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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Skate Park de Faro vai ser inaugurado no sábado

O Skate Park de Faro vai ser inaugurado no próximo sábado, dia 12 de Setembro, às 17h00, no Complexo Desportivo da Penha, junto ao Pavilhão Polidesportivo.

Para este dia, o Município de Faro preparou diversas iniciativas, que terão início pelas 10h00, prolongando-se até às 04h00, como exposições, demonstrações, concurso de graffiti, actuação de DJs e bandas musicais.

Esta infra-estrutura, há muito ambicionada pelos jovens farenses, irá responder à necessidade de existência de locais para a prática destes novos desportos urbanos, que ganham cada vez mais praticantes.Espera-se uma utilização regular pelos jovens do concelho de Faro e também pelos praticantes de cidades vizinhas que contam com grandes comunidades de atletas. «Esta obra será uma forte aposta para a promoção turística do concelho», garante a Câmara de Faro em comunicado.

O Skate Park de Faro representa um investimento de 307 809.18 mil euros e irá permitir a realização de uma série de iniciativas de dinamização do espaço, como competições e demonstrações das diversas modalidades, inclusivamente de carácter internacional, tanto de street, como de Rampa.

Ora aqui está uma obra que o a cidade e o concelho necessitavam... Só posso aplaudir esta obra, por sinal inaugurada na recta final do mandato. Mas pronto, já nem entro por aí. Faro ficará bem servido e neste caso, congratulo-me com o facto. Uma cidade que se quer jovem e dinâmica, têm que ser exemplo neste género de infra-extruturas!

sábado, 5 de setembro de 2009

Algarve: Primeiro centro UNESCO com sede em Portugal apresentado sexta-feira

Entidades já assinaram acordo para a criação do Centro UNESCO que irá estudar relações entre o homem, o mar e o ambiente. PALOPS também vão beneficiar.

A candidatura foi apresentada pela Universidade do Algarve e agora está a um passo de entrar em funcionamento. O primeiro Centro UNESCO do país ficará localizado em Faro, no Solar do Capitão-Mor, junto ao Teatro das Figuras e em Olhão, onde estão os laboratórios que pertencem ao IPIMAR.

Luís Chícharo, coordenador do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira (CIEC), explica ao Observatório do Algarve que o objectivo dos cientistas será dividido em duas áreas estratégicas, por um lado o cumprimento de uma 'agenda' internacional, correspondente ao Programa Hidrológico Internacional da UNESCO, que estuda e gere as necessidades e disponibilidades de água, a nível mundial e que estabelece planos de acção.

Por outro lado, o CIEC tenderá a efectuar estudos que tenham interesse para as populações costeiras e dá o exemplo: "Há muitos factores, nomeadamente a nível dos estuários, por causa da redução das cargas de água dos rios devido às barragens. Aquilo que nós fazemos é o desenvolvimento de ferramentas, de modelos, que nos permitem fazer a gestão da quantidade de água necessária para assegurar o funcionamento da pesca costeira", diz.

Outro exemplo é a utilização de plantas ou outros microorganismos para retirar nutrientes da água, evitando o aparecimento de algas que podem levar, até, à interdição de capturas de bivalves.

Na cerimónia oficial de apresentação do projecto internacional, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, disse estar "orgulhoso" dado que o Centro é um "sinal de prestígio": "Representa ciência, conhecimento, melhores políticas públicas e maior capacidade de intervenção, mas também prestígio para o país e para a Universidade do Algarve, a nível internacional. Vem trazer uma centralidade e um pólo de atracção, o Algarve ganha com isso e o país também", afirmou.

Para o governante com a pasta do Ambiente, existe hoje uma "estreita relação" entre o mundo da ciência e o da política: "melhor ciência, melhor conhecimento permitem melhorar as políticas públicas", concluiu.

No evento presidido pelo Reitor da Universidade do Algarve, que contou com representantes internacionais da UNESCO, foi recordado que a nível mundial mais de metade das pessoas vivem no litoral, a menos de 100 quilómetros da costa, esperando-se que em 2025, Portugal tenha 4 em cada 5 habitantes a morar em zonas costeiras.

Por outro lado, para suprir as necessidades de abastecimento público, foram feitas a nível global mais de 800 mil barragens nos últimos 50 anos, reduzindo as descargas dos rios para o mar em cerca de 30 por cento.

Não me esqueço das palavras de Francisco Leal, presidente da CM Olhão à umas semanas sobre este assunto: "Nós queremos é os cientistas" - palavras do edil olhanense acerca da localização dos laboratórios deste Centro Unesco...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

FARO: Variante Norte depende de expropriação ou negociação

José Apolinário, fez um apelo público aós proprietários para “serem cooperantes com obra de grande importância para a cidade e Algarve”. Trabalhos vão começar em terrenos do município.

O Município de Faro reuniu hoje com o consórcio que irá executar as obras da variante Norte a Faro, tendo o plano de trabalhos sido apresentado.

Segundo o autarca, “foi pedida a colaboração da Câmara Municipal de Faro para contactar os proprietários para um entendimento por via privada e não por expropriação pública. Se os terrenos forem obtidos por via privada, as obras começarão mais cedo. Da parte do consórcio há condições para começar amanhã, mas tudo depende dos proprietários”.
As Estradas de Portugal vão, entretanto, “desencadear o lançamento da declaração de utilidade pública para poder intervir no caso de não haver entendimento com os proprietários dos terrenos”, salientou.

Obra começa em terrenos públicos
José Apolinário referiu ainda que a Câmara Municipal irá disponibilizar terrenos públicos para que "a obra possa começar tão cedo quanto possível nestes terrenos". A expectativa é que haja "condições para anunciar formalmente a data de início das obras no decorrer da próxima semana".
Os trabalhos estão orçamentados em 18 milhões de euros, e vão permitir a retirada de trânsito do centro da cidade (mais de 25 mil veículos por dia) e colocar a zona nascente da cidade (Bom João) a 10 minutos do Aeroporto.
Vão ainda ser alvo de requalificação os acessos na ligação a Olhão, à Via do Infante e ao Montenegro.

José Apolinário sublinhou a importância desta obra, considerando os condicionamentos da cidade em termos de acessibilidades. “Este é um processo que está em condições de avançar, quer em termos de avaliação de impacte ambiental, quer em termos de financiamento”, disse.
Este é o culminar de um longo processo administrativo e político, iniciado em 1999.

Recorde-se entretanto que a conclusão da variante até ao Rio Seco, que obrigará ao realinhamento da zona, devido ao leito de cheia, permitirá descongestionar o trafégo em cerca de 60 a 70 mil viaturas que entram em Faro diariamente, muitas delas rumo a outras direcções.
A obra será complementada com a evolução da 3.ª Circular, que fará a ligação entre as Pontes de Marchil, Lejana, Vale da Amoreira, Penha e a rotunda da Avenida Cidade de Hayward, interceptando a norte do complexo desportivo a variante a Faro.
Prevê-se ainda a implantação de um Sistema de Controlo e Gestão Dinâmica de Tráfego – de forma a regular automaticamente a semaforização em função dos volumes de tráfego, limitando as velocidades e minimizando os tempos de espera dos veículos entre o nó de São João da Venda e Faro e entre Faro e Olhão.

Rui Sousa, engenheiro responsável pelo consórcio, manifestou a disponibilização para o recomeço das obras da variante, que já tem um torço executado, pretendendo-se que estas tenham início a curto prazo, "ainda no decurso deste final de Agosto ou início de Setembro", referiu.

Parece-me no mínimo estranho a questão da construção da 2ª fase da variante a Faro, que é referida por José Apolinário ínumeras vezes em debates e apresentações públicas. Esta situação, que ainda não teve ínício no terreno apesar de já estar atrasada nos prazos estabelecidos, têm agora previsto o começo de obras ainda em Agosto, ou, o mais tardar em Setembro, quando na verdade, ainda ninguém formalizou contactos com os proprietários dos terrenos por onde esta estrada vai passar... Ou seja, ou a CMF têm uma grande área de terrenos públicos onde a estrada irá passar, ou então, me parece os trabalhos iniciar-se-ão dispersamente e em fraca intensidade, com o objectivo puro e simples de se iniciar algo, como arma de arremesso eleitoral, quando sabemos que as Autárquicas terão o dia D a 11 de Outubro, poucas semanas depois desse facto...
Estarei errado?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Capital do Algarve do Futuro...

In Jornal O Algarve - 02/07/2009

Olho para as mais recentes notícias sobre o programa Polis, mais concretamente para o estudo apresentado pela Parque Expo, entidade a quem foi solicitado o projecto de requalificação da baixa farense e fico cada vez mais com a sensação de que vou ter que penar muito anos até ver a minha cidade com uma cara lavada, ao nível de outras cidades algarvias que têm revitalizado as suas zonas ribeirinhas sem tantos alaridos e estudos... Já andamos com esta história do POLIS à largos meses e no terreno pouco ou nada se vê feito... Tal como alertámos em tempo útil, mais um Verão se passa e nem um mísero parque de estacionamento se construiu junto ao aeroporto... Se os planos eram para 2012, então, me parece, mais uma vez saem furados...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Faro vai ter um «paraíso perdido»


Pegar num «conceito inato» de paraíso perdido e trazê-lo para a cidade de Faro é aquilo a que se propõe Sidónio Pardal, o arquitecto paisagista responsável pelo projecto do futuro Parque Urbano do Vale da Amoreira.

Dois lagos, ligados entre si por uma ribeira, são elementos centrais neste espaço de lazer, que se quer relaxante e acolhedor. Para já, este é um projecto em fase de criação, que está ainda dependente de alguns estudos para tomar forma definitiva.

Terá que saber-se, por exemplo, se é viável criar lagos naturais escavando abaixo da cota do lençol freático ali existente, questão que até foi um ponto de alguma discórdia na sessão de apresentação do projecto, que decorreu na terça-feira, em Faro. O avanço deste parque urbano de 10 hectares depende, igualmente, da aprovação em Assembleia Municipal do Plano de Urbanização (PU) do Vale da Amoreira, no qual está inserido. Algo que deverá acontecer até final do ano, segundo o presidente da Câmara de Faro José Apolinário. O começo da construção deste parque deverá acontecer «a partir do segundo trimestre de 2010».

Na visão de Sidónio Pardal, um parque urbano tem que ter uma base arquitectónica «que dê ideia de espaço livre e paraíso perdido». «Só resulta se transmitir bem-estar a quem usufruir dele», acredita. Foi esta a assinatura que procurou deixar em duas das suas mais emblemáticas obras, o Parque Cidade do Porto e o Parque da Paz, em Almada. O Parque Urbano de Faro assenta num espaço quase sempre verde, com caminhos a circundá-lo, com dois lagos ao centro. Estes estarão inseridos «em taças» escavadas no terreno. «Estes elementos ajudam a criar interioridade. Superfícies côncavas dão sensação de conforto», considerou.

Uma das marcas deste arquitecto paisagista, que estará presente no parque que idealizou para Faro, é o uso de pedra, utilizada em estruturas que designa como «uma espécie de falsas ruínas». Estas marcarão «estadias», ou seja, os pontos indicados para fazer uma pausa. «Estes elementos introduzem a intemporalidade romântica. Queremos transmitir sossego, bem-estar e desprendimento», revelou. Sempre com um discurso convicto, Sidónio Pardal deixou algumas declarações mais polémicas no ar, com uma frontalidade que o caracteriza. Por exemplo, criticou os que acreditam que não se deve construir em altura junto de um parque urbano, defendendo que são estes locais que aguentam «mais pressão urbanística».

Em Faro, revelou José Apolinário, os prédios que rodeiam o espaço de lazer vão ter, no máximo, a altura de seis andares. Mas haverá outros elementos associados a este parque que não terão cotas tão elevadas. São os casos da unidade hospitalar e do centro comercial que ali serão instalados. Este último substituirá o supermercado Modelo existente nas imediações, que se mudará para a superfície comercial, promovida pelo grupo Sonae. Também será construído um hotel junto ao parque urbano.

A construção deste parque, orçada em 1,7 milhões de euros, resulta de uma contrapartida negociada pela Câmara de Faro com o promotor do PU e do processo de construção subsequente, a empresa Imogharb.
A autarquia ficará, depois da conclusão do parque, responsável pela manutenção deste espaço público. In Barlavento

Agrado-me com esta obra a ser projectada com a colaboração do actual executivo, que vêm cobrir uma das grandes pechas de Faro, podendo-se considerar um dos maiores projectos desta índole alguma vez criados de raiz por algum dos municípios algarvios, muitos deles mais interessados em eventos ou retail parks... Apraz-me apenas dizer que esperava mais das contrapartidas negociadas pela CMF com a promotora do Plano Urbanístico do Vale da Amoreira, a empresa Imogharb. A quantia de 1,7 milhões de euros, não chega para os encargos anuais da Associação de Municípios Faro/Loulé com o Parque das Cidades, a título de mera comparação, pelo que me parece, como observador, que Faro podia ter ganho mais neste aspecto, face aos lucros que a promotora angariará com tão vasta obra naquela zona da cidade. Ou não será assim?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Construção no Algarve em crise profunda

O Algarve é a região do país onde se verifica a maior quebra de produção no mercado residencial e o maior aumento da taxa de desemprego no sector, de acordo com a última análise regional de conjuntura da Associação de empresas de construção, obras públicas e serviços (Aecops), divulgada hoje.

Nos primeiros quatro meses deste ano, o número de fogos novos licenciados no Algarve caiu 59,7 por cento face a igual período de 2008, contra os -45,0 por cento da região Centro, os -58,4 por cento da zona de Lisboa e os -48,4 por cento do Alentejo. Como refere a Aecops, na sua análise de conjuntura, "os indicadores que têm vindo a ser disponibilizados e que se referem ao desempenho do sector da Construção no Algarve, confirmam a manutenção de uma situação muito desfavorável, em termos de mercado de construção nesta região", o que compromete a actividade das empresas sedeadas na região. Segundo a Aecops, dada esta evolução, “não é de estranhar o forte crescimento do desemprego no sector no Algarve: 205 por cento até Abril do corrente ano, contra os 74,5 por cento de média no País, os 65,9 por cento do Centro, os 70,1 por cento da região de Lisboa e os 79,9 por cento do Alentejo”.

O aumento do desemprego, "três vezes superior à média nacional, reflecte que a crise nesta região assume proporções preocupantes”. Em termos concretos, esta realidade abrangia, até final de Abril, mais de 3,4 mil trabalhadores", sublinha a Aecops, salientando ainda que, a corroborar esta situação, está a redução da capacidade produtiva utilizada pelas empresas algarvias, que é agora de 61,6 por cento (72,3 por cento em média nacional), da carteira de encomendas (7,3 meses no Algarve e 9,5 meses em termos globais) e das perspectivas futuras de produção (-26,0 e -14,0 por cento, respectivamente no Algarve e em Portugal).

Situação preocupante, e que no meu caso particular explica a quebra de vendas de viaturas novas de alta cilindrada na nossa Região... Noutros anos, a percentagem de negócios efectuados com agentes deste ramo chegava à casa dos 40% a 50%...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Programa Polis - Próximos de mais um Verão, os farenses desesperam...

Parece já um dado adquirido que mais uma época balnear se passará e o acesso à Praia de Faro continuará com a mesma oferta de acessos, nas condições em que conhecemos.
Como foi anunciado, é intenção da sociedade gestora do Programa Polis da Ria Formosa a construção num futuro próximTerreno que dará lugar ao parque de estacionamento de acesso à Ilha de Faroo de acessos pedonais desde a zona limítrofe do aeroporto, à entrada do aterro que permite acesso à ponte, proporcionando a circulação de peões, ciclistas e mesmo de automóveis duma forma condicionada à Ilha de Faro, por forma a acautelar os habituais engarrafamentos que prejudicam cada vez mais a afirmação desta zona como destino balnear de eleição pelos visitantes que nos chegam.

Já em Novembro de 2008 este plano estava esboçado, conforme se lê aqui, e havia indicações de que seria das primeiras tarefas a executar. Mas mais, havia intenção de se construir um parque de estacionamento de grandes dimensões por forma a incentivar as pessoas a fazer os 900 metros que separam a entrada do aterro à ilha de Faro a pé, mas chegados a Maio de 2009 tudo permanece na mesma. Curioso é verificar, que nesse local à entrada do aterro de acesso, está colocado um vistoso cartaz, com a indicação "Fazemos", ao lado de uns montes de terras que foram ali colocados, como que indiciando a presença de obCartaz a indicar a execução da obra. Ao lado, algumas movimentações de terras indiciam  a realização da mesma.ras correntes, situação que, após algumas passagens pelo local não se confirma nesse local, apenas vilsumbrando mais um foco de possível intervenção, na zona à entrada da própria ponte. O que parece estar já em execução é um estudo de viabilidade para construção duma nova ponte, mas que não justifica o atraso das outras obras, que parece nem terem passado do papel...

Por isto, será mais um Verão de desespero para os farenses, que assim trocarão o sol e praia do seu concelho por praias de concelhos limítrofes, em claro prejuízo para o comércio local, num quadro de desaproveitamento e desvalorização das potencialidades que a Ilha de Faro congrega, em conjunto com toda área da Ria Formosa.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dolce Vita não é entrave à venda do S. Luís

O anúncio da construção de um Centro Comercial Dolce Vita, em Faro, não é visto pelo presidente do Município como um entrave à venda do Estádio de São Luís, para onde também está prevista uma grande área comercial.

José Apolinário considera que a cidade de Faro tem condições para acolher três grandes superfícies comerciais: o Fórum Algarve, já existente, o Centro Comercial Dolce Vita, anunciado para a zona do Vale da Amoreira, e a zona comercial prevista para o Estádio de São Luís, em processo de venda.
Faro é onde há maior poder de compra per capita. Há 65 mil veículos que entram diariamente na cidade. Calcula-se que 16 mil pessoas que entram diariamente na cidade para trabalhar vivam fora de Faro. Portanto, eu acho que há potencial”, disse aos jornalistas José Apolinário, à margem da apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, na passada quinta-feira.
O autarca acrescentou ainda, que a construção do Dolce Vita “não afasta a responsabilidade da Câmara na dinamização e da integração do centro da cidade e isso vamos, aliás, reforçar a nossa intervenção no centro da cidade”.

Em relação ao Estádio São Luís, que o Sporting Clube Farense pretende vender pelo valor base de 15 milhões de euros, Apolinário considera que “são duas estruturas completamente diferentes. Isto [Dolce Vita] é um projecto global com uma determinada dimensão. O outro [São Luís] será, por razões que têm a ver com a sua inserção na malha urbana, mais de lojas que procuram o centro da cidade e eu acho que há potencial para haver lojas de marca que procurem o centro da cidade”, afirma.
O edil acredita que “a questão mais complexa neste momento em relação ao Estádio São Luís é a recessão do mercado, porque do ponto de vista de potencial é naturalmente um bom negócio”. Um investimento que, defende Apolinário é valorizado pela dinâmica criada com em torno da revitalização do Mercado Municipal, onde funciona uma Loja do Cidadão de segunda geração.

Um Plano com 56 hectares
O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, que engloba uma área de 56 hectares, está a ser desenvolvido pelo Fundo de Investimentos Imogharb, entidade privada que irá promover o empreendimento Porta da Amoreira, onde se inclui o Centro Comercial Dolce Vita, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10 por cento da qual a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e áreas de comércio e serviços.
O acordo firmado com a autarquia farense para a elaboração do Plano de Urbanização pressupõe que a Câmara Municipal é que dá as directrizes e aprova as opções de ordenamento. Inclui ainda a construção, por parte da Imogharb, de um Parque Urbano, assinado pelo arquitecto Sidónio Pardal, que será depois gerido pelo Município, e de alguns acessos àquela zona da cidade, nomeadamente as vias internas, via urbana de acesso entre a Av. 25 de Abril e respectiva rotunda, que irá fazer ligação com a estrada de acesso à EN2, esta última a cargo da Estradas de Portugal, no âmbito do Plano de Requalificação da EN 125.

Autarquia cria gabinete de apoio
A apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira contou com a presença de muitos residentes na zona, cujas propriedades vão se afectadas com as novas directrizes, prevendo-se até a negociação e expropriação de terrenos para a construção de acessibilidades.
Durante a sessão, um dos presentes sugeriu a criação de um gabinete, por parte da autarquia, para receber as dúvidas e as sugestões da população, proposta prontamente aceite pelo edil.
Segundo José Apolinário, este serviço deverá estar a funcionar em “meados de Junho”. O autarca defende que “isto não pode ser um plano para ser feito na secretária. Há questões de limites de propriedades, e outras, que têm de ser acertadas”.
“O Plano está em adiantada fase de elaboração, pensamos que estará em condições de estar na Câmara Municipal em Julho”, acrescenta.
Para Apolinário “esta é uma oportunidade de organizar esta zona toda do território” e conclui que as medidas agora projectadas vão dar a Faro “uma nova centralidade”, em 2013.
No vídeo que se segue o arquitecto Mário Trindade, um dos autores do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, explica o que está previsto para aquela zona.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

“Nova centralidade” nasce em Faro em 2013

Plano de Urbanização do Vale da Amoreira foi apresentado à população

Criar uma “nova centralidade” no Vale da Amoreira, em Faro, é o objectivo do Fundo de Investimento Imobiliário Imogharb, que prevê um investimento de 500 milhões de euros num empreendimento que inclui um centro comercial, um hotel, habitação e uma zona verde de sete hectares, entre outras valências.

O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira (PUVA) foi esta quinta-feira apresentado aos cidadãos, numa sessão que ocorreu na delegação da Penha da Junta de Freguesia da Sé, com um representante do fundo imobiliário, Carlos Marnoto, e um dos arquitectos autores do projecto, Mário Trindade. Trata-se de um documento cuja elaboração foi contratualizada com o fundo, em colaboração com a Câmara Municipal de Faro, o qual permitirá “a criação de uma nova centralidade urbana e a requalificação da entrada norte” da cidade. “O que fazemos aqui é pegar numa iniciativa privada e ordenar um território mais vasto. O nosso objectivo é planear a cidade. Alguém quer investir? Nós dizemos que sim, mas com regras definidas pela câmara”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário.

Através do empreendimento Porta da Amoreira, vão ser realizadas as várias valências previstas, nomeadamente um centro comercial, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10% a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e comércio e serviços. Tudo isto implicará “o crescimento populacional em cerca de 5000 pessoas e a criação de 5500 postos de trabalho directos”, de acordo com o representante do fundo. O interesse do Imogharb na zona explica-se pelas suas “potencialidades”. “Queremos criar um projecto integrado, que requalifique a área e dinamize o concelho”, sustentou Carlos Marnoto. O centro comercial será um dos projectos mais importantes incluído no projecto global, com a gestão entregue à Dolce Vita. Ocupará 70 mil metros quadrados e acolherá 175 lojas, estimando receber 12 milhões de visitantes/ano.

O Continente será uma das lojas-âncora, obrigando ao fecho do Modelo ali situado. “Basicamente, vai operar-se a trasladação de um lado para o outro”, disse Marnoto. A empresa Dolce Vita diz que o seu conceito passa por envolver-se “com a comunidade local”, assumindo o papel de “motor económico e social da área circundante”, nomeadamente com patrocínio a clubes e eventos e apoios a instituições sociais e de caridade. A unidade hoteleira deverá ocupar uma área de 8 mil m2 e poderá ter cerca de 120 quartos, enquanto o equipamento de saúde, com uma superfície de 25 mil m2, ainda continua por definir se será um hospital privado ou uma clínica médica. Em relação a estas duas valências, “há conversações e protocolos já fechados” para a sua comercialização e gestão, adiantou Marnoto. "Medidas compensatórias" para a comunidade O plano obriga a “medidas compensatórias para a comunidade”, frisou José Apolinário.

A cargo do Imogharb ficarão as acessibilidades (vias internas e rotunda da estrada de ligação à variante norte) e a construção de um parque urbano. Este parque será o “maior espaço verde do concelho”, com uma área aproximada de sete hectares, “praticamente três vezes a Alameda”, sublinhou o autarca. O projecto, de Sidónio Pardal (autor do Parque Urbano do Porto), prevê “uma rede de caminhos que asseguram a circulação funcional dos utentes, com uma paisagem harmonizada em múltiplas clareiras, envolvidas e definidas por encostas densamente arborizadas”.

A autarquia tenciona criar um gabinete de informações dirigido aos habitantes e donos de terrenos incluídos neste plano, para responder às dúvidas, algumas delas explicitadas na sessão de apresentação. O PUVA ainda tem de ser aprovado em reunião de câmara e em sede de assembleia municipal. O fundo Imogharb prevê ter concluída a infra-estruturação dos terrenos em meados de 2010, estimando-se o início da construção para final desse ano. A conclusão total do Porta da Amoreira está prevista para 2013.

Com o Programa do Polis Litoral a dar os primeiros passos, e agora com a apresentação deste novo plano para a zona norte da cidade, não seria oportuno, neste momento, discutir-se a futura localização da linha de caminho de ferro, desanuviando assim a cidade deste laço que a têm estrangulado à décadas?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ria Shopping... A abertura

Foi aberto hoje ao público o novo centro comercial da zona central do Algarve, o Ria Shopping, prometendo, para já fazer em parte, frente ao Fórum Algarve. Há 10 anos atrás nada destes espaços de grande dimensão, aglomerando diversas lojas no interior, coexistia com o comércio local. A verdade é que cada vez mais os pequenos comerciantes sentem dificuldades para acompanhar a cavalgada fulgurante destes espaços congregadores das mais diversas áreas comerciais, que não só dispõem dum stock maior à escolha do cliente como também oferecerem preços mais competitivos, contrastando assim com o Comércio local que para além disso ainda está sistematizado num horário diurno e muitas vezes pouco prático para quem têm um horário laboral similar.

É neste contexto que têm surgido mais espaços desta dimensão no Algarve e no caso concreto do Ria Shopping, nos parece que terá alguns factores positivos face ao Fórum Algarve, dado que se sitia no centro da cidade de Olhão, junto a grandes zonas residenciais, o que por si só beneficia o acesso ao mesmo. Contudo, na minha opinião ficará a perder em todos os outros aspectos, dado que o conjunto de lojas e marcas representadas não supera a oferta que o o Fórum Algarve dispõe, bem como averba uma grande pecha na área de restauração, que para já, está praticamente desactivada, isto numa esplanada que nos muito aberta e que no Inverno, caso mantenha a sua topologia, se revelará fria e ventosa...

Na minha humilde opinião, a própria estrutura do Ria Shopping, em que a lojas estão incorporadas no interior dum edifício base, com corredores no interior fica também àquem do espaço arejado em desenho de praça aberta que proporciona ao visitante um maior contacto com o sol e permite uma circulação mais tranquila pelo centro... Contudo, a quebra será notória em Faro e ainda nem temos o Grand Plaza de Tavira em funcionamento... Aí, por certo a quebra será maior, muito por culpa do mercado espanhol, que assim terá aí uma alternativa mais perto da porta...E na altura, a questão será: Há mercado para três grandes centros comerciais numa faixa de 30 kilómetros?

P.S. - Excelente a ideia do Olhanense, que têm uma loja oficial no interior do Ria Shopping, chegando assim a muita gente e dando uma imagem positiva do Clube ainda que o stand esteja um pouco despido... Fica a ideia para que o nosso Farense faça o mesmo num futuro a médio prazo.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nova E.N. 125 - Projecto para mudar o Algarve...

Lance de estrada que ligará a zona do Escuro (Faro) ao Rio Seco, projecto integrado no consórcio Algarve LitoralFoi apresentado no dia de ontem, com pompa e circunstância, o novo contrato de concessão para requalificação e manutenção da EN 125, a famosa "Avenida do Algarve" que no presente, está na sua globalidade degradada e desajustada à realidade económica e viária que a região algarvia carece. Ontem, no Teatro Municipal de Faro, o primeiro ministro José Sócrates e Mário Lino, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, apontaram o projecto como dinamizador da economia algarvia e catalisador de 7.000 postos de trabalho, conjugando ainda o facto de oferecer maior segurança para os seus utilizadores.
Estou certo de que esta intervenção era precisa à mais tempo, e apesar de não me agradar todo este circo montado acerca do início das obras, vejo nele uma medida acertada. Contudo há dois reparos que não posso deixar passar em claro:

  • Estarei atento à qualidade e métodos envolvidos pela empresa vencedora do concurso, que como se sabe o venceu com um largo benefício económico para o Estado, em relação às outras propostas sobre a mesa. Um tão grande diferencial de preços não é obra do acaso... Mas aguardemos. Para já dou-lhes o benefício da dúvida.
  • Por outro lado, não me sai da cabeça, que logo que a requalificação esteja terminada, o passo mais lógico seja a colocação de Portagens na única Auto Estrada que cobre na globalidade a região, a Via Infante Sagres. Tal situação, terá claros prejuízos para o Algarve, pois entupirá ainda mais a EN125, que mesmo melhorada não dará melhores condições do que agora, se tal situação acontecer... Espero estar enganado, mas esta decisão da colocação de portagens é uma situação mais que certa, mas adiada no tempo, por forma a não criar grandes ondas no contentamento da população...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Justiça "à portuguesa"...

Associação de familiares das vítimas diz-se indignada à mesma
Entre-os-Rios: tribunal diz que custas a cobrar às famílias são de 57 mil euros e não meio milhão


O Tribunal de Castelo de Paiva disse hoje que o valor das custas relativas ao processo da queda da ponte de Entre-os-Rios é de 57 mil euros e não de perto de meio milhão de euros, como tinham referido as famílias das vítimas.

Fonte judicial explicou à Agência Lusa que, desse montante global de 57 mil euros, 53 mil euros reportam-se aos pedidos de indemnização cível, em custas a repartir por mais de cem pessoas. A mesma fonte adiantou que os restantes quatro mil euros são de tributações devidas aos assistentes e arguidos.

Confrontado com a discrepância de números, o presidente da Associação de Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios (AFVTE-R), Horácio Moreira, admitiu que seja esse o valor. "Se o tribunal diz que é esse o valor, eu acredito", afirmou. Questionado porque razão aludiu, ontem, a custas de meio milhão de euros, disse: "Cheguei a esse valor multiplicando os valores relativos das famílias já notificadas". Desvalorizando a diferença entre os números que apresentou e os que o tribunal referiu, Horário Moreira declarou: "Se fossem apenas 10 euros, a indignação era a mesma. Não está em causa o valor, está em causa o princípio". Ainda assim, Horário Moreira disse que toda esta situação podia ter sido evitada se o tribunal tivesse clarificado "em devido tempo" toda esta situação junto da associação de familiares.
Quarta-feira, os familiares das vítimas da tragédia de Entre-os-Rios pediram a intervenção do Presidente da República e do Governo para serem libertados do pagamento de meio milhão de euros de custas no processo-crime relativo à queda da ponte. Horácio Moreira revelou que a responsabilidade pelas custas foi distribuída por cerca de 200 familiares das vítimas, que se constituíram partes no processo de responsabilização criminal pela queda da ponte. Adiantou que, só no seu caso pessoal, as custas importam em cerca de 1900 euros e sustentou que a imputação desta despesa aos familiares é um acto "inconcebível e desumano". "Não só não vimos feita justiça, como fomos os únicos condenados no processo", observou o dirigente associativo, acrescentando que "o sentimento profundo existente em Castelo de Paiva é o de que os únicos condenados são os familiares e as pessoas que passaram no local errado à hora errada".

A antiga Ponte Hintze Ribeiro caiu a 4 de Março de 2001, provocando a morte de 59 pessoas, que seguiam a bordo de um autocarro e dois veículos particulares. Mais de cinco anos depois, em Outubro de 2006, o Tribunal de Castelo de Paiva determinou a absolvição de quatro engenheiros da ex-Junta Autónoma de Estradas e de outros dois de uma empresa projectista, que o Ministério Público responsabilizava pela queda daquela travessia sobre o Douro. Os seis técnicos estavam acusados dos crimes de negligência e violação das regras técnicas, mas o tribunal entendeu que na altura das inspecções realizadas pela ex-Junta Autónoma de Estradas à ponte não havia ainda regras técnicas que enquadrassem a actuação dos peritos. "Facilmente se conclui que os arguidos não praticaram os crimes de que vinham acusados, impondo-se a sua absolvição", sentenciou o colectivo de juízes.
Não me interessa se nos outros países a justiça é melhor que a nossa, porque não seria isso que me serviria de consolação... O que me choca neste caso, é que, além de não se fazer justiça, o Tribunal de Castelo de Paiva, têm o desplante de cobrar os custos do processo aos principais lesados do que sucedeu. Tudo o que se possa dizer, será "chover no molhado" mas não sendo alguma pessoa tida como culpada, decerto a entidade responsável pela manutenção da ponte, e que têm a seu cargo decidir sobre a sua abertura ao público, deveria ser arrolada no processo, acarretando as indemnizações devidas ao familiares, o que não atenuaria o seu sofrimento, mas seria também uma forma de custear algumas das perdas decorrentes da situação. Perante o facto da abertura da via ao público, estávamos perante um caso de negligência por parte do responsável da ponte, e, que eu saiba, negligência é crime à luz do Código Penal que rege o nosso País. Cavaco foi chamado a intervir e eu só espero amnistia para os familiares! É o mínimo!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Macário promete estradas novas para Faro

O candidato do PSD à câmara de Faro, Macário Correia, prometeu à agência Lusa requalificar as quatro estradas de acesso à capital do Algarve.

Em declarações à Lusa, Macário Correia afirmou que "Faro recebe os seus visitantes, essencialmente por quatro portas (Patacão, Rio Seco, Chelote e Penha)" e essas "entradas revelam anos de abandono, de desleixo, de ausência de planificação e de determinação".
"A primeira tem alguns arranjos positivos, ainda que incompletos e carentes de uma qualidade mais cuidada. As outras três são muito pobres e com um aspecto confrangedor para quem recebe milhares de pessoas por dia e dá assim sinais de pouca consideração por elas", afirmou o candidato social-democrata.
O ainda presidente da câmara de Tavira garante que "é possível fazer melhor e até gastar pouco dinheiro público" e defende que "a solução passa por lançar rapidamente concursos de ideias, com vista à requalificação global das entradas".
"No seguimento das próximas eleições autárquicas, este processo será prioritário", prometeu Macário Correia, para quem "a execução das obras preconizadas nesses projectos podem, em boa parte, ser apoiadas em donativos privados de empresas que gostem de se associar a imagens agradáveis e positivas".
O candidato social-democrata, que vai concorrer contra o actual presidente, o socialista José Apolinário, pretende assim "a remoção da excessiva quantidade de painéis", a "limpeza de muros", a "criação de espaços verdes ordenados", de "bermas cuidadas" e a criação de uma "nova solução para a fluidez viária de Vale de Amoreira/Nacional 2".
A "Retirada de construções abarracadas" ou a "requalificação de sinalética informativa e direccional" são outros dos objectivos da requalificação dos acessos a Faro preconizada por Macário Correia, informa o despacho da agência noticiosa.
"O dinheiro público não abunda, mas as cedências e compensações urbanísticas dos loteamentos confinantes, que deste modo saem valorizados, e os donativos atrás referidos são grande parte da solução", concluiu.

Ideias têm Macário, mas como todos os políticos da nossa praça, só acredito quando ver a obra feita. De facto as entradas da cidade citadas no artigo, à excepção do Patacão, são vergonhosas e indignas duma capital de distrito, juntando também a essas a entrada da Lejana. Arrisco me a dizer que a maior parte das cidades algarvias têm um conjunto de entradas nos seus núcleos, com melhores condições, mas Faro, a capital, continua parada no tempo...

domingo, 12 de abril de 2009

Tantas cadeiras vazias para comemorar o pódio de Filipe Albuquerque...

A A1GP passou neste fim de semana por Portugal, mais concretamente pelo novissímo Autódromo Internacional do Algarve. Esta competição, desenhada e comandada pelo luso-sul africano Tony Teixeira, que aliás até já anunciou a construção dos monolugares da A1GP junto do dito autódromo, é neste momento a antecâmara da F1, e pelo que nos pareceu, será no futuro uma competição cada vez mais interessante de seguir, fruto das regras inovadoras e do conceito que é adoptado, por forma a aumentar a competitividade das equipas. Estando os monolugares das 23 formações, equipadas com o mesmo modelo de motor, tudo o que poderá desequilibrar, será sempre através da mais valia do staff de apoio e do próprio piloto.

Hoje, Filipe Albuquerque, o piloto que representa Portugal na prova acabou por conseguir dois resultados meritórios, primeiro chegando ao terceiro lugar na sprint race e depois sendo mesmo segundo na feature race, após a penalização da equipa irlandesa. Terminada a prova era tempo de comemoração, mas o conimbricense, depois de tanto esforço coroado com glória, apenas viu nas bancadas não mais que 10 mil pessoas, num circuito que pode albergar até 80 mil espectadores... Quando colocámos o dedo na ferida neste post, sabíamos do que falávamos, e embora o importante nestas provas, seja principalmente o impacto financeiro gerado pela transmissão televisiva, decerto não será este o argumento desejado pelos organizadores, quando a A1GP têm nesta época um média de 62.500 espectadores por corrida...

sábado, 4 de abril de 2009

Estádio de São Luís no mercado a partir de segunda-feira

O Estádio de São Luís vai voltar a estar a leilão a partir de segunda-feira. À segunda tentativa, o clube farense, que faz depender da venda do imóvel o seu futuro, oferece uma área comercial bem maior do que da primeira vez em que colocou o estádio no mercado.

Além de ver a área de construção autorizada pela Câmara aumentar - área total de construção passou dos 35 para mais de 44 mil metros quadrados - o clube de Faro também associou novas parcelas ao concurso, uma delas cedida pela autarquia. Assim, além do estádio em si, estão igualmente à venda a parte do ginásio sede que albergava o consultório do médico Veloso Gomes e garagens e o passeio junto à fachada do estádio que dá para a Ermida de São Luís, no largo com o mesmo nome.

Recentemente, a volumetria de construção naquele terreno foi alterada pela autarquia. Agora, em vez dos três mil metros quadrados originalmente destinados a comércio, está prevista uma zona dedicada a «comércio, serviços, escritórios e lazer» de 20.769 metros quadrados, revelou sexta-feira ao final da tarde o presidente do Farense Gomes Ferreira. Em compensação, a área destinada à habitação diminui, bem como o número máximo de fogos permitidos. Quem comprar o terreno do São luís compra igualmente direitos de construção de 23.866 metros quadrados, com um limite máximo de 216 fogos. Ao nível do estacionamento, poderá ser construída uma unidade subterrânea com uma área total de 25.400 metros quadrados.

Os interessados em apresentar uma proposta para a compra do estádio terão de levantar a documentação com todas a s informações necessárias na sede do Sporting Clube Farense, pelo preço de 300 euros. A base de licitação é de 15 milhões de euros. A partir daí, podem licitar, desde que o façam «em carta fechada e lacrada», dirigida ao presidente da comissão encarregue da venda do São Luís Aníbal Guerreiro.

Estas propostas podem ser enviadas até dia 4 de Maio. No dia a seguir, 5 de Maio, às 18 horas, serão abertas todas as propostas, numa sessão que decorrerá na sede do clube e onde todos os licitadores deverão marcar presença. Aqui, «será aberta nova licitação entre os autores das três melhores propostas» e vendido o Estádio a quem der o valor mais elevado neste novo leilão. Caso não seja ultrapassado o valor da melhor licitação selada, será o autor desta última a ficar com o estádio.

Assim que a venda seja adjudicada, o comprador terá de pagar à cabeça 5 por cento do valor total da proposta. Os restantes pagamentos ficarão estipulados num contrato de promessa de compra e venda a ser acordado por ambas as partes.

Caso consiga vender o imóvel, algo que Gomes Ferreira garantiu ter esperança de que venha a acontecer, o Farense vai avançar para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação que encetou para pagar as suas dívidas. O valor destas ainda não foi totalmente apurado, pois «há que ter em conta os juros e eventuais perdões». Ou seja, só mesmo na hora de assinar a acta é que se saberá. «Queremos resolver o nosso passado e projectar o futuro», garantiu o presidente do Farense.
Parece que finalmente o negócio estará bem encaminhado, mas ainda aguardo com expectativa a resolução da situação com o Pingo Doce, para a qual ainda foi adiantada nenhuma informação ofcial. Não há dúvida que as condições de negócio são atractivas para os eventuais interessados, mas no meio disto tudo, a a prudência e capacidade negocial serão essenciais. para mim o negócio só estará "fechado", com a totalidade do dinheiro na conta.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Faro: José Sócrates inaugurou Loja do Cidadão

Obra elogiada como "exemplo" para a administração pública

A Loja do Cidadão (LC) de Faro, a primeira no Algarve, foi inaugurada esta sexta-feira pelo primeiro-ministro José Sócrates, que a considerou um “exemplo” de uma administração pública “que puxa pelo país”. O governante chefiou uma extensa comitiva que incluiu ainda o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, a secretária de Estado da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, e o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, José Magalhães.

A obra, que custou três milhões de euros, é o “último grito em matéria de lojas do cidadão”, assim a caracterizou o ministro Pedro Silva Pereira, encontrando-se localizada no primeiro andar do Mercado Municipal de Faro. Sócrates considerou a Loja do Cidadão de Faro como “a mais moderna, a mais progressista e a mais avançada” de todas as que existem no país, elogiando o “empenho” da câmara de Faro na questão da localização. “Justamente no centro da cidade, o que tem tudo que ver com uma nova lógica de administração pública, mais próxima dos cidadãos”, acrescentou o primeiro-ministro. O responsável vê nesta loja “um exemplo” para a ambição de ter uma administração pública “que puxa pelo país” e “na linha da frente em termos de modernização tecnológica”, permitindo “reduzir os custos administrativos”.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, destacou o facto de a loja estar situada no “coração da cidade, em pleno centro”, considerando estar cumprido um dos seus objectivos de campanha. “Foi uma decisão estratégica para o futuro da cidade. Permite viabilizar o mercado municipal e trazer mais gente ao centro, servindo a região e afirmando Faro como capital de serviços”, frisou. 2100 metros quadrados de serviços Representando um investimento de três milhões de euros, a Loja do Cidadão de Faro, de segunda geração, ocupa uma área superior a 2100 m2 e vai ter balcões especializados do Instituto dos Registos e Notariado, Instituto da Segurança Social, Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, Administração Regional de Saúde do Algarve, entre outros.

O equipamento dispõe ainda de um balcão multiserviços, uma das valias das lojas mais avançadas, que permite levar aos cidadãos diversos serviços de vários outros organismos não representados no edifício. Trata-se, também, da primeira LC a integrar uma extensão do Centro Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI), permitindo à população imigrante residente no Algarve dispor de auxílio para o seu processo de integração.

A loja funcionará de segunda a sexta-feira entre as 8:30 e as 19:00 horas, e ao sábado, das 9:00 às 13:00 horas. O governo tenciona abrir mais 30 lojas pelo país, duas das quais em Portimão e Tavira, num “momento de expansão ambicioso”, disse Silva Pereira. O investimento total ronda os 35 milhões de euros.

Bem, ao menos nisto estamos na vanguarda...

terça-feira, 31 de março de 2009

José Apolinário propõe construção da loja IKEA a Sul do Estádio Algarve

O presidente da Câmara de Faro (PS) defendeu hoje a futura loja da cadeia IKEA, prevista para abrir até 2015, deve ficar localizada a sul do Parque das Cidades, terreno da Associação de Municípios Loulé/Faro.

"Vemos com melhores olhos o IKEA a sul do Estádio Algarve, um terreno propriedade de Faro e Loulé, e que permitirá fazer algum encaixe financeiro para ajudar nos encargos à empresa que gere o Estádio Algarve", disse à Lusa José Apolinário.

A Sociedade de Concepção, Execução e Gestão Parque das Cidades, empresa municipal de Faro/Loulé e que gere o Estádio Algarve, registou um prejuízo de 939 mil euros em 2007 e fechou o ano de 2008 com um saldo negativo.

Em 2007, a empresa municipal gastou cerca de 125,9 mil euros em "conservação e manutenção de bens" e 708,8 mil euros em vigilância e segurança.

Num relatório de actividades a que a Lusa teve acesso, as dívidas de curto prazo da empresa atingiram o montante de 429 mil euros em 2007, e as dívidas de médio e longo prazo são de 20,4 milhões de euros.

A instalação da loja sueca IKEA já está envolta em polémica, pois o município de Loulé prefere que a localização da grande superfície seja a Norte do Estádio Algarve.

O autarca de Loulé Seruca Emídio adiantou recentemente ao jornal diário Correio da Manhã que a localização do IKEA não é o "factor mais importante" mas "queremos é que fique no concelho" de Loulé.

A intenção do IKEA é que a loja do Algarve fique localizada junto de boas acessibilidades, nomeadamente perto da Via Infante de Sagres (A22) e Aeroporto Internacional de Faro.

Em declarações à Lusa, fonte ligada ao IKEA referiu que as intenções de abrir uma loja no Algarve são uma realidade, mas a localização ainda "está a ser estudada".

O investimento na loja do Algarve será semelhante aos investimentos das outras lojas já construídas, cerca de "60 milhões de euros", e até 2015 deverá abrir uma loja no Algarve.

A cadeia sueca IKEA tem uma loja em Alfragide (Lisboa) e abriu a 31 de Julho de 2007 a segunda loja em Portugal, na localidade de Matosinhos, onde investiu mais de 60 milhões de euros, estimando abrir no primeiro semestre de 2010 a loja de Loures (Lisboa).

Até 2015, o grupo IKEA estima investir em Portugal cerca de 700 milhões de euros com a abertura de sete espaços, incluindo Alfragide e Matosinhos.

In Barlavento Online

Interessante esta troca de opiniões quanto à localização do IKEA no Parque das Cidades... Cada um dos presidentes de Câmara "puxa a brasa à sua sardinha", nem que seja para aproximar mais uns metros das suas cidades a localização deste estabelecimento comercial. A titulo de curiosidade, o Estádio Algarve não custou mais de 40 milhões de euros e só a loja IKEA deverá custar 60 milhões... Incrível e mais um facto que comprova a grandiosidade da obra que deverá ser implantada naquele espaço. Eu estou absloutamente a favor, embora muitos já se tenham manifestado contra...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Exclusivo Observatório do Algarve - Farense avança com mega-projecto

Área comercial no São Luís quadriplica para 20 mil metros quadrados e a proposta parece agora irresistível: quem tiver 15 milhões, leva o Estádio.
Uma área comercial equivalente a dois campos de futebol. É esta a proposta do Sporting Clube Farense para os potenciais compradores, que da última vez acabaram por deixar deserto o concurso para a compra do Estádio, ainda que por razões diferentes

Desta vez, no entanto, o clube está apostado em ‘contornar’ o obstáculo da crise financeira apontando a mira a eventuais grupos económicos promotores de grandes superfícies comerciais.
O clube 'oferece' agora nada menos do que 20 mil metros quadrados de área comercial, o equivalente a dois campos de futebol, dispersos por rés-do-chão e cave, contra os 5 mil m2 possíveis no projecto anterior
.
Tudo, praticamente pelo mesmo preço: 15 milhões de euros, soube o Observatório do Algarve junto de fonte ligada ao processo.
A mesma fonte estima que, para construir o complexo comercial e habitacional será necessário um investimento de 70 milhões de Euros, mas essas contas "só surgem numa segunda fase, depois de se adquirir o terreno".

Autarquia facilita aumento de área comercial
A alteração só foi possível a 26 de Fevereiro deste ano, após aprovação em reunião ordinária da Câmara Municipal de Faro às alterações ao pedido de informação prévia (PIP), interposto pelo clube farense.
Ao aumentar a área comercial, a autarquia acaba por facilitar a possibilidade de instalação de uma ou mais grandes superfícies, disponibilizando agora, a juntar aos 15 mil metros ‘encontrados’ dentro dos terrenos do clube, outros 5 mil na ala sul do Estádio, junto à Igreja de São Luís.
Com a aprovação das mudanças no PIP, a Câmara - que tinha aprovado o projecto inicial a 13 de Setembro de 2007 - cede actualmente outros 3 mil metros para habitação, que poderão ser distribuídos em construção em altura (estão previstos 5 pisos) ou na mesma área, ou na ala norte, onde se encontra o consultório desactivado do médico Veloso Gomes.
De resto, o projecto aproveitou também os anteriores avales da FAGAR e do Instituto Português do Património Arquitectónico, ambos de 2006.

O parecer do IPPAR foi favorável - parte do projecto encontra-se em área de protecção do Cemitério Judeu de Faro - mas condicionado no que toca à altura e volumetria e impondo métrica, materiais e cores tradicionais, ainda que “aceitando a sua reinterpretação numa proposta de carácter mais moderno”.

O novo projecto permitido ao clube prevê agora a construção de 208 fogos – antes eram 264 - numa área residencial total de 20 809 m2 e integra 700 lugares de estacionamento, repartidos por dois pisos subterrâneos (subcaves 1 e 2).
Estão ainda previstos perto de 5 mil metros quadrados de zona classificada como "de lazer, comércio e serviços" e 1300 m2 de praça pedonal (ver imagens).

Nova praça em Abril
O novo concurso, com base de licitação de 15 milhões de euros, deverá ser lançado no início de Abril.

O Farense espera desta vez conseguir concretizar o negócio que lhe permita pagar as dívidas ao Fisco e Segurança Social, bem como alguma massa salarial em atraso aos funcionários do clube.
Por Conceição Branco e Mário Lino In Observatório do Algarve

segunda-feira, 23 de março de 2009

Corropio no Estádio Algarve já começou...

Imagem das obras iniciadas ontem no Estádio Algarve, com vista a recondicionar o palco para as Super Especiais do Vodafone Rally de Portugal'09

quinta-feira, 19 de março de 2009

Uma "EcoFantochada"...

Até o mais distraído peão ou condutor têm verificado nos últimos meses, que foram marcados a traço azul muitos dos troços do litoral algarvio, muitas vezes sobrepondo a marcação anterior a branco ou mesmo paralelo às mesmas nalguns casos, com desenhos de bicicletas em branco nas ruas circundantes... Se muitos repararam nisto, poucos saberão que tudo isto se deve a um projecto liderado pela AMAL (Associação Metropolitana do Algarve), a designada Ecovia do Litoral Algarvio, que se estende num franja 214km entre Sagres e Vila Real de Santo António, a qual está orçada em três milhões de euros, tendo a empreitada sido co-financiada por fundos nacionais e comunitários, através do Programa Operacional para o Algarve, do Programa Transfronteiriço Interreg e do Programa Investimentos Públicos de Interesse Turístico para o Algarve (PIPITAL). Pois bem, visitando a página oficial deste projecto, descobrimos que o objectivo desta iniciativa passa por:
  • Dotar a região de uma infra-estrutura de qualidade;
  • Colocar o Algarve no mapa das Vias Verdes Europeias;
  • Criar uma infra-estrutura com a capacidade de incrementar de forma ambientalmente sustentável a fruição do território;
  • Aumentar a qualidade e a intensidade de circulação não-motorizada entre núcleos urbanos.

A questão é que no Concelho de Faro, no qual temos uma maior percepção do que foi feito, a Ecovia "pura e dura" se resume a uns míseros kilómetros na zona das Gambelas/Pontal, e quiçá entre o Sitio dos Virgílios e Olhão, tendo o resto da dita Ecovia, se resumido aos famosos traços azuis nas vias, mas sem qualquer piso específico ou separador, tanto da nossa cidade como em zonas onde o tráfego automóvel abunda, como no troço de ligação entre o Montenegro e a Universidade do Algarve... Ou seja, a famosa Ecovia, que se quer englobada nas "Vias Verdes Europeias" permitindo ao ciclista melhores condições de tráfego, é uma autêntica ilusão, perguntando-se como se podem lançar notícias light como esta... Os "ditos" três milhões de euros, repartidos por os 16 concelhos do Algarve, em Faro serviram para??? Marcação de estradas e colocação de algumas tabuletas indentificativas, juntando assim tudo no mesmo "bolo" dos tais 214 km's, quando apenas uma pequena percentagem é na verdadeira acepção da palavra "Ecovia"?