Plano de Urbanização do Vale da Amoreira foi apresentado à população sexta-feira, 8 de maio de 2009
“Nova centralidade” nasce em Faro em 2013
Plano de Urbanização do Vale da Amoreira foi apresentado à população terça-feira, 31 de março de 2009
José Apolinário propõe construção da loja IKEA a Sul do Estádio Algarve
O presidente da Câmara de Faro (PS) defendeu hoje a futura loja da cadeia IKEA, prevista para abrir até 2015, deve ficar localizada a sul do Parque das Cidades, terreno da Associação de Municípios Loulé/Faro."Vemos com melhores olhos o IKEA a sul do Estádio Algarve, um terreno propriedade de Faro e Loulé, e que permitirá fazer algum encaixe financeiro para ajudar nos encargos à empresa que gere o Estádio Algarve", disse à Lusa José Apolinário.
A Sociedade de Concepção, Execução e Gestão Parque das Cidades, empresa municipal de Faro/Loulé e que gere o Estádio Algarve, registou um prejuízo de 939 mil euros em 2007 e fechou o ano de 2008 com um saldo negativo.
Em 2007, a empresa municipal gastou cerca de 125,9 mil euros em "conservação e manutenção de bens" e 708,8 mil euros em vigilância e segurança.
Num relatório de actividades a que a Lusa teve acesso, as dívidas de curto prazo da empresa atingiram o montante de 429 mil euros em 2007, e as dívidas de médio e longo prazo são de 20,4 milhões de euros.
A instalação da loja sueca IKEA já está envolta em polémica, pois o município de Loulé prefere que a localização da grande superfície seja a Norte do Estádio Algarve.
O autarca de Loulé Seruca Emídio adiantou recentemente ao jornal diário Correio da Manhã que a localização do IKEA não é o "factor mais importante" mas "queremos é que fique no concelho" de Loulé.
A intenção do IKEA é que a loja do Algarve fique localizada junto de boas acessibilidades, nomeadamente perto da Via Infante de Sagres (A22) e Aeroporto Internacional de Faro.
Em declarações à Lusa, fonte ligada ao IKEA referiu que as intenções de abrir uma loja no Algarve são uma realidade, mas a localização ainda "está a ser estudada".
O investimento na loja do Algarve será semelhante aos investimentos das outras lojas já construídas, cerca de "60 milhões de euros", e até 2015 deverá abrir uma loja no Algarve.
A cadeia sueca IKEA tem uma loja em Alfragide (Lisboa) e abriu a 31 de Julho de 2007 a segunda loja em Portugal, na localidade de Matosinhos, onde investiu mais de 60 milhões de euros, estimando abrir no primeiro semestre de 2010 a loja de Loures (Lisboa).
Até 2015, o grupo IKEA estima investir em Portugal cerca de 700 milhões de euros com a abertura de sete espaços, incluindo Alfragide e Matosinhos.
Interessante esta troca de opiniões quanto à localização do IKEA no Parque das Cidades... Cada um dos presidentes de Câmara "puxa a brasa à sua sardinha", nem que seja para aproximar mais uns metros das suas cidades a localização deste estabelecimento comercial. A titulo de curiosidade, o Estádio Algarve não custou mais de 40 milhões de euros e só a loja IKEA deverá custar 60 milhões... Incrível e mais um facto que comprova a grandiosidade da obra que deverá ser implantada naquele espaço. Eu estou absloutamente a favor, embora muitos já se tenham manifestado contra...
quarta-feira, 25 de março de 2009
Exclusivo Observatório do Algarve - Farense avança com mega-projecto
Área comercial no São Luís quadriplica para 20 mil metros quadrados e a proposta parece agora irresistível: quem tiver 15 milhões, leva o Estádio.Uma área comercial equivalente a dois campos de futebol. É esta a proposta do Sporting Clube Farense para os potenciais compradores, que da última vez acabaram por deixar deserto o concurso para a compra do Estádio, ainda que por razões diferentes
O clube 'oferece' agora nada menos do que 20 mil metros quadrados de área comercial, o equivalente a dois campos de futebol, dispersos por rés-do-chão e cave, contra os 5 mil m2 possíveis no projecto anterior.
Tudo, praticamente pelo mesmo preço: 15 milhões de euros, soube o Observatório do Algarve junto de fonte ligada ao processo.
A mesma fonte estima que, para construir o complexo comercial e habitacional será necessário um investimento de 70 milhões de Euros, mas essas contas "só surgem numa segunda fase, depois de se adquirir o terreno".
Autarquia facilita aumento de área comercial
A alteração só foi possível a 26 de Fevereiro deste ano, após aprovação em reunião ordinária da Câmara Municipal de Faro às alterações ao pedido de informação prévia (PIP), interposto pelo clube farense.
Ao aumentar a área comercial, a autarquia acaba por facilitar a possibilidade de instalação de uma ou mais grandes superfícies, disponibilizando agora, a juntar aos 15 mil metros ‘encontrados’ dentro dos terrenos do clube, outros 5 mil na ala sul do Estádio, junto à Igreja de São Luís.
Com a aprovação das mudanças no PIP, a Câmara - que tinha aprovado o projecto inicial a 13 de Setembro de 2007 - cede actualmente outros 3 mil metros para habitação, que poderão ser distribuídos em construção em altura (estão previstos 5 pisos) ou na mesma área, ou na ala norte, onde se encontra o consultório desactivado do médico Veloso Gomes.
De resto, o projecto aproveitou também os anteriores avales da FAGAR e do Instituto Português do Património Arquitectónico, ambos de 2006.
O parecer do IPPAR foi favorável - parte do projecto encontra-se em área de protecção do Cemitério Judeu de Faro - mas condicionado no que toca à altura e volumetria e impondo métrica, materiais e cores tradicionais, ainda que “aceitando a sua reinterpretação numa proposta de carácter mais moderno”.
O novo projecto permitido ao clube prevê agora a construção de 208 fogos – antes eram 264 - numa área residencial total de 20 809 m2 e integra 700 lugares de estacionamento, repartidos por dois pisos subterrâneos (subcaves 1 e 2).
Estão ainda previstos perto de 5 mil metros quadrados de zona classificada como "de lazer, comércio e serviços" e 1300 m2 de praça pedonal (ver imagens).
Nova praça em Abril
O Farense espera desta vez conseguir concretizar o negócio que lhe permita pagar as dívidas ao Fisco e Segurança Social, bem como alguma massa salarial em atraso aos funcionários do clube.
sábado, 14 de março de 2009
Asneiras barlaventinas...
In A Bola, 14/03/2009 Focando-nos apenas no Algarve, Portimão será a capital do Sul, porque:
- Historicamente (monumentos e história) supera Faro?
- Porque Administrativamente supera Faro?
- Porque têm um Autódromo Internacional?
- Porque têm um Aeroporto Internacional?
- Porque têm a zona ribeirinha renovada?
- Porque têm muitas infra-estruturas turísticas?
- Porque organiza muitos eventos?
- Porque está tão endividada como Faro?
- Porque a Universidade do Algarve, na sua grande maioria têm as faculdades em Faro?
- Porque o Parque das Cidades (que não será só o Estádio Algarve) foi edificado em Faro?
- Porque Portimão, embora com maior área têm menos população que Faro?
- Porque o Portimonense com sorte, para o ano até estará na mesma divisão do Farense?
- Porque um Teatro de dimensão Internacional está em Faro?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Faro pode vir a ter um Projecto de Interesse Nacional (PIN) no Pontal
A informação foi avançada em primeira-mão ao «barlavento» pelo presidente da Câmara de Faro José Apolinário, que aguarda agora os d
esenvolvimentos deste processo. O autarca revelou ainda que os investidores russos eram um dos três grupos que queriam garantir as 1030 camas que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRA) destinou a Faro, na distribuição regional de camas de alojamento turístico fora dos centros urbanos.quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Faro: empréstimos geram acusações
mo que se destinava, entre outros objectivos, a cumprir com protocolos assinados com colectividades do concelho. O PSD contra atacou. Diz que “é mentira” e que os 700 mil euros iriam servir para pagar “indemnizações” ou “obras comparticipadas por fundos comunitários”. Para os social-democratas o executivo socialista e o PS Faro criaram uma “lamentável campanha de desinformação” ao dizerem que o dinheiro seria para cumprir com protocolos assinados. Por outro lado o PSD diz que “é falsa” a acusação de que tentou inviabilizar o pagamento a fornecedores na questão do empréstimo de seis milhões de euros. Primeiro salienta que o facto de não ter votado “em nada obstaculizou à aprovação do referido empréstimo”. E diz que não votou porque “o PS impôs à Assembleia uma votação que não coincidia com a convocatória (...) e respectiva ordem de trabalhos, o que constitui manifesta ilegalidade”. De resto, o PS Faro diz que a oposição “põe em causa os legítimos direitos e interesses de terceiros, que não devem ser afectados por disputas eleitorais”, repudiando as posições tomadas pela oposição. E o PSD remata que o PS “agravou gravemente a situação económico-financeira” da Câmara, e que “a política de fuga para a frente prossegue com mais empréstimos, mais dívida” sem que “ninguém saiba qual é o actual passivo”. segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
1200 novos postos de trabalho em Olhão
o assim que entrar em funcionamento mas, pode vir a assegurar 1200 empregos, directos e indirectos. A inauguração está agendada para Março de 2009. Um investimento de 30 milhões de euros transformou o antigo Estádio Padinha, do Sporting Clube Olhanense, num edifício com 80 lojas e pode vir a garantir cerca de 1200 postos de trabalho, 700 dos quais directos.
“O Centro Comercial é importante pela dinâmica económica e comercial que vai criar, mas também pelos postos de trabalho. Não digo que no início crie logo os 700 previstos no projecto, mas vai criar com certeza entre 400 e 500 postos de trabalho directos, o que para nós é efectivamente muito bom”, afirmou Francisco Leal à comunicação social, após a apresentação comercial do Ria Shopping, na passada sexta-feira.
O Centro divide-se em zona de serviços, no Piso 0, com 19 lojas; moda, no Piso 1, com 35 lojas; alimentação e lazer, no Piso 2, composto por 25 lojas e garante mais de mil lugares de estacionamento.
O espaço já tem assegurada a presença de lojas âncora, como o supermercado do grupo Auchan Pão de Açúcar, a Box, a Sport Zone, a sapataria Loop, a Book.It, a Zippy e a Worten Mobile. Uma farmácia, cabeleireiros e um ginásio são outras das possibilidades de comércio.
As 80 lojas ocupam um espaço total de 9084 m2.
Contrapartidas incluem cobertura da rua das lojas
A cobertura da rua das lojas, na Baixa de Olhão, é uma das contrapartidas que foi negociada com o município para a instalação do Ria Shopping. A par dessa, existem ainda condições vantajosas para os comerciantes olhanenses que se queiram instalar no Centro Comercial e a instalação de um painel publicitário em cada entrada da cidade, para promover o comércio local e os eventos do concelho.
No que respeita à cobertura da rua das lojas já existe uma proposta a ser estudada pela autarquia e pela ACRAL (Associação de Comerciantes da Região do Algarve), dado que “não é fácil fazer uma cobertura porque, obviamente, não pode afectar os residentes”, explica Francisco Leal.
Vantagens para olhanenses e associados da ACRAL
A Sans Frontieres tem previstas algumas vantagens para os comerciantes de Olhão e para os associados da ACRAL que se queiram instalar no Ria Shopping mas, independentemente desse acordo, tudo depende da capacidade negocial de cada empresário.
“O nosso compromisso com a Câmara foi de criar condições especiais de maneira a que os comerciantes de Olhão possam trabalhar connosco”, sublinha Roger Schiltz, que acrescenta estar previsto também o acompanhamento dos comerciantes para que aprendam a trabalhar num espaço fechado como um Centro Comercial.
“Um comerciante que é de rua não faz ideia dos problemas e das vantagens de trabalhar num Centro Comercial”, comenta.
Neste momento a percentagem de lojas alugadas ronda os 60 e os 65 por cento, número que, segundo Schiltz, é já suficiente para inaugurar o espaço.
Concorrência não assusta
A proximidade do Fórum Algarve, em Faro, e do futuro Gran Plaza, em Tavira, com abertura prevista para Maio de 2009, não assusta os gestores do Ria Shopping.
“É competição normal, é natural”, diz Roger Schiltz.
“O que eu posso fazer é escolher uma boa localização (e eu acho que temos a melhor localização possível), escolher um bom tamanho do shopping, depois seleccionar as lojas e fazer um shopping o mais barato possível de maneira a que os lojistas possam pagar os encargos, isso sim é da nossa responsabilidade, o resto é a vida!”, refere.
“O shopping que vai abrir não será o mesmo daqui a um ano”, assegura Schiltz, para quem o segredo está na “flexibilidade” e capacidade de adaptar o espaço às exigências reais do mercado.
Os promotores esperam atingir um universo que pode ir até às 80 mil pessoas: “É um Centro pensado para uma população local, mais ou menos 25 mil pessoas urbanas. Num raio de influência de 25 minutos de carro vamos atingir cerca de 70 a 80 mil pessoas”, acrescenta Mário Fernandes, da Sans Frontieres.
O negócio da venda do antigo Estádio Padinha, propriedade do Sporting Clube Olhanense, inclui uma cláusula contratual que define que o Clube vai beneficiar da renda de cerca de 2 mil m2 de lojas, apesar da gestão do espaço estar inteiramente entregue à Sans Frontieres.
“Há uma relação contratual”, explica Mário Fernades, cujo valor ainda não está definido. “Vai depender da renda média”, conclui.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Câmara de Faro vai propôr contratação de empréstimo para pagar a fornecedores
O Executivo Municipal de Faro aprovou a proposta de um empréstimo de seis milhões de euros para o pagamento de dívidas a fornecedores, no âmbito do Programa de Regularização Extraordinário de Dívidas do Estado recentemente aprovado pelo concelho de Ministros.O Município de Faro vai agora solicitar propostas a várias entidades bancárias, sendo que o empréstimo terá um prazo de cinco anos.
Caso seja aprovado, com esta medida, a Câmara Municipal de Faro afirma tencionar «liquidar parte do montante das dívidas com fornecedores e obras».
Um empréstimo para "Macário" pagar?
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Solidariedade com os trabalhadores da Bela Olhão
locou-se à fábrica Bela Olhão, onde contactou com elementos da Comissão de Trabalhadores e outras colegas presentes nesse turno da vigília que todos vêm efectuando desde o início do mês.O Bloco prestou a sua solidariedade com a luta em curso para defesa dos postos de trabalho e pela manutenção da fábrica em funcionamento. Manifestou também a disponibilidade para o apoio que os trabalhadores julguem oportuno solicitar.
Regista-se a coragem e o elevado moral que todos revelam, traduzido na participação generalizada nos piquetes que, 24 sobre 24 horas, se mantêm em vigília permanente, desde que, no dia 3 de Novembro, a grande maioria dos trabalhadores recebeu a carta de despedimento. São jovens mulheres e homens, grávidas, mães de família, colegas já idosos, todos se revezam para garantir que nenhum equipamento da fábrica é retirado. Porque esse é o bem mais precioso para assegurarem uma solução que prejudique o menos possível os trabalhadores: ou a mais desejada, que será a continuação da fábrica a laborar com o actual ou com novo dono; ou, na pior das hipóteses, o seu fecho mas com indemnizações acrescidas aos trabalhadores e a efectiva garantia de subsídios de desemprego e colocação rápida em outros empregos.
Só intenções obscuras e a falta de vontade, impedirão que a fábrica continue a laborar. Os trabalhadores consideram que a baixa de produção não justifica o encerramento. A produção tem sido quase exclusivamente para exportação. A fábrica não tem dívidas à banca, nem a fornecedores. As instalações são grandes e modernas, o equipamento também, podendo ser ou não, reconvertido. E desde que sejam corrigidos erros e opções de gestão que anteriormente prejudicaram a empresa. É esse o sentimento geral.
Muitos aspectos permanecem por esclarecer: porque foi feita a reconversão e apenas para o fabrico de comida para animais domésticos, quando, na época, o mercado das conservas de sardinha não estava em crise? No entanto, no sítio da Net, aparentemente actualizado e sediado em Boston, continuam as encomendas para conservas de peixe com o mesmo logotipo e exportadas de Portugal para os EUA? Também na Net, a frota pesqueira Blue Galleon afirma transportar para vários destinos, conservas de sardinha e de atum Bela Olhão. Mas pescados onde? A partir de que fábrica? São questões pouco claras que levantam dúvidas sobre que outras intenções poderão estar por detrás do fecho da fábrica.
Curiosamente, durante a visita da delegação do BE, elementos da Administração encontravam-se junto da porta de entrada da fábrica, mas esquivaram-se assim que o Bloco procurou chegar à fala com eles.
Entretanto, a CT tem acompanhado as deligências que várias entidades estão a fazer: a Câmara na busca de encontrar um comprador; a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) que verificou irregularidades do processo de despedimento e instaurou contra-ordenações à empresa; em paralelo, o sindicato e os trabalhadores com os seus próprios advogados estão também a accionar acções judiciais contra a empresa.
As vigílias vão continuar dia e noite até que a situação se esclareça definitivamente. Nesse sentido há um grande esforço para que se mantenha a unidade entre todos, o que tem sido conseguido até à data. É essa a vontade da esmagadora maioria dos trabalhadores, embora saibam como a sua luta é difícil.
Por isso é tão importante a solidariedade para com eles. A solidariedade de familiares e amigos, dos colegas doutras empresas, das entidades laborais. Do poder local e do poder central exige-se rapidez e eficácia na prestação dos direitos judiciais e sociais.
Mas isso é pouco. Se há dinheiro e se aprovam à pressa leis para salvar a banca e os seus donos, é escandaloso que não existam medidas preventivas e seriamente punitivas das situações como a que agora acontece com a Bela Olhão e com os seus 179 trabalhadores despedidos.
15/11/08
O Bloco de Esquerda de Olhão e Faro
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Depois da Bela Olhão, agora é Faro que sofre com fecho de fábrica de "donos" estrangeiros...

Aliás, a vinda para a região daquela multinacional, prendeu-se com a existência desse know-how que foi possível desenvolver “graças à qualidade do produto (alfarroba) e às condições climatéricas”, conta Manuel Caetano, um reconhecido especialista nesta matéria e antigo administrador da Indal.
“Eles (Danisco) sempre estiveram interessados na tecnologia que possuíamos desde a altura em que adquiriram a Indal ao grupo suíço Meyall” esclarece Manuel Caetano, que se desvinculou do grupo há dois anos, quando se jubilou, e cuja preocupação foi sempre "que a tecnologia existente não fosse transferida para outro país”.
Segundo o Observatório do Algarve apurou, junto de técnicos da Danisco/Indal, essa transferência já está em curso para as instalações da Danisco em Espanha e terá como consequência o encerramento da unidade fabril de Faro já em Janeiro, embora a laboração se possa prolongar até Junho, para finalizar o tratamento da campanha de produção deste ano.
Contactada pelo OA, a administração da fábrica escusou-se a prestar declarações e não foi possível apurar em tempo útil para que região espanhola será deslocalizada a unidade fabril.
Em causa estão cerca de meia centena de postos de trabalho, como o Observatório do Algarve já noticiara (ver aqui) mas as repercussões serão ainda mais graves, de acordo com as nossas fontes, pois reflectem-se igualmente “nos produtores algarvios de alfarroba”.
Os produtos derivados da semente de alfarroba ou da sua goma, têm inúmeras utilizações nos produtos alimentares – comida para bebés, gelados, etc. - e ainda na área da estética.O hidro-colóide extraído a frio da goma da alfarroba possui a característica de absorver água até 20 vezes o seu volume, o que torna este produto “muito apetecível para a cosmética, designadamente para os cremes hidratantes” exemplifica Manuel Caetano, sobre o valor acrescentado que o know-how tecnológico e a alfarroba algarvia produziam.
sábado, 8 de novembro de 2008
140 mil euros para iluminações de Natal no Município de Faro
O valor foi decidido em Junho e se em 2007, a iluminação natalícia custou 120 mil euros, este ano, alguns comerciantes pediram mais luzes em ruas que não es
tavam abrangidas e passou-se dos 57 arcos para 77, com 800 mil lâmpadas e micro-lâmpadas a serem acesas a partir de 15 de Novembro, anunciou o autarca, em declarações à LUSA."A iluminação de Natal em Faro é uma forma de apoiar o comércio local atraindo mais pessoas à baixa, o que tem um efeito positivo nas receitas", explicou José Apolinário.
A época natalícia tradicionalmente ligado a um maior consumo deverá ressentir-se da crise financeira está a afectar duramente a sociedade e a provocar o fecho de muitas empresas mas as iluminações de Natal permanecem acesas, até porque são uma oportunidade para o comércio sair da estagnação em que se encontra.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
OLHÃO: Fecho de fábrica põe trabalhadores em risco

Segundo Josué Marques, do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul, um representante da administração da fábrica Bela Olhão comunicou na segunda-feira aos trabalhadores que requereu a insolvência da empresa.
"Há já três semanas que os trabalhadores estão em casa a aguardar indicações por parte da empresa, até que hoje a administração informou que não chegou a acordo com possíveis compradores e que decidiu, por isso, requerer a insolvência da empresa", disse o dirigente sindical à Lusa.
A administração solicitou ainda aos trabalhadores que se dirijam à fábrica na quarta-feira "para receber os documentos para requerer o Fundo de Desemprego", disse à Lusa um trabalhador que prefere não ser identificado.
Josué Marques, em delegação do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Industrias Alimentares, das Bebidas e do Tabaco, revelou, no entanto, que "o sindicato desaconselha os trabalhadores a assinarem qualquer tipo de acordo com a empresa".
"Arriscam-se a perder direito a tudo, pois, neste momento, não estão reunidas condições para que possam ter direito ao Fundo de Desemprego: a empresa não tem salários nem subsídios em atraso, não foi extinto o posto de trabalho e ainda não há provimento do pedido de insolvência", declarou o dirigente sindical à Lusa.
Segundo a mesma fonte, dos 180 trabalhadores que ali laboravam, apenas 48 têm com contratos a prazo em vigor, "os restantes são efectivos".
A Bela Olhão foi uma das fábricas de conservas de peixe a laborar até ao século XXI. Foi adquirida em 1996 por um empresário árabe que pretendia apostar na produção de conservas de peixe gourmet, nomeadamente de sardinha com pele e sem espinha.
As dificuldades de escoamento encontradas em mercados como o norte-americano acabaram por levar à decisão de reconverter, nos últimos cinco anos, a fábrica para a produção de comida para animais.
De acordo com Josué Marques, "há ano e meio a fábrica contava com mais de 500 trabalhadores". In Observatório do Algarve
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Pão de Açúcar abre dia 17 no Mercado Municipal de Faro
A inauguração oficial do Pão de Açúcar do Mercado Municipal de Faro vai acontecer no próximo dia 17 de Setembro, às 18:00 horas, com uma visita acompanhada pelo director da insígnia Pão de Açúcar, Rui Carvalho, e pelo director-geral do Grupo Auchan Portugal, Américo Ribeiro. Uma hora antes, será realizada uma apresentação à comunicação social. A cerimónia conta com a presença do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, e do presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário. Localizada no Mercado Municipal de Faro, a mais recente loja do Grupo Auchan conta com um investimento de 8,5 milhões de euros, ocupando uma área de venda de 1.500 m² e representando a criação de 75 postos de trabalho. ....In Região-Sul
sábado, 6 de setembro de 2008
Petróleo cai 42% e gasolina 3,7%
Mas o custo dos combustíveis em Portugal não acompanha o da matéria-prima no mercado de futuros londrino. Aliás, a Galp Energia até aumentou um cêntimo o preço do litro da gasolina sem chumbo 95 e o do gasóleo nes
ta semana.Após o recorde da cotação da fonte energética na capital britânica, os portugueses passaram a pagar 1,525 euros pela gasolina sem chumbo 95 e 1,428 euros pelo gasóleo.
A descida do preço da gasolina sem chumbo 95, que está a 1,470 euros no distrito de Lisboa, foi de cinco cêntimos, ou 3,7 por cento. O preço do gasóleo baixou dez cêntimos, ou 7,5 por cento.
Devido a tal discrepância, o ACP – Automóvel Club de Portugal diz que "a situação verificada nos últimos dias revela e confirma as suspeitas de um comportamento concertado de manipulação do mercado de combustíveis em Portugal".
Num comunicado emitido ontem, a organização presidida por Carlos Barbosa chama à atenção para "o monopólio existente no mercado da refinação, armazenamento, transporte e distribuição, dominado pela Galp Energia." Do que resulta "uma situação de controlo de mercado que permite impor, sem qualquer supervisão regulatória, os preços de venda ao consumidor final".
Segundo o Automóvel Club de Portugal, não existe concorrência no mercado de combustíveis português. E alerta o Governo para "a imperativa necessidade de adopção das medidas convenientes".
quinta-feira, 12 de junho de 2008
A vergonha continua....
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Combustível a escassear no Algarve
Produtos alimentares também começam a faltarDevido à paralisação dos camionistas um pouco por todo o país, o combustível está a escassear nas estações de serviço. Esta terça-feira à noite, pelas 21:00 horas, já não havia gasóleo nas bombas em Loulé. À hora de jantar todas as estações de serviço em Loulé estavam a ser alvo de uma intensa procura, com filas permanentes, mas já sem gasóleo disponível. Hoje a situação é pior em Portimão, Lagos, Lagoa, Silves, e Vilamoura onde os depósitos secaram para todos os combustíveis. O cenário está a generalizar-se um pouco por todo o país. De acordo com o jornal Público a paralisação dos camionistas vai continuar, pelo que o país pode parar. Os camionistas dizem que o protesto vai continuar até que o Governo tome medidas concretas. O protesto dos camionistas tem objecto exactamente no aumento dos preços dos combustíveis, e entra esta quarta-feira no terceiro dia. Já fez uma vítima mortal em Torres Novas. E nalgumas regiões do país os camiões foram alvo de apedrejamentos e outros foram incendiados. Esta paralisação já está a ter influência também no abastecimento de combustíveis no Aeroporto de Lisboa. O aeroporto já suspendeu o abastecimento aos aviões que aterram. Estão igualmente a ser afectadas as entregas de bens alimentares de produtos frescos nos super mercados, essencialmente produtos hortofrutículas e peixe. Outra preocupação prende-se com os bombeiros que podem deixar de prestar socorro por falta de combustível. Quem alerta é a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), que, de acordo com a Lusa, pediu medidas urgentes ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira. A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) admite associar-se ao protesto dos camionistas. Em declarações à Lusa o presidente da CAP, João Machado, diz que os agricultores “reivindicam exactamente o mesmo que os camionistas, gasóleo profissional ao preço de Espanha”. Turismo afectado A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT) salienta em comunicado que a falta de abastecimento de combustíveis “está a afectar a actividade turística, em particular os serviços de transferes e excursões”. A associação realça que “o impacto é especialmente notado no Algarve” e apela ao Governo, aos empresários do sector e às companhias abastecedoras “todo o diálogo e sensatez para que este problema seja rapidamente resolvido”.
terça-feira, 10 de junho de 2008
65 horas?
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Sinais do Tempo. A Crise que vai afundar o País...
mas 'onda espanhola' já chega a Tavira - 22.05.08

O apelo dos preços nos postos de Espanha - que chegam a menos 40 cêntimos por litro de gasolina do que em Portugal - vem chegando progressivamente às populações mais longínquas da fronteira e chegou nas últimas semanas a Tavira, a 30 quilómetros do Guadiana."Desde o princípio do mês que se está a notar de uma maneira brutal, aqui já é muito raro alguém encher o depósito", assegura uma empregada de um posto da Galp em Tavira, o único dos visitados pela Lusa onde não se recorre às vendas a crédito para sobreviver.A funcionária calcula que os últimos aumentos dos combustíveis deram uma "machadada" de 50 por cento nas vendas, pois "praticamente toda a gente de Tavira vai a Espanha". Na maioria, os tavirenses limitam-se ao estritamente necessário para chegar ao posto espanhol mais próximo, a mais de 30 quilómetros de distância, pelo que não gastam mais de cinco ou dez euros, sublinha. Muito mais próximo da fronteira, em Vila Real de Santo António, Miguel Salas, 38 anos, também da Galp, já teve vários clientes a pôr 50 cêntimos de combustível, o que deverá dar à justa para chegar ao posto da BP do outro lado do Guadiana, a cerca de seis quilómetros de distância por asfalto."Mas a maioria das vezes metem três, cinco euros, e dizem mesmo que é só para chegar a Espanha", acrescenta o dono da minúscula estação da Galp, garantindo que só não tem sofrido mais devido à boa localização do posto, logo no início da única via de acesso a Espanha, Alcoutim e A22.Ainda assim, Miguel Salas assevera que chega a ficar mais de meia hora à míngua de clientes e que o que lhe vai valendo é o crédito "a clientes certos" e o cartão "Galp Frota", que obriga muitas empresas a abastecer na gasolineira portuguesa."O problema do fiado é que o abastecedor exige o pagamento em quatro ou cinco dias e o crédito aos clientes é para o fim do mês, o que quer dizer que fico a arder com essas importâncias durante vários dias", afirma.Mais pessimista, o seu colega da BP da EN125 próximo da rotunda de Monte Gordo - alguns quilómetros mais afastado da fronteira -, Manuel Godinho, 52 anos, afirma que esse período pode chegar aos 60 dias, já que "a maior parte das vezes pagam no fim do mês e com cheques de data posterior".Afiança que a crise está instalada há alguns anos, mas a afluência "caiu ainda mais desde há umas semanas para cá"."Este posto chegou a fazer 7.000 contos [14 mil euros] por turno, mas hoje quando fazemos 1.500 euros já é muito", contabiliza, acrescentando que já dois colegas seus tiveram que ser dispensados.Isto apesar de, acrescenta, se tratar de um posto self-service de grande afluência, o que tem mais clientes na região. Só no Verão o número de carros cresce um pouco, "porque a gente que vai a Espanha é tanta que se esgotam lá os combustíveis". Num pequeno posto de uma marca espanhola, mas com preços bem portugueses, à beira-Guadiana - portanto com vista para a mesma Espanha que lhe rouba os lucros - Francisco Mateus, 71 anos, já só se arrepende de não ter vendido o negócio quando era rentável fazê-lo, no início do século."Só não fechei porque tenho aqui familiares empregados, que dependiam disto para viver", justifica o concessionário da Repsol de Vila Real de Santo António, logo ameaçando que "qualquer dia" abandona mesmo tudo.O que lhe vai valendo, afiança, são os "dez ou doze fiados". "Alguns fugiram e deixaram dívidas", lamenta.É a frota de algumas dezenas de veículos da câmara local, que gota a gota vão salvando Francisco Mateus da falência."Uma vez veio aqui um senhor de Faro, com a mala cheia de bidões para encher em Espanha. Mas como teve medo de lá não chegar veio cá primeiro abastecer cinco euros", relata, sublinhando que chega a passar uma hora sem que qualquer veículo pare na sua bomba, à beira da principal avenida da cidade fronteiriça. A Lusa ouviu vários presidentes de câmara do sotavento algarvio, que garantiram que as idas a Espanha estão generalizadas entre as populações daquela zona do Algarve."Aqui, ninguém abastece na bomba local", garante Francisco Amaral, presidente da Câmara de Alcoutim, vila situada a 40 quilómetros da bomba espanhola mais próxima por asfalto. Por outro lado, Macário Correia, presidente da Câmara de Tavira, garante que há "postos prestes a fechar" na cidade e que tal se deve à generalização das corridas a Espanha para encher o depósito, que considera "compreensível"."A minha mulher ainda há dias lá foi abastecer", exemplifica o autarca de Tavira.

