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domingo, 11 de outubro de 2009

Faro vai mudar para melhor !?

Faro, concelho desde à muito, tradicionalmente de esquerda moderada, voltou a virar à direita, com a vitória à negra de Macário Correia, actual presidente da Área Metropolitana do Algarve.

Estes 130 votos de diferença, conferem à coligação "Faro está Primeiro" uma vitória saborosa mas mais sofrida que o previsto inicialmente.

Não obstante, a maioria de vereadores obtida pela coligação confere uma maior tranquilidade na gestão da autarquia, destacando-se pela negativa a prestação de José Vitorino, cada vez mais esgotado no plano político regional, e também do Bloco de Esquerda, que assim demonstra que ainda não é o tal partido de âmbito nacional, vivendo sobretudo à base da imagem do seu líder e de mais duas ou três personalidades com grande dinâmica oratória.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Nova Variante de Faro concluída em 15 meses

As obras de requalificação da EN 125 já foram adjudicadas e têm um prazo limite de 48 meses. Variante Norte Faro está incluída no lote.

A construção da Variante Norte de Faro já tem data limite definida: 15 meses. A obra faz parte de um conjunto de requalificações da EN 125 que têm um custo de 399 milhões de euros que foram adjudicadas a um consórcio de cinco empresas (Edifer, Iridium, Dragados, Tecnovia e Conduril).

“Esta obra é fundamental para o desenvolvimento de Faro, que é conhecido por ter alguns problemas de acessibilidades. Por dia, passam por Faro cerca de 60 mil carros e esta obra vem descongestionar grande parte do fluxo dentro da cidade”, diz José Apolinário e lança um pedido às entidades que realizam as obras: “Sejam rápidos para que até ao Verão de 2011 os acessos estejam feitos”.

Segundo José Apolinário, a variante, a construir perto da rotunda da BP - sentido Faro-Olhão - entre outras valências, vai reduzir o tempo de chegada ao aeroporto da zona nascente da cidade para cerca de cinco minutos.
Estas obras vão englobar 14 concelhos do Algarve e abrangem 400 mil habitantes num lanço de 187 quilómetros (157,7 quilómetros de requalificação acrescidos de 29,5 quilómetros de nova construção). A data de conclusão das obras é de 48 meses.

O Governo estima que a sinistralidade seja reduzida em 35 por cento (em dez anos morreram 290 pessoas).
“É a primeira vez que a EN 125 será alvo de uma requalificação a sério, sem intervenções pontuais”, avança o primeiro-ministro José Sócrates na cerimónia que marcou o início das obras, esta tarde, em Faro.
O Algarve vai ter uma estrada mais bonita, com menos publicidade nas bermas. Naquela que é a região por excelência do turismo do País, temos de ter uma estrada que puxe o turismo e a economia, mas também que salve vidas”.


Caro engenheiro, em época de eleições, até lhe fica mal vir apregoar que a EN 125 vai ficar com menos publicidade nas bermas, devido a esta grande obra em benefício do Algarve... E já nem falo da jogada da apresentação da segunda fase da variante a Faro... Daqui a 15 meses falamos!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

FARO: Variante Norte depende de expropriação ou negociação

José Apolinário, fez um apelo público aós proprietários para “serem cooperantes com obra de grande importância para a cidade e Algarve”. Trabalhos vão começar em terrenos do município.

O Município de Faro reuniu hoje com o consórcio que irá executar as obras da variante Norte a Faro, tendo o plano de trabalhos sido apresentado.

Segundo o autarca, “foi pedida a colaboração da Câmara Municipal de Faro para contactar os proprietários para um entendimento por via privada e não por expropriação pública. Se os terrenos forem obtidos por via privada, as obras começarão mais cedo. Da parte do consórcio há condições para começar amanhã, mas tudo depende dos proprietários”.
As Estradas de Portugal vão, entretanto, “desencadear o lançamento da declaração de utilidade pública para poder intervir no caso de não haver entendimento com os proprietários dos terrenos”, salientou.

Obra começa em terrenos públicos
José Apolinário referiu ainda que a Câmara Municipal irá disponibilizar terrenos públicos para que "a obra possa começar tão cedo quanto possível nestes terrenos". A expectativa é que haja "condições para anunciar formalmente a data de início das obras no decorrer da próxima semana".
Os trabalhos estão orçamentados em 18 milhões de euros, e vão permitir a retirada de trânsito do centro da cidade (mais de 25 mil veículos por dia) e colocar a zona nascente da cidade (Bom João) a 10 minutos do Aeroporto.
Vão ainda ser alvo de requalificação os acessos na ligação a Olhão, à Via do Infante e ao Montenegro.

José Apolinário sublinhou a importância desta obra, considerando os condicionamentos da cidade em termos de acessibilidades. “Este é um processo que está em condições de avançar, quer em termos de avaliação de impacte ambiental, quer em termos de financiamento”, disse.
Este é o culminar de um longo processo administrativo e político, iniciado em 1999.

Recorde-se entretanto que a conclusão da variante até ao Rio Seco, que obrigará ao realinhamento da zona, devido ao leito de cheia, permitirá descongestionar o trafégo em cerca de 60 a 70 mil viaturas que entram em Faro diariamente, muitas delas rumo a outras direcções.
A obra será complementada com a evolução da 3.ª Circular, que fará a ligação entre as Pontes de Marchil, Lejana, Vale da Amoreira, Penha e a rotunda da Avenida Cidade de Hayward, interceptando a norte do complexo desportivo a variante a Faro.
Prevê-se ainda a implantação de um Sistema de Controlo e Gestão Dinâmica de Tráfego – de forma a regular automaticamente a semaforização em função dos volumes de tráfego, limitando as velocidades e minimizando os tempos de espera dos veículos entre o nó de São João da Venda e Faro e entre Faro e Olhão.

Rui Sousa, engenheiro responsável pelo consórcio, manifestou a disponibilização para o recomeço das obras da variante, que já tem um torço executado, pretendendo-se que estas tenham início a curto prazo, "ainda no decurso deste final de Agosto ou início de Setembro", referiu.

Parece-me no mínimo estranho a questão da construção da 2ª fase da variante a Faro, que é referida por José Apolinário ínumeras vezes em debates e apresentações públicas. Esta situação, que ainda não teve ínício no terreno apesar de já estar atrasada nos prazos estabelecidos, têm agora previsto o começo de obras ainda em Agosto, ou, o mais tardar em Setembro, quando na verdade, ainda ninguém formalizou contactos com os proprietários dos terrenos por onde esta estrada vai passar... Ou seja, ou a CMF têm uma grande área de terrenos públicos onde a estrada irá passar, ou então, me parece os trabalhos iniciar-se-ão dispersamente e em fraca intensidade, com o objectivo puro e simples de se iniciar algo, como arma de arremesso eleitoral, quando sabemos que as Autárquicas terão o dia D a 11 de Outubro, poucas semanas depois desse facto...
Estarei errado?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Frases...

"Das cerca de 120 ou 130 propostas que fizemos em 2005, 72 por cento estão cumpridas - oito por cento estão assim-assim e só 20 por cento não foram cumpridas"

- por José Apolinário no Jornal O Algarve, 06/08/2009


Ou seja, assim se explica o aumento de competitivadade a todos os níveis, de Faro em relação aos outros concelhos do Algarve...

terça-feira, 30 de junho de 2009

FARO: Macário 'fecha torneira', Apolinário justifica com educação

Se Macário Correia ganhar, pessoas que se reformarem da Câmara não vão ser substituídas. Já José Apolinário justifica aumento de funcionários com área da educação.
"Não vou colocar mais pessoas no quadro da Câmara de Faro. Não podemos aumentar a despesa corrente e por isso não vamos substituir as pessoas que se reformarem", admitiu Macário Correia, perante um cenário de eventual conquista da Câmara Municipal de Faro e falando sobre as questões do desemprego na capital algarvia no frente-a-frente de ontem à noite, promovido pelo Observatório do Algarve.

Num debate quente - não só pelas ideias, como pela insuficiência do ar condicionado para 'arrefecer' perto de 250 pessoas que se deslocaram à Penha para assistir in loco ao debate - Apolinário e Macário esgrimiram posições tanto sobre Tavira como sobre Faro, entre elas o tema do momento, o desemprego.

Apolinário insistiu que Faro foi dos concelhos em que menos se notou o aumento, acenando por contrapartida com o caso de Tavira. Macário justificou a realidade com o facto de Faro ser uma capital administrativa (com mais função pública) e por isso mais imune ao desemprego em sectores privados da economia.

Macário garantiu, ainda assim, que como parte de um plano de saneamento financeiro para a Câmara, não admitirá - caso vença as eleições - mais pessoas para o quadro fixo de pessoal, criticando Apolinário pelo aumento de pessoas e, consequentemente, de despesa corrente.

O presidente socialista justificou o aumento com as actividades extra-currriculares nas escolas, em que os professores são contratados pela autarquia, garantindo que o mesmo se passa em todas as câmaras municipais, a nível nacional.
O debate, que se 'debateu' com problemas técnicos na transmissão em directo (por razões alheias ao OdA só foi possível acompanhar a partir da segunda parte), proporcionada pela Digitalmaistv, foi seguido na Universidade por mais de 250 pessoas, que não conseguiram todas lugar sentado no Auditório da Escola Superior de Gestão Hotelaria e Turismo (ESGHT).

Muitas delas seguiram o encontro no hall, através de um televisor especialmente montado pela Ualg para o efeito, e mais de um milhar em simultâneo tentou fazê-lo através do site do OdA. A débil rede da Universidade e problemas no servidor da digitalmaistv - devido à sobrecarga de acessos - fizeram com que só a partir da segunda parte fosse possível acompanhar em directo em casa o debate, numa iniciativa pioneira - e totalmente gratuita - do Observatório do Algarve e da Digitalmaistv, empresa do grupo Publirádio.

Ainda assim, durante o dia de hoje e logo que tecnicamente possível, disponibilizaremos aos leitores do OdA o debate na íntegra, em diferido.
Debate animado 'esbateu' diferenças
Durante o encontro, o candidato do PSD a Faro disse querer projectar a capital e promover maior articulação com Olhão e Loulé, enquanto o candidato do PS renegou protagonismos e insistiu numa forte política social e de criação de emprego.

Estas são algumas das linhas estratégicas dos dois dos candidatos à Câmara de Faro, Macário Correia (PSD), líder da coligação "Faro com Macário" e José Apolinário (PS), actual presidente do executivo, no debate organizado pelo Observatório do Algarve e moderado por Conceição Branco, directora do OdA e Idálio Revez, correspondente do jornal Público no Algarve.

Em cima da mesa, estiveram a situação financeira da autarquia, os vectores do Programa Polis Ria Formosa e a questão das acessibilidades à cidade, entre outros temas.

Num debate em que surpreendentemente José Apolinário entrou 'ao ataque', Macário Correia reafirmou que Faro perdeu a "capitalidade" e prometeu projectar o concelho internacionalmente, tirando-o do "marasmo" em que diz ter mergulhado.
Para isso, defendeu um plano conjunto entre Faro, Olhão e Loulé - uma espécie de plataforma do Algarve Central, onde se concentram 200 mil habitantes -, já que Faro por si só, diz, não conseguirá afirmar-se.
José Apolinário, por seu turno, prometeu centrar a sua política nas pessoas e insistir num programa cujos pontos fortes são a área social e a criação de emprego, rejeitando uma lógica de "protagonismo".

Enquanto Macário Correia garante que os eventos e infra-estruturas da cidade estão "aquém" de outros concelhos algarvios, Apolinário afirma que o que o move é o "serviço público" e não "saber quem faz mais festas".

Um dos principais temas em debate foi a situação financeira da Câmara de Faro, já que segundo o candidato do PSD a dívida da autarquia se cifra em 82 milhões de euros, valor refutado pelo PS, que diz que a dívida não chega aos 62 milhões de euros.
Segundo Macário Correia, no mandato de José Apolinário a despesa corrente da autarquia aumentou e houve pouco investimento para o futuro da cidade, o que, assume, faz de Faro um "mau exemplo" em matéria de finanças.
De acordo com José Apolinário, houve durante o seu mandato uma garantia de investimento público na ordem dos 250 milhões de euros e o relançamento de projectos que estavam há muitos anos na gaveta.
O socialista defendeu como forma de antecipar receitas para o município a criação de um Fundo Imobiliário que responda às necessidades da autarquia sem ter que se aumentar os impostos locais.

No que respeita ao Programa Polis da Ria Formosa, a concretizar até 2012 e que envolve um orçamento total de 87 milhões de euros a investir em quatro concelhos algarvios, os dois candidatos parecem também não ter a mesma visão.
Enquanto Macário Correia considera que há demolições têm obrigatoriamente que ser feitas, sobretudo nos extremos da Praia de Faro, Apolinário diz quer mais importante que a questão das casas é a "qualidade de vida" das populações e a preservação dos núcleos históricos, assumindo ainda assim a necessidade de demolições nas 'franjas' da Ilha.
Em matéria de acessibilidades, Macário Correia defende a criação de uma Autoridade Regional de Transportes, uma maior articulação entre os diversos meios de transporte e a urgência numa ligação ferroviária a Espanha.
José Apolinário considera, por seu turno, que a questão central e estratégica nesta matéria é a ligação através de um metro de superfície entre o aeroporto, a universidade e o Parque das Cidades, entre Faro e Loulé.

Tecnologia não ajudou, mas debate foi positivo
Questionado pelo Observatório do Algarve, José dos Santos Lopes, director da Digitalmaistv, afirmou que o debate foi positivo: "Isto mexe com as pessoas, mobiliza-as para aquilo que lhes interessa, apesar dos problemas técnicos que tivemos devido à enorme afluência de pessoas e a alguma falta de apoio da Universidade", disse, após ter tornado possível a emissão do primeiro debate político regional em directo, moderado por jornalistas, via internet.
Também Pedro Duarte, director da RUA FM, que fez a transmissão integral do frente-a-frente na rádio (e na internet), se dava por satisfeito: "O dia de amanhã (hoje) é que vai marcar. Se o debate entrar nas conversas de café é importante porque isso significa que o nosso trabalho - e o vosso, do Observatório - foi bem feito", conclui.
*com Lusa

Assisti ao debate via RUA FM e na parte final consegui aceder via net, ao site da Digital Mais TV, e foi para mim uma surpresa a postura de José Apolinário, literalmente ao ataque, confrontando muitas vezes Macário Correia com situações no concelho de Tavira, enquanto o candidato do PSD, depois de tanto alarido e apresentações de projectos na comunicação social, nada trouxe de novo aos farenses, relativamente às suas últimas intervenções. Tal facto, não significa que Apolinário tenha vencido o debate, que na minha opinião foi algo agitado e não muito esclarecedor, perante tantas situações a que os intervenientes não responderam de forma clara, muitas vezes atacando-se mutuamente... Nota negativa para a postura do público, muitas vezes menos comportado do que num jogo de futebol, e também para alguma parcialidade no que toca à moderadora, muito rígida com Macário Correia. É pelo menos a minha opinião...

domingo, 21 de junho de 2009

Para a próxima, vêm mais cedo...


Ao que consta, Manuel Pinho, o mentor do Allgarve e um dos ministros mais optimistas do Governo Rosa, é também useiro em atrasar-se cerimónias públicas... A novidade é que desta vez José Apolinário não foi de promessas, e cumpriu logo!! Porque o estômago está primeiro!!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Apolinário diz que fez tudo para salvar o Farense

Em declarações ao Observatório do Algarve, o presidente da Câmara de Faro diz ter feito o que podia para salvar o clube.

Presente na Assembleia Geral do Clube, que decidiu pela convocação de eleições gerais para 8 de Julho, na sequência do falhanço da venda do Estádio de São Luís, o presidente da Câmara de Faro não hesita: "A Câmara fez tudo o que estava ao seu alcance e garantiu o património do Farense", adiantou, sem querer especificar de que forma.

José Apolinário enalteceu o papel da Comissão de Venda agora cessante: "A Comissão procurou por sempre em primeiro lugar os interesses do Farense e merecem o nosso elogio por não terem aceitado vender o Estádio a um preço inferior ao valor de mercado", acrescentou.

Alvo de algumas críticas 'surdas' no clube, por alegada falta de empenho na resolução das dificuldades graves que o Farense atravessa. Uma das críticas prende-se com o anúncio recente de um grande empreendimento comercial para o Vale da Amoreira, o que poderá ter inibido o interesse de outros grupos para a compra do São Luís, temendo-se já a eventual sobrecarga de espaços comerciais de grande dimensão na capital algarvia.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Apolinário afasta cenário de coligação (mas essa pode ser a sua salvação!)

O candidato do PS à Câmara de Faro José Apolinário continua a afastar para já cenários de coligações à esquerda, mas admite que empenhar-se em ouvir os vários sectores de Faro que levantaram um "cartão amarelo" aos socialistas nas últimas eleições europeias.

Em declarações à Agência Lusa, José Apolinário sustenta que, face aos resultados das últimas eleições europeias, está "empenhado em ouvir os sectores em Faro que apresentaram cartão amarelo ao PS"."A nossa orientação continua a ser um projecto único enquanto força política, mas o resultado das europeias no domingo passado veio-nos confrontar com alguns cartões amarelos ao PS quer pela abstenção, quer pelo Bloco de Esquerda", admitiu o socialista Apolinário.

Questionado a reagir à coligação de direita aprovada esta madrugada pelo PSD para a Câmara de Faro, Apolinário comenta que a "grande coligação de direita visa pôr em causa e atacar a matriz de esquerda democrática que a Câmara de Faro tem assumido nestes últimos três anos e meio de mandato"."Continuamos a ser a principal força para afastar da Câmara de Faro a grande coligação de direita", defende José Apolinário, apontando, a título de exemplo, as diferentes políticas defendidas para as escolas e professores entre o PS e o PSD."Eu tenho defendido a autonomia das escolas e da função dos docentes e o PSD quer instrumentalizar a função do docente e municipalizar a função dos professores".

A candidatura de Macário Correia (PSD) à Câmara de Faro nas próximas eleições autárquicas vai coligar-se ao CDS-PP, ao Movimento Partido da Terra (MPT) e ao Partido Monárquico (PM), uma decisão tomada esta madrugada em sede distrital do PSD/Algarve.

Em Abril transacto, o candidato do PS a Faro, José Apolinário, afastava o cenário de coligações, embora frisasse que o projecto socialista fosse aberto à sociedade civil e que era uma "candidatura de Faro"."Em princípio o PS está a preparar-se com um projecto próprio. Não queremos fazer alianças tácticas. Não vale tudo", declarava na altura à Lusa o socialista.
In Barlavento Online


Se dúvidas haviam em relação à impopularidade crescente em torno do PS a nível nacional, tais foram dissipadas no ultimo domingo, em virtude do resultado que se conhece, mas no que toca ao nosso cantinho, com mais razões de preocupação ficou José Apolinário e seus pares, que neste últimos três anos e meio de mandato, pouco mudaram na face da capital algarvia, deixando cair por terra algumas das bandeiras da sua campanha em 2005. Recordo-me logo da maior delas, o famigerado passeio ribeirinho, que passado este tempo, permanece no papel, quer queiramos, quer não...

Se neste últimos anos poucas obras de monta se efectivaram no Concelho, é ver agora o lançamento de Planos de Pormenor (Má Vontade, Estói, Vale da Amoreira), e um sem número de projectos desde o Museu de Arte Contemporânea, passando pelo Centro Unesco, Programa Polis, Variante a Faro, isto falando das que me recordo agora...

É neste contexto que surge agora a candidatura do PSD, encabeçada pelo tavirense Macário Correia, à semelhança de José Apolinário, ex-ministro e não-natural de Faro, mas que em 12 anos de mandatos na cidade do Gilão, teve tempo e espaço para mostrar obra, que lhe é reconhecida, não só na cidade mas em todo o vasto concelho do Sotavento Algarvio.

Agora que Macário acaba de garantir uma coligação à direita, e numa altura em que alguns estudos de opinião lhe parecem dar vantagem nas intenções de voto, surge uma nova nota neste campo... Apolinário parece piscar o olho à Esquerda, com o intuito de perceber a reacção destas forças políticas o que nos parece, nunca será prejudicial para a sua performance, pois no mínimo poderá roubar alguns votos tremidos na posse de CDU ou BE, que virão nesta atitude, um sinal de preocupação pelos problemas das munícipes... Na melhor das hipóteses poder-se-à coligar com uma destas forças, renovando assim as suas forças numa altura em que a balança começa a pender para o homem de Tavira...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dolce Vita não é entrave à venda do S. Luís

O anúncio da construção de um Centro Comercial Dolce Vita, em Faro, não é visto pelo presidente do Município como um entrave à venda do Estádio de São Luís, para onde também está prevista uma grande área comercial.

José Apolinário considera que a cidade de Faro tem condições para acolher três grandes superfícies comerciais: o Fórum Algarve, já existente, o Centro Comercial Dolce Vita, anunciado para a zona do Vale da Amoreira, e a zona comercial prevista para o Estádio de São Luís, em processo de venda.
Faro é onde há maior poder de compra per capita. Há 65 mil veículos que entram diariamente na cidade. Calcula-se que 16 mil pessoas que entram diariamente na cidade para trabalhar vivam fora de Faro. Portanto, eu acho que há potencial”, disse aos jornalistas José Apolinário, à margem da apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, na passada quinta-feira.
O autarca acrescentou ainda, que a construção do Dolce Vita “não afasta a responsabilidade da Câmara na dinamização e da integração do centro da cidade e isso vamos, aliás, reforçar a nossa intervenção no centro da cidade”.

Em relação ao Estádio São Luís, que o Sporting Clube Farense pretende vender pelo valor base de 15 milhões de euros, Apolinário considera que “são duas estruturas completamente diferentes. Isto [Dolce Vita] é um projecto global com uma determinada dimensão. O outro [São Luís] será, por razões que têm a ver com a sua inserção na malha urbana, mais de lojas que procuram o centro da cidade e eu acho que há potencial para haver lojas de marca que procurem o centro da cidade”, afirma.
O edil acredita que “a questão mais complexa neste momento em relação ao Estádio São Luís é a recessão do mercado, porque do ponto de vista de potencial é naturalmente um bom negócio”. Um investimento que, defende Apolinário é valorizado pela dinâmica criada com em torno da revitalização do Mercado Municipal, onde funciona uma Loja do Cidadão de segunda geração.

Um Plano com 56 hectares
O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, que engloba uma área de 56 hectares, está a ser desenvolvido pelo Fundo de Investimentos Imogharb, entidade privada que irá promover o empreendimento Porta da Amoreira, onde se inclui o Centro Comercial Dolce Vita, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10 por cento da qual a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e áreas de comércio e serviços.
O acordo firmado com a autarquia farense para a elaboração do Plano de Urbanização pressupõe que a Câmara Municipal é que dá as directrizes e aprova as opções de ordenamento. Inclui ainda a construção, por parte da Imogharb, de um Parque Urbano, assinado pelo arquitecto Sidónio Pardal, que será depois gerido pelo Município, e de alguns acessos àquela zona da cidade, nomeadamente as vias internas, via urbana de acesso entre a Av. 25 de Abril e respectiva rotunda, que irá fazer ligação com a estrada de acesso à EN2, esta última a cargo da Estradas de Portugal, no âmbito do Plano de Requalificação da EN 125.

Autarquia cria gabinete de apoio
A apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira contou com a presença de muitos residentes na zona, cujas propriedades vão se afectadas com as novas directrizes, prevendo-se até a negociação e expropriação de terrenos para a construção de acessibilidades.
Durante a sessão, um dos presentes sugeriu a criação de um gabinete, por parte da autarquia, para receber as dúvidas e as sugestões da população, proposta prontamente aceite pelo edil.
Segundo José Apolinário, este serviço deverá estar a funcionar em “meados de Junho”. O autarca defende que “isto não pode ser um plano para ser feito na secretária. Há questões de limites de propriedades, e outras, que têm de ser acertadas”.
“O Plano está em adiantada fase de elaboração, pensamos que estará em condições de estar na Câmara Municipal em Julho”, acrescenta.
Para Apolinário “esta é uma oportunidade de organizar esta zona toda do território” e conclui que as medidas agora projectadas vão dar a Faro “uma nova centralidade”, em 2013.
No vídeo que se segue o arquitecto Mário Trindade, um dos autores do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, explica o que está previsto para aquela zona.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Finanças da Câmara de Faro são «um descalabro total», acusou PSD. Apolinário contesta

A situação financeira da Câmara de Faro é de «descalabro total», defendeu esta semana o PSD/Faro, numa conferência de imprensa.
Os social-democratas dizem que a autarquia chegou a uma situação «irreversível de falta de credibilidade política» e consideram que o único caminho que é possível seguir é fazer uma proposta de reequilíbrio financeiro ao Governo. Esta medida, que já havia sido defendida pelo candidato social-democrata à Câmara de Faro Macário Correia, obrigaria a Câmara a entrar num regime de contenção, que a impediria, entre outras coisas, de fazer novas contratações. Para o PSD, «embora esta seja a única solução credível e sustentável de reequilibrar a médio/longo prazo a situação económico-financeira da Câmara», está a ser recusada pelo executivo PS «por ser ano de eleições». Contactado pelo «barlavento», o presidente da Câmara de Faro José Apolinário recusou a ideia de que esta é a única solução possível e lembrou que conseguiu «que o Estado e o Governo da República se comprometesse a investir em Faro e nas zonas envolventes cerca de 500 milhões de euros». «O PSD quer discutir a questão do reequilíbrio financeiro. A mim interessa-me aumentar as receitas do município», que admite terem descido «em cerca de 12,5 milhões de euros» durante o seu mandato.José Apolinário não tem dúvidas em afirmar que o investimento do Estado em Faro e arredores «vai provocar, obviamente, um enorme aumento de receitas». «Por exemplo: com a conclusão da Variante Norte, a zona do Bom João vai ficar a dez minutos do Aeroporto. Vão surgir investimentos turísticos de grande qualidade, nesta zona», assegurou. Quanto ao aumento do passivo da autarquia, que o PSD diz já ter ultrapassado os 82 mil euros, num acréscimo «de 17,4 por cento relativamente a 2007», José Apolinário culpa a crise, nomeadamente no sector imobiliário, e os social-democratas. «O primeiro responsável pela actual situação é o PSD, que conduziu a autarquia a uma situação financeira muito difícil em 2005 e desde então impediu todo e qualquer aumento de receitas para a Câmara de Faro», na Assembleia Municipal, acusou. In Barlavento Online

Entendam-se "Deb"!!
Contudo Apolinário não refuta os números... Agora quanto ao resto, será mais do mesmo... Argumentos dum lado e doutro para ver quem têm mais razão. A questão é que o passivo já vêm de muito antes de 2005, não é??

terça-feira, 31 de março de 2009

José Apolinário propõe construção da loja IKEA a Sul do Estádio Algarve

O presidente da Câmara de Faro (PS) defendeu hoje a futura loja da cadeia IKEA, prevista para abrir até 2015, deve ficar localizada a sul do Parque das Cidades, terreno da Associação de Municípios Loulé/Faro.

"Vemos com melhores olhos o IKEA a sul do Estádio Algarve, um terreno propriedade de Faro e Loulé, e que permitirá fazer algum encaixe financeiro para ajudar nos encargos à empresa que gere o Estádio Algarve", disse à Lusa José Apolinário.

A Sociedade de Concepção, Execução e Gestão Parque das Cidades, empresa municipal de Faro/Loulé e que gere o Estádio Algarve, registou um prejuízo de 939 mil euros em 2007 e fechou o ano de 2008 com um saldo negativo.

Em 2007, a empresa municipal gastou cerca de 125,9 mil euros em "conservação e manutenção de bens" e 708,8 mil euros em vigilância e segurança.

Num relatório de actividades a que a Lusa teve acesso, as dívidas de curto prazo da empresa atingiram o montante de 429 mil euros em 2007, e as dívidas de médio e longo prazo são de 20,4 milhões de euros.

A instalação da loja sueca IKEA já está envolta em polémica, pois o município de Loulé prefere que a localização da grande superfície seja a Norte do Estádio Algarve.

O autarca de Loulé Seruca Emídio adiantou recentemente ao jornal diário Correio da Manhã que a localização do IKEA não é o "factor mais importante" mas "queremos é que fique no concelho" de Loulé.

A intenção do IKEA é que a loja do Algarve fique localizada junto de boas acessibilidades, nomeadamente perto da Via Infante de Sagres (A22) e Aeroporto Internacional de Faro.

Em declarações à Lusa, fonte ligada ao IKEA referiu que as intenções de abrir uma loja no Algarve são uma realidade, mas a localização ainda "está a ser estudada".

O investimento na loja do Algarve será semelhante aos investimentos das outras lojas já construídas, cerca de "60 milhões de euros", e até 2015 deverá abrir uma loja no Algarve.

A cadeia sueca IKEA tem uma loja em Alfragide (Lisboa) e abriu a 31 de Julho de 2007 a segunda loja em Portugal, na localidade de Matosinhos, onde investiu mais de 60 milhões de euros, estimando abrir no primeiro semestre de 2010 a loja de Loures (Lisboa).

Até 2015, o grupo IKEA estima investir em Portugal cerca de 700 milhões de euros com a abertura de sete espaços, incluindo Alfragide e Matosinhos.

In Barlavento Online

Interessante esta troca de opiniões quanto à localização do IKEA no Parque das Cidades... Cada um dos presidentes de Câmara "puxa a brasa à sua sardinha", nem que seja para aproximar mais uns metros das suas cidades a localização deste estabelecimento comercial. A titulo de curiosidade, o Estádio Algarve não custou mais de 40 milhões de euros e só a loja IKEA deverá custar 60 milhões... Incrível e mais um facto que comprova a grandiosidade da obra que deverá ser implantada naquele espaço. Eu estou absloutamente a favor, embora muitos já se tenham manifestado contra...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Novo concurso para venda Estádio de São Luís deverá avançar dentro de dias

O novo concurso para a venda do Estádio de São Luís, em Faro, deverá ser lançado dentro de dias, depois de a área inicialmente prevista para a zona comercial ter sido alargada, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Após o falhanço da primeira tentativa de vender o terreno do estádio, pertencente ao Sporting Clube Farense, em Setembro de 2008, a Comissão de Venda deverá avançar para a semana com a publicação de um novo anúncio.

Em causa estão cerca de 35 mil metros quadrados de construção aprovada pela Câmara de Faro numa zona com forte pressão imobiliária: 28 mil para habitação (208 fogos) e cerca de 3 mil inicialmente previstos para comércio.

Contudo, a área prevista para comércio, serviços e lazer, prevista para a cave, foi agora ampliada para 15 mil metros quadrados, o que pode tornar o negócio mais apetecível, diz o presidente da Câmara de Faro.

"Esta possibilidade aumenta o leque de potenciais interessados", disse José Apolinário à agência Lusa, cujo executivo deu, em finais de Fevereiro, luz verde ao pedido de ampliação da área comercial.

Além da área comercial prevista para a cave e dos 208 fogos previstos para habitação, há ainda uma área de 27 mil metros quadrados destinada a estacionamento subterrâneo, com capacidade para 700 viaturas.

Aos eventuais receios dos pequenos comerciantes baseados na possibilidade de Faro poder vir a ter uma nova zona comercial, Apolinário diz que "todos" irão beneficiar da revitalização daquela zona.

Como exemplo, referiu a construção do centro comercial "El Corte Inglés", em Lisboa, que contribuiu para revitalizar toda a zona envolvente e pequenos comerciantes que já lá estavam sedeados.

O valor base inicialmente avançado para a venda dos terrenos era de 14 milhões de euros, definido tendo em conta a área de construção e os preços médios de venda por metro quadrado.

A venda do Estádio de São Luís é tida como a única opção para que o Farense possa apagar o passado, limpar o passivo que ronda os dez milhões de euros e ficar com uma verba que lhe permita começar de novo.

In Barlavento Online

No meu ponto de vista, que é apenas de mero observador, parecem-me reunidas as condições para o Farense realizar um negócio invejável e irrepetível em toda a sua história. Mesmo com crise que estamos a assistir, acredito que esta operação terá o sucesso desejado. Só espero que depois do dinheiro nos bolsos, o saibamos gerir duma forma diferente da que foi feita no passado...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Apolinário esqueceu-se de apresentar rendimentos

O presidente do município de Faro ainda não apresentou rendimentos no Tribunal Constitucional. Autarca não receia perder o mandato.

Cinco dos seis presidentes de Câmara que não entregaram declarações de rendimentos no Tribunal Constitucional (TC) mostraram-se hoje confiantes de que isso não coloque em causa o mandato autárquico e comprometeram-se a resolver o problema pendente. Entre eles está José Apolinário, presidente da Câmara Municipal de Faro. O autarca alegou que "não tinha consciência da obrigatoriedade de entregar a declaração de rendimentos todos os anos" junto do TC.
"E nem fui notificado da situação [irregular]. Pensava que era no início e no final do mandato", afirmou, à agência Lusa.
"Segunda-feira vou a Lisboa ao Tribunal Constitucional para regularizar a situação", afiançou José Apolinário, negando ter agido de má fé, até porque recentemente vieram a público os seus rendimentos pela imprensa nacional.
Segundo uma notícia de hoje do Diário Económico, Apolinário é um dos cinco presidentes de Câmara (Santarém, Évora, Faro, Castelo Branco, Coimbra e Ponta Delgada) que não entregaram as declarações, uma situação que envolve também 39 vereadores das principais autarquias do país.
A Lei nº 25/95 de 18 de Agosto, no artigo 2º, diz que "os titulares de cargos políticos e equiparados com funções executivas devem renovar anualmente as respectivas declarações" e no artigo 3º da Lei anterior refere que em caso de não apresentação da declaração, o Tribunal Constitucional "notificará o titular do cargo a que se aplica a presente lei a apresentá-la no prazo de 30 dias consecutivos, sob pena de, em caso de incumprimento culposo, (...) incorrer em inibição de um a cinco anos para o exercício do cargo".
Engraçado é que esta situação ainda se reporta ao ano de 2006... E já estamos em finais de 2008...