segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Scolari despedido para regozijo de muitos...

Scolari não foi feliz na sua curta experiência em Inglaterra... Na minha opinião, a ambição subiu-lhe à cabeça e a forma pouco convincente como tratou da sua saída da Selecção, para entrar no Chelsea foi a prova disso mesmo. Deveria saber Scolari que treinar em Inglaterra não é fácil, que os seus métodos algo provincianos de gestão humana não se coadunariam com uma sociedade fechada, fria, fleumática... Além do mais a sua aventura ocorre num dos clubes mais perigosos da Premier League para qualquer treinador (que o diga Mourinho ou Avram Grant), e ele seria mais um com cabeça a prémio, após uma possível série negra de resultados... Contudo, acredito na capacidade de Scolari e a prova disso é que agora já estamos de calculadora na mão, sendo ultrapassados por equipas de terceira linha na fase de apuramento... Por isso não percebo como tanta gente cospe no parto onde comeu... Será que não se arriscam agora a passar fome?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ter o pássaro na mão e deixá-lo fugir...

Luta pela posse da bola entre Hernâni, Barão e um jogador louletano nas alturasO Louletano usou e abusou do jogo pelo ar para empatar a partida e seria dessa forma que chegaria ao golo final, já em período de descontos

O Farense alcançou na tarde de hoje um resultado positivo no terreno do líder da prova, empatando a duas bolas, mas na verdade foi com amargo de boca que os adeptos da capital algarvia saíram do Municipal de Loulé, pois o Louletano, equipa melhor apetrechada a todos os níveis, nunca foi superior ao Farense, que se bateu duma forma digna e empenhada na luta pelos três pontos.

Num relvado algo pesado e deteriorado face aos dias chuvosos que se têm feito sentir na região, acabou por ser o Farense a entrar melhor na partida, apostando num bom preenchimento a meio campo, que rapidamente colocava a bola nas alas para poder surpreender o adversário. O Louletano reagiu mas foi sempre uma equipa lenta nas transições Pintassilgo converteu exemplarmente a grande penalidadee pouco agressiva na luta pela posse de bola, socorrendo-se da capacidade de choque dos seus jogadores, bastante dotados fisicamente e que assim iam criando perigo através essencialmente de cruzamentos para a área ou na busca dos seus avançados através dum futebol muito directo. Jogando desta forma, o Louletano foi causando calafrios a Gonçalo, que se exibiu a um nível muito alto, livrando nesta primeira parte o Farense em duas ou três ocasiões flagrantes. Assistimos a períodos de equilíbrio entre as equipas, ambas adoptando filosofias distintas, sem que emergisse uma equipa mais forte em campo e onde o Farense também ia ameaçando a baliza contrária, com uma nota para um remate perigoso de Zé Nascimento, após um atabalhoamento de Bruno Lúcio aos 31 minutos. Quando o jogo já caminhava para o fim da primeira parte, aconteceria um dos momentos chave do jogo... Dante, até aí o único jogador amarelado, cometeria uma falta sobre Pintassilgo na área, o que acabaria por o levar à exclusão da partida por acumulação de amarelos ainda na primeira parte, deixando assim o Farense com o caminho aberto para sair a ganhar para os balneários.

Conseguida a vantagem e a jogar com mais um elemento, cabia a Manuel Balela mexer na sua equipa por forma a equilibra-la e assumir o domínio de jogo em sua casa. Com uma postura mais decidida na partida, os louletanos tentavam o empate, mas António Barão também não dormia no banco e astuto colocava DavidA festa nas bancadas e também de Pintassilgo no lado direito da foto Justo, jogador que nos têm habituado aos seus rápidos ráides, em campo, por troca com Zé Nascimento. A defesa do louletano estava mais diminuída face ao caudal ofensivo da equipa e jogava um pouco adiantada, com jogadores lentos, pelo que a aposta só podia surtir efeito. Passados dois minutos, David Justo construía o golo do 0-2, o que deixava os adeptos farenses com água na boca... Contudo a vantagem de dois golos foi sol de pouca dura e com o resultado mais equilibrado, intensificou-se ainda mais a pressão do Louletano, com Manuel Balela a por a carne toda no assador, perante uma defesa do Farense já amputada duma unidade sólida e forte fisicamente, Rui Graça, que havia saído por lesão, deixando os seus colegas de sector cada vez mais incomodados pelos gigantes louletanos. Justo, que havia estado no melhor, acabaria também por ser expulso infantilmente e para juntar a isso Norberto falharia um golo incrível de baliza escancarada, que faria o 1-3. Por tudo isto, embora o Farense estivesse a jogar bem, seria com alguma felicidade que o Louletano empataria a partida já no seu termo, para delírio dos adeptos e jogadores locais que o comemoram como que de uma final se tratasse. Nota para Rodrigo, jogador formado nas escolas do Farense, que comemorou o golo sozinho, junto dos adeptos farenses, duma forma muito vistosa e mesmo provocatória, situação que nada o dignifica. Arbitragem mediana.


Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 20ª Jornada
Estádio Municipal de Loulé (Loulé)

Assistência: 700 espectadores
15 horas, 08/02/2009
Árbitro: Eugénio Arez (Algarve)
LOULETANO 2-2 FARENSE


(45 mn, por Pintassilgo, na marcação duma grande penalidade para a esquerda de Bruno Lúcio, castigando uma falta de Dante sobre si, quando se preparava para caminhar isolado e rematar)
(60 mn, por Bruno, após uma boa jogada de Justo pela esquerda, que cruzou milimetricamente para Bruno no segundo poste, concluindo com o pé direito a jogada para o fundo da baliza louletana)
(65 mn, por Anselmo, numa jogada de contra ataque louletano de dois para um, Anselmo conduz a bola e acaba mesmo por reduzir a vantagem com um forte remate, indefensável para Gonçalo)
(90+4 mn, por Rafael, na sequência de um canto, a bola acaba por ser desviada e Rafael aparece mais lesto ao segundo poste e marca de cabeça)

Farense: Gonçalo; Cannigia, Rui Graça (Hernâni 50 mn), Carlos Neves, Wilson; Luís Afonso (Arlindo, 63mn), Zé Nascimento (Justo, 57mn) Barão, Norberto, Bruno, Pintassilgo. Treinador: António Barão

sábado, 7 de fevereiro de 2009

DOMINGO DIA 8, 15HORAS, TODOS AO MUNICIPAL DE LOULÉ!!
O LOULETANO RECEBE O FARENSE, NUM DERBY QUE PROMETE SER INTENSO NA LUTA PELOS LUGARES DE SUBIDA!!
SÓ A VITÓRIA INTERESSA!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Frente Ribeirinha de Faro...

Gostava muito de estar mais informado sobre o que se passa nos corredores do poder da politica local, não para que me pusesse em bicos de pés para tirar proveitos próprios, mas sim para perceber com maior exactidão e de que forma os nossos políticos procuram defender o melhor possível os interesses da nossa Cidade e Concelho e a partir daí projectar novos horizontes para a cidade de Santa Maria.

Como curioso, e admitindo desde já que não sou um expert na matéria, vou apanhando conversa dum lado e doutro e como não podia deixar de ser, leio alguns dos blogues mais populares da nossa Cidade, que, com posturas diferentes perantes os factos e notícias que vão surgindo, procuram informar o que os outros meios não são capazes transmitir aos leitores, permitindo a partir daí, acesas trocas de ideias entre a vasta comunidade farense(e não farense) participante. Ao ser verdade, o que o Blog Tem Avonde adianta, o que se passou no passado dia 3 de Fevereiro na CMF, foi de facto a prova oral duma lição que não foi bem estudada e por isso muitas das questões que foram colocadas com o desenrolar da apresentação do projecto, não tiveram o esperada explicação. No meio destas declarações de intenções da Parque Expo, e até porque José Apolinário referiu a necessidade da participação da sociedade civil na formalização deste projecto, há um facto que ainda não foi explicado aos farenses com toda a clareza e que me parece ser a "chave" para o sucesso do projecto, quer a nível financeiro, quer no resultado que se pretende para o mesmo. Trata-se do caminho de ferro que delimita a cidade junto à ria, sendo assim o principal entrave à aproximação das pessoas ao mar. Porque, as pessoas, os munícipes e visitantes do Concelho são o alvo desta requalificação (tardia) da baixa da cidade, pergunto como pode ser possível fazer este "facelift", se mantivermos o caminho de ferro. Pelo que se se sabe há a intenção de se fazer três passagens inferiores nos cerca de 5 kilómetros que compõem a faixa citadina que beneficiará das obras. É suficiente? Evidentemente que não... E as passagens pedonais serão feitas de que forma? Não me parece que hajam formas milagrosas para contornar este problema e por tudo isto vou esperar para ver, embora não esteja optimista perante o problema que se apresenta.

Quando muitos dizem que este projecto têm duas décadas de atraso, pergunto se a questão do caminho de ferro, não foi também questionada ao longo deste tempo, quando outros Executivos estudaram a questão do famoso passeio ribeirinho. Por isso se pergunta quanto mais tempo a cidade de Faro vai esperar para se ver livre deste laço que a vai asfixiando e travando a sua evolução, situação que deveria ser já resolvida simultaneamente com a execução deste projecto, reduzindo assim os custos e o impacto negativo duma nova intervenção para a transferir a linha de sítio, pondo também em causa algumas das obras da requalificação agora apresentadas. Creio ser da maior importância reflectir sobre esta questão, aprofundando ainda mais o tema, para que depois não se chore sobre leite derramado.

Quanto ao resto, esperemos para ver, pois admitindo que os projectos apresentados serão traves mestras para o retorno do estatuto da capitalidade perdida nos últimos anos, parece que tudo ainda está muito vago e por isso não me alongarei em apreciações, sem ter um maior conhecimento.

Viva Faro!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Queirozadas Vs Scolarizadelas

Quando Scolari escolheu Bruno Vale para terceiro guarda redes da Selecção Nacional, jogador que era suplente de Vítor Baía no FC Porto, todos lhe caíram em cima... Mas agora, esses mesmo que tanto criticaram, talvez raivosos pela forma como o brasileiro afastou Baía, e fez frente a vários lobbies instalados no seio da Selecção, aceitam e aplaudem esta escolha de Orlando Sá para a equipa A de Portugal. Orlando Sá têm neste momento 33 minutos jogados na Liga Sagres em 1440 possíveis, e pese embora admitir que possa ser um jogador com potencialidades, a única coisa relevante que fez do conhecimento geral foi marcar três golos à Espanha num particular... Se formos rigorosos no critério, Bruno Vale tinha na altura mais historial que Orlando Sá... Aguardarei agora com curiosidade, esses mesmo críticos, sabendo dantemão que ao contrário de Scolari, Queirós e o grupo que lidera estão com a corda na garganta, relativamente ao apuramento. Por isso, esperava que este jogo, diante dum adversário muito parecido à Suécia com o qual jogaremos já em Março, servisse para uma preparação mais objectiva e prática, num grupo que precisa urgentemente de encontrar uma identidade que lhe permita vencer e ultrapassar a concorrência, e não para testes deste género... Depois não digam que não avisei...

Sporting-Benfica no Estádio Algarve ainda está “em aberto”

A hipótese de a final da Taça da Liga, opondo Sporting e Benfica, se realizar no Estádio Algarve, hoje descartada pela imprensa desportiva, ainda está “em aberto”, de acordo com o presidente do conselho de administração do Parque das Cidades, Seruca Emídio.

O autarca louletano revelou ao Região Sul que a dúvida prende-se com a conciliação entre a data do jogo entre os rivais lisboetas (22 de Março) e o arranque da construção da pista para a superespecial do Rally de Portugal, aprazado para 2 a 5 de Abril.

Se existir vontade de todas as partes – e nós estamos interessados –, continua a ser uma possibilidade em aberto”, acrescentou o presidente da câmara de Loulé, município que partilha com Faro a gestão do complexo do Parque das Cidades (PC).

Seruca Emídio confessa que apesar do interesse manifestado no ano passado pelo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Hermínio Loureiro, “nunca ficou totalmente garantido que o jogo fosse no Algarve”.

Esse cenário, sustentou o autarca, levou a administração do PC a confirmar o complexo como «quartel-general» do rali, incluindo a colocação de uma pista no lugar do relvado, para a realização da superespecial – à semelhança do que aconteceu em 2007.

Segundo declarou o responsável ao Região Sul, a construção da pista pode demorar “entre oito a dez dias”. “A manter estas condições, será difícil. Mas se apertarmos os prazos…

Seruca Emídio confirmou que vai contactar as partes envolvidas – Liga de Clubes, organização do rali e empreiteiro – e espera resolver a situação, para que os rivais lisboetas possam decidir no Algarve a vitória na Taça da Liga.
In Região-Sul
Acho muita "fruta" o Estádio Algarve receber estes dois eventos num espaço de 15 dias, o que a acontecer, seria mais uma vez um novo fôlego na projecção de Faro a nível nacional... E digo que acho muita fruta porque, ao contrário do que alega Seruca Emídio, no Parque das Cidades não será só o relvado do Estádio Algarve que estará em causa, mas sim a zona envolvente que servirá de quartel general a todas as equipas participantes da prova. Quem esteve presente nas últimas edições do Rally de Portugal, sabe que os camiões com toda a logística começam a chegar ao local com uma semana(ou mais) de antecência, tendo já nessa altura que estarem feitas algumas obras no local para receber a caravana. Por isso, e com muita pena minha, não creio, mas vou torcer para que tudo se resolva pelo melhor...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Parque Expo quer criar novas centralidades em Faro

Criar novas centralidades em Faro e devolver a Ria à cidade são os pontos-chave da estratégia para a zona ribeirinha da capital algarvia, apresentada esta terça-feira pela empresa Parque Expo, nos Paços do Concelho de Faro. Cais Neves Pires, na zona ribeirinha de Faro


Esta foi a sessão pública que serviu para divulgar o 1º relatório do Estudo Estratégico para a Frente Ribeirinha de Faro, divulgado em primeira-mão pelo semanário «barlavento», há duas semanas. Numa sala repleta de gente, Ana Lopes, técnica da Parque Expo e coordenadora deste estudo, apresentou a primeira versão do plano que esta empresa tem para a zona ribeirinha de Faro, que incide sobre o território que vai desde o Hotel Íbis, a Poente, até ao Bom João, a Nascente.

Ao nível de infra-estruturas, os destaques vão para a Marina a nascer no Bom João, junto ao actual Porto Comercial e em complemento a este, e a requalificação da zona do Cais Neves Pires, com a construção de um Centro Ambiental «ou um museu», com uma área verde associada, como o «barlavento» já havia anunciado.Também outros projectos que já estão a decorrer, noutros âmbitos, fazem parte deste estudo.

O Parque Ribeirinho de Faro, a ser concluído no âmbito do Polis da Ria Formosa, e a construção de uma doca exterior à que já existe junto ao Jardim Manuel Bívar, na Baixa de Faro, resultante de um protocolo entre a Câmara de Faro e o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, são exemplos. Segundo Ana Lopes, a estratégia elaborada pela Parque Expo assenta na criação de dois novos pólos de centralidade, a partir dos quais se desenvolve e interliga uma nova filosofia para a zona ribeirinha de Faro.Um pólo nascerá na zona Poente, junto da actual Estação de Caminho-de-Ferro de Faro, enquanto a segunda surgirá na zona industrial do Bom João, a partir do momento em que aqui for construída a Marina e promovidas acções de urbanização e valorização económica.

Neste segundo caso, a ideia da Câmara é há muito conhecida e passa por criar uma espécie de Parque das Nações, através de uma profunda regeneração urbana. Já junto à estação, a Parque Expo defende a criação «de um interface intermodal», que permita fazer uma articulação entre diversos meios de transporte, nomeadamente «comboios, autocarros e barcos».Ao mesmo tempo, o estudo prevê o aproveitamento «de muitos dos armazéns que ali se encontram devolutos», de modo a que sejam «devolvidos à cidade», através de usos alternativos. Já houve um projecto para trazer para esta zona a noite farense, possibilidade que ainda poderá estar em cima da mesa.

Estes dois pólos juntar-se-ão aos que a empresa identificou junto à doca de Faro, na Cidade Velha e na zona do Teatro Municipal e do Fórum Algarve, fechando a malha de centros de influência junto à Ria Formosa. E como nem só da água e sapais deste sistema lagunar podem os farenses viver, também é idealizada a construção de espaços verdes e a arborização da cidade. Os pontos assinalados no estudo são o Parque Ribeirinho, a zona do Cais Neves Pires e o Parque Urbano a nascer na zona do Vale da Amoreira.

Outro ponto descrito como fulcral pela Parque Expo foi a reestruturação da rede viária e pedonal, de modo a permitir furar a barreira que a linha de caminho-de-ferro actualmente representa entre a cidade e a Ria Formosa. Neste campo, a empresa defende a criação de passagens inferiores «junto ao Teatro das Figuras, na zona do IPJ e junto do apeadeiro do Bom João».Ao mesmo tempo, serão feitas diversas zonas para a travessia de peões, para lhes permitir o acesso ao passeio pedonal que será criado do lado de lá da linha, junto à Ria, em toda a frente ribeirinha da cidade.
Foto e Crónica In Barlavento Online