portela têm sido os mais regulares ao longo da época. Somam 62 pontos, mais sete do que o segundo (Lusitano) e 13 sobre o terceiro (Castromarinense). Depois, possuem o ataque mais concretizador com 65 golos apontados e ainda a defesa menos batida (18 golos sofridos). O Farense é a única equipa que já chegou às 20 vitórias, a que regista menos empates (2) e a quem menos vezes perdeu (4). Neste registo tem como parceiro o Armacenense.

sábado, 19 de abril de 2008

Nem a chuva os fez escorregar! Farense 3-0 Esp. de Lagos

Foi perante condições climatéricas adversas que o Farense recebeu no seu estádio, o Esperança de Lagos, batendo a equipa do barlavento por 3-0, enquanto no jogo grande da jornada, o Lusitano bateu o Castromarim por 3-1 deixando assim uma remota hipótese para a festa antecipada do título na próxima jornada nos Machados, como havia acontecido na época passada.

A partida iniciou-se sob a toada do equilíbrio e com algumas paragens, o que prejudicou o espectáculo nos primeiros minutos da partida. Embora sem assumir o jogo, a equipa de Lagos ia criando algumas jogadas de ataque, e o próprio Farense, pouco inspirado, e jogando num ritmo lento, raramente incomodava a defesa contrária. O primeiro sinal de perigo aconteceria mesmo pelo Lagos, proporcionado a Costa uma grande defesa na sequencia de um canto, mas o Farense pareceu mesmo acusar este lance e a partir daí começou a tentar jogar um pouco, tendo a sua primeira ocasião num bom lance da direita em que Edinho se eleva sobre os centrais e cabeceava à vontade, mas ao lado da baliza lacobrigense. Logo de seguida o Farense chegaria ao golo, e a partida embora um pouco mais interessante encaminharia-se para o intervalo duma forma enfadonha, condicionada também pela chuva que se fazia sentir a espaços.

Na segunda parte esperava-se mais da equipa de Lagos, que na condição de 4.º classificado e com um bom lote de jogadores na equipa, como é o exemplo do n.º 99, Pedro Alexandre que já disputou a Liga Vitalis, deveria assumir o comando do jogo na busca dum resultado positivo para as suas cores. Só que essa atitude da equipa de Lagos não aconteceu, e embora tentando controlar a partida, demonstrou pouca audácia e agressividade e o Farense, mesmo que atacando com poucos elementos conseguiu aproveitar da melhor forma os espaços no meio campo contrário e desenhou uma melhor exibição, que sem ser brilhante estava assente na facilidade de movimentos e segurança defensiva, conseguindo obter mais dois golos, um num contra ataque e outro na sequencia dum erro crasso do guardião barlaventino. Jorge Portela, nesta partida rodou alguns dos seus jogadores por muitas posições no campo, aproveitando a polivalência dos mesmos. Caras acabou o jogo a jogar como médio esquerdo, enquanto Andrezinho jogou em todas as posições do meio campo atacante, destacando ainda Barão que jogou também em algumas fases no apoio ao ponta de lança, o que foi aproveitado pelo mesmo para marcar 2 golos, situação pouco usual no médio farense. Destaque ainda para Brasa, que mesmo com queixas numa costela, jogou os 90 minutos e realizou uma boa exibição, numa prova de sacrifício para com os Leões de Faro. Arbitragem tranquila.

Ficha de Jogo:
Estádio Algarve (Parque das Cidades),
16 horas, 19/04/2008 Assistência: 600 espectadores

FARENSE 3-0 ESPERANÇA DE LAGOS

(30 mn, por Barão, que aproveita um excelente passe de Andrezinho e se desmarca pela direita e entra na área fazendo o golo inaugural à saída do guardião contrário)
(71 mn, por Brasa, jogada de contra ataque conduzida por Márcio na esquerda, cruza para a pequena área onde Bruno aparece junto ao guarda redes a desviar para Brasa que só tem de encostar)
(80 mn, por Barão, abertura de Bruno para Barão, mas o passe sai muito comprido e o guarda redes sai da baliza e estranhamente falha o domínio da bola, deixando que Barão se apoderasse dela e fizesse tranquilamente o 3-0)

Farense: Costa; Amilcar, Né, Sousa, Caras; Arlindo (Wilson 82mn), Calquinhas (Márcio 56mn), Barão; Andrezinho, Brasa, Edinho (Bruno 68mn) Treinador: Jorge Portela

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Antevisão Jornada 26 >> Farense - Esperança de Lagos

O Farense entra amanhã na recta final do Distritalão, jogando amanhã uma das últimas 5 finais rumo á Terceira Divisão Nacional. Assim, o Estádio Algarve recebe na tarde deste sábado, um dos jogos que se prevêem mais complicados desta recta final, onde o Farense receberá o Esperança de Lagos, equipa que no início da época se assumiu como candidata ao título, mas que terminou a primeira volta a míseros 12 pontos do primeiro classificado Lusitano e 11 pontos do Farense, deitando logo por terra essas ambições legítimas, tendo em conta o plantel que têm à sua disposição. Nesta segunda volta têm apenas menos 3 pontos que o Farense e obteve apenas uma derrota, que aconteceu no pelado dos Machados, situação que não se estranha pois é natural a dificuldade das equipas que têm relvados, em se adaptar aos terrenos desta natureza.
Neste contexto, e face ao exposto, antevemos uma tarefa difícil para os homens da capital algarvia, que neste jogo se vêem amputados de algumas peças preponderantes na sua estratégia, pois Brasa não deverá alinhar, juntando-se a Roque, Hernâni e Túlio, que estão indisponíveis para a partida por motivos físicos. Mesmo assim cabe ao farense assumir as despesas da partida, até porque perante o seu público, e na condição de líder, quererá por certo, por um pé inteiro nos Nacionais, eliminando um dos obstáculos mais difíceis, que servirá de injecção de moral para o decisivo jogo dos Machados da próxima jornada... Lembramos ainda que na primeira volta, sob as ordens de Carlos Costa, o Farense se deslocou a Lagos tendo batido os locais por 0-2, naquela série de 7 vitórias seguidas obtida pelo “Eterno Capitão”, e que deixou o Farense a morder os calcanhares ao líder Lusitano.

FARENSE - ESPERANÇA DE LAGOS
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
(19.04.2008 16h00)
Arbitro: Filipe Pereira

sábado, 12 de abril de 2008

De tão morno que ficou, até se adivinhou a pedra de gelo no fim...

Na tarde deste sábado o Farense deu mais um passo firme rumo aos Nacionais, resultado da vitória forasteira obtida na sua casa de sempre, o S. Luís. Uma vitória que tinha tudo para ser tranquila, bem á imagem do derby da semana passada, mas que podia ter fugido nos últimos instantes, o que acaba de servir como um aviso para os últimos jogos do campeonato, em virtude da apatia registada nos ultimas partidas a partir do momento em que chega a uma vantagem confortável no resultado.

O Farense acabaria por entrar bem na partida, perante o seu público que acorreu em bom número, dando um “cheirinho” daquelas tardes de futebol, em que o Farense e as suas gentes espalhavam a sua mística e garra pelo anfiteatro do S. Luís. A boa atitude inicial da equipa, que pegou no jogo e o assumiu, deu os seus frutos logo aos 11 minutos, por Bruno, o que faria crer aos presentes que os Leões de Faro estavam mesmo dispostos a presentear os adeptos com uma bela tarde de futebol, mas após obter o golo, o Farense refreou os seus ímpetuos e embora sempre dominador, não tinha a mesma velocidade na troca de bola e as situações de golo que criou eram muitas vezes originadas em lances de bolas paradas, ou jogadas furtuitas como o caso de Amilcar que mesmo ao cair do pano da primeira parte efectua um cruzamento-remate e envia a bola ao travessão da baliza de Ricardo. Logo após, a equipa da ilha da Culatra acabaria por ficar reduzida 10 unidades, após um lance duvidoso junto à grande área do Culatrense, o qual deu origem a um livre perigoso desperdiçado por Brasa.

Na segunda parte, já a atacar para a bancada do pavilhão, o Farense entraria novamente com boa dinâmica e chegaria facilmente ao 3-0, explorando as fragilidades da defesa do Culatrense, que abria brechas facilmente, as quais eram exploradas pelos alas farenses que tinham facilidade em chegar à linha e cruzar para a área. Explorando muitas vezes o passe longo para obter transições mais rápidas junto à área contrária, o Farense chegava com naturalidade à vantagem, que poderia ser maior, não fosse um golo anulado a Edinho, que a ser contabilizado, era sem dúvida de belo efeito. Contudo, com o passar do tempo e após realizar as substituições, o Farense adormeceu na partida, não se percebendo o porquê desta atitude da equipa em campo. Alguns jogadores da retaguarda tinham lances individuais e descompensavam a defesa, deixando espaços à mercê dos homens do mar que poderiam transforma-las em jogadas perigosas totalmente evitáveis e mesmo os jogadores que entraram, em especial Rui Loja e Paulinho, pareciam que já estavam cansados… Não se compreende esta falta de atitude competitiva, pois havia jogadores que jogando os noventa minutos mostravam maior disponibilidade para o jogo do que os que haviam entrado.
E com algum público já a abandonar o S. Luís, o Culatrense chegaria ao golo, dando uma alegria aos seus adeptos e animando um pouco a partida. Contudo ninguém esperaria que este mesmo Culatrense, tinha ainda forças para os últimos 6/7 minutos da partida pois ao chegar inesperadamente ao segundo golo no espaço de 2 minutos, encostou e intranquilizou mesmo o Farense, dispondo de 2/3 investidas perigosas que podiam ter tido consequências graves para os Leões de Faro. Arbitragem aceitável.

Após o sofrimento final, contabilizam-se os pontos somados, e o Farense acaba mesmo por dilatar a distâncias para os seus adversários que tiveram resultados muito comprometedores (Lusitano derrotado 3-2 em Aljezur e Castromarinense emapatou a uma boal com o Padernense), deixando a equipa de Faro com um pé na Terceira Divisão.

Ficha de Jogo:
Estádio de S. Luís (Faro),
17 horas, 12/04/2008

Assistência: 800 espectadores
CULATRENSE 2-3 FARENSE

(11 mn, por Bruno, que após uma jogada de Edinho dentro da área pela direita, cruza para Bruno, que se vira e chuta com o pé direito para o poste esquerdo da baliza sul)
(47 mn, por Edinho, na sequencia dum cruzamento de Brasa na esquerda, Edinho de cabeça, remata para longe do alcance do guarda redes Ricardo)
(57 mn, por Brasa, que aproveita uma jogada de ressaltos dentro da área do Culatrense e chuta vigorosamente fazendo o golo)
(89 mn, por Nuno, na sequencia dum canto, um jogador do Culatrense aproveita o adormecimento da equipa de Faro, e reduz a desvantagem)
(91 mn, por Ivan, que descaído pela direita, a meio do meio campo dos Leões de Faro, executa um chapéu perfeito a Costa)


Farense: Costa; Amilcar, Né, Sousa, Caras; Márcio (Calquinhas 57mn), Barão, Andrezinho (Rui Loja 66mn), Brasa; Bruno (Paulinho 76mn), Edinho. Treinador: Jorge Portela

Antevisão Jornada 25 >> Culatrense - Farense

Joga-se no dia de hoje mais um importante jogo do Farense em busca da subida de divisão. Num jogo que teoricamente poderia ser bem mais difícil, se o Culatrense jogasse no Municipal de Olhão, o Farense acaba por sair muito beneficiado da conjuntura pois jogo disputar-se-á no velhinho Estádio S. Luís, casa que albergou os Leões de Faro durante muitas décadas e que agora aguarda por uma demolição anunciada, por forma a viabilizar o futuro do emblema de Faro. o Culatrense, equipa do concelho de Faro e anfitriã, joga cartada decisiva na partida pois os seus 21 pontos, e o consequente 13.º lugar da tabela, deixam-no a relegado para a segunda divisão distrital, pois pelo menos duas equipas algarvias descerão dos Nacionais para o Distrital. Assim, torna-se imperioso aos homens do mar, amealhar nestes últimos 6 jogos, uma boa maquia de pontos, o que não deverá ser fácil pois jogará com Lusitano (fora), Castromarinense (fora), Farense(casa) e Sambrazense (fora), entre outros... Por seu turno o Farense, parece nos ter um calendário razoável até final do campeonato, já que os adversários mais difíceis serão recebidos no Estádio Algarve, deixando para a aldeia dos Machados o jogo teoricamente mais difícil. Mas neste jogo, acreditamos nós, que o Farense não deixará+a créditos por mãos alheias e procurará desde cedo espelhar a sua superioridade em campo, marcando os golos necessários para gerir a partida da melhor forma.

CULATRENSE - FARENSE
Estádio de S. Luís (Faro)
(12.04.2008 17h00)
Arbitro: Jorge Nunes

sábado, 5 de abril de 2008

Farense vence com tranquilidade derby da cidade

O Farense ultrapassou nesta tarde mais um obstáculo nesta corrida que mantêm à 24 jornadas e que agora se encaminha rapidamente para o termo. Ao sair vencedor do derby da cidade por 3-0, o Farense recolocou o Castromarinense a 8 pontos de distância, beneficiando da derrota destes, em São Brás de Alportel por 2-1 e aguardando agora pelo desfecho do jogo de amanhã entre o Lusitano e Serrano.

No jogo de hoje, perante um boa moldura humana, o Farense acabou por entrar sentenciar o jogo cedo através dum golo madrugador de Brasa, numa altura em que os Leões de Faro tentavam assumir as rédeas do jogo, após uma entrada agradável do Faro e Benfica que nos primeiros minutos tentou jogar no meio campo do Farense. Contudo, o golo de Brasa acabaria por definitivamente abrir caminho para um bom período do Farense, que presenteou os seus adeptos com jogadas de boa qualidade, através duma regular circulação de bola a toda a largura do terreno. Brasa estava em bom nível e Márcio, hoje sem a braçadeira de capitão, estava expedito no passe, não dando espaço a tempos mortos e onde Barão e Calquinhas tinham uma boa mobilidade que ia dificultando as tarefas defensivas da equipa do Faro e Benfica. Após uns bons 20 minutos do Farense, o Faro e Benfica acabaria por equilibrar um pouco as operações, e aos 33 minutos numa jogada rápida acabava por sofrer um lance de duvidosa apreciação em que um jogador seu se queixou de falta passível de grande penalidade. Mesmo assim para além desse lance, muito pouco fez a equipa do Faro e Benfica, que mesmo aproveitando o abrandamento do Farense, pouco perigo criou na primeira parte, resumindo esse perigo a alguns lances de bola parada.

Na segunda parte os Leões de Faro, entrariam bem na partida, cortando a possível reacção do Faro e Benfica, com um pressing forte logo à saída do meio campo adversário, e seria com naturalidade que chegaria ao segundo golo, ainda antes da hora de jogo. Sem dúvida, que face ao que estávamos a ver no campo, muito dificilmente o Faro e Benfica conseguiria inverter esse resultado, e o Farense apercebendo-se dessa pouca acutilância, limitou-se a guardar o resultado até final e acabaria mesmo por ampliá-lo pelo veterano Edinho, sentenciando o 3-0 final, ainda que o Faro e Benfica ainda tivesse tido umas poucas chances para marcar o "seu" golo. Arbitragem mediana.

Num jogo com pouca história, o Farense acaba por vencer com tranquilidade, e sem realizar globalmente uma exibição de “encher o olho”, conseguiu essencialmente culminar esta fase de 5 jogos em 15 dias, com um resultado que lhe permite olhar com mais confiança para os 6 últimos jogos do campeonato.


Ficha de Jogo: Estádio Algarve (Parque das Cidades),
16 horas, 05/04/2008

Assistência: 850 espectadores
FARENSE 3-0 FARO E BENFICA

(10mn, por Brasa, Caras cruza da esquerda para a área, onde Bruno desvia de cabeça para o coração da área e Brasa aparece para rematar rasteiro junto ao poste esquerdo da baliza de Serginho )
(58mn, por Né, canto de Barão, Bruno desvia de cabeça e Né na pequena área faz o segundo golo de cabeça)
(71mn, por Edinho, Brasa marca um livre estudado, em que a bola é colocada rasteira para a grande área e Edinho se desmarca, marcando com o pé direito facilmente, perante a surpresa de Serginho e da defesa do Faro e Benfica)

Farense: Costa; Amilcar, Né, Sousa, Caras; Márcio (Andrézinho 61mn), Barão, Calquinhas (Rui Loja 78mn), Brasa; Bruno, Edinho (Paulinho 85mn) Treinador: Jorge Portela (Pedro Benje)

sábado, 29 de março de 2008

Anti-Jogo protege pseudo-candidato e derrota Farense desinspirado

Nem mesmo no dia de aniversário de Rui Loja, que hoje completa 36 anos, o Farense conseguiu levar a melhor sobre o Castromarinense, que bateu nesta tarde a equipa da capital algarvia por 1-0. Num jogo que não se adivinhava fácil, muito por culpa da qualidade da equipa de Castro Marim, bem como a morfologia do seu campo de jogos, o Farense viu-se incapaz de materializar em golo as pouquíssimas ocasiões flagrantes de golo que criou, situação que a penalizou severamente e premiou a matreira equipa de Castro Marim, que foi mais objectiva e acabou por guardar o resultado duma forma pouco digna, fruto de muitas paragens de jogo forçadas, muito ao jeito do jogo da primeira volta, e que não abona nada a seu favor na imagem de candidato que quer passar para o exterior.

Assistimos a uma primeira parte equilibrada, onde o Farense, apesar de não criar lances perigo eminentes, entrou bem na partida, sem complexo algum perante um adversário que tinha a obrigação de vencer a partida.
Contudo o Castromarinense equilibrou o jogo e teve mesmo o primeiro remate perigoso da partida na sequência de um livre da direita, onde Rui Piloto, uma das torres da defesa castromarinense, enviou a bola por cima do travessão da baliza de Costa. Na verdade, a equipa de Castro Marim dispunha de dois centrais muito fortes no jogo aéreo e que aniquilaram Bruno, que nunca conseguiu fugir das marcações cerradas a que foi sujeito, prova disso uma boa jogada do Farense pela direita onde Barão aparece solto e cruzou para a pequena área na direcção de Bruno, que se viu logo antecipado por Micael.
Jogava-se a boa velocidade no pelado de Castro Marim, mas isso não era sinónimo de bom futebol, que saltava muito e ganhava velocidade quando batia no chão, prejudicando imenso os jogadores mais tecnicistas e também os cobradores de bolas paradas que algumas vezes escorregavam e batiam mal esses lances.
Ainda na primeira parte destaque para um pontapé rasteiro pela direita de Amílcar, que obrigou Nélio a uma apertada defesa junto ao seu poste esquerdo, mantendo assim o empate até ao intervalo, o que era justo.

Na segunda parte o jogo continuou na mesma toada de equilíbrio, adivinhando-se que marcasse primeiro, teria decerto uma grande probabilidade de sair vencedor pois o terreno facilitava as tarefas defensivas das equipas. Aos 56 minutos Jorge Portela, vendo muito bem que Bruno estava a sentir dificuldades em impor o seu jogo e pensando também nos jogos que se seguem, trocava este por Edinho, para tentar refrescar a frente de ataque e chegar ao almejado golo. Contudo as contas de Jorge Portela saíram goradas, fazendo-nos lembrar logo o jogo de Armação de Pêra, onde Carlos Costa tirava também Brasa antes de sofrer o golo decisivo da partida… Na verdade, o Farense seria mais uma vez infeliz a jogar num pelado e acabaria por sofrer o golo solitário da partida após uma jogada infantil de dois defesas farenses.
A ganhar por 1-0, o Castromarinense, mudou completamente a sua atitude no jogo, e nos 36 minutos que se jogarem a partir desse golo, mostrou mais uma vez a fraca qualidade moral e anti-desportiva dos seus elementos, enervando o público e a equipa do Farense, que viu constantemente o jogo ser interrompido com lesões simuladas e reposições de bolas em jogo muito lentas, prejudicando acima de tudo o espectáculo que cada um pagou para ver... Jorge Portela tentou mudar o cariz de jogo e colocou a “carne no assador” lançando em campo Rui Loja e Calquinhas, na esperança de chegar ao desejado golo do empate, situação que até aconteceu num remate de Rui Loja, jogada em que a bola entra na baliza, mas pelo lado de fora das redes… Até ao fim da partida, o Farense chegou mesmo a encostar às cordas a equipa de Castro Marim, que numa primeira fase tentou jogar no fora de jogo, com a defesa adiantada, mas acabou mesmo com 10/11 homens a defender na sua área na sequencia dos lances de bola parada conquistados pela equipa de Faro, mas que se revelaram na maior parte das vezes, inofensivos para a baliza de Nélio.

Resultado que acaba por premiar o Castromarinense, deixando os a 5 pontos do Farense, que agora já sente o Lusitano a apenas 4 pontos, após a vitória caseira por 6-0 frente ao Padernense, abrindo novas perspectivas para um final de campeonato emocionante.
Arbitragem de Sérgio Piscarreta sem influência no resultado mas com o protagonismo desnecessário a que nos têm habituado, sujeitando-se aos apupos do público.

Ficha de Jogo:
Campo de Jogos Municipal de Castro Marim (Castro Marim)
15 horas, 29/03/2008
Assistência: 500 espectadores
CASTROMARINENSE 1-0 FARENSE


(60mn, por Cláudio, bola lançada para junto da área farense, onde dois defesas são batidos infantilmente por um atacante do Castromarinese, que descaído pela direita envia a bola em direcção da baliza, onde aparece Cláudio, dentro da pequena área a confirmar o único golo da partida)

Farense: Costa; Amílcar (Rui Loja 76mn), Né, Wilson, Caras; Arlindo, Márcio, Barão, Andrezinho (Calquinhas 63mn), Brasa; Bruno (Edinho 56mn). Treinador: Jorge Portela (Pedro Benje)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Antevisão Jornada 23 >> Castromarinense - Farense

Têm lugar amanhã em Castro Marim, um importante jogo para a equipa de Farense, que visita o 3.º classificado da prova, equipa que por algum tempo chegou mesmo a encabeçar a tabela classificativa. Trata-se pois, de uma prova de fogo para os comandados de Jorge Portela, que enfrentarão as adversidades de um pelado ainda que razoável, mas sempre inibidor do controlo de bola, prejudicando assim os desiquilibradores, como é o caso de Brasa. A equipa de Castro Marim, treinada por Eduardo Rodrigues, dispõem de um plantel muito interessante, recheado de bons valores, experientes mesmo dos Nacionais, e acreditamos nós tentaram fazer deste jogo, o jogo da época, pois apostam tudo para reavivar a chama da luta pela subida, pelo que nada mais interessa que a vitória, tendo em Barriga e Cláudio, os jogadores mais incomodativos para a defesa dos Leões de Faro. Analisando o comportamento desta equipa de castro Marim, registamos apenas 3 derrotas nesta época e um total de 44 golos marcados no campeonato, tendo mesmo um goal-average mais positivo em 5 golos do que o próprio Lusitano, o que a deixa a 8 pontos do Farense na tabela. Sem duvida que este jogo decidirá muito do campeonato e cabe ao Farense fazer neste jogo o seu papel, não forçando muito de início e espreitando mais uma vez a possíveis brechas da equipa de Castro Marim, que decerto fará tudo para chegar primeiro ao golo que o seu antagonista.

Cortesia da foto: South Side Boys

sábado, 15 de março de 2008

Nacional à vista no jogo da vida de Brasa !!!

Numa tarde solarenga de Março, que anunciava a chegada da Primavera, o Farense brindou os seus adeptos com mais uma moralizadora vitória que o deixa cada vez mais próximo de assegurar o seu objectivo desportivo da época, ou seja a promoção ao Nacional. Isto porque ao bater sem apelo o Aljezurense por 8-1, naquela que constitui a maior goleada da prova, viu o seu perseguidor mais directo, o Lusitano de VRSA, perder mais uma vez pontos na luta pelo primeiro lugar, após o empate a duas bolas em S.Brás de Alportel.

O Farense acabaria contudo, por entrar no jogo um pouco adormecido, pois o Aljezurense teve um ligeiro ascendente nos primeiros minutos da partida, nada antevendo tão desnivelado desfecho. Aos poucos o Farense foi assumindo o comando da partida, e seria com naturalidade que chegaria ao golo inaugural à passagem da meia hora da partida. Brasa que havia feito o primeiro da partida, esteve numa tarde imparável, obtendo um “hat-trick” em golos e um “poker” em assistências, sendo de facto uma mais valia para a equipa da capital algarvia. Sem querer comparar jogadores, basta olhar para a exibição do nosso outro extremo, que durante a partida trocou várias vezes de posição com Brasa, para se ter uma noção da exibição de Brasa. Enquanto Rui Loja andou adormecido em campo durante grande parte da partida, Brasa foi durante toda a partida sinal de inconformismo e garra, culminado essa atitude com uma exibição extraordinária. Bruno por seu turno esteve em muito bom nível, muito mais confiante, e onde me lembre apenas atirou ao lado por uma vez, marcando nas outras 4 ocasiões de que dispôs. A equipa de Faro chegaria ao intervalo a vencer por 3-0, e este resultado não escandalizava nenhum dos espectadores do Estádio Algarve, pois o Farense estava mesmo a rubricar uma boa exibição, diante dum antagonista que não conseguia segurar a bola a meio campo, sendo completamente manietado pela dinâmica de Calquinhas e Barão.

A segunda parte iniciava-se com mais um golo do Farense, confirmando que a goleada seria mesmo uma realidade, até porque o Farense neste jogo esteve realmente muito eficaz na concretização, marcando em mais de metade das oportunidades criadas. Com o resultado feito, Jorge Portela optou por rodar alguns jogadores menos utilizados, cabendo uma nota muito positiva para Andrezinho, que nos faz lembrar (à sua dimensão) o luso-brasileiro Deco, incansável no trabalho a meio campo, mas sempre muito inteligente na colocação de bola, o que aconteceu neste jogo nos 30 minutos que esteve em campo. Numa segunda parte sem história, destaque para uma perdida incrível de Rui Loja, a um metro da baliza, após cruzamento da direita e para os últimos 10 minutos da partida onde o Aljezurense procurou chegar ao golo de honra, o que viria mesmo acontecer num golo de belo efeito e que foi aplaudido por muitos adeptos farenses em sinal de fair play e dignidade da equipa do Barlavento, que esteve muito correcta no plano disciplinar, não criando conflitos, o que nos dias de hoje é de estranhar. O jogo terminaria logo seguida no Estádio Algarve, não sem que antes o Farense obtivesse mais dois golos, fechando a contagem nuns desniveladíssimos 8-1. Arbitragem sem problemas.

Ficha de Jogo: Estádio Algarve (Parque das Cidades)
15 horas, 15/03/2008
Assistência: 600 espectadores
Farense 8-1 Aljezurense

(29mn, por Brasa, Barão aparece solto na direita, ganha junto à face posterior da área cruza para Brasa inaugurar o marcador)
(33mn, por Bruno, jogada de Brasa pela esquerda que cruza para a pequena área onde Bruno, com muita tranquilidade, domina a bola e marca facilmente)
(39mn, por Bruno, nova jogada de Brasa na esquerda, que cruza rasteiro para Bruno colocar a redondinha junto ao poste direito do guardião do Aljezurense)
(50 mn, por Bruno, passe longo de Calquinhas a desmarcar Brasa, que faz gato sapato da defesa barlaventina e cruza para Bruno marcar à boca da baliza)
(74mn, por Brasa, num livre directo marcado na face posterior esquerda da grande área, com a bola sobrevoar o guardião e a entrar num ângulo superior esquerdo)
(78mn, por Calquinhas, que apareceu isolado junto ao guarda redes e à saída do mesmo, rematou rasteiro para o seu lado esquerdo, conferindo o 6-0)
(81 mn, por Miguel, jogada rápida do Aljezurense, onde um atacante surge na cara de Costa, que efectua uma defesa incompleta, sobrando a bola para Miguel, que a uns bons 35 metros da baliza, faz um lindíssimo chapéu, num golo aplaudido por muitos adeptos farenses)
(89 mn, por Bruno, Caras passa Brasa, que com uma excelente visão de jogo, dá para a desmarcação de Bruno, que em plena área, na cara do guarda redes, remata rasteiro por entre as pernas do mesmo)
(93 mn, por Brasa, passe longo a desmarcar Brasa, e este descaído pela esquerda só teve de escolher o lado para onde queria colocar a bola)

Farense: Costa; Amílcar (Andrezinho 58mn), Né (Roque 71mn), Wilson, Caras; Arlindo, Barão, Calquinhas; Rui Loja (Paulinho 80 mn), Brasa, Bruno. Treinador: Jorge Portela

sexta-feira, 14 de março de 2008

Antevisão Jornada 22 >> Farense - Aljezurense

Joga-se já amanhã uma das últimas 9 finais rumo ao título do Distritalão, cabendo ao SC Farense receber nesta jornada a equipa do Aljezurense. Jogo que certamente terá uma balança muito inclinada para o meio campo do Aljezurense, pois a equipa da Costa Vicentina, é a penúltima da tabela com 13 pontos em 21 jogos, situação que se agudizou nas últimas semanas pois nesta segunda volta apenas averbou 2 empates e 4 derrotas. Sendo um jogo aparentemente fácil, o Farense deve encarar a partida com muita atitude pois o Aljezurense, ao pisar pela primeira vez (e quiçá) única o Estádio Algarve, quererá deixar boa imagem e tentará adiar ao máximo o primeiro golo da partida. Cabe ao Farense contrariar a situação e não fazer sofrer o seus adeptos como nos jogos caseiros com Serrano ou Salgados, isto já com Portela ao leme da equipa, até porque estamos em vésperas duma importantíssima deslocação a Castro Marim, e um empate nesta jornada seria de todo indesejável pois empolgaria as hostes de Vila Real e Castro Marim.

Farense - Aljezurense
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
15 horas 15/03/2008
Arbitro: Carlos Cabral