A abertura das propostas de compra do Estádio de São Luís, realizada hoje na sede do Farense, manteve a dúvida. Até final da semana, prosseguem as negociações com os dois interessados, que apresentaram valores longe dos 15 milhões de euros pretendidos. “Ainda não há «luz verde». Recebemos d
uas propostas, nacionais, mas ambas longe do valor-base de licitação”, explicou o presidente do clube de Faro, Gomes Ferreira, em conferência de imprensa após reunião da comissão de venda do recinto. O responsável adiantou que a comissão reuniu com um dos interessados, cuja proposta “não satisfaz por inteiro”, e tenciona encontrar-se com o outro proponente nas próximas 48 horas. “Vamos aguardar e perceber qual será a proposta mais vantajosa, sabendo que queremos chegar a uma conclusão benéfica para os interesses do Farense”, disse o líder do emblema. Gomes Ferreira não admite que a venda possa fazer-se abaixo do valor de 15 milhões de euros. “O que podemos fazer é permitir maior facilidade no pagamento dessa verba, tendo em conta a crise”, acrescentou.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Venda do Estádio de São Luís continua em dúvida
Negociações com dois interessados prosseguem até final da semana
Caso os dois interessados decidam não cobrir esse valor, a comissão de venda reunir-se-á para decidir se “ouve os sócios ou opta por outra alternativa”, afirmou o presidente do Farense. Esta é a segunda tentativa de venda do Estádio de São Luís, depois de a primeira ter «abortado» em Setembro, por falta de condições dos interessados.
As condições foram melhoradas nesta nova fase: o espaço destinado a comércio, serviços, escritórios e lazer subiu de 5 mil para 20.769 metros quadrados, enquanto a zona de habitação diminuiu, sendo permitidos 216 fogos. Só com o negócio feito será possível avançar para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC), que permite ao Farense pagar dívidas de forma faseada. O passivo está estimado em cerca de 11 milhões de euros.
In Região-Sul
Farense: e depois da venda do Estádio?
Venda do Estádio de S. Luís é "passo incontornável", mas há quem pense que o futuro tem de ser acautelado.
A abertura de propostas para a compra do estádio está marcada para esta tarde, sendo que o provável destino daqueles terrenos passa pela construção de uma zona habitac
ional e comercial.
Em Olhão, a construção de um centro comercial - inaugurado no final de Abril -, no recinto do antigo Estádio Padinha, permitirá ao Olhanense obter uma receita fixa mensal de cerca de 40 mil euros.
Com um passivo superior a 10 milhões de euros, o Farense poderá lucrar com a instalação de uma zona comercial e parque de estacionamento na zona do estádio, obtendo parte das receitas geradas.
"Os novos estádios construídos agora são todos aproveitados pelos clubes, que têm receitas todos os meses e aqui no Estádio de S. Luís podia fazer-se o mesmo", disse à Lusa o ex-jogador do clube Hassan Nader. Actualmente com 44 anos, o marroquino, que também passou pelo Benfica, jogou no Farense nos tempos áureos do clube, actualmente na III Divisão, mas que durante quase uma década militou na I Liga.
No espaço de dez anos, o clube viajou da glória - a presença na Taça UEFA (1995/96), onde foi eliminado pelo Lyon (França) - à decadência, com a descida aos distritais (2005/06), por decisão dos responsáveis.
"O mais importante agora é pôr as dívidas a 'zero' e ainda sobrar algum para tentar pôr o Farense na I Liga outra vez", observa Hassan, que apesar de triste com a venda do estádio, encara o negócio como a única solução.
Perspectiva idêntica tem João Galrito, líder dos "South Side Boys", claque do Farense, que comemorou recentemente quinze anos e tem acompanhado o clube mesmo nos momentos mais difíceis.
"É um mal necessário [a venda do estádio] e a única solução possível", diz, acrescentando que apesar do seu desejo ser a manutenção do estádio, o mais provável é que o recinto dê lugar a "mais um pedaço de cimento" na cidade.
Apesar da eventual demolição do estádio, ficarão de pé o pavilhão desportivo do Farense e o edifício sede, o que, de acordo com João Galrito, é importante para ajudar a manter a presença do clube dentro da cidade. Com a passagem dos jogos para o Estádio Algarve, um estádio "sem alma", o líder dos "South Side" acha difícil recriar o "inferno" de São Luís, como era conhecido, contudo, acredita que os adeptos acabarão por se habituar.
A abertura de propostas para a compra do recinto do Estádio de São Luís está marcada para hoje à tarde, depois do primeiro concurso ter falhado e a área comercial prevista inicialmente no projecto ter quadruplicado. In Observatório do Algarve
A abertura de propostas para a compra do estádio está marcada para esta tarde, sendo que o provável destino daqueles terrenos passa pela construção de uma zona habitac
ional e comercial.Em Olhão, a construção de um centro comercial - inaugurado no final de Abril -, no recinto do antigo Estádio Padinha, permitirá ao Olhanense obter uma receita fixa mensal de cerca de 40 mil euros.
Com um passivo superior a 10 milhões de euros, o Farense poderá lucrar com a instalação de uma zona comercial e parque de estacionamento na zona do estádio, obtendo parte das receitas geradas.
"Os novos estádios construídos agora são todos aproveitados pelos clubes, que têm receitas todos os meses e aqui no Estádio de S. Luís podia fazer-se o mesmo", disse à Lusa o ex-jogador do clube Hassan Nader. Actualmente com 44 anos, o marroquino, que também passou pelo Benfica, jogou no Farense nos tempos áureos do clube, actualmente na III Divisão, mas que durante quase uma década militou na I Liga.
No espaço de dez anos, o clube viajou da glória - a presença na Taça UEFA (1995/96), onde foi eliminado pelo Lyon (França) - à decadência, com a descida aos distritais (2005/06), por decisão dos responsáveis.
"O mais importante agora é pôr as dívidas a 'zero' e ainda sobrar algum para tentar pôr o Farense na I Liga outra vez", observa Hassan, que apesar de triste com a venda do estádio, encara o negócio como a única solução.
Perspectiva idêntica tem João Galrito, líder dos "South Side Boys", claque do Farense, que comemorou recentemente quinze anos e tem acompanhado o clube mesmo nos momentos mais difíceis.
"É um mal necessário [a venda do estádio] e a única solução possível", diz, acrescentando que apesar do seu desejo ser a manutenção do estádio, o mais provável é que o recinto dê lugar a "mais um pedaço de cimento" na cidade.
Apesar da eventual demolição do estádio, ficarão de pé o pavilhão desportivo do Farense e o edifício sede, o que, de acordo com João Galrito, é importante para ajudar a manter a presença do clube dentro da cidade. Com a passagem dos jogos para o Estádio Algarve, um estádio "sem alma", o líder dos "South Side" acha difícil recriar o "inferno" de São Luís, como era conhecido, contudo, acredita que os adeptos acabarão por se habituar.
A abertura de propostas para a compra do recinto do Estádio de São Luís está marcada para hoje à tarde, depois do primeiro concurso ter falhado e a área comercial prevista inicialmente no projecto ter quadruplicado. In Observatório do Algarve
Tal como o Hassan e o João Galrito, defendo as ideias aqui expostas. Contudo, se aparecer uma proposta com altas contra partidas para o Clube, mas que inclua a demolição do Ginásio-Sede, e sabendo que as condições do concurso a rejeitam logo à partida, será o mais sensato recusá-la liminarmente, sem analisar prós e contras?
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
O Fim de Semana Desportivo em Análise - Época 2008/2009
Mais um fim de semana desportivo passado e com ele, de volta as emoções do futebol. Comecemos pelos Séniores do SC Farense, que ontem presentearam os seus associados com um espectáculo emotivo no velho São Luís, não logrando vencer o Reguengos mas conseguindo um ponto muito importante já ao cair do pano, quando muitos dos adeptos alentejanos já esperavam a sua vitória. Este resultado, permitiu que o Reguengos não criasse um fosso de seis pontos entre as equipas, o que seria já uma distância considerável para recuperar, e assim, conjugando também o empate do Louletano 1-1 na Cova da Piedade, tudo se mantém em aberto para a segunda volta da segunda fase.
Foquemo-nos agora nos Juvenis, que com a sua equipa A bateram a equipa da Soc. Recreativa 1.º de Janeiro em S. Brás de Alportel por 1-4 e assim se aproximaram do líder Internacional de Almancil que foi surpreendentemente batido em Lagoa por 3-2 e assim têm uma vantagem de quatro pontos para gerir nos próximos dois jogos. O mesmo resultado conseguiu a equipa B em Boliqueime, cimentando assim a sua 7.º posição na geral, realizando um campeonato tranquilo. Nos Iniciados, a equipa farense não conseguiu melhor que um empate 2-2 em casa, frente ao Silves perdendo uma posição na tabela para o Quarteirense, finalizando a época num decepcionante 9.º lugar em 12 equipas, classificação medíocre para um clube com a dimensão do Farense.
Notas finais, como habitualmente para os Infantis, que averbaram duas preciosas vitórias frente ao Louletano, ganhando em Loulé por 1-2 e 5-6, enquanto as Escolas A bateram 3-1 o Almancilense em casa, tendo a equipa B também ganho o seu jogo que realizou em Almancil, frente ao Internacional, por 3-4.
Voltemos à Terceira Divisão Nacional, onde mais uma equipa algarvia traçou o seu triste destino. O Campinense de Ivo Soares, que tinha obrigatoriamente de vencer em Castro Verde por forma guardar uma réstia de esperança para última jornada, não evitou a derrota num jogo muito emotivo e perdeu por 3-2, num campo onde o treinador ex-Farense havia vencido por duas ocasiões este ano, mas que na fase decisiva baqueou. O futebol algarvio consuma assim um cenário negro nos quadros do futebol nacional, juntando esta descida à do Messinense, que também saiu derrotado por 2-3 em Messines frente ao Fabril, e do Silves que, no grupo F2, à muito estava afastado, tendo neste domingo averbado mais derrota, frente ao Barreirense por 3-2, ainda que tivesse estado em vantagem, não dando assim uma ajudinha ao Quarteirense, que assim é obrigado a vencer no próximo domingo o mesmo Silves em Quarteira. Ontem, os comandados de José Veríssimo foram derrotados 2-0 na Herdade da Silveirinha frente ao Lusitano de Évora, estando agora empatados com 21 pontos na poule. com o Barreirense, ainda que tenham vantagem no confronto directo.
Passemos para a Segunda Divisão B, onde Lagoa e Beira Mar ainda estão em competição, com amplo destaque, mais uma vez, para o Lagoa que venceu 2-0 no Josino da Costa o Atlético e parte para a última jornada com dois pontos de desvantagem para o líder Carregado, situação inacreditável e honrosa para os lagoenses. Graças a uma série de quatro vitórias seguidas nesta fase e duma quebra de forma do Carregado, podem ainda sonhar pela subida à Liga Vitalis, cenário, como sabemos indesejado para um clube com as dimensões do Lagoa. Mas, se para os lados do barlavento o sorriso é de orelha a orelha, em Monte Gordo, fazem se as contas da passagem da equipa pela Segunda B, pois a equipa já está despromovida e regressará na próxima época à Terceira Divisão Nacional, tendo ontem se despedido do seu público com uma pesada derrota por 1-4 diante do Mafra, estando no 5º lugar da poule, com mais dois pontos que o último posicionado, o Torreense.
Nota final para a Liga Vitalis, onde a fé em torno do Olhanense e do seu sonho em regressar á liga principal move milhares de adeptos pelo país fora. Ontem, em Leiria foram dois mil os que se deslocaram mas saíram do Magalhães Pessoa vergados a uma pesada e injusta derrota por 5-1, com um poker do cobiçado Carlão. A infelicidade dos homens de Olhão na concretização, foi compensada na tarde de ontem com o empate caseiro do Santa Clara, 1-1 com o Desportivo das Aves, deixando os de Olhão, ainda na frente mas empatados com o próprio Santa Clara e com um mísero ponto de vantagem sobre o Leiria. No próximo domingo, pelas 11.15 no José Arcanjo, todos os olhos estarão por lá, e uma vitória do Olhanense, pode deixar os algarvios com um pé na Liga, sendo obrigado a vencer apenas um dos dois jogos finais da época.
Por seu turno, o Portimonense, conseguiu quebrar uma série de três jogos sem vencer, e saltou na tabela, estando agora com uma margem de dois pontos sobre a linha de água, após a vitória por 1-0 contra o Sporting da Covilhã.
Foquemo-nos agora nos Juvenis, que com a sua equipa A bateram a equipa da Soc. Recreativa 1.º de Janeiro em S. Brás de Alportel por 1-4 e assim se aproximaram do líder Internacional de Almancil que foi surpreendentemente batido em Lagoa por 3-2 e assim têm uma vantagem de quatro pontos para gerir nos próximos dois jogos. O mesmo resultado conseguiu a equipa B em Boliqueime, cimentando assim a sua 7.º posição na geral, realizando um campeonato tranquilo. Nos Iniciados, a equipa farense não conseguiu melhor que um empate 2-2 em casa, frente ao Silves perdendo uma posição na tabela para o Quarteirense, finalizando a época num decepcionante 9.º lugar em 12 equipas, classificação medíocre para um clube com a dimensão do Farense.
Notas finais, como habitualmente para os Infantis, que averbaram duas preciosas vitórias frente ao Louletano, ganhando em Loulé por 1-2 e 5-6, enquanto as Escolas A bateram 3-1 o Almancilense em casa, tendo a equipa B também ganho o seu jogo que realizou em Almancil, frente ao Internacional, por 3-4.
Voltemos à Terceira Divisão Nacional, onde mais uma equipa algarvia traçou o seu triste destino. O Campinense de Ivo Soares, que tinha obrigatoriamente de vencer em Castro Verde por forma guardar uma réstia de esperança para última jornada, não evitou a derrota num jogo muito emotivo e perdeu por 3-2, num campo onde o treinador ex-Farense havia vencido por duas ocasiões este ano, mas que na fase decisiva baqueou. O futebol algarvio consuma assim um cenário negro nos quadros do futebol nacional, juntando esta descida à do Messinense, que também saiu derrotado por 2-3 em Messines frente ao Fabril, e do Silves que, no grupo F2, à muito estava afastado, tendo neste domingo averbado mais derrota, frente ao Barreirense por 3-2, ainda que tivesse estado em vantagem, não dando assim uma ajudinha ao Quarteirense, que assim é obrigado a vencer no próximo domingo o mesmo Silves em Quarteira. Ontem, os comandados de José Veríssimo foram derrotados 2-0 na Herdade da Silveirinha frente ao Lusitano de Évora, estando agora empatados com 21 pontos na poule. com o Barreirense, ainda que tenham vantagem no confronto directo.
Passemos para a Segunda Divisão B, onde Lagoa e Beira Mar ainda estão em competição, com amplo destaque, mais uma vez, para o Lagoa que venceu 2-0 no Josino da Costa o Atlético e parte para a última jornada com dois pontos de desvantagem para o líder Carregado, situação inacreditável e honrosa para os lagoenses. Graças a uma série de quatro vitórias seguidas nesta fase e duma quebra de forma do Carregado, podem ainda sonhar pela subida à Liga Vitalis, cenário, como sabemos indesejado para um clube com as dimensões do Lagoa. Mas, se para os lados do barlavento o sorriso é de orelha a orelha, em Monte Gordo, fazem se as contas da passagem da equipa pela Segunda B, pois a equipa já está despromovida e regressará na próxima época à Terceira Divisão Nacional, tendo ontem se despedido do seu público com uma pesada derrota por 1-4 diante do Mafra, estando no 5º lugar da poule, com mais dois pontos que o último posicionado, o Torreense.
Nota final para a Liga Vitalis, onde a fé em torno do Olhanense e do seu sonho em regressar á liga principal move milhares de adeptos pelo país fora. Ontem, em Leiria foram dois mil os que se deslocaram mas saíram do Magalhães Pessoa vergados a uma pesada e injusta derrota por 5-1, com um poker do cobiçado Carlão. A infelicidade dos homens de Olhão na concretização, foi compensada na tarde de ontem com o empate caseiro do Santa Clara, 1-1 com o Desportivo das Aves, deixando os de Olhão, ainda na frente mas empatados com o próprio Santa Clara e com um mísero ponto de vantagem sobre o Leiria. No próximo domingo, pelas 11.15 no José Arcanjo, todos os olhos estarão por lá, e uma vitória do Olhanense, pode deixar os algarvios com um pé na Liga, sendo obrigado a vencer apenas um dos dois jogos finais da época.
Por seu turno, o Portimonense, conseguiu quebrar uma série de três jogos sem vencer, e saltou na tabela, estando agora com uma margem de dois pontos sobre a linha de água, após a vitória por 1-0 contra o Sporting da Covilhã.
São Luís: Último dia para apresentar propostas

Hoje é o derradeiro dia para os interessados na compra do Estádio de São Luís apresentarem as propostas. Amanhã serão divulgados os resultados.
O segundo concurso da venda do Estádio de São Luís tem hoje, às 17h00, a data limite para a apresentação das propostas dos interessados na compra do recinto.
Segundo apurou o Observatório do Algarve, foram levantadas duas documentações com a informação necessária e a última terá mesmo sido na já tarde de sexta-feira. O OdA sabe ainda que um dos requerentes é uma empresa de construção sedeada no Algarve.
O segundo concurso da venda do Estádio de São Luís tem hoje, às 17h00, a data limite para a apresentação das propostas dos interessados na compra do recinto.
Segundo apurou o Observatório do Algarve, foram levantadas duas documentações com a informação necessária e a última terá mesmo sido na já tarde de sexta-feira. O OdA sabe ainda que um dos requerentes é uma empresa de construção sedeada no Algarve.
A base mínima de negociação, conforme será de 15 milhões de euros, para uma área comercial total de 20 700 metros quadrados, que inclui 5 mil metros concedidos pela autarquia, no âmbito do Plano de Pormenor da Zona de São Luís.
O novo projecto permitido ao clube prevê agora a construção de 216 fogos – antes eram 264 - numa área residencial total de 23 500 m2 e integra 750 lugares de estacionamento (em 25.400 m2), repartidos por dois pisos subterrâneos (subcaves 1 e 2).
Estão ainda previstos perto de 5 mil metros quadrados de zona classificada como "de lazer, comércio e serviços" e 1300 m2 de praça pedonal.
No dia 5 de Maio serão conhecidas as propostas e haverá um leilão entre as três melhores ofertas.
domingo, 3 de maio de 2009
Enervados mas não resignados...
O Farense jogava na tarde de hoje uma cartada importante na luta pela promoção, jogando no mítico São Luís com o actual segundo classificado, Atlético de Reguengos, com o qual ainda não havia vencido esta época. Num jogo que se antevia muito difícil, foi notório o clima de esperança reinante nas hostes farenses, fruto da boa casa que se registou e mais que isso da cumplicidade que os adeptos têm com a equipa, fazendo lembrar tempos não muito distantes, onde a formação da capital algarvia ombreava com os melhores emblemas nacionais. Apesar das cinco vitórias consecutivas em casa e também da invencibilidade do Farense nesta fase de subida, os Leões de Faro não conseguiram melhor que um empate, que, dadas as circunstâncias até foi positivo, como frisou António Barão em declarações à imprensa após a partida.Numa primeira parte equilibrada, acabou por entrar melhor no jogo a equipa do Reguengos, que se apresentou no bem tratado relvado do São Luís, rápido sobre a bola, obtendo assim maior supremacia a meio campo e desfrutando de lances de bola parada que iam atormentando a baliza defendida por Gonçalo. Passados os primeiros dez minutos o Farense tentava então equilibrar a balança mas sempre denotando dificuldades na troca de bola e na transposição defesa-ataque, com o esférico a ser jogado muitas vezes pelo ar, o que nada beneficia
va o espectáculo. Aos 13 minutos pareceu-nos que um atleta do Reguengos teria sido tocado em falta no interior da área algarvia, ao qual o árbitro não correspondeu, acumulando ao longo da partida mais alguns erros de avaliação, muitos deles também em prejuízo do Farense, com algumas faltas de análise discutível. Sem o Farense estar a jogar bem, demonstrava ainda alguma passividade na defesa, coleccionando algumas hesitações no sector mais recuado, pelo que foi dessa forma que Ben, um dos jogadores mais perigosos da equipa adversária, inaugurar o marcador pouco depois da meia hora, pondo alguma justiça no marcador. O Farense aos poucos foi tentando sair do colete de forças a que estava submetido e dispôs duma boa ocasião, quando aos 35 minutos, Carlos Neves proporcionou a Panaça uma bela defesa a um seu cabeceamento nas imediações da pequena área. Só desta forma os Leões de Faro conseguiam criar perigo, perante a equipa alentejana que ia fazendo do contra ataque a sua maior arma.
va o espectáculo. Aos 13 minutos pareceu-nos que um atleta do Reguengos teria sido tocado em falta no interior da área algarvia, ao qual o árbitro não correspondeu, acumulando ao longo da partida mais alguns erros de avaliação, muitos deles também em prejuízo do Farense, com algumas faltas de análise discutível. Sem o Farense estar a jogar bem, demonstrava ainda alguma passividade na defesa, coleccionando algumas hesitações no sector mais recuado, pelo que foi dessa forma que Ben, um dos jogadores mais perigosos da equipa adversária, inaugurar o marcador pouco depois da meia hora, pondo alguma justiça no marcador. O Farense aos poucos foi tentando sair do colete de forças a que estava submetido e dispôs duma boa ocasião, quando aos 35 minutos, Carlos Neves proporcionou a Panaça uma bela defesa a um seu cabeceamento nas imediações da pequena área. Só desta forma os Leões de Faro conseguiam criar perigo, perante a equipa alentejana que ia fazendo do contra ataque a sua maior arma.Na segunda parte esperava-se uma outra postura do Farense, e António Barão percebeu o que tinha de fazer, recuando Rui Graça para a defesa e proporcionando a entrada de dois homens frescos, um para construir jogo a meio campo e outro (Della Pasqua) para se juntar a Bruno e assim ter mais poder de fogo na frente. Notava-se que um dos maiores problemas do Farense era a inferioridade a meio campo, onde apenas Barão tentava construir jogo e circular a bola, o que prejudicava a fluidez na dinâmica ofensiva. Por esses instantes podia mesmo o Reguengos ter morto a partida, num lance em que Ben apareceu isolado diante de Gonçalo, proporcionando a este uma defesa com as pernas, à passagem dos 54 minutos. Apesar das alterações nem sempre o Farense conseguiu por esse novo plano prática, demonstrando muito nervosismo e ansiedade, penalizadores para
uma equipa que tinha que inverter um resultado adverso e que também enfrentava a manha do Reguengos, useiro e vezeiro a queimar tempo em supostas faltas e reposições de bolas em jogo. Os alentejanos, ao contrário de algumas equipas que já passaram por Faro, demonstrava uma boa capacidade física, e nem mesmo o aumento de ritmo do Farense na parte final os incomodou verdadeiramente, tendo os algarvios contado pelos dedos as genuínas oportunidades de golo, com destaque para Bruno que aos 82 minutos perderia uma bela chance, desmarcado na grande área e efectuando um chapéu que embateu no travessão da baliza do Reguengos. Após esse lance gerou-se um clima de muita crispação junto ao banco dos alentejanos, com epicentro no treinador Jorge Vicente que foi ao longo da partida um verdadeiro agitador de ânimos, avivando ainda mais as sensibilidades do público algarvio na recta final da partida. Seria neste contexto que o Farense chegaria à igualdade, sobre os 90 minutos, causando uma enorme explosão no vulcão do São Luís, como há muito não se via, deixando no ar ainda a sensação de que nos últimos cinco minutos se poderia assistir a uma reviravolta no marcador. A verdade, é que sem jogar bem, o Farense comandou as operações no últimos 20 minutos da partida, encostando o adversário às cordas mas manifestando pouco discernimento na hora de rematar, pelo que o resultado acaba por se ajustar e deixa tudo em aberto para as últimas cinco jornadas, onde as quatro equipas da frente partem com expectativas elevadas de garantir a subida.
uma equipa que tinha que inverter um resultado adverso e que também enfrentava a manha do Reguengos, useiro e vezeiro a queimar tempo em supostas faltas e reposições de bolas em jogo. Os alentejanos, ao contrário de algumas equipas que já passaram por Faro, demonstrava uma boa capacidade física, e nem mesmo o aumento de ritmo do Farense na parte final os incomodou verdadeiramente, tendo os algarvios contado pelos dedos as genuínas oportunidades de golo, com destaque para Bruno que aos 82 minutos perderia uma bela chance, desmarcado na grande área e efectuando um chapéu que embateu no travessão da baliza do Reguengos. Após esse lance gerou-se um clima de muita crispação junto ao banco dos alentejanos, com epicentro no treinador Jorge Vicente que foi ao longo da partida um verdadeiro agitador de ânimos, avivando ainda mais as sensibilidades do público algarvio na recta final da partida. Seria neste contexto que o Farense chegaria à igualdade, sobre os 90 minutos, causando uma enorme explosão no vulcão do São Luís, como há muito não se via, deixando no ar ainda a sensação de que nos últimos cinco minutos se poderia assistir a uma reviravolta no marcador. A verdade, é que sem jogar bem, o Farense comandou as operações no últimos 20 minutos da partida, encostando o adversário às cordas mas manifestando pouco discernimento na hora de rematar, pelo que o resultado acaba por se ajustar e deixa tudo em aberto para as últimas cinco jornadas, onde as quatro equipas da frente partem com expectativas elevadas de garantir a subida. Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 5ª Jornada Fase Subida
Estádio de S. Luís (Faro)
Assistência: 1400 pessoas
16 horas, 03/05/2009
Árbitro: Pedro Silva (Lisboa)
FARENSE 1-1 ATLÉTICO REGUENGOS
Estádio de S. Luís (Faro)
Assistência: 1400 pessoas
16 horas, 03/05/2009
Árbitro: Pedro Silva (Lisboa)
FARENSE 1-1 ATLÉTICO REGUENGOS
(90+2 mn, por David Justo, fruto dum pontapé cruzado de pé direito, fortíssimo, que o guardião alentejano Panaça foi impotente de defender)
(31 mn, por Ben, que invadiu a área pela esquerda, ultrapassando dois ou três defesas algarvios, rematando rasteiro e cruzado para junto do poste mais distante da baliza do lado do pavilhão)
(31 mn, por Ben, que invadiu a área pela esquerda, ultrapassando dois ou três defesas algarvios, rematando rasteiro e cruzado para junto do poste mais distante da baliza do lado do pavilhão)
Farense: Gonçalo; Cannigia, Hernâni (Luís Afonso, 55mn), Carlos Neves, Wilson; Rui Graça, Zé Nascimento (Della Pasqua, 53mn), Barão (Dinis, 70mn), Justo, Pintassilgo, Bruno. Treinador: António Barão
sábado, 2 de maio de 2009
Faro e Benfica em perigo...
Mesmo que este espaço tenha como objectivo divulgar o Farense (entre outros temas), hoje abrimos uma excepção para abordar o segundo clube mais representativo a nível de futebol sénior da nossa querida cidade de Faro, o Sport Faro e Benfica. Isto porque há um sério risco deste popular clube da capital algarvia descer à Segunda Divisão Distrital, na sequência do empate caseiro obtido hoje frente ao Alvorense por 2-2, onde por duas vezes esteve em desvantagem. Sabendo que descerão à Segunda Distrital, sempre duas equipas mais as que eventualmente sejam despromovidas dos Campeonatos Nacionais, a verdade é que a péssima campanha de Campinense, Messinense e Silves, e mesmo do Quarteirense, que ainda não garantiu a provável manutenção, conjugarão a descida de 5 equipas para o último escalão sénior regional.
É neste contexto que o empate do Faro e Benfica agrava a situação, pois agora ocupa o 13º lugar, deslocando-se na última jornada à casa do Estombarense, rival directo na luta pela manutenção. Mas, mesmo que vencendo esse difícil jogo, terá que esperar que pelo menos uma das equipas imediatamente acima na tabela, escorreguem nos seus jogos caseiros, o que parece à partida pouco esperado. Contudo há que acreditar, e torcer para que esta equipa, onde jogam ex-farenses como Galinha, Zé Clemente ou Maia possa superar este mau momento e assim represente mais uma vez a nossa cidade no Distritalão.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Faro é excelência?!
Noutros tempos era o lema do actual vereador independente da Câmara de Faro, José Vitorino, quando este conduziu os destinos do concelho entre 2001 e 2005. Não que este tivesse feito um trabalho, na globalidade louvável, nessa vertente, mas causou-me tristeza quando nesta semana passei, e olhei com outros olhos para a rotunda situada nas traseiras do Fórum Algarve, na estrada que liga o Mar e Guerra à Avenida Calouste Gulbenkian, na zona da Lejana. Esta que é uma das entradas da capital algarvia têm uma rotunda onde o mato e ervas daninhas têm crescido abundantemente, sinal do desleixo dos Serviços Municipalizados que não tratam daquele espaço à vários meses, isto no interior da cidade... Por isso me pergunto: Está capital é Excelência?
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