segunda-feira, 1 de junho de 2009

Licenciamento em marcha

A Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aprovou, sábado, na generalidade o Manual de Licenciamento de Clubes, um regulamento que se pretende que entre em vigor na II Divisão Nacional na época 2010/2011.

A proposta apresentada pela Direcção da FPF, aprovada com a unanimidade dos sócios ordinários do organismo depois de uma reunião de pouco mais de hora e meia de duração, vai agora ser discutida na especialidade.

"Os clubes têm que respeitar o regulamento e de saber como se rege em termos de infra-estruturas, em termos de condições logísticas e financeiras para poderem participar em competições, mesmo nas competições não profissionais. Por isso, fiquei satisfeito por esta aprovação na generalidade", afirmou o Presidente da FPF, Gilberto Madaíl.

Quando entrar em vigor, o Manual de Licenciamento preconiza que apenas possam competir nos campeonatos da II e III divisões os clubes que provem a inexistência de dívidas a jogadores e técnicos e as decorrentes das transferências de futebolistas.

O regulamento define critérios imperativos, em que a licença para participar na competição em que se inscrevam não será atribuída aos clubes em incumprimento, obrigados a apresentarem um programa de desenvolvimento de futebol jovem aprovado e um terreno de jogo relvado ou dotado de um relvado sintético certificado com as normas da FIFA (100/64 mt.).

Estabelece também critérios obrigatórios, podendo os clubes ser sancionados sem serem excluídos, e ainda regras aconselháveis, para as quais não existe obrigatoriedade de cumprimento.

domingo, 31 de maio de 2009

Serão assim tão diferentes?


Vitória sobre o campeão deixa farenses no 3.º lugar

O golo de Della Pasqua frente à sua ex- equipa, decidiu a partida


Jogou-se na tarde de hoje a penúltima jornada da Terceira Divisão, e desta forma o Farense se despediu dos seus apaniguados, defrontado no Estádio Algarve o Louletano, à partida já promovido à Segunda B, e que apesar de ter saído derrotado do encontro, comemorou efusivamente o título de campeão, em virtude da copiosa derrota obtida pelo Atlético de Reguengos em Évora por 4-0.

Com o tempo a convidar para uma verdadeira tarde de praia, não foram muitos os adeptos que se deslocaram ao anfiteatro do Parque das Cidades, assistindo os presentes a uma partida algo morna, situação natural após uma época tão desgastante e longa. Foi sob essa toada que se iniciou a partida, com algumas paragens e embora o Farense demonstrasse desde logo a iniciativa de jogo, foi o Louletano a abrir o marcador, aproveitando um lance de bola parada, concluído oportunamente por Idalécio, o capitão da turma de Loulé. Apesar deste começo positivo dos louletanos, minutos antes tinha sido de Wilson o primeiro lance de frisson, quando este efectuou um cruzamento-remate, apenas sustido pelo poste direito da baliza sul. Com o passar do tempo o jogo foi decaindo de qualidade, notando-se cada vez a mais a postura do Louletano neste jogo, que optou por jogar sempre em contra-ataque, apsotando em homens como Pintinho e Devigor para incomodar as redes de Costa, embora com pouca frequência. Contudo, o Farense não fazia muito melhor, e embora tentasse assumir as rédeas de jogo, as suas iniciativas eram anuladas com relativa facilidade pelo adversário, jogando de forma previsível, quase sempre pela direita, denotando dificuldades na finalização e criação de jogo para Della Pasqua que teve uma primeira parte muito discreta, entre os dois gigantes da defesa louletana. Aos 35 minutos António Barão mexeria pela primeira vez na equipa, abdicando do 4x1x4x1 inicial, para incluir na partida Bruno, por forma a dar maior poder de fogo ao ataque do Farense. Terminaria então a primeira parte com um resultado tangencial para os forasteiros, castigando de certa forma o Farense pela qualidade do seu jogo e premiando o Louletano pela eficácia, embora sem demonstrar no relvado a superioridade no marcador.

Na segunda parte, o cariz de jogo não mudou muito, mas a verdade é que o Farense foi gradualmente melhorando a sua intensidade e qualidade de jogo, sendo para isso determinantes as entradas de Dinis e Ró-Ró, que mexeram com a equipa e ajudaram-a no assalto final. Logo aos 49 mn seria David Justo a falhar um golo incrível na cara do guardião louletano, rematando de primeira, por cima do travessão, após bela assistência de cabeça de Della Pasqua. Aos 55 mn seria a vez de Barão, servido por Justo na direita, rematar na área para defesa do guarda redes, ressaltando a bola para a trave, o que ainda originou algumas dúvidas sobre se tinha mesmo passado a linha de baliza. Apesar destas duas ocasiões o futebol estava a ser muito mastigado e foi à passagem da hora de jogo que António Barão introduziu então no campo os dois jogadores anteriormente citados, alargando a frente de ataque e dando maior força ao meio campo. Ró-Ró podia mesmo ter empatado a partida minutos mais tarde após ter entrado, com um remate de muito longe que ainda bateu na trave após toque do guardião, tendo Barão desperdiçado outra ocasião de golo, aos 76mn, quando na pequena área, com pouco ângulo, rematado colocado mas proporcionando uma bela defesa ao guarda redes, que expeliu a bola para fora. Assistia-se nesta altura a um jogo um pouco mais mexido e aberto, com a equipa louletana apenas a tentar controlar, mas sem nunca incomodar Costa, que foi na segunda parte uma autêntico espectador. Com a partida a caminhar para o fim, já muitos não esperariam uma reviravolta no marcador, mas contrariando as expectativas, em dois minutos o Farense inverteu o resultado, decerto com alguma felicidade no primeiro lance, mas acabando por justificar a vantagem pela maior atitude na partida, face a um adversário com credenciais mas aquém do que é exigido para uma equipa profissional e campeã. Arbitragem aceitável.

Com este resultado o Farense, aproveitou para subir um degrau na tabela, após o empate 1-1 do Cova da Piedade, fixando-se no terceiro lugar, quando falta uma jornada para o termo da prova. Num altura em que a indefinição reina para os lado do S. Luís, muito por culpa do negócio do estádio, que já se arrasta à vários meses, foi perguntado a António Barão, pela rádio, se iria continuar ao comando da equipa da capital algarvia na próxima época, mas este relegou novidades para outra altura, após uma conversa a ter em breve com Aníbal Guerreiro, e que decerto ajudará a definir o futuro do futebol sénior do Farense.

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 9ª Jornada Fase Subida
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
Assistência: 550 espectadores

17 horas, 30/05/2009
Árbitro: Edgar Gaspar (Beja)
FARENSE 2-1 LOULETANO


(8 mn, por Idalécio, na sequência canto marcado na esquerda do ataque louletano, surge o gigante Idalécio, mais alto que os adversários a desferir um cabeceamento de cima para baixo que se anichou junto ao poste esquerdo da baliza de Costa )
(86m, por Nuno Abreu (a.g.), que fruto de alguma infelicidade foi traído por um centro tenso de Justo na direita do ataque farense)
(88m, por Della Pasqua, marcando de cabeça na sequência dum canto apontada da esquerda do ataque farense)

Farense: Costa; Cannigia, Rui Graça, Carlos Neves, Wilson (Dinis, 59mn); Arlindo (Ró Ró, 62mn), Zé Nascimento (Bruno, 39mn), Barão, Norberto, Justo, Della Pasqua. Treinador: António Barão

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Comissão anula concurso e negocia directamente com interessados

Venda do Estádio de São Luís passou a nova fase

O segundo concurso de venda dos terrenos do Estádio de São Luís foi anulado pela comissão de venda, que está agora a negociar com outra empresa interessada em comprar o recinto. “O concurso foi terminado porque as duas propostas que recebemos estavam muito longe do valor-base, 15 milhões de euros, que tínhamos definido”, disse ao Região Sul o presidente do Farense e membro da comissão, Gomes Ferreira.

Entretanto, uma terceira empresa contactou os responsáveis mandatados pelos sócios para vender o estádio e manifestou-se interessada na compra do São Luís. “Mostrámos receptividade e, neste momento, estamos a negociar directamente com essa empresa”, referiu o dirigente, que não quis especificar em que ponto está a negociação. “Ainda é prematuro antecipar prazos de resolução para que o processo negocial tenha um desenlace que nos agrade”, afirmou Gomes Ferreira. O presidente do Farense garantiu, contudo, que qualquer decisão tomada pela comissão de venda “terá de ser reafirmada, em assembleia geral, pelos sócios”. Depois da primeira tentativa de venda ter sido anulada, em Outubro do ano passado, as condições foram melhoradas no segundo concurso.

O espaço destinado a comércio, serviços, escritórios e lazer subiu de 5 mil para 20.769 metros quadrados, enquanto a zona de habitação diminuiu, sendo permitidos 216 fogos. Mas as alterações não trouxeram resultados práticos. Gomes Ferreira assegura que a comissão de venda não aceita vender “abaixo” dos 15 milhões de euros. O modo de pagamento pode ser a «chave» do negócio. Só com este negócio será possível avançar para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC), que permite ao Farense pagar dívidas de forma faseada.

O passivo do clube, que esta época assegurou a manutenção na III Divisão Nacional, está estimado em cerca de 11 milhões de euros.

Aos que se possam interrogar do porquê desta imagem do Estádio S. Luís a preto e branco, eu respondo duma forma concisa: É desta forma que actualmente vejo a situação do SC Farense...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ser o primeiro...

Com a fama de galã que acompanha Quique Flores, é esta a oportunidade do espanhol mostrar que pode ser o primeiro num campeonato muito competitivo, quando parece que por falta de resultados têm a porta de saída cada vez mais escancarada. É tempo de arregaças as mangar e por mãos obra... Senão vejam aqui!

P.S. - Transmissão televisiva?? Aposto na TVI ou mesmo na TVI24 para dar um ar mais sério à coisa...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Barcelona de Guardiola - O Dream Team II

Não falhei por muito os meus palpites do post anterior. Porque os jornais e televisões nos invadirão com muitas análises deste jogo, e eu não sou nenhum expert, apenas quero realçar que o FC Barcelona venceu duma forma meritória e segura a final de Roma. Apenas se viu Ronaldo nos primeros 25/30 minutos da partida, mas sempre incapaz de materializar em golo as suas tentativas. Por sua vez, o fantástico jogo colectivo do Barça asfixiou todas as acções do Man U, sendo uma equipa mais coesa e harmoniosa na troca de bola e também eficaz na hora de decidir... E nesse momento Messi decidiu, porque é o melhor no momento.

O jogo do ano...

Cheguei agora a casa, faltam 4 minutos para o inicio da partida entre Manchester United e Barcelona, as duas equipas com o futebol mais sexy do momento:
Duelo entre dois históricos do futebol mundial e o tira teimas entre Ronaldo e Messi... Quem vence? No Olímpico de Roma, 67 mil pessoas assistem a este emocionante encontro. Palpites: Vence o Barcelona por 2-1, senão for a penaltis e Messi o jogador da Final...