quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Câmara de Faro embarga corte de pinheiros em terreno da Diocese no Vale das Almas

O presidente da Câmara Municipal de Faro determinou hoje o embargo da operação de corte de pinheiros que está a ter lugar num terreno no Vale das Almas, que é propriedade da Diocese do Algarve, apurou o barlavento.online.
Segundo um comunicado da Câmara de Faro, «o Município, ao ter conhecimento de que estaria em curso o corte de um número não determinado de pinheiros na zona de Gambelas, Freguesia de Montenegro, enviou ontem para o local uma equipa do Serviço de Fiscalização Municipal».A fiscalização confirmou o abate das árvores, informando que este «estaria a ter lugar mediante prévia comunicação dos proprietários do terreno à Direcção-Geral dos Recursos Florestais».Mesmo assim, e apesar da documentação apresentada à fiscalização, o presidente José Apolinário determinou à Fiscalização Municipal «que proceda ao embargo da operação de corte das árvores, visando impedir, desta forma, a sua continuação».Ao que o barlavento.online apurou, para o terreno em causa, que pertence à Diocese do Algarve, já deu entrada nos serviços da Câmara de Faro um pedido de licenciamento de um loteamento para a construção de vivendas.
O terreno, aliás, segundo o PDM de Faro, está incluído numa zona urbanizável. Este é o espaço onde tem tido lugar, nos últimos anos, uma pequena parte da Concentração Motard de Faro. No entanto, mesmo que venha a ser aprovado o loteamento, isso não deverá afectar a realização da concentração, já que grande parte das estruturas de apoio à iniciativa do Motoclube de Faro são instaladas num outro terreno já integrado em zona onde não se pode construir, do outro lado da estrada.Fonte do gabinete de José Apolinário disse ao barlavento.online que a proprietária do terreno vai agora ser notificada do embargo decretado pelo presidente da Câmara, e poderá depois contestar. «O que o presidente não quis é que o corte das árvores avançasse sem que a autarquia tivesse conhecimento», para depois ser confrontada com um facto consumado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Algarve promovido a nível mundial pela Eurosport

Foi com agrado que ontem à noite, quando freneticamente fazia zapping, me intrigou a emissão da Eurosport, e me despertou interesse a cara de Miguel Praia no canal pan-europeu de desporto... Instantaneamente interrompi essa tradicional tarefa que normalmente faço em busca de algo interessante e diferente para melhor do que os nossos 4 canais nos oferecem no dito horário nobre... Pude então constatar que a Europort iria dedicar 20 minutos de emissão ininterrupta à nossa Região, inserido na rubrica Sport Traveller, convidando então três figuras importantes do desporto nacional que escolhem o Algarve como destino para a sua prática desportiva e lazer, binómio a que estava associada a rubrica. Miguel Praia, Gustavo Lima e Carlos Sousa deram então a conhecer ao vasto auditório da Eurosport algumas das infra-extruturas desportivas no Algarve, as paradisíacas paisagens algarvias e algumas das localidades do Algarve que marcam quem os visita, quer pelo ambiente cosmopolita ou pela genuína vivência do Algarve profundo e quiçá algo desconhecido do grande público. Dos locais visitados destaco a Costa Vicentina, Monchique, Paderne, Albufeira, Vilamoura, Sagres mas também a Ria Formosa onde foi destacado o património ambiental da Ilha Deserta e a qualidade do serviço do Restaurante residente nessa ilha, mas também algumas imagens da cidade de Faro vista das dunas da Ria Formosa.

Sei que este programa teve o dedo (e carteira) da Associação de Turismo do Algarve (ATA) englobado numa estratégia de marketing para a Região e creio que o espectador ficou com uma agradável ideia da Região, ainda para mais quando conhecemos nos últimos dias os registos das taxas de ocupação de camas, no qual o mês de Setembro não escapou à tendência de decréscimo ocorrida neste Verão, sendo de especial interesse inverter essa realidade... É que, como disse Mendes Bota há uns tempos atrás, "O Turismo é o Petróleo do Algarve"...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Tramados pela "velhota"...


É nisto que dá, quando os clientes são mal servidos pelo serviço da (Zon) TV Cabo, e depois utilizam o Fórum da Sport TV para pedir ajuda e mostrar a sua insatisfação... Simplemente hilariante... Será que deram o jeitinho, depois desta reclamação?

Farense com luz ao fundo do túnel?

O presidente da Câmara Municipal de Faro diz que o Plano de Pormenor de São Luís, um dos entraves à venda do Estádio, poderá ser alterado a partir de Agosto. Compradores “só” têm de arriscar...

O plano de pormenor a partir de Agosto de 2008 pode ser alterado, já passaram três anos desde a sua aprovação, mas para isso é preciso um impulso de alguém, seja do Farense ou de outro eventual interessado”.
As palavras de José Apolinário revelam que afinal, um dos principais obstáculos à venda do Estádio de São Luís (por causa do índice de construção relativamente reduzido), poderá ser desmistificado.
Apolinário é claro, no entanto, em afirmar que não se devem criar expectativas de curto prazo, uma vez que uma alteração possível do Plano de Pormenor demorará sempre mais de 18 meses: “Quem estiver interessado nesse plano terá de arriscar e comprar dentro das condições actuais porque são as que resultam actualmente da utilização dos instrumentos de planeamento”, afirma, em entrevista ao Observatório do Algarve.
Negando ter-se alheado do processo da venda do Estádio de São Luís, Apolinário justifica algum afastamento pelo facto de, apesar de a autarquia ser a proprietária dos terrenos onde o Estádio se encontra (o que faz com que não possam ser penhorados pelas Finanças), a alienação estar a cargo da Comissão de Venda: “Cada coisa no seu lugar. O processo de venda é conduzido pelo Farense e por uma comissão eleita em Assembleia Geral do S.C.Farense”, garante.
O mesmo se aplica – diz o autarca - face a uma eventual decisão de englobar ou não o Pavilhão ou o Ginásio-Sede num eventual negócio (como pretendia um dos proponentes), uma vez que esses dois bens estão registados a favor do Clube (ainda que com hipoteca) e resultaram de uma recolha de fundos promovida pelos sócios.
Recorde-se que, essa era aliás a intenção de um dos concorrentes ao São Luís: a proposta, da autoria do grupo Retail Parks de Portugal, SGPS, liderado por Alexandre Alves, foi excluída alegadamente por ter interesse nos edifícios do Pavilhão e Sede, não incluídos no caderno de encargos. Por abranger uma área maior, a proposta era também mais elevada que a da Byte Eficaz, empresa liderada por Mário Rocha, que oferecia 15 milhões de euros mas invocou entre outros motivos a existência do contrato com o actual Pingo Doce para a não-realização do negócio.
Já a Retail Parks propunha-se adquirir todas as infraestruturas por 20 milhões de Euros e como contrapartidas propunha a construção, noutro local próximo, de um estádio com 1.500 lugares, três campos de treino e um ginásio, entre outros equipamentos.

Trocar a relva por um shopping?
Sem querer comentar as propostas, “até porque as desconheço em profundidade”, Apolinário mostra-se apologista de atrair superfícies comerciais para o Centro da Cidade e aponta exemplos no estrangeiro que têm dado resultados.
Em suma, José Apolinário não exclui de todo a hipótese de, no São Luís, poder nascer afinal uma média superfície de comércio: “Tenho muitas dúvidas que um Centro Comercial de dimensão – de 30 mil metros –passe o crivo da avaliação ambiental, mas se calhar um de 10 ou 12 mil metros poderá passar. [No São Luís] existem 3.000 metros de área comercial autorizada e 5.000 metros quadrados de escritórios. Qualquer coisa economicamente viável que permita passar numa avaliação ambiental, é razoável”, admite. “Mas não se pode obrigar a comissão que foi eleita a assumir um plano que não existe. A Comissão tem de responder perante o que está autorizado”, acrescenta o autarca.
A questão é que para se tornarem “apetecíveis” do ponto de vista financeiro, as grandes superfícies comerciais rondam habitualmente os 25 mil metros.
Daí que qualquer promotor que venha a investir na aquisição do Estádio de São Luís tendo em vista um grande espaço comercial terá não só de ter paciência e fazer fé no novo Plano de Pormenor, como ainda aguardar pelo aval de Lisboa (da Agência do Ambiente) face a um Estudo de Impacte Ambiental que analise as condições de tráfego, de ruído e de estacionamento necessárias para este tipo de estruturas.
“Se fosse para um shopping ou uma grande superfície comercial, tínhamos muitos grupos interessados e o valor do Estádio seria bem superior ao que estamos a pedir”, afirmava a semana passada Aníbal Guerreiro, presidente da Comissão de Venda do Estádio de São Luís.
No entanto, no novo concurso que será lançado esta semana, o valor solicitado pelo imóvel deverá ser exactamente o mesmo, 14 milhões de euros, “esticando” no entanto as condições de pagamento, para aliciar um pouco mais os potenciais compradores.

É que o fisco, ainda que receba mais de 700 mil euros por mês ao abrigo do Pacto Extrajudicial de Conciliação, não parece disposto a esperar muito mais tempo para cobrar a dívida do clube, que ascende a perto de 11 milhões de euros.
“Há serviços do Estado que parecem apostados em não encontrar soluções”, desabafa José Apolinário, sem nomear quais. “Eles sabem muito bem quem são”, conclui.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O Fim de Semana Desportivo em Análise - Época 2008/2009

Mais um fim-de-semana desportivo e desta feita com sabor amargo para o SC Farense. Se os Juniores obtiveram uma esperada derrota por 0-4 diante da super potência do futebol de formação em Portugal, o Sporting, realizarando mesmo assim uma exibição digna e quiçá se justificasse um ou dois golos para os miúdos de Faro. Só que no futebol, há uma velha máxima, como diria Camacho- “o que manda é golo”- e o Farense acabou por ser vitima da fraca concretização dos seus rapazes. Contudo o maior dissabor aconteceria na tarde de ontem, em pleno Estádio Algarve, onde os Seniores presentearam os sócios e simpatizantes com uma pobre exibição, sendo derrotados por 1-2 diante do Juv. de Évora, equipa que desceu para a Terceira Divisão nesta época, mas que nos pareceu ao alcance dum farense mais inspirado, expedito e organizado do que o que vimos.

Nos outros jogos da Terceira Divisão Nacional, destaque para o Louletano que regressou às vitórias, desta feita no Lavradio onde bateu o Fabril por 1-2, num resultado que até poderia ser mais expressivo… O Silves conseguiu finalmente, e ao cabo de 5 jornadas garantir a primeira vitória na prova por 3-1, sendo sua vitima o Quarteirense, que após um bom começo vai-se afundando na tabela. No outro jogo de algarvios, o Campinense voltou a não vencer, e empatou com o Barreirense 1-1 no Municipal de Loulé, o que agrava a situação dos homens de Loulé, que após a saída de Ivo soares apenas venceram ao então debilitadíssimo Silves, somando após esse jogo empates e derrotas comprometedoras.

Na Segunda B, jornada novamente negra para Lagoa e Beira Mar de Monte Gordo, que após um excelente inicio, protagonizam agora um perigoso declínio na tabela classificativa. Os homens de Monte Gordo já vão na terceira derrota consecutiva e ontem foram mesmo goleados na Tapadinha diante do Atlético, enquanto os comandados de Luís Coelho saíram derrotados do confronto com o Mafra por 2-0.

Por fim, nota para a Liga Vitalis, em especial para o Portimonense. Na verdade os homens de Vítor Pontes, estão a dar sequencia ao bom trabalho do discípulo de José Mourinho e com um plantel com mudanças mas onde impera a juventude, estão neste momento num honroso 2.º lugar, após uma brilhante vitória de 5-2 sobre o Desportivo das Aves. Brilhante foi também o desempenho exibicional do Olhanense na tarde ontem, mas a infelicidade manchou a tarde rubro negra. Por algum tempo o nome Sidnei ensombrará as cabeças dos nossos vizinhos, pois o golo da igualdade a uma bola obtido nos descontos deitou por terra alguma da euforia ainda vivida lá para os lados de Olhão, na sequencia deste empate 1-1 com o Boavista.

A saga da venda do S. Luís... Parte 3

Ginásio-sede hipotecado?
Alves ofereceu 20 milhões pelo Farense

Alexandre Alves, administrador da Retail Parks de Portugal SGPS, ofereceu 20 milhões de Euros pelo estádio do Farense, mais contrapartidas. A Comissão de venda rejeitou.

A Retail Parks de Portugal SGPS apresentou uma proposta “em que pagaria ao clube 20 milhões de Euros e como contrapartidas propunha a construção, noutro local próximo, de um estádio com 1.500 lugares, três campos de treino e um ginásio, entre outros equipamentos”, disse ao Observatório do Algarve Alexandre Alves.
Esta proposta “englobava naturalmente o ginásio-sede do Farense, até porque há uma hipoteca sobre esta propriedade, que assim ficava desde já ressarcida”, explica o empresário.
Recorde-se que a Comissão de Venda anunciou ter excluído a proposta da Retail Parks de Portugal SGPS, na conferência de imprensa que realizou na semana passada por esta incluir precisamente o edifício do ginásio-sede, sem todavia explicar quais as contrapartidas apresentadas.
A proposta de 15 milhões de euros do outro concorrente, Mário Carvalho Rocha, proprietário da Byte Eficaz, Lda, unipessoal sedeada na Maia, foi aceite, porém a comissão de venda alega que este “não cumpriu com o pagamento inicial” pelo que o negócio não se concretizou.
O empresário rejeitou esta posição, em entrevista ao Observatório do Algarve, e remete a responsabilidade da falha do negócio para o clube.
Quanto à proposta de Alexandre Alves, "quando receberam a documentação podiam também ter logo recebido o meu cheque, que ia anexo",frisa.

Estou disponível para negociar
Alexandre Alves referiu ao Observatóro do Algarve que estaria disponível para “concertar uma posição, seja com o clube, seja com os outros ocupantes do espaço, designadamente a cadeia de supermercados Pingo Doce e o médico (o cardiologista Veloso Gomes) que possui 90 metros quadrados junto à sede”.
No que toca ao supermercado e “tendo em conta a degradação que já existe nas actuais instalações, aquela superfície comercial poderia facilmente ser enquadrada no próximo projecto”, diz ainda o administrador da Retail Parks de Portugal SGPS, concorrente à compra do Farense.

A Câmara tem alguma coisa a dizer
Alexandre Alves assegura também que o seu projecto “em relação à área de construção prevista e aprovada pela autarquia (no Plano de Pormenor), iria diminuir cerca de 20% a volumetria de construção no centro da cidade”.
A autarquia aprovou cerca de 35.000 metros quadrados de construção – 29.700 metros quadrados (m2) para habitação e 5.000 m2 para comércio, serviços e lazer –, além dos 27.000 m2 de estacionamento subterrâneo.
“Até aqui, a única medida que tomei quando soube da decisão da comissão de venda do Farense, foi dar conhecimento da situação ao presidente da Assembleia Municipal de Faro (Luís Coelho), porque considero que neste negócio a autarquia tem alguma coisa a dizer” afirma o empresário.
O Observatório do Algarve vai continuar a seguir o caso da venda do Farense, até porque Alexandre Alves considera que “o projecto poderia resolver o problema do Farense e ser uma mais valia para a cidade” pelo que está a “ponderar” os passos seguintes.
O Farense, por seu lado, e segundo o presidente da Comissão de Venda vai tentar “a negociação com o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) para o alargamento do prazo para pagar os cerca de 9 milhões de dívidas do Farense poderá ser um factor que levará este novo concurso - que deverá avançar na próxima semana - a ter sucesso, pois, haverá mais tempo para negociar”.
Sabemos que esta proposta não poderia ser aceite pois não obedecia às regras estabelecidas pela comissão de venda para viabilização do negócio. Contudo, a ser verdade o que o Sr. Alexandre Alves, administrador da Retail Parks de Portugal SGPS afirma, estávamos na minha opinião, na presença duma proposta irrecusável para o Farense. Porque, mesmo ficando sem o edifício sede, e a confirmar-se a promessa do Sr. Alexandre Alves, o Farense ganharia outro estádio, mais três campos de treino e ainda um novo ginásio. Ou seja, os Leões de Faro teriam um complexo desportivo ao nível dos melhores clubes do país, ganhando logo aí também património. A juntar a isto não podemos esquecer a gorda quantia que este homem se diz disposto a oferecer para comprar o espaço. Por isso, aguardo com expectativa, as mudanças nas regras de venda que foram prometidas pela comissão de venda, para perceber se dessa forma o Farense poderá fazer este bom negócio. Além do mais, tenho imensas dúvidas que nas condições do mercado actual o Farense possa vender o espaço por mais de 11/12 milhões de euros, tornando este negócio ainda mais atractivo... Aguardemos...

domingo, 5 de outubro de 2008

Quando falta a garra e a inspiração, vencer é impossível...

Na imagem das equipas, cai na retina a união da equipa alentejana, permissa também revelada em campo e que foi decisiva no resultado do encontro

O Farense deu na tarde de hoje mais uma pálida imagem do que pode fazer, desiludindo mais uma vez os seus aficionados, neste que foi o 4.º jogo no Estádio Algarve mantendo a sequência negativa de resultados caseiros que teima em não desaparecer.
E se as expectativas eram consideráveis para esta partida, tendo em conta o resultado obtido no Barreiro, cedo se percebeu que a equipa treinada por Ivo Soares, não iria ter um dia feliz, tal foi a inoperância demonstrada, em especial na primeira meia hora de jogo, esboçando apenas uma ténue reacção após sofrer o primeiro golo da equipa eborense.

Ivo Soares apresentou um onze com algumas adaptações na equipa, em virtude da ausência de algumas unidades importantes, mas não se pode dizer que tenha sido esse o factor decisivo no desenrolar na partida. Após 10 minutos de estudo mútuo entre as equipas, o Juventude de Évora foi ganhando domínio na partida enfrentando uma equipa algarvia apática, mal organizada e com poucas ganas. Por isso, e mesmo sem o Juventude de Évora acelerar muito na partida, à meia hora de jogo já tinha rematado por 5 vezes à baliza de Kula enquanto os homens da casa apenas por uma vez se haviam aproximado com perigo da baliza de Tiago. Os alentejanos chegariam mesmo ao golo, na sequência de um canto, situação recorrente esta época, e que trazia alguma justiça ao marcador. Após o golo, o Farense tentou pegar mais na partida, situação mais que esperada, mas também não foi feliz, até porque a equipa contrária, que ia fazendo anti jogo desde o inicio do encontro, com o passar do tempo foi se aproveitando cada vez mais da complacência do arbitro e se a fluidez de jogo farense já era inconsistente então mais frágil se ia tornando. Na primeira parte, por incrível que pareça apenas nos recordamos duma boa jogada farense, na sequência duma “descida” de Hernâni pela direita, assistindo Edinho, que na grande área ganhou espaço mas rematou rasteiro para as mãos de Tiago.

Viria a segunda parte, e já com David Justo em campo, mas também Tony e Bruno, o Farense foi encostando cada vez mais o adversário à sua área, tendo quase sempre 4 atacantes em cima da defesa contrária por forma a aproveitar qualquer falha defensiva dos eborenses e assim chegar ao golo. Contudo, o despovoamento do meio campo, tornou o jogo dos Leões de Faro muito previsível, o que acabava por facilitar a tarefa da defensiva do Juventude de Évora, que se mostrou muito disciplinada, anulando as investidas farenses que também não eram correctamente executadas pois os jogadores não se desmarcavam e buscavam espaços para criar perigo junto da baliza de Tiago. E se tudo se mantinha difícil para os comandados de Ivo Soares, pior ficaram quando o experiente Nuno Gaio fez o 0-2 numa jogada de contra ataque. Era a total desilusão para as hostes farenses, que ainda conseguiram chegar ao golo por Bruno, aproveitando a força e estatura do gigante de Loulé, alimentando tenuemente a esperança do empate. Mas faltavam apenas 7 minutos para terminar o encontro e o Farense não mais conseguiu chegar com perigo à baliza contrária, acumulando mais um resultado negativo, que deixa os farenses a 8 pontos do líder Cova da Piedade e a 5 do rival Louletano. Resultado que se justifica, num jogo feio e com uma arbitragem razoável, apenas manchada pela complacência para com o anti-jogo adversário.

Ficha de Jogo:
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
15 horas, 05/10/2008
Assistência: 850 espectadores
Arbitro: Ricardo Baixinho
FARENSE 1-2 JUVENTUDE ÉVORA

(27 mn, por Paulo Martins, na sequência dum canto cobrado na direita directamente para o segundo poste, surge o Xavier e desviar para a pequena área, onde aparece o central Paulo Martins a marcar o golo inaugural, com Kula fora do lance)
(76 mn, por Nuno Gaio, jogada rápida de ataque do Juventude pela esquerda com o cruzamento a ser tirado do meio do meio campo farense para o atacante Nuno Gaio, que, de cabeça desvia de Kula)
(88 mn, por Bruno, na sequência de um cruzamento da esquerda, Bruno antecipa-se ao guarda redes Tiago e “penteia” a bola para a baliza eborense)

Farense: Kula; Hernâni(Toni, 54mn), Né, Rui Graça, Cannigia; Arlindo (David Justo, 34mn), Norberto, Luís Afonso, Everson; Della Pasqua(Bruno, 65mn), Edinho. Treinador: Ivo Soares