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sábado, 5 de setembro de 2009

Algarve: Primeiro centro UNESCO com sede em Portugal apresentado sexta-feira

Entidades já assinaram acordo para a criação do Centro UNESCO que irá estudar relações entre o homem, o mar e o ambiente. PALOPS também vão beneficiar.

A candidatura foi apresentada pela Universidade do Algarve e agora está a um passo de entrar em funcionamento. O primeiro Centro UNESCO do país ficará localizado em Faro, no Solar do Capitão-Mor, junto ao Teatro das Figuras e em Olhão, onde estão os laboratórios que pertencem ao IPIMAR.

Luís Chícharo, coordenador do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira (CIEC), explica ao Observatório do Algarve que o objectivo dos cientistas será dividido em duas áreas estratégicas, por um lado o cumprimento de uma 'agenda' internacional, correspondente ao Programa Hidrológico Internacional da UNESCO, que estuda e gere as necessidades e disponibilidades de água, a nível mundial e que estabelece planos de acção.

Por outro lado, o CIEC tenderá a efectuar estudos que tenham interesse para as populações costeiras e dá o exemplo: "Há muitos factores, nomeadamente a nível dos estuários, por causa da redução das cargas de água dos rios devido às barragens. Aquilo que nós fazemos é o desenvolvimento de ferramentas, de modelos, que nos permitem fazer a gestão da quantidade de água necessária para assegurar o funcionamento da pesca costeira", diz.

Outro exemplo é a utilização de plantas ou outros microorganismos para retirar nutrientes da água, evitando o aparecimento de algas que podem levar, até, à interdição de capturas de bivalves.

Na cerimónia oficial de apresentação do projecto internacional, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, disse estar "orgulhoso" dado que o Centro é um "sinal de prestígio": "Representa ciência, conhecimento, melhores políticas públicas e maior capacidade de intervenção, mas também prestígio para o país e para a Universidade do Algarve, a nível internacional. Vem trazer uma centralidade e um pólo de atracção, o Algarve ganha com isso e o país também", afirmou.

Para o governante com a pasta do Ambiente, existe hoje uma "estreita relação" entre o mundo da ciência e o da política: "melhor ciência, melhor conhecimento permitem melhorar as políticas públicas", concluiu.

No evento presidido pelo Reitor da Universidade do Algarve, que contou com representantes internacionais da UNESCO, foi recordado que a nível mundial mais de metade das pessoas vivem no litoral, a menos de 100 quilómetros da costa, esperando-se que em 2025, Portugal tenha 4 em cada 5 habitantes a morar em zonas costeiras.

Por outro lado, para suprir as necessidades de abastecimento público, foram feitas a nível global mais de 800 mil barragens nos últimos 50 anos, reduzindo as descargas dos rios para o mar em cerca de 30 por cento.

Não me esqueço das palavras de Francisco Leal, presidente da CM Olhão à umas semanas sobre este assunto: "Nós queremos é os cientistas" - palavras do edil olhanense acerca da localização dos laboratórios deste Centro Unesco...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O [L][U][D][O] à conquista da música nacional...

Já é a quarta vez que este espaço dá voz aos [L][U][D][O], e talvez não seja a última... Ainda ontem, percebi que a Antena3 já insere esta faixa, na sua playlist. Hoje, por curiosidade vou ao site da MTV e deparo-me com isto... Palavras para quê...? Deixem-nos voar!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mais uma d'o[L][U][D][O]

Quem me lê, ja sabe que sou fã destes moços aqui da nossa zona... Ao vivo na última edição da Semana Académica do Algarve, apresento a faixa Espelhos Partidos...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Bora ao Makjeitos?

Pelos vistos, o franchising do McDonalds em Olhão é posse duma firma com um nome muito sugestivo e bem algarvio... Eu bem que ouvia muita gente falar-me que "ia ali ao ma que jeites", mas agora, que finalmente verifiquei com atenção um talão, e assim percebi o motivo deste trocadilho... É caso para dizer: Moss, só agora é que vistes isse, deb?

domingo, 21 de junho de 2009

A minha grande culpa...

O segundo single da banda olhanense (mas com muitas raízes farenses), o[L][U][D][O] é na minha opinião, das melhores malhas da música portuguesa dos últimos anos, no que toca ao pop/rock... Serei só eu que pensa assim?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Olhão em alta - Festa incessante

Depois de ter fechado com chave de ouro a XXIV Semana Académica da Universidade do Algarve, o olhanense Pete Tha Zouk, ou melhor António Pedro, teve ontem mais um dia de folia, mas desta feita por motivos extra profissionais... Foi ele o batedor do autocarro da CMO, na chegada da família Olhanense à terra natal, festejando com todos os olhanenses este feito histórico para a cidade e também para o Algarve. Uma caminhada que se iniciou numa manhã muito quente de Agosto e que nessa altura já acreditava que o feito poderia ser possível, até porque logo nesse dia se viu que a estrelinha de Campeão iria estar presente. Como farense, mas nesta circunstância algarvio de gema, só me posso congratular com o sucesso deste nosso velho rival, que não obstante o passado de rivalidades, nos obriga nestes tempos de dificuldades a unir esforços em prol da projecção do nosso Algarve além fronteiras. Parabéns Olhanense.
Foto In Região-Sul

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ria Shopping... A abertura

Foi aberto hoje ao público o novo centro comercial da zona central do Algarve, o Ria Shopping, prometendo, para já fazer em parte, frente ao Fórum Algarve. Há 10 anos atrás nada destes espaços de grande dimensão, aglomerando diversas lojas no interior, coexistia com o comércio local. A verdade é que cada vez mais os pequenos comerciantes sentem dificuldades para acompanhar a cavalgada fulgurante destes espaços congregadores das mais diversas áreas comerciais, que não só dispõem dum stock maior à escolha do cliente como também oferecerem preços mais competitivos, contrastando assim com o Comércio local que para além disso ainda está sistematizado num horário diurno e muitas vezes pouco prático para quem têm um horário laboral similar.

É neste contexto que têm surgido mais espaços desta dimensão no Algarve e no caso concreto do Ria Shopping, nos parece que terá alguns factores positivos face ao Fórum Algarve, dado que se sitia no centro da cidade de Olhão, junto a grandes zonas residenciais, o que por si só beneficia o acesso ao mesmo. Contudo, na minha opinião ficará a perder em todos os outros aspectos, dado que o conjunto de lojas e marcas representadas não supera a oferta que o o Fórum Algarve dispõe, bem como averba uma grande pecha na área de restauração, que para já, está praticamente desactivada, isto numa esplanada que nos muito aberta e que no Inverno, caso mantenha a sua topologia, se revelará fria e ventosa...

Na minha humilde opinião, a própria estrutura do Ria Shopping, em que a lojas estão incorporadas no interior dum edifício base, com corredores no interior fica também àquem do espaço arejado em desenho de praça aberta que proporciona ao visitante um maior contacto com o sol e permite uma circulação mais tranquila pelo centro... Contudo, a quebra será notória em Faro e ainda nem temos o Grand Plaza de Tavira em funcionamento... Aí, por certo a quebra será maior, muito por culpa do mercado espanhol, que assim terá aí uma alternativa mais perto da porta...E na altura, a questão será: Há mercado para três grandes centros comerciais numa faixa de 30 kilómetros?

P.S. - Excelente a ideia do Olhanense, que têm uma loja oficial no interior do Ria Shopping, chegando assim a muita gente e dando uma imagem positiva do Clube ainda que o stand esteja um pouco despido... Fica a ideia para que o nosso Farense faça o mesmo num futuro a médio prazo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Depois do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa...

Depois do tão badalado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, chega agora à redacção do blog Algarve Farense a proposta para algumas alterações no referido tratado...
Eis o novo Acordo Ortográfico Olhanense:
  • Alevantar - O acto de levantar mas com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.
  • Amandar - O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'
  • Aspergic -Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
  • Assentar - O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
  • Capom -Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
  • Destrocar -Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
  • Disvorciada - Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.
  • É assim... - Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
  • Entropeçar - Tropeçar duas vezes seguidas.
  • Êros - Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
  • Falastes, dissestes... - Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, elefalou, TU FALASTES..
  • Fracturação - O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.
  • Há-des - Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia...'
  • Inclusiver - Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante "Inclusivel".
  • - A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?
  • Nha -Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma poupança extraordinária.
  • Númaro - Também com a vertente "númbaro". Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
  • Parteleira - Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.
  • Perssunal - O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.:'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.
  • Pitaxio - Aperitivo da classe do 'mindoím'.
  • Prontus- Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um'prontus'! Fica sempre bem.
  • Quaise - Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais... Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.
  • Stander - Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' deautomóveis.O "stander" é um dos grandes clássicos do "português da cromagem"...
  • Tipo - Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?
  • Treuze - Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

Se tiverem mais algumas sugestões não exitem...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

1200 novos postos de trabalho em Olhão

O novo Centro Comercial de Olhão vai garantir cerca de 500 postos de trabalho assim que entrar em funcionamento mas, pode vir a assegurar 1200 empregos, directos e indirectos. A inauguração está agendada para Março de 2009.

Março de 2009 é o mês apontado por Roger Schiltz, representante da Sans Fronterieres, empresa que vai gerir o Ria Shopping, para a inauguração. O responsável afirma que o dia já está decidido mas, para já, prefere manter a data em segredo.
Um investimento de 30 milhões de euros transformou o antigo Estádio Padinha, do Sporting Clube Olhanense, num edifício com 80 lojas e pode vir a garantir cerca de 1200 postos de trabalho, 700 dos quais directos.
“O Centro Comercial é importante pela dinâmica económica e comercial que vai criar, mas também pelos postos de trabalho. Não digo que no início crie logo os 700 previstos no projecto, mas vai criar com certeza entre 400 e 500 postos de trabalho directos, o que para nós é efectivamente muito bom”, afirmou Francisco Leal à comunicação social, após a apresentação comercial do Ria Shopping, na passada sexta-feira.
O Centro divide-se em zona de serviços, no Piso 0, com 19 lojas; moda, no Piso 1, com 35 lojas; alimentação e lazer, no Piso 2, composto por 25 lojas e garante mais de mil lugares de estacionamento.
O espaço já tem assegurada a presença de lojas âncora, como o supermercado do grupo Auchan Pão de Açúcar, a Box, a Sport Zone, a sapataria Loop, a Book.It, a Zippy e a Worten Mobile. Uma farmácia, cabeleireiros e um ginásio são outras das possibilidades de comércio.

As 80 lojas ocupam um espaço total de 9084 m2.
Contrapartidas incluem cobertura da rua das lojas
A cobertura da rua das lojas, na Baixa de Olhão, é uma das contrapartidas que foi negociada com o município para a instalação do Ria Shopping. A par dessa, existem ainda condições vantajosas para os comerciantes olhanenses que se queiram instalar no Centro Comercial e a instalação de um painel publicitário em cada entrada da cidade, para promover o comércio local e os eventos do concelho.
No que respeita à cobertura da rua das lojas já existe uma proposta a ser estudada pela autarquia e pela ACRAL (Associação de Comerciantes da Região do Algarve), dado que “não é fácil fazer uma cobertura porque, obviamente, não pode afectar os residentes”, explica Francisco Leal.

Vantagens para olhanenses e associados da ACRAL
A Sans Frontieres tem previstas algumas vantagens para os comerciantes de Olhão e para os associados da ACRAL que se queiram instalar no Ria Shopping mas, independentemente desse acordo, tudo depende da capacidade negocial de cada empresário.
“O nosso compromisso com a Câmara foi de criar condições especiais de maneira a que os comerciantes de Olhão possam trabalhar connosco”, sublinha Roger Schiltz, que acrescenta estar previsto também o acompanhamento dos comerciantes para que aprendam a trabalhar num espaço fechado como um Centro Comercial.
“Um comerciante que é de rua não faz ideia dos problemas e das vantagens de trabalhar num Centro Comercial”, comenta.
Neste momento a percentagem de lojas alugadas ronda os 60 e os 65 por cento, número que, segundo Schiltz, é já suficiente para inaugurar o espaço.

Concorrência não assusta
A proximidade do Fórum Algarve, em Faro, e do futuro Gran Plaza, em Tavira, com abertura prevista para Maio de 2009, não assusta os gestores do Ria Shopping.
“É competição normal, é natural”, diz Roger Schiltz.
“O que eu posso fazer é escolher uma boa localização (e eu acho que temos a melhor localização possível), escolher um bom tamanho do shopping, depois seleccionar as lojas e fazer um shopping o mais barato possível de maneira a que os lojistas possam pagar os encargos, isso sim é da nossa responsabilidade, o resto é a vida!”, refere.
“O shopping que vai abrir não será o mesmo daqui a um ano”, assegura Schiltz, para quem o segredo está na “flexibilidade” e capacidade de adaptar o espaço às exigências reais do mercado.
Os promotores esperam atingir um universo que pode ir até às 80 mil pessoas: “É um Centro pensado para uma população local, mais ou menos 25 mil pessoas urbanas. Num raio de influência de 25 minutos de carro vamos atingir cerca de 70 a 80 mil pessoas”, acrescenta Mário Fernandes, da Sans Frontieres.

Olhanense fica com 2 mil m2
O negócio da venda do antigo Estádio Padinha, propriedade do Sporting Clube Olhanense, inclui uma cláusula contratual que define que o Clube vai beneficiar da renda de cerca de 2 mil m2 de lojas, apesar da gestão do espaço estar inteiramente entregue à Sans Frontieres.
“Há uma relação contratual”, explica Mário Fernades, cujo valor ainda não está definido. “Vai depender da renda média”, conclui.

Seria interessante saber quantos desses 1200 postos de trabalho não são considerados precários. Porque jogar com estes números para a Comunicação Social, dá a entender que as pessoas terão neste espaço comercial a "tábua de salvação" para os seus frágeis orçamentos familiares, o que na práctica sabemos que não será bem assim...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Solidariedade com os trabalhadores da Bela Olhão

Na sequência do encerramento da Fábrica Bela Olhão, recebemos um comunicado com a posição política do Bloco de Esquerda de Faro e Olhão acerca da situação, o qual vos apresentamos. Cumpre informar que o blog Algarve Farense não têm qualquer conotação política nem intenções dessa génese, sendo os seus comentários no sentido independente e de caracter editorial. Neste caso apenas está a corresponder a uma solicitação do BE, que como qualquer força política da Região pode também usufruir deste espaço para divulgação das suas tomadas de posição sobre matérias de interesse regional, permitindo ao leitor uma melhor compreensão e conhecimento sobre questões do interesse público.


No passado dia 12 de Novembro, uma delegação do Bloco de Esquerda do Algarve deslocou-se à fábrica Bela Olhão, onde contactou com elementos da Comissão de Trabalhadores e outras colegas presentes nesse turno da vigília que todos vêm efectuando desde o início do mês.

O Bloco prestou a sua solidariedade com a luta em curso para defesa dos postos de trabalho e pela manutenção da fábrica em funcionamento. Manifestou também a disponibilidade para o apoio que os trabalhadores julguem oportuno solicitar.

Regista-se a coragem e o elevado moral que todos revelam, traduzido na participação generalizada nos piquetes que, 24 sobre 24 horas, se mantêm em vigília permanente, desde que, no dia 3 de Novembro, a grande maioria dos trabalhadores recebeu a carta de despedimento. São jovens mulheres e homens, grávidas, mães de família, colegas já idosos, todos se revezam para garantir que nenhum equipamento da fábrica é retirado. Porque esse é o bem mais precioso para assegurarem uma solução que prejudique o menos possível os trabalhadores: ou a mais desejada, que será a continuação da fábrica a laborar com o actual ou com novo dono; ou, na pior das hipóteses, o seu fecho mas com indemnizações acrescidas aos trabalhadores e a efectiva garantia de subsídios de desemprego e colocação rápida em outros empregos.

Só intenções obscuras e a falta de vontade, impedirão que a fábrica continue a laborar. Os trabalhadores consideram que a baixa de produção não justifica o encerramento. A produção tem sido quase exclusivamente para exportação. A fábrica não tem dívidas à banca, nem a fornecedores. As instalações são grandes e modernas, o equipamento também, podendo ser ou não, reconvertido. E desde que sejam corrigidos erros e opções de gestão que anteriormente prejudicaram a empresa. É esse o sentimento geral.

Muitos aspectos permanecem por esclarecer: porque foi feita a reconversão e apenas para o fabrico de comida para animais domésticos, quando, na época, o mercado das conservas de sardinha não estava em crise? No entanto, no sítio da Net, aparentemente actualizado e sediado em Boston, continuam as encomendas para conservas de peixe com o mesmo logotipo e exportadas de Portugal para os EUA? Também na Net, a frota pesqueira Blue Galleon afirma transportar para vários destinos, conservas de sardinha e de atum Bela Olhão. Mas pescados onde? A partir de que fábrica? São questões pouco claras que levantam dúvidas sobre que outras intenções poderão estar por detrás do fecho da fábrica.
Curiosamente, durante a visita da delegação do BE, elementos da Administração encontravam-se junto da porta de entrada da fábrica, mas esquivaram-se assim que o Bloco procurou chegar à fala com eles.

Entretanto, a CT tem acompanhado as deligências que várias entidades estão a fazer: a Câmara na busca de encontrar um comprador; a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) que verificou irregularidades do processo de despedimento e instaurou contra-ordenações à empresa; em paralelo, o sindicato e os trabalhadores com os seus próprios advogados estão também a accionar acções judiciais contra a empresa.
As vigílias vão continuar dia e noite até que a situação se esclareça definitivamente. Nesse sentido há um grande esforço para que se mantenha a unidade entre todos, o que tem sido conseguido até à data. É essa a vontade da esmagadora maioria dos trabalhadores, embora saibam como a sua luta é difícil.

Por isso é tão importante a solidariedade para com eles. A solidariedade de familiares e amigos, dos colegas doutras empresas, das entidades laborais. Do poder local e do poder central exige-se rapidez e eficácia na prestação dos direitos judiciais e sociais.
Mas isso é pouco. Se há dinheiro e se aprovam à pressa leis para salvar a banca e os seus donos, é escandaloso que não existam medidas preventivas e seriamente punitivas das situações como a que agora acontece com a Bela Olhão e com os seus 179 trabalhadores despedidos.

15/11/08
O Bloco de Esquerda de Olhão e Faro

terça-feira, 4 de novembro de 2008

OLHÃO: Fecho de fábrica põe trabalhadores em risco

Cento e oitenta trabalhadores de uma fábrica de comida para animais, em Olhão, estão em risco de perder os seus postos de trabalho.
Segundo Josué Marques, do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul, um representante da administração da fábrica Bela Olhão comunicou na segunda-feira aos trabalhadores que requereu a insolvência da empresa.
"Há já três semanas que os trabalhadores estão em casa a aguardar indicações por parte da empresa, até que hoje a administração informou que não chegou a acordo com possíveis compradores e que decidiu, por isso, requerer a insolvência da empresa", disse o dirigente sindical à Lusa.
A administração solicitou ainda aos trabalhadores que se dirijam à fábrica na quarta-feira "para receber os documentos para requerer o Fundo de Desemprego", disse à Lusa um trabalhador que prefere não ser identificado.
Josué Marques, em delegação do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Industrias Alimentares, das Bebidas e do Tabaco, revelou, no entanto, que "o sindicato desaconselha os trabalhadores a assinarem qualquer tipo de acordo com a empresa".
"Arriscam-se a perder direito a tudo, pois, neste momento, não estão reunidas condições para que possam ter direito ao Fundo de Desemprego: a empresa não tem salários nem subsídios em atraso, não foi extinto o posto de trabalho e ainda não há provimento do pedido de insolvência", declarou o dirigente sindical à Lusa.
Segundo a mesma fonte, dos 180 trabalhadores que ali laboravam, apenas 48 têm com contratos a prazo em vigor, "os restantes são efectivos".
A Bela Olhão foi uma das fábricas de conservas de peixe a laborar até ao século XXI. Foi adquirida em 1996 por um empresário árabe que pretendia apostar na produção de conservas de peixe gourmet, nomeadamente de sardinha com pele e sem espinha.
As dificuldades de escoamento encontradas em mercados como o norte-americano acabaram por levar à decisão de reconverter, nos últimos cinco anos, a fábrica para a produção de comida para animais.
De acordo com Josué Marques, "há ano e meio a fábrica contava com mais de 500 trabalhadores". In Observatório do Algarve
É muito triste para nós algarvios, mas principalmente para os trabalhadores esta notícia. Há um facto que me parece importante sem nunca colocar em causa as dificuldades da empresa: Se o proprietário da empresa fosse algarvio, será que tudo acabava assim dum momento para o outro, lançando 180 pessoas no desemprego?

domingo, 10 de agosto de 2008

Festa da Ria Formosa até dia 16 de Agosto em Faro

Aí está mais uma edição da Festa da Ria Formosa - o grande evento da verdadeira gastronomia algarvia à base de produtos da Ria Formosa, e a decorrer no Largo de S. Francisco, em Faro, de 31 de Julho a 16 de Agosto de 2008. (...)
A Festa da Ria Formosa é organizada pela VIVMAR - Associação dos Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa, em parceria com a Ambifaro, e com a preciosa ajuda de outras entidades públicas e privadas do concelho de Faro.
Com entrada livre e abertura às 19:00 horas, este certame gastronómico, onde todas as noites os visitantes podem saborear todo o tipo de marisco, nomeadamente camarão, santola, búzio, amêijoa, berbigão, ostras, etc., para além de muitos outros pratos regionais que têm por base o saboroso e delicioso marisco da Ria Formosa, como por exemplo, a feijoada de marisco, as papas de milho com berbigão, o arroz de marisco, o arroz de lingueirão, a feijoada de buzinas, as amêijoas na cataplana, entre muitos outros, oferece ainda um vasto programa de animação que decorre todas as noites no palco da festa (...)
Em ambiente familiar e animado, onde o marisco é rei, a Associação de Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa, recebe anualmente milhares de visitantes que se deliciam com os petiscos e iguarias que a Ria tem para oferecer.
Em simultâneo a esta festa irá decorrer a I Mostra Náutica, também no Largo de São Francisco.

Por decisão da Vivmar, a festa foi este ano prolongada até dia 16 de Agosto. Aqui fica o programa da animação para estes dias:
11 Ago - Desfile de Moda e o grupo Blind Pilot.
12 Ago - Tiago Bettencourt e Manta - Emanuel Silva.
13 Ago - Ai Pode
14 Ago - Luis Galrito.
15 Ago - Filipe Romão e Luis Rocha.
16 Ago - Quim Ferreira.

In Mais Algarve


Acredito que para os lados de Olhão, a decisão da VIVMAR poderá não ter sido bem recebida por toda a gente, face à possível concorrência que proporcionará ao Festival do Marisco, que se realizará na cidade Cubista de 11 a 16 de Agosto, na qual se paga entrada, mas que se usufrui dum bom cartaz de animação para cada uma das noites.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Faro publicita festas da cidade de Olhão??

No passado domingo, ao passear a pé junto da rotunda do hospital em Faro, deparei-me com um placard, cirurgicamente colocado junto ao quiosque, fazendo menção, às festas da cidade de Olhão, que este ano comemora 200 anos da sua elevação a vila e criação do concelho de Olhão, deixando de fazer parte do concelho farense, na sequencia da revolta contra os invasores franceses, que tomavam a região à sensivelmente 200 anos atrás. Tal facto é assinalável, mas daí a dar-se espaço no nosso concelho farense, a publicitação de festas de outra cidade, é um pouco estranho, infeliz e de mau gosto para com todos os farenses até porque nunca vi tal acontecer nos nossos concelhos vizinhos, aquando da comemoração do 7 de Setembro, dia da cidade de Faro. Estranho portanto tal situação, até porque muitos farenses, tem vindo a mudar de residência para Olhão, devido aos preços mais acessíveis dos apartamentos, pelo que numa situação deste género, esta seria de facto a menos admissível, porque muito poucos olhanenses residem em Faro… Contudo, o nosso presidente de câmara é olhanense… Será por isso, dirão alguns?

domingo, 27 de abril de 2008

A Cidade Cubista...



Numa altura em que Olhão comemora 200 anos sobre o ano singular de 1808, ano em que se sublevou contra os Franceses, é esta imagem da Cidade Cubista?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Belo negócio na cidade da Floripes...

OLHÃO: mega-shopping abre em Outubro

Está em construção acelerada aquele que se candidata ao título de maior centro comercial da metade Leste do Algarve. Saiba mais.
O empreendimento promete dar algumas dores de cabeça aos pequenos comerciantes e aos gestores de super e hipermercados da zona: germinado da vontade do Olhanense em fazer dinheiro à custa de um dos seus espaços mais emblemáticos – o Estádio Padinha, situado a Norte da EN125, confinante com o Bairro Neves -, o Ria Shopping tem grandes ambições.
A estrutura ocupará uma área locável de 14 mil metros, dos quais 9.000 serão atribuídos às 70 lojas, 13 das quais restaurantes (4.000 metros), e ao hipermercado Jumbo (5.146 metros), o segundo da região, depois do que se encontra no Fórum Algarve.
Servido por um parque de estacionamento em área coberta para 1.100 viaturas, o centro comercial, com três pisos, terá duas lojas âncora de média dimensão e um ginásio, no último piso, que será encimado por cúpulas estilizadas, ao estilo de tendas árabes.
Promovido pela empresa Operfracção e comercializado pela MID – que já comercializa o Glicínias de Aveiro e o Foz Plaza da Figueira da Foz -, o novo espaço não terá cinemas.
A empresa MID não quer, por enquanto, falar à comunicação social sobre o projecto, com o argumento de que estuda ainda a estratégia de comunicação mais acertada para divulgar o espaço a clientes e à população em geral.
Sabe-se contudo que o centro comercial nasceu da necessidade do Olhanense em rentabilizar o espaço ocupado pelo estádio Padinha, e que pela transacção o clube recebeu inicialmente 500 mil euros, que lhe permitiram pagar a hipoteca.
A partir de Outubro, o Olhanense ficará com 2.300 metros quadrados de lojas, que lhe renderão cerca de 45 mil euros por ano, sensivelmente o mesmo que o clube gasta anualmente na sua equipa da divisão de honra.
Inaugurado em 1923 (assim chamado em homenagem ao atleta Francisco Padinha, campeão de luta e de pesos e halteres), o estádio Padinha foi o palco onde o escalão principal do clube jogou até 1984, altura em que os jogos se mudaram para o actual José Arcanjo. Ali jogaram até à presente temporada as equipas dos escalões jovens, que já se mudaram para o Estádio Municipal, de piso sintético.