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domingo, 12 de julho de 2009

Perguntas de conversa de café...

Se os médicos, engenheiros, advogados e muitos outros têm bastonários para defender os seus direitos (laborais), fidelizando-se em grande escala por forma a poder fazer também força diante dos governantes, estranho é que o povo, os trabalhadores de classes mais baixas pouco se associam a movimentos sindicais...

Sim, porque na verdade, o Portugal real pouco ou nada liga a estas coisas e muitas das manifestações a que assistimos na capital do país, nas célebres quintas feiras são, feitas maioritariamente por contestantes de ocasião, imiscuindo-se dessa consciência e responsabilidade durante os outros dias do ano.

Numa altura em que os direitos dos trabalhadores estão a ser cada vez mais postos em causa, já pensou em se sindicalizar, acautelando-se de situações incomodas que o possam ocorrer no futuro??

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Desemprego cresce 68% no Algarve

O Algarve é, pelo sexto mês consecutivo, a região onde o desemprego mais se faz sentir. Dados do IEFP indicam um aumento de 66,7% em Abril, em relação ao mesmo período do ano anterior.

De 2008 para 2009, o Algarve registou um aumento de 66,7 por cento, equivalente a 19 758 desempregados, no mês de Abril, classificando-se como a região onde a taxa de desemprego mais aumentou a nível nacional.

Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), hoje divulgados, ao Algarve segue-se a Madeira, com uma subida de 35 por cento, e os Açores, que cresceu 28,7 por cento. Valores muito acima da média nacional, que ronda os 27,3 por cento.

O maior número de desempregados está concentrado a Norte, com 43,3 por cento do total. A região registou um crescimento 24,6 por cento para um total de 212 767 inscritos, em relação ao mês de Abril de 2008.

O Alentejo é a região do país onde o número de desempregados inscritos menos subiu, durante o mês homólogo, crescendo 23 por cento para 22 481 pessoas.
In Observatório do Algarve

Eu só pergunto onde é que isto vai parar... E toca a todos, acreditem!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

“Nova centralidade” nasce em Faro em 2013

Plano de Urbanização do Vale da Amoreira foi apresentado à população

Criar uma “nova centralidade” no Vale da Amoreira, em Faro, é o objectivo do Fundo de Investimento Imobiliário Imogharb, que prevê um investimento de 500 milhões de euros num empreendimento que inclui um centro comercial, um hotel, habitação e uma zona verde de sete hectares, entre outras valências.

O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira (PUVA) foi esta quinta-feira apresentado aos cidadãos, numa sessão que ocorreu na delegação da Penha da Junta de Freguesia da Sé, com um representante do fundo imobiliário, Carlos Marnoto, e um dos arquitectos autores do projecto, Mário Trindade. Trata-se de um documento cuja elaboração foi contratualizada com o fundo, em colaboração com a Câmara Municipal de Faro, o qual permitirá “a criação de uma nova centralidade urbana e a requalificação da entrada norte” da cidade. “O que fazemos aqui é pegar numa iniciativa privada e ordenar um território mais vasto. O nosso objectivo é planear a cidade. Alguém quer investir? Nós dizemos que sim, mas com regras definidas pela câmara”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário.

Através do empreendimento Porta da Amoreira, vão ser realizadas as várias valências previstas, nomeadamente um centro comercial, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10% a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e comércio e serviços. Tudo isto implicará “o crescimento populacional em cerca de 5000 pessoas e a criação de 5500 postos de trabalho directos”, de acordo com o representante do fundo. O interesse do Imogharb na zona explica-se pelas suas “potencialidades”. “Queremos criar um projecto integrado, que requalifique a área e dinamize o concelho”, sustentou Carlos Marnoto. O centro comercial será um dos projectos mais importantes incluído no projecto global, com a gestão entregue à Dolce Vita. Ocupará 70 mil metros quadrados e acolherá 175 lojas, estimando receber 12 milhões de visitantes/ano.

O Continente será uma das lojas-âncora, obrigando ao fecho do Modelo ali situado. “Basicamente, vai operar-se a trasladação de um lado para o outro”, disse Marnoto. A empresa Dolce Vita diz que o seu conceito passa por envolver-se “com a comunidade local”, assumindo o papel de “motor económico e social da área circundante”, nomeadamente com patrocínio a clubes e eventos e apoios a instituições sociais e de caridade. A unidade hoteleira deverá ocupar uma área de 8 mil m2 e poderá ter cerca de 120 quartos, enquanto o equipamento de saúde, com uma superfície de 25 mil m2, ainda continua por definir se será um hospital privado ou uma clínica médica. Em relação a estas duas valências, “há conversações e protocolos já fechados” para a sua comercialização e gestão, adiantou Marnoto. "Medidas compensatórias" para a comunidade O plano obriga a “medidas compensatórias para a comunidade”, frisou José Apolinário.

A cargo do Imogharb ficarão as acessibilidades (vias internas e rotunda da estrada de ligação à variante norte) e a construção de um parque urbano. Este parque será o “maior espaço verde do concelho”, com uma área aproximada de sete hectares, “praticamente três vezes a Alameda”, sublinhou o autarca. O projecto, de Sidónio Pardal (autor do Parque Urbano do Porto), prevê “uma rede de caminhos que asseguram a circulação funcional dos utentes, com uma paisagem harmonizada em múltiplas clareiras, envolvidas e definidas por encostas densamente arborizadas”.

A autarquia tenciona criar um gabinete de informações dirigido aos habitantes e donos de terrenos incluídos neste plano, para responder às dúvidas, algumas delas explicitadas na sessão de apresentação. O PUVA ainda tem de ser aprovado em reunião de câmara e em sede de assembleia municipal. O fundo Imogharb prevê ter concluída a infra-estruturação dos terrenos em meados de 2010, estimando-se o início da construção para final desse ano. A conclusão total do Porta da Amoreira está prevista para 2013.

Com o Programa do Polis Litoral a dar os primeiros passos, e agora com a apresentação deste novo plano para a zona norte da cidade, não seria oportuno, neste momento, discutir-se a futura localização da linha de caminho de ferro, desanuviando assim a cidade deste laço que a têm estrangulado à décadas?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Algarve é a região mais atingida por desemprego

O Algarve foi a região que mais sofreu com o aumento do desemprego em Fevereiro, ao registar um crescimento de 40,5 por cento face ao mesmo mês de 2008. A região algarvia regista um crescimento de 40,5 por cento face ao mesmo mês de 2008, o que se traduz em 20.772 desempregados.

De acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) hoje divulgados, o desemprego aumentou em todas as regiões do país em Fevereiro, tanto face ao mesmo mês de 2008, como em relação a Janeiro deste ano, com a região do Algarve a registar a maior subida.

Face a Janeiro, o número de inscritos nos centros de emprego daquela região aumentou 5,4 por cento.

As regiões Centro, Alentejo e Madeira registaram igualmente acréscimos superiores à média do país (17,7 por cento).

A Madeira subiu 22,8 por cento para 10.789 inscritos, seguida do Centro - que aumentou 18,6 por cento para 71.108 inscritos - e do Alentejo - que cresceu 18 por cento para 21.955 indivíduos.

Os Açores foram a região do país onde o número de inscritos menos subiu, mas ainda assim o número de inscritos nos centros de emprego elevou-se 15,5 por cento face ao mês homólogo, para 4.928 pessoas.

No Norte, a região do país que concentra o maior número de desempregados (43,1 por cento do total) ocorreu um crescimento homólogo de 15,8 por cento para 202.053 inscritos, o que representa uma subida mensal de 5,4 por cento, para 202.053 indivíduos.

Os centros de emprego de Lisboa e Vale do Tejo (com um peso de 29,3 por cento do total) tinham no final de Fevereiro 137.694 inscritos, mais 17 por cento do que no mesmo mês de 2008.

In Observatório do Algarve

Uma situação que inquieta todos nós, uns porque têm o seu lugar em risco e outros porque, mergulhados no desemprego, não conseguem ver uma luz ao fundo do túnel... Contudo não esqueçam uma coisa: No meio disto tudo, o importante é termos saúde... Quando essa falta, aí sim tudo se complica.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

1200 novos postos de trabalho em Olhão

O novo Centro Comercial de Olhão vai garantir cerca de 500 postos de trabalho assim que entrar em funcionamento mas, pode vir a assegurar 1200 empregos, directos e indirectos. A inauguração está agendada para Março de 2009.

Março de 2009 é o mês apontado por Roger Schiltz, representante da Sans Fronterieres, empresa que vai gerir o Ria Shopping, para a inauguração. O responsável afirma que o dia já está decidido mas, para já, prefere manter a data em segredo.
Um investimento de 30 milhões de euros transformou o antigo Estádio Padinha, do Sporting Clube Olhanense, num edifício com 80 lojas e pode vir a garantir cerca de 1200 postos de trabalho, 700 dos quais directos.
“O Centro Comercial é importante pela dinâmica económica e comercial que vai criar, mas também pelos postos de trabalho. Não digo que no início crie logo os 700 previstos no projecto, mas vai criar com certeza entre 400 e 500 postos de trabalho directos, o que para nós é efectivamente muito bom”, afirmou Francisco Leal à comunicação social, após a apresentação comercial do Ria Shopping, na passada sexta-feira.
O Centro divide-se em zona de serviços, no Piso 0, com 19 lojas; moda, no Piso 1, com 35 lojas; alimentação e lazer, no Piso 2, composto por 25 lojas e garante mais de mil lugares de estacionamento.
O espaço já tem assegurada a presença de lojas âncora, como o supermercado do grupo Auchan Pão de Açúcar, a Box, a Sport Zone, a sapataria Loop, a Book.It, a Zippy e a Worten Mobile. Uma farmácia, cabeleireiros e um ginásio são outras das possibilidades de comércio.

As 80 lojas ocupam um espaço total de 9084 m2.
Contrapartidas incluem cobertura da rua das lojas
A cobertura da rua das lojas, na Baixa de Olhão, é uma das contrapartidas que foi negociada com o município para a instalação do Ria Shopping. A par dessa, existem ainda condições vantajosas para os comerciantes olhanenses que se queiram instalar no Centro Comercial e a instalação de um painel publicitário em cada entrada da cidade, para promover o comércio local e os eventos do concelho.
No que respeita à cobertura da rua das lojas já existe uma proposta a ser estudada pela autarquia e pela ACRAL (Associação de Comerciantes da Região do Algarve), dado que “não é fácil fazer uma cobertura porque, obviamente, não pode afectar os residentes”, explica Francisco Leal.

Vantagens para olhanenses e associados da ACRAL
A Sans Frontieres tem previstas algumas vantagens para os comerciantes de Olhão e para os associados da ACRAL que se queiram instalar no Ria Shopping mas, independentemente desse acordo, tudo depende da capacidade negocial de cada empresário.
“O nosso compromisso com a Câmara foi de criar condições especiais de maneira a que os comerciantes de Olhão possam trabalhar connosco”, sublinha Roger Schiltz, que acrescenta estar previsto também o acompanhamento dos comerciantes para que aprendam a trabalhar num espaço fechado como um Centro Comercial.
“Um comerciante que é de rua não faz ideia dos problemas e das vantagens de trabalhar num Centro Comercial”, comenta.
Neste momento a percentagem de lojas alugadas ronda os 60 e os 65 por cento, número que, segundo Schiltz, é já suficiente para inaugurar o espaço.

Concorrência não assusta
A proximidade do Fórum Algarve, em Faro, e do futuro Gran Plaza, em Tavira, com abertura prevista para Maio de 2009, não assusta os gestores do Ria Shopping.
“É competição normal, é natural”, diz Roger Schiltz.
“O que eu posso fazer é escolher uma boa localização (e eu acho que temos a melhor localização possível), escolher um bom tamanho do shopping, depois seleccionar as lojas e fazer um shopping o mais barato possível de maneira a que os lojistas possam pagar os encargos, isso sim é da nossa responsabilidade, o resto é a vida!”, refere.
“O shopping que vai abrir não será o mesmo daqui a um ano”, assegura Schiltz, para quem o segredo está na “flexibilidade” e capacidade de adaptar o espaço às exigências reais do mercado.
Os promotores esperam atingir um universo que pode ir até às 80 mil pessoas: “É um Centro pensado para uma população local, mais ou menos 25 mil pessoas urbanas. Num raio de influência de 25 minutos de carro vamos atingir cerca de 70 a 80 mil pessoas”, acrescenta Mário Fernandes, da Sans Frontieres.

Olhanense fica com 2 mil m2
O negócio da venda do antigo Estádio Padinha, propriedade do Sporting Clube Olhanense, inclui uma cláusula contratual que define que o Clube vai beneficiar da renda de cerca de 2 mil m2 de lojas, apesar da gestão do espaço estar inteiramente entregue à Sans Frontieres.
“Há uma relação contratual”, explica Mário Fernades, cujo valor ainda não está definido. “Vai depender da renda média”, conclui.

Seria interessante saber quantos desses 1200 postos de trabalho não são considerados precários. Porque jogar com estes números para a Comunicação Social, dá a entender que as pessoas terão neste espaço comercial a "tábua de salvação" para os seus frágeis orçamentos familiares, o que na práctica sabemos que não será bem assim...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Depois da Bela Olhão, agora é Faro que sofre com fecho de fábrica de "donos" estrangeiros...

Alfarroba em alerta vermelho

A multi-nacional Danisco, que comprou a Indal, vai fechar a fábrica já em Janeiro e leva consigo a tecnologia. Avizinha-se desemprego e problemas para produtores.


Este conhecimento possibilita a extracção a frio da goma da semente da alfarroba, a que se segue a produção de hidro-colóides, matéria prima muito utilizada em cosmética. Toda a tecnologia “foi desenvolvida no Algarve” disse ao Observatório do Algarve Manuel Caetano, ex-presidente da Danisco Portugal e da Indal, indústria transformadora da alfarroba.
Aliás, a vinda para a região daquela multinacional, prendeu-se com a existência desse know-how que foi possível desenvolver “graças à qualidade do produto (alfarroba) e às condições climatéricas”, conta Manuel Caetano, um reconhecido especialista nesta matéria e antigo administrador da Indal.

Eles (Danisco) sempre estiveram interessados na tecnologia que possuíamos desde a altura em que adquiriram a Indal ao grupo suíço Meyall” esclarece Manuel Caetano, que se desvinculou do grupo há dois anos, quando se jubilou, e cuja preocupação foi sempre "que a tecnologia existente não fosse transferida para outro país”.

Segundo o Observatório do Algarve apurou, junto de técnicos da Danisco/Indal, essa transferência já está em curso para as instalações da Danisco em Espanha e terá como consequência o encerramento da unidade fabril de Faro já em Janeiro, embora a laboração se possa prolongar até Junho, para finalizar o tratamento da campanha de produção deste ano.
Contactada pelo OA, a administração da fábrica escusou-se a prestar declarações e não foi possível apurar em tempo útil para que região espanhola será deslocalizada a unidade fabril.
Em causa estão cerca de meia centena de postos de trabalho, como o Observatório do Algarve já noticiara (ver aqui) mas as repercussões serão ainda mais graves, de acordo com as nossas fontes, pois reflectem-se igualmente “nos produtores algarvios de alfarroba”.
A perda do valor acrescentado vai incidir sobre o volume de negócios do sector que ultrapassa os dez milhões de euros/ano e também porque o produto final passará a ser importado, reconhecem os especialistas.

Os produtos derivados da semente de alfarroba ou da sua goma, têm inúmeras utilizações nos produtos alimentares – comida para bebés, gelados, etc. - e ainda na área da estética.O hidro-colóide extraído a frio da goma da alfarroba possui a característica de absorver água até 20 vezes o seu volume, o que torna este produto “muito apetecível para a cosmética, designadamente para os cremes hidratantes” exemplifica Manuel Caetano, sobre o valor acrescentado que o know-how tecnológico e a alfarroba algarvia produziam.
Se o Algarve é na verdade, uma região sustentada economicamente à base do Turismo, estes encerramentos de algumas das poucas fábricas na região, mais dependente tornará ainda o Algarve perante esta crescente crise, que parece entrar numa espiral com fins imprevisíveis. As fábricas, na posse de multinacionais, são reféns do investimento estrangeiro e com isto se vai delapidando a economia duma região, sendo os principais prejudicados os mais desfavorecidos... O que para nós era só noticia no norte do País com os encerramentos de unidades têxteis e de calçado parece agora também tocar à nossa porta...